Portugaltunas - Tunas de Portugal

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A Aventura da Tuna Bracarense

Todos sabemos da inegável importância efectiva que Braga trouxe ao fenómeno tuneril nacional no dealbar dos anos 90 do Século XXI e que se prolonga até hoje. A primeira Tuna de carácter estudantil, no caso, Liceal, que surgiu em Braga foi a Tuna do Liceu Sá de Miranda - numa época  - Estadio Novo - onde as tunas liceais fervilhavam a nível nacional, sendo que hoje, dessas, apenas resta a do Liceu de Évora. Apenas a partir da viragem para a década de 1990 começaram a surgir os grupos culturais que ainda hoje existem. É precisamente em 1990 que nasce a primeira Tuna na Academia Minhota ? a Tuna Universitária do Minho. Curiosamente, numa Universidade onde durante 15 anos não existira qualquer grupo cultural, tudo parece ter nascido em simultâneo: O Coro Académico da Universidade do Minho e o Teatro Universitário do Minho primeiro (1989), juntamente com a implementação do traje que hoje conhecemos na U. Minho - o Tricórnio - sendo que antes trajara Capa e Batina. Depois surge a Tuna Universitária do Minho,  em 1991 a OPUM DEI - Ordem Profética da Universidade do Minho (mais próximo de uma Orxestra Pitagórica do que propriamente do modelo tuneril). Em 1990 surge ainda o grupo de Jograis ? Jogralhos , a Azeituna em 1992 (então como Tuna de Ciências da U.M.) e no mesmo ano a Tun?Obebes - Tuna Feminina de Engenharia da UM, a primeira Tuna do polo de Azurém, Guimarães e a primeira tuna feminina na academia minhota. Segue-se uns 5 meses depois a Gatuna, em 1993, a primeira tuna feminina do polo de Gualtar, em Braga. Posteriormente, em 1994, surge a primeira tuna masculina do polo vimaranense, a Afonsina - Tuna de Engenharia. A tuna que encerra a sucessão intensa de surgimento de tunas ? 6 tunas em 7 anos ? é a Augustuna - Tuna Académica da Universidade do Minho, que surge em Braga no ano de 1996, e que colmata a falha tipológica, então, na Academia Minhota: É a sua primeira tuna mista. Está encerrado o boom cultural e tuneril na U.M. de então. De notar ainda a fundação da Tuna da FacFil - Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga, em 1994 - e extinta em 2000. As Tunas que nascem posteriormente surgem todas em Braga - até hoje mantém-se o duo exclusivo Tun?Obebes / Afonsina em Guimarães, servindo ambos os sexos. Nos anos 90, aliás, não surge mais tuna nenhuma e existe um interregno de 13 anos no que à fundação de Tunas diz respeito. Neste lapso temporal dão-se algumas mudanças, a maior das quais é o desaparecimento da Augustuna. Em 2004 organizam o seu primeiro festival, em 2006 tentam organizar o segundo (não se encontram registos do mesmo), em 2007 está documentada uma festa dos 10 anos da Tuna e em 2008 já não há rasto da Augustuna. Mas mais abaixo iremos novamente à Augustuna.Em 2007 nasce a Estudantina de Braga, mais uma tuna masculina na cidade dos Arcebispos.Entre 2009 e 2013 surgem mais 3 tunas, um mini-boom à escala Bracarense, em parte explicado pelo crescimento sucessivo da Universidade do Minho em número de alunos.A Augustuna não viria a desaparecer ad eternum,vindo a ressurgir durante o mini-boom de tunas que se dá entre 2009 e 2013, agora no formato tuna masculina. A Tuna de Medicina, que nasce em 2009 e que inicia este período temporal de fervorosa actividade cultural, é a primeira Tuna mista ainda em atividade enquanto tal; em 2010 a Augustuna regressa definitivamente e em 2013 fundam-se as últimas tunas (e até hoje) em Braga: a Tun?ao Minho ? Tuna Feminina Académica e a Literatuna ? Tuna de Letras (mista). Convém referir ainda a LexTuna, uma Tuna de Direito que surgiu em 2007 no contexto das comemorações da Associação de Estudantes de Direito da UM, mas que nunca chegou efectivamente a vingar, tendo a sua existência ficado circunscrita a 2 atuações, nenhuma das quais aberta ao público ? fica registado, contudo, o facto  - ainda é possível aceder à sua página do Facebook). Parece ter havido uma tentativa de ressurgimento em 2011 e depois em 2012, mas tanto quanto se sabe, nada daí resultou. Quanto a Festivais, hoje em dia todas as tunas organizam o seu, à exceção da Augustuna e da Literatuna. De todos estes, existe a curiosidade de haver dois festivais que contam com dois dias de espectáculo, algo que começa a rarear no panorama nacional: o FITU Bracara Avgvsta (da T.U.M.) e o CE.L.T.A. (da Azeituna), os dois grandes certames por excelência da Cidade de Braga, com efectiva carga histórica e, consequentemente, relevo de facto no panorama nacional e internacional. Referir ainda As Líricas - Tuna Feminina da Universidade Católica Portuguesa de Braga, fundada em 2003 e a Tuna do Externato Infante D. Henrique, fundada em 1989 - sendo portanto a mais antiga de todas - tuna essa que não pertence ao ensino superior. N.B. - Agradecer a excelente colaboração do José Pedro Rodrigues na elaboração desta Aventura.

 

Post original em: http://asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/2018/02/a-aventura-da-tuna-bracarense.html

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