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A Cainofobia Tuneril
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A Cainofobia Tuneril

Imagine-se Por Uns Segundos Se A Cainofobia Tivesse Imperado Aquando Do Boom Tuneril. Muitos Dos Que Dela Padecem Nem Sequer Estariam Por Cá Hoje...

Cainofobia. Medo mórbido de novidade.


É uma das fobias inexplicáveis de que padece este pequeno grande mundo. Lufadas de ar fresco são isso mesmo, ar fresco. Novidade nunca fez mal a ninguém se atendermos a todas as características que confinam o fenómeno tuneril nacional. Aliás, foi graças à novidade que nos anos 80 e 90 ressurgiram as tunas em Portugal. Mais ainda, foi pelo facto de serem precisamente novidade que hoje estão cimentadas no panorama, se assim não tivessem sido seriam antes efémeros manifestos de moda. O que torna, olhando de forma global, esta fobia ainda mais inexplicável. Ou talvez não.

Para se perceber num meio conservador a cainofobia há que reportar vários aspectos desde logo: A quem incomoda a novidade será sempre o primeiro ponto a observar com particular cuidado. O status quo é algo que fossiliza, logo, a novidade abala esse mesmo estado. Num meio como o nosso, então, o conservadorismo - estado de espírito que em certos meios apenas colhe quando é conveniente - é palavra de ordem, ora por receio, ora por desdém, ora por nada, ora por tudo. A metáfora do new kid on the block é no meio tuneril muito mais do que uma mera metáfora. A Madonna não achou graça quando a Lady Gaga surgiu em cena, mesmo que a tivesse ignorado. Resulta pois da abertura ou não de cada um perante algo novo no meio. A gestão da sensibilidade e do bom senso é sempre pessoal, pelo menos, deveria ser. Porém, neste nosso meio, que funciona muito em espírito de "manada", rapidamente se adopta a cainofobia como forma de estar e ser. Porque o novo é - erradamente - visto como algo pejorativo, quando deveria ser obervado como catalizador para melhor desempenho próprio. Escuso de falar naqueles que proferem desditas apenas porque é novo, sem mais delongas ou considerandos, perdidos que estão no meio da "selva" à procura de bodes expiatórios para os seus próprios insucessos, quais Quixotes a lutar contra os moínhos de vento. Pior ainda a daqueles que há uns tempos curtos acusavam os outros - quando eles próprios surgiram - de ...cainofobia.


Quem dita da mais valia da novidade não é a mesma per si; é o que ela pode trazer de ganho para o todo do fenómeno. Por isso é que a cainofobia em tunas é néscia. Porque não resulta da constatação à posteriori mas antes da - tentativa de - castração à príori somente porque é novo. Tudo o que é novidade - e não se deve confundir com invenções de 3/4 de mês - potencia qualidade, revitaliza o que há, mexe com pré conceitos bacôcos e sem sentido, arrasa a fossilização do meio. Só por isso é sempre a novidade algo de positivo. E assim deve ser vista por todos aqueles que, de algum modo, gostam mais de tunas para além da sua própria. É atestado de vida, do fenómeno desde logo, que assim se vai reciclando, renovando, mutando, oferecendo novas perspectivas, desde logo, ao todo do fenómeno. 


Imagine-se por uns segundos se a cainofobia tivesse imperado aquando do boom tuneril. Muitos dos que dela padecem nem sequer estariam por cá hoje...

RT
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