Portugaltunas - Tunas de Portugal

R T

Tuna vs Praxe | Parte II

"A diferença e arrepio do que se faz na maior parte das Tunas face ao imposto em códigos, decretus, convocatios de quem tutela a praxe na Academia é tanta que em muitos casos se assiste a uma autêntica intifada dessas estruturas contra o modus vivendi da Tuna que mais representa a Academia."

Gato^Preto, 11/10/2010


Qvid Jvris?

 

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Gato Preto
responde a R T:

Caro R.T.,

Não tenho podido participar como gostaria aqui no fórum, mais especificamente neste tópico que se inicia tendo por base uma minha citação, devido a um bom problema. Muito trabalho.

Fica a promessa que farei um post em breve, tanto mais que estes assuntos, se bem que um tanto ou quanto deslocalizados no tempo, continuam a merecer a atenção histórica com a qual a essência deverá ser tratada.

Até já e mantendo a secreta esperança que nos possamos rever dentro em pouco (talvez na Guarda) sou este amigo a enviar

Um abraço!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Caros:

a situação a que o Gato se refere - ataque desenfreado das estruturas da Praxe às tunas que não vergam o joelho aos caprichos da veteranice de aviário - é mais sentida nas duas grandes academias "clássicas": Coimbra e Porto.

Creio que nos restantes casos (à excepção de Lisboa, talvez), o folclore estudantil e as tunas nasceram quase em simultâneo. Estas, envergando os trajes criados a metro, ajudaram a vulgarizar uma determinada imagem, trazendo esses trajes para o quotidiano dos estudantes e da população não-estudantil.

Prestaram um serviço que os organismos se prestaram a retribuir concedendo todo o tipo de isenções, cavalgando as tunas (e estas deixando-se prazenteiramente cavalgar) como vanguardas dos seus interesses próprios. Uma mixórdia.

Em Coimbra e no Porto, não assim: na primeira, a Praxe existiu durante séculos antes do aparecimento das tunas; da segunda, que importou essa Praxe e a ela aderiu (embora com flutuações e apropriações), o mesmo se pode dizer: ao adoptar a Praxe, ficou sujeita aos mesmos ditames e obrigada a respeitar esse mesmo património.

Ora as tunas não nasceram da praxe, pelo que em rigor não têm de se sujeitar aos ditames da mesma. Se os elementos do Teatro Universitário do Porto não têm de parar a peça para anunciar a entrada do «Dux-qualquercoisorum» na sala, a que propósito é que uma tuna terá de o fazer para anunciar a veteranice saloia e sedenta de protagonismo? E a equipa de basquete? Tem de parar o jogo? Era o que mais faltava!

E se não tem de mostrar deferência nisto, também não tem de mostrar deferência em rigorosamente mais nada.


Pois então com uma tuna é a mesma coisa: é tão independente dos organismos de Praxe (ou do folclore estudantil local) como qualquer outra actividade desenvolvida por estudantes.

Agora: se envergar o traje académico, EM COERÊNCIA terá de respeitá-lo até às últimas consequências, quer dentro, quer fora do palco. Mas uma coisa é o respeito pela Praxe, outra é sujeitar-se a todos os caprichos.

Mandem-nos rachar lenha, que é o mais apropriado para quem está fora.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Bruno Serra
responde a R T:

Eu cá acho que a praxe dentro da tuna é um bem muito necessário, tanto na coesão como no funcionamento geral de uma tuna!!!
Um programa hierarquizado faz com que os processos funcionem de uma forma fácil e eficaz, permitindo que as tunas perdurem...

 

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O Conquistador
responde a Bruno Serra:

Concerteza, Bruno. Mas não é isso que está em causa.

O problema não é a nível da relação entre os membros da tuna, mas a relação da tuna, como grupo, com organismos da praxe da academia, como, por exemplo, os conselhos de veteranos.

Há quem ache que as tunas devem subordinar-se a estes. Eu acho que não.

No entanto, eu ou tu, enquanto simples estudantes, num dia normal de aulas, por exemplo, estamos sujeitos aos ditames desses organismos, como é evidente. Posso ser veterano, mas se entro para a tuna este ano sou tão caloiro na tuna como outro qualquer colega do primeiro ano que também esteja na tuna pela primeira vez.

Há quem achasse e ache que por ser finalista não teria, ao entrar para a tuna, de ser tratado como caloiro na tuna, por possuir um grau hierárquico elevado cá fora. Ou então que as suas decisões (mesmo sendo caloiro) teriam de ser acatadas pelos restantes membros da tuna que lhe fossem inferiores na praxe académica.

Para mim, isto não faz o mínimo sentido. A meu ver, terá de respeitar e subir a pulso os degraus hierárquicos da tuna, em igualdade de circunstâncias com todos os outros.

Este é apenas um aspecto mais visível do quanto as relações tuna/praxe podem ser espinhosas. Há outros aspectos mais subtis: ingerência nos convites que a tuna aceita/deixa de aceitar, no tipo de repertório, na forma como a praxe se processa a nível interno, etc.

Por isso digo: quem está fora, racha lenha.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Nem mais. E adianto: culpa nossa, os de então, do "boom". Mea culpa, assumo.

Nunca foi dito, então, seja a quem seja, que a Tuna nasceu FORA da universidade e antes dela. É aqui, neste ponto, que resulta o tremendo equívoco: Achou-se, pregou-se e praticou-se que a Tuna tinha nascido da Praxe, na Praxe e para a Praxe. Errado. Esta última resgatou-a e moldou-a, fez-lhe um "embeebed" tipo foto em formato JPEG em folha de word. O "problema" é que a "foto" tem identidade própria e a montante da recuperação das Tradições Académicas e da Praxe; é o que resulta da história da tuna em sentido lato.

Se repararem, a contrario sensu, nunca a tuna assumiu uma preponderância dentro da Praxe somente por o ser: O tuno nunca ficou isento da Praxe por ser tuno, o tuno nunca teve assento vitalicio nos orgãos da Praxe pelo mero facto de ser tuno, o tuno nunca teve prerrogativas especiais dentro da Praxe meramente por força de ser tuno, simplesmente. Assim sendo, por que razão mais estranha o contrário teria de ocorrer?

A Tuna é uma manifestação da Praxe, apenas, como tantas outras. Composta por estudantes que estão - o que resulta da época do "boom" tunante - NA Praxe. Mas podem ser estudantes universitários e não estar na Praxe e serem uma Tuna. Pode. Claro que sim.

Bem sei que se andou anos - o tal mea culpa -a dizer que não, que uma coisa implica a outra e ponto final. Mas li, estudei, esgravatei os baús da história -e assim o continuo a fazer - e concluí-se, afinal, que estavamos, nós, os do "boom" de então e quarentões de hoje, errados. E estavamos errados porque só agora se resolveu ver, de facto e com propriedade, como é que a coisa era e foi. Mais vale tarde do que nunca e só não erra quem nada faz.

Abraços & Beijos!

 

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R T
responde a R T:

"No entanto, eu ou tu, enquanto simples estudantes, num dia normal de aulas, por exemplo, estamos sujeitos aos ditames desses organismos, como é evidente. Posso ser veterano, mas se entro para a tuna este ano sou tão caloiro na tuna como outro qualquer colega do primeiro ano que também esteja na tuna pela primeira vez." (fim de citação)

Eís a "profissão de fé" que resume, claramente, como as coisas se processam, como elas são, como devem de ser. Isto, claro, se a tuna é composta exclusivamente por Praxistas (a esmagadora maioria e no caso nacional actualmente, derivado, mais uma vez da conjuntura do "boom" de finais dos anos 80/inícios dos de 90 do século passado (XX).

Mais avanço: Já temos -e mesmo dessa altura at+e, do "boom" - tunas que assentam no modelo organizacional de associação cultural/juvenil, que, por força do mesmo modelo, têm obrigatoriamente um regimento estatutário próprio que, a dado passo, hierarquiza internamente, atribuí direitos e deveres e regula disciplinarmente os seus componentes. Ora, sucedeu que na esmagadora maioria dos casos esse regimento legal estatutário abarcou os cânones da Praxe nesses âmbitos (já que noutros segue de forma pura o formato associativo, como questões patrimoniais e outras, que nada tem a ver com Praxe) , adaptando a Praxe à estrutura legalista derivada do formato associativo. Mas poderia não ter sido assim, como pode nem ser assim até, hoje em dia. Se virmos a Praxe como fonte de Direito, assente em costumes e hábitos, facilmente se percebe que é possivel "casar" um modelo com o outro. Mas nada obsta a que haja uma Tuna universitária que, no seu regimento estatutário, apenas tenha os preceitos legais normais e sem recorrer à Praxe como fonte de Direito. Nada obsta.


 

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R T
responde a R T:

E - porque me esqueci acima - evitando desde já algum mal entendido, que fique claro que em altura alguma estou a defender e/ou a atacar a associação entre Tuna e Praxe; apenas digo o que resulta do estudo da tuna enquanto tal, nem mais, nem menos. Em suma, não é questão opinativa/de gosto, é questão factual: a Tuna é "importada" (e moldada) pela Praxe e para o seu seio. Da mesma forma que o Andebol ou o Tetaro Universitário podem ser "importados" pela Praxe e para o seu seio. Acontece que estes não foram (grosso modo) e a Tuna foi. Prova inequívoca da sua real importância intrínseca, atrevo-me a dizer.

 

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R T
responde a R T:

Errata: onde se lê, acima, "tetaro" deve-se ler obviamente "teatro". Não, nada a ver com o acordo ortográfico, apenas teclo rápido demais.....

 

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Bruno Serra
responde a O Conquistador:

Não posso deixar de concordar que a tuna deve ter um código próprio, sendo independente de qualquer Academia. No entanto, deve existir cooperação entre os dois lados. Ou seja, quem está na tuna, ou quem quer estar da tuna, deve seguir as regras da tuna, respeitando também as regras da academia. Não deve existir vassalagem, mas sim uma discussão e um consenso para poderem coexistir ambos.
Penso que este problema surge mais em tunas recentes do que em tunas com vários anos de existência, pois na maior parte dos casos de tunas com mais idade os veteranos são os mesmos!!!

 

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André Pereira
responde a O Conquistador:

O problema é que há mochos por aí que parecem gostar demais do souto dos outros e depois... como não há bom senso... dizem-se as verdades e zangam-se as comadres ;)

 

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Gato Preto
responde a R T:

Caros amigos,

Antes me alongar sobre o tópico em epígrafe, convém referir desde já que o excerto que o sustenta é só e apenas isso, um excerto.
Tem a ver com uma passagem de uma pequena reflexão por mim elaborada num tópico anterior referente à mesma questão, trazido aqui pelo Wanzely Me.

Reportavamo-nos então, a um determinado período da nossa, já não tão recente, vida Académica. No caso particular a alusão e narrativa feita era, em concrecto, sobre as relações enviesadas que as duas casas baluartes do associativismo Tunante, tal como hoje o concebemos na sua generalidade, mais representativas da altura mantinham com as respectivas estruturas da praxe das suas Academias.
Falava-se obviamente do Orfeão Universitário do Porto e da Secção de Fado da AAC, espaços colectivos que albergam respectivamente a TUP e a EUC.

E desde logo porque se em muitos casos, as Tunas foram de per si o arranque de todo o movimento tradicionalista de toda uma Academia ou Espaço Académico, o caso a que aludimos apresenta grandes diferenças.

Se no caso de Coimbra, a Secção de Fado corresponde ao desígnio de muitas gerações, que ao ver os seus centenários grupos ao serviço de novas lógicas e dogmas próprios do pós 25 de Abril, abandonando de todo os valores da sociedade académica Coimbrã, impuseram a vontade de sob uma nova égide voltarem a dar à Academia a cor que sempre a identificou, no caso do Porto a questão põe-se diferente tanto mais que o Orfeão, independentemente da igual cristalização da praxe Académica da Academia, nunca parou a sua actividade associativa.
Depois vem o a seguir.

Não podendo precisar (o Conquistador falo-á, por certo) se existia, sendo normal que assim fosse, alguma centelha do antipraxismo do Porto, dentro do próprio Orfeão, este com a força bairrista tão caracteristico da Academia portuense, rápidamente se tornou no orgulho da afirmação da "nova" Academia durante o "boom" da remontada das tradições, organizando o 1º Festival de Tunas com o actual formato, identificando-se com a sua Academia, lançando hinos e transportando os seus ancestrais costumes para uma Academia que como em Coimbra estava a escrever a sua própria história.

Aliás, pessoalmente, considero esta altura tão importante no modelo social Académico e imputo as suas incidências no advento das novas mentalidades juvenis no que respeita ao movimento associativo, tal qual a coragem daqueles que no dia 25 de Novembro de 1920, em Coimbra, pela calada da noite, assaltaram o Clube dos Lentes e ocuparam aquela que com muita luta viria a ser a 1ª sede da AAC. Depois daquela noite, qualquer Tuna nos dias de hoje, tem direito ao seu espaço, no pleno usufruto do reconhecimento e validade do movimento associativo.

Voltando ao assunto, e em jeito de comparação, dizia que ao passo que o OUP, reassumiu o seu lugar na história da tradição da Academia, os organismos que lhe correspondiam em Coimbra nunca deram o passo. Foram sublimando a crescente vontade da Academia, alhearam-se na história, mantiveram-se conservadores num progressismo que já só existia nos murais das Republicas...de certa maneira abriram o espaço ao aparecimento da Secção de Fado, esta apoiada na força esmagadora de uma Academia que queria Capa, Fitas, Fado, Canção, em suma os valores de sempre!

Aqui chegados, uns de uma maneira, outros por outra, facilmente se constata, que tanto o OUP como a SF/AAC, eram a charneira emblemática das respectivas Academias. Tudo o que se fazia no seu interior pululava rapidamente pela Academia. De uma forma avassaladora. Ritos, Usos, Costumes, Músicas, Gritos Académicos, Forma de envergar a Capa e Batina, tudo era facilmente adoptado pela restante Academia.

Depois de um ínicio ombro a ombro, cedo se percebeu, que a capaciadade de mobilizar a Academia para as boas coisas era muito superior na actividade Cultural dos Grupos Académicos face à postura impositora das estruturas da praxe.
Mais depressa se compra um disco que se lê um Decretus.
Com isto vieram tricas, tentativas de ingerência, declarações de heresia, ameaças e confrontos. Mas o facto é que o estatuto ainda hoje prevalece e se alguém poderá estar a levar por tabela, à conta da "mão direita é penalty" ou da catarse do "ad libitum" será sempre a Tuna.

Como saberão, numa Tuna as hierarquias existem, mas é forçoso que sejam muito mais agilizadas. Tenho como adquirido que a boa praxe é integrativa, amiga e solidária. De que me servirá, ou à minha Tuna, ser arrogantemente superior se não estiver a ser didacta? Deverei ser reconhecido na minha superioridade hierarquica só por ser mais velho ou por ter mais experiencia, ser um bom interlocutor e poder contar uma história? E a velha máxima de que quem quer ser respeitado deverá dar-se ao respeito, ninca fez tanto sentido como numa Tuna.

Uma boa Tuna terá que se saber preservar quanto à tentação do primado básico da praxe, tantas vezes mal manuseado e empregue de forma vil.

Não meus caros, para se construir um Orfeão ou uma Secção de Fado, foram precisos muitos mais momentos que os Códigos postulam. Uma coisa é a postura individual, e todos nós somos responsáveis pela forma como a imagem da instituição Estudante é actualmente reconhecida. Outra coisa são as nossas Casas. Aqui existem direitos, mas muitos mais deveres. O principal de todos é que perdure e seja motivo de orgulho para nós e os nossos, toda a Academia e, arrisco porque posso, País.

Uma Tuna, ou qualquer Grupo académico, se na praxe, deverá observar todas as regras que esta defina. As regras são para cumprir e as prevaricações para punir. Mais que isto, não. Definitivamente.

Um abraço

 

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O Conquistador
responde a Gato Preto:

Caro Gato:

leio esta tua intervenção apoiado no cóccix, para poder aplaudir com as mãos e os pés ao mesmo tempo! EX-CE-LEN-TE!

«Não podendo precisar (o Conquistador falo-á, por certo) se existia, sendo normal que assim fosse, alguma centelha do antipraxismo do Porto, dentro do próprio Orfeão,...»: esta tua suposição está inteiramente correcta.

Também por cá (com especial incidência a partir de 1972 e sensivelmente até 1975) a capa e batina foi substituída, como traje orfeónico, por calça preta e camisola de gola alta branca. Foi o «período brechtiano» do OUP.

O resto foi aquilo que se sabe. AGs (tão em voga na altura) atrás de AGs, agressões verbais e físicas entre "reaças" e "comunas"... etc.

Aquele abraço! A paparoca faz-se cada vez mais urgente, grande amigo :)

BOA MÚSICA!

 

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André Pereira
responde a O Conquistador:

E estas brincadeiras nem envolvem dinheiro ou muito dinheiro. É só mesmo uma questão de poder. Já imaginaram se envolvesse dinheiro e poder ao mesmo tempo?... Enfim...

 

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O Conquistador
responde a André Pereira:

Ai não, não envolvem...

A exemplo do que se passa no Porto, onde a FAP serve de trampolim para outros voos partidários e cuja Queima gera centenas de milhares de Euro (não arrisco a dizer que chegue ao milhão, mas pouco deve faltar), o poder, a pouca-vergonha e o dinheiro a rodos fazem uma mistura explosiva.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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André Pereira
responde a O Conquistador:

Conquistador, estava apenas a referir-me à praxe (CV's) e não às organizações políticas/eventos geradores de bilheteiras... Isso já são outros soutos com outros mochos...

 

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O Conquistador
responde a André Pereira:

Pois sim, caro André. E já que falamos de mochos, era bom que também esses "piassem mais fino" quando se trata - por exemplo - de convidar os grupos das respectivas academias a participar nesta ou naquela actividade.

Mas tens razão: fiquemos neste souto. Já dá trabalho que chegue!

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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André Pereira
responde a O Conquistador:

Pois é... só neste souto a confusão que existe entre praxe e tunas já é tão grande que nem vale a pena meter o souto da politiquice.

Aliás para este ano, segundo o que ouvi dizer, já vai haver novidades em relação a um festival que ocorre na altura da queima... vai ser uma confusão... e outra mais gira ainda... a legitimização deste ou daquele festival através do reconhecimento ou não reconhecimento praxístico da tuna em questão. Pois é... não sei onde é que isto vai parar...

 

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R T
responde a André Pereira:

A ser verdade - o que desconheço neste momento se é ou não - só comprova ainda mai a validade do modelo de tuna enquanto associação cultural autónoma.

Abraços!

 

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Gato Preto
responde a André Pereira:

Caro André,

Desculpar-me-às o facto de não saber a qual Academia pertences. Se, por acaso, for à minha, deverás começar a aperceber-te de certas coisas, más coisas. Se não, fica o exemplo.
Tudo tem uma História. Vamos a ela.

A primeira manifestação praxista institucional após o Luto Académico de 1969, tirando uns arrufos, foi a Semana Académica de 1979, levada a cabo pela AAC e pelo Movimento de Restauração e Reorganização da Praxe. A JSD, ao conquistar a AAC, tendo-a "virado" politicamente à direita apontou para a dealba das tradições como objectivo primordial da sua inserção no Movimento Associativo. Conseguiu o desidrato com tal acuidade que anos mais tarde o próprio Celso Cruzeiro, conjurado de 1969, classificou de "erro histórico da juventude comunista e causa do desaparecimento da UEC" o combate e o alheamento ao reatar das tradições.
A crescente moderação e convergência dos estudantes socialistas face ao fenómeno das tradições académicas (lembro que a JS no pós 1974, considerava-se "trotskista"), constituiu um argumento de peso para que na Academia, crescesse a convicção de que a política associativa partidária não puderia controlar a realização das Festas Académicas, nomeadamente a Queima das Fitas. Era um bife demasiado apetecível que nenhuma queria deixar para a outra.

Enquanto JSD e JS se de gladiavam no cenário da política e das conquistas da Direcção Geral da AAC, o Conselho de Veteranos chamou a si a realização da Queima de 1980, criando para tal a Comissão Central da Queima, estrutura composta por um elemento de cada Faculdade, cabendo a presidência sempre ao elemento de Medicina. E assim foi até ao inicio da década de 90.

O facto é que com a transformação conhecida na lógica das Festas Académicas, com Coimbra e Porto "engalfinhados" a ver quem ultrapassava quem, promovendo cada qual autênticos festivais de "mais Rock, menos Academia" começou a ser
muito dinheiro logo muito poder, muito compadrio, muito cacique centrado apenas em sete estudantes.
Será fácil imaginar o apetite dos agentes ligados ao fenómeno musical face a um alvo como Instituições Académicas com estudantes sedentos de ambição que da vida dos negócios pouco ou nada conheciam, a não ser que com mais ou menos esperteza no final da Festa o carro novo lá estaria..

A corrida ao lugar de Comissário da Queima era por essa altura igual à do Ouro de MacKenna...Importa referir, que a única estrutura tutelar era o Conselho de Veteranos.

E a Festa ia crescendo, os interesses aumentando, as parcerias milionárias aparecendo. Exclusividade da cerveja, exploração das comidas, bebidas, diversões, empresas de segurança, concessionários automóveis, media partners...e o estudante cada vez mais chutado para canto.

E quem tutelava a Festa? O Conselho de Veteranos...até que em 1996, o FESTUNA, sendo uma organização da Secção de Fado da AAC intitulava-se "FESTUNA - Festival Internacional de Tunas da Queima das Fitas" foi alvo de uma tentativa de "nacionalização" por parte do Conselho de Veteranos, por alegados interesses de ordem Académica e pelo facto de ser considerado uma "manifestação praxista de relevo".
Decidiu então o Conselho, pasme-se, atribuir a sua realização a outra Tuna, a qual segundo consta seria "um grupo que cumpre à risca todas as directrizes preceituadas na Praxe Académica de Coimbra".

A pronta e enérgica reacção da Secção de Fado na defesa do seu património originou muitas coisas como se calculará.
Uma delas, e com a total solidariedade da AAC, foi a transformação da estrutura da Queima das Fitas numa outra onde os organismos Culturais e Desportivos estão representados. Mas o facto, é que ainda hoje o Conselho de Veteranos possui uma presença tutelar no controlo da Festa, e participa na distribuição de verbas decorrentes dos lucros da Queima, que asseguro, há muito entraram na casa do milhão.

O que fica para a história é que a Secção de Fado venceu a luta para ficar com o seu Festival de Tunas...mas este, nunca mais viu um cêntimo...

Uma luz ao fundo do túnel tem sido acendida, segundo me dizem...mas penso que em relação a poder e a dinheiros,...Ui,ui, como dizia o Conquistador.

Um abraço

 

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André Pereira
responde a Gato Preto:

Caro Gato Preto,

Estás desculpado ;). Pertenço à mesma Academia que o Conquistador e que o RT. Desde 1996 que a conheço muitissimo bem... a todos os níveis, praxisticamente e politicamente também.

Esta discussão centra-se sobre a Praxe e a forma como esta se relaciona com a Tuna. Sei que em Coimbra, embora vá dar tudo ao mesmo, as coisas misturam-se um pouco. Desde o renascimento das tradições nos finais dos 70 e inícios dos 80 as coisas têm sido sempre assim. Mas a questão fundamental aqui é a Tuna.

Sempre defendi que o bom senso e o saber estar deveriam pautar as relações entre as Tunas e as Praxe. É óbvio que as Tunas devem respeitar a praxe académica e todos os seus preceitos, mas não esqueçamos que a Tuna tem outras missões na vida. Tem outros objectivos, outras metas a atingir. Se puder atingi-las respeitando os preceitos, optimo, senão conseguir é porque está a falhar em algum lado... mas sinceramente não me parece que a falha seja da Tuna em si.

Todos nós sabemos e podemos verificar que as Tradições Académicas e a Praxe, fruto dos tempos e da sua evolução, têm sofrido e levado muita pancada. Os miúdos de hoje em dia não querem saber da Praxe e da Tradição Académica. Querem é festa, copos, ganza e se possível, acabar o curso indo de Erasmus para comerem umas moças no Leste ou no Norte Europeu. As meninas preferem Itália ou Espanha. E agora sejamos honestos e verdadeiros. Quem no meio das tradições académicas pode proporcionar alento a esta mentalidade? De certeza absoluta que não é o clube de xadrez... por muito respeito que tenho ao clube de xadrez. Também não é o clube de teatro ou a equipa de badminton... mais uma vez com todo o devido respeito. Quem é afinal?

As Tunas. Óbvio. Nós andamos de um lado para o outro. Tocamos, encantamos, as moças/moços (pras tunas femininas) não nos largam. Bebemos, curtimos e somos os maiores da nossa rua. Obviamente que um miudo que vai para o Ensino Superior (onde lá já não lhe vão ensinar nada de novo) vai querer ir logo para a cena mais fixe. A Tuna.

Estamos a ver todos onde é que isto vai dar... não estamos? A Tuna deverá ter um papel cultivador e influenciar o novato a estar na Praxe? No meu ponto de vista sim. Deverá ser esse o seu papel fulcral? Obviamente que não. E é exactamente aqui que surgem os problemas entre a praxe e as tunas. Esse papel não é o da Tuna. É o dos Cvs e das Comissões de Praxe.

Se as Tunas hoje em dia são mais interessantes e cativantes que a Praxe? São. Mas sempre foram assim... talvez o outro lado tenha perdido o glamour. Se calhar e isto é apenas uma ideia... que tal repensarem as cenas? Tipo... Encontrar nesta nova mentalidade algo que esteja em comum com a Praxe, desenvolver esse conceito e paralelamente como ninguém quer a coisa, espetar-lhes uma boa dose de tradição e conceitos académicos...

Não sei... é uma ideia... talvez funcione... o que não funciona de certeza é encontrar nas Tunas um bode expiatório para o que se passa hoje em dia nas Tradições Académicas/Praxe. Sabem porquê? Porque nas Tunas ainda há muitos burros velhos que não vão em cantigas...

Abraços a todos!

 

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Gato Preto
responde a André Pereira:

Na generalidade, e concedendo, estou de acordo com o que reportas. Nomeadamente com o papel que a Tuna enquanto espaço colectivo deve transportar para a consciencialização do que é ser-se bem formado. E não se trata da formação enquanto estudante, é mesmo enquanto pessoa.

Mas a questão fundamental neste tópico, não é a Tuna, tampouco a praxe da Tuna. O que motivou o tópico é a relação Tuna vs Estruturas da Praxe.

E estávamos a falar de poder, dinheiros e ingerências... E quanto a isso, meu caro, ...reafirmo o Ui,ui.

Abraço

 

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O Conquistador
responde a André Pereira:

Caro André:

concordo com algumas das coisas que escreveste, com outras nem por isso...

Dizes:

«Sempre defendi que o bom senso e o saber estar deveriam pautar as relações entre as Tunas e as Praxe.» 100% de acordo.

Dizes mais:

«É óbvio que as Tunas devem respeitar a praxe académica e todos os seus preceitos, mas não esqueçamos que a Tuna tem outras missões na vida.»

Desculpa a curiosidade, mas "é óbvio" porquê? Que praxe tem de respeitar a Tuna Universitária de Beja? Ou o Real Tunel de Viseu? Ou a Infantuna? Nenhuma delas usa o (ou um dos) traje(s) académico(s) das respectivas academias. Que tem a praxe a dizer sobre o caso? Que tem a praxe que autorizar ou deixar de autorizar, exigir ou deixar de exigir, aprovar ou deixar de aprovar que se use/adopte o/um traje para a tuna? Não sei se essas tunas pediram autorização e a quem . Penso que o não fizeram: se assim foi, andaram muito bem.

A decisão de adoptar o traje A ou B é do exclusivo foro dessas tunas, é do exclusivo foro de qualquer tuna. Se, por coincidência, for o traje da academia (como é o caso da tua tuna ou da minha), acho que cada tuno individualmente tem o dever de o respeitar e que a tuna como um todo deve ter como norma respeitá-lo e impor essa cultura junto dos seus tunos. Mas, enquanto grupo/entidade, deve ficar por aqui. Se fosse cumprir "todos os preceitos", teria de respeitar o da hierarquia. E é aqui que os problemas começam. Suponhamos que o Magnum decide arbitrariamente declarar a tua tuna "persona non grata", ou que delibera que a tua tuna deve ser desclassificada num dado concurso (no FITA, por exemplo). Teriam de cumprir esse "preceito"... e cara alegre!

Mas penso que o queres dizer é que deve "respeitar todos os preceitos" de uso do traje (não andarem cobertos de pins ou brasones, não inventarem maneiras de traçar a capa, não usarem acessórios ridículos - cabeleiras, óculos de sol gigantescos, etc.) Se é isto, estamos de acordo.


Dizes a seguir:

«Se puder atingi[r as suas metas] respeitando os preceitos, óptimo, se não conseguir é porque está a falhar em algum lado... mas sinceramente não me parece que a falha seja da Tuna em si.»

Se estamos a falar de respeitar os preceitos de uso do traje, estamos mais uma vez de acordo. Se estás a fazer uma serenata e vem um "duche" qualquer a dizer que tens de ir a casa da namorada dele porque ele é mais velho, ou se se lembrar de proteger os caloiros, ou se lhe apetecer proibir os teus caloiros de tocar, convocando-os para uma serenata à mãe dele, em que ficamos? Deve-se respeitar? Não se deve respeitar - e lá vão os preceitos?

É preciso bom senso, dizes tu. E muito bem. A Judiciária, a PSP, a GNR, os Bombeiros... são coisas diferentes e assumem que são. No entanto, quando é preciso colaborar, colaboram. Quem quer ou precisa, pede a colaboração. Os outros prestá-la-ão (ou não) e de acordo com as suas possibilidades e competências. Pode até mesmo acontecer que, para finalidades específicas, cedam o comando a outra força, se "submetam" temporariamente em nome de um bem maior, mas conservando a sua independência. Assim devem ser pautadas, a meu ver, as relações entre as tunas e a hierarquia da praxe.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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O Conquistador
responde a O Conquistador:

Ainda uma achega.

Disse eu: «É preciso bom senso, dizes tu. E muito bem.» E esqueci-me de acrescentar: Mas quando esse bom senso não existe - ou quando o risco é demasiado grande - o melhor é cortar o mal pela raiz. A Judiciária... (etc.)

 

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R T
responde a O Conquistador:

Sou capaz de jurar que quando abri este tópico não fazia a mais pequena ideia....é que, segundo alguns sectores - e que entretanto confirmei - vem aí "borrasca" nestas matérias - e da grande - cá para estes lados......ou não!

To be continued....por ora fico-me por aqui....

Abraços!

 

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André Pereira
responde a O Conquistador:

:) olá!

Caro Conquistador:

"Mas penso que o queres dizer é que deve "respeitar todos os preceitos" de uso do traje (não andarem cobertos de pins ou brasones, não inventarem maneiras de traçar a capa, não usarem acessórios ridículos - cabeleiras, óculos de sol gigantescos, etc.) Se é isto, estamos de acordo."

Nem mais. Se na nossa Academia andassemos de calções de balão e camisas aos folhos... nem sequer estavamos a discutir.

"Se estamos a falar de respeitar os preceitos de uso do traje, estamos mais uma vez de acordo. Se estás a fazer uma serenata e vem um "duche" qualquer a dizer que tens de ir a casa da namorada dele porque ele é mais velho, ou se se lembrar de proteger os caloiros, ou se lhe apetecer proibir os teus caloiros de tocar, convocando-os para uma serenata à mãe dele, em que ficamos? Deve-se respeitar? Não se deve respeitar - e lá vão os preceitos?"

Ora... aqui é que entra o bom senso. Da mesma forma que o "duche" que tu falas não interrompe uma partida de futebol universitário ou uma peça de teatro experimental universitário para convocar caloiros, porque não passa pela cabeça de ninguém fazer isso... o mesmo deve-se aplicar às tunas. Se o tal "duche" quer uma serenatazinha que custa pedir? Ou oferecer uns finos em troca de tal façanha? Colaborar, ajudar e contribuir pelo bem maior da Academia acho que é algo que qualquer tuna da nossa Academia não só não se recusa como tem orgulho em o fazer. Agora ordenar e falar de cima da burra só porque é "duche"? Nesse aspecto estamos os dois inteiramente de acordo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

 

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Gato Preto
responde a André Pereira:

Olá a todos mais uma vez.

Ao contrário do habitual, esta vai ser curta.

Só para dizer que cá no burgo, há porcos que andam de bicicleta. Há que já os vi.

Abraço

p.s. - sobre questões de ingerencia, ocorre-me agora o lamento de alguns membros do Orfeão, quando o C.Veteranos deliberou que o Grupo de Fados não iria tocar à Serenata. A validade de uma Instituição não se põe em causa pela qualidade, mas sim pela sua história e significado. E isto aconteceu no Porto.
Aqui passa-se o mesmo. Ignorância.

 

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J.Pierre Silva
responde a Gato Preto:

NOTA PRÉVIA: seria de equacionar a possibilidade de podermos responder a um tópico sem ter de responder a ninguém em concreto (fica a observação á administração, isto porque pretendo responder a todos, mas aninguém em específico).

Ora cá vai:

Dizer, à laia de intróito, que espero que os organizadores do próximo ENT estejam atentos a este tópico, o qual me parece conter um assunto assaz pertinente, pelo menos do ponto de vista histórico: perceber como e por que se chegou a esta confusão entre Praxe e Tuna.

Depois, aplaudir as intervenções aqui feitas e, principalmente, as explicações de cariz histórico dadas pelo Gato Preto.

De facto, e começando por aí, convirá compreender que no dealbar da recuperação das tradições académicas e reabilitação, e consequente diáspora, da Praxe, aos protagonistas de então sobrava em voluntarismo, altruismo e boa vontade o que lhe faltaria em conhecimento da Tuna.
Como já aqui foi dito neste portal repetidas vezes, muitos desses protagonistas eram Homens dos 7 ofícios, envolvidos em tudo quanto havia, desde o associativismo, à cultura, passando pelo desporto, etc.
Existia, na altura, uma febre e desejo de exteriorizar e congregar todos em torno de uma cultura e identificação, vivendo-a, de facto (ao contrário de hpoje onde, sob a desculpa do academismo e das tradições, assistimos a eventos meramente circenses e comerciais).

Estamos (estávamos), recordo, na época da multiplicação de códigos de praxe e, concomitentemente, na pandemia tunante, com tunas a nascerem como cogumelos a uma velocidade louca. No que concerne a Tunas, fazia-se, não se pensava.

Porque quase sempre, numa 1ª fase, os protagonistas do boom e da praxe eram os mesmos, porque não existia um conhecimento, de facto, do que era uma Tuna (pelo menos nas relações com as demais instituições estudantis, ou seja órgão sde praxe eassociações de estudantes), foi com naturalidade que se achou ser a Tuna uma expressão da Praxe (e foi-o, e tem sido - mesmo se aspectos diferentes e independentes na essência) ou mais uma actividade própria do labor associativo.

A Tuna foi bandeira, porque tipologia mais apetecível (escuso agora explicar as razões que todos sobejamente conhecem), porque novidade, porque......... quejandos e queijinhos.

Não creio que fosse mal intencionada a tentativa dos organismos de praxe em querer tutelar as tunas, dado que o entendimento generalizado era que as tunas, como expressão da Praxe (como quase todos entendiam), e porque, nessa altura, reparem bem, ainda nem sequer existiam trajes só de tuna: as tunas e seus tunos trajavam o traje da academia respectiva.
Também porque, na época,os próprios estudantes/tunos não tinhamoutra referência e o seu meio identificativo era, precisamente, o da Praxe e sua organização, estruturas e hierarquias. Para osefeitos legais, por vacância de personalidade jurídica, a tuna passou, em termos, digamos, administrativos ou oficiais, a ser, muitas vezes, de facto, núcleo ou departamento associativo: para a Praxe e aspectos relacionados, tutelavam os organismos de praxe; para aspectos legais e de "próforme", ficavam sob alçada da associação de estudantes.
Deste modo, e durante muitos anos, a Tuna pertenceu a 3 esferas: à Praxe, à Associação e, nos aspectos de organização musical e pouco mais, a si mesma.

A falta de conhecimento sobre a natureza da tuna foi rapidamente colmatado com a aplicação do que se conhecia, então, à Tuna: as regras e normativos reguladores da praxe. Por isso mesmo é que, durante largos anos (e ainda vai sucedendo) as hierarquias na tuna seguiram muito o preceituado no código da praxe a que estavam subordinados os tunos, enquanto estudantes. Obviamente que se, individualmente, todos se sentiam pertença à cultura e regras da Praxe, a soma de todos - a Tuna - levava a entenderem que o próprio grupo também estava e pertencia.
Recordo que na larga maioria das vezes, salvo erro, foram os próprios tunos a assim desejarem, dado o conforto que isso trazia (nomeadamente nas facilidades dadas pela ligação ou dependência da associação estudantil). Outras vezes, foram as próprias associações de estudantes a promoverem, como iniciativa sua, a formação de uma tuna (eu vivi isso na pele, na 1ª tuna em que estive).

O caso começou a mudar de figura, isso sim, quando começámos a ter nas tunas alunos que já tinham finalizado o curso. Foi principalmente a partir daí que as mentes começaram a perceber que a Tuna tinha tido vantagem no modelo anterior, mas perdia, a continuar assim, a sua própria matriz identitária, onde havia praxe a mais e Tuna a menos, associação a mais e autonomia a menos, onde os antigos alunos não se sentiam no dever de agir como se ainda o fossem, nem concebiam já (à medida que envelheciam e amadureciam, já só enquanto tunos)que a organização interna ficasse sempre sujeita à última palavra de qualquer conselho de veteranos, quando eles até eram mais velhose achavam que a tuna devia ser de, e para tunos, gerida pelos próprios enquanto grupo de cariz musical e não uma extensão ou testa de ferro exclusivo da Praxe que, por acaso, tocavam umas modas.

Mais tarde, também, o progessivo abandono das instituições que tão depressa acolheram e promoveram as suas tunas, como publicitários ambulantes, para, depois, se descartarem das mesmas, cortando sucessivamente apoios às mesmas (quando estas deixaram de ter a mesma utilidade que tinham tido ou começaram a se rum peso no orçamento).

Casos práticos, já relatados, da relação entre caloiro da tuna e caloiro na praxe, o querer valorizar a qualidade musical e humana como instrumento de subida hierárquica - e não pelo nº de matrículas ostentada eram alguns problemas que criaram conflitos e começaram a promover reflexão.

Não falarei aqui na relação de dependência das tunas da respectiva associação de estudantes (quase todas começaram, e ainda são, como que uma espécie de departamento subordinado à respectiva associação e dela dependente em termos financeiros).

O problema, actualmente, a meu ver, é que, depois de todos estes anos,e passad a febre do boom, ainda perduram equívocos e erróneas teorias. Ainda se assite a muito boa gente a defender que "Tuna é Praxe". Não me vou alongar em demasia, já que no Notas&Melodias o assunto já foi dissecado amplamente, mas o facto é que, se nos primórdios, aqui aflorados pelo Gato Preto, havia uma saudável ingenuidade e onde boa vontade foi suprindo a falta de conhecimento e discernimento (muito se inventou, meu Deus! Mea culpa também), há já muito tempo que as coisas deveriam ter mudado.
No passado podia não se saber muito de tunas (e não sabia mesmo), mas aspectos havia que, pro ser cultivados e respeitados, minimizavam erros e desconhecimento. Respeitavam-se os mais velhos, havia desejo de seguir pisadas, sentia-se a responsabilidade de promover legados recebidos........ apesar dos muitos erros cometidos e, em praxe, da muita porcaria que aconteceu também.

Mas com todo esse património e experiências vividas, era de supor que quem viesse depois disso fizesse aprendizagem com vista a mudar e melhorar o que devia ser corrigido, de facto. Algo já devia ter mudado.

Mas não mudou. Não mudou porque ocupam organismos de praxe pessoas incompetentes e muitas vezes eternizados no comodismo de um cargo que apenas se ostenta, mas não se exerce (a começar pelos grandes centros); pessoas que, ao longo dos últimos anos, não foram capazes de tentar perceber o legado e experiência que os antecedeu, de modo, também (e porque necessário) a readequarem práticas e normas, também em relação às Tunas. Em Praxe continua-se a promover a invenção e a ignorância.

Poderiam, e deveriam, ter feito algo daquilo que outros fizeram e deixaram para ser continuado e melhorado.
Mas não. Não porque o que lhes importa, a eles e à malta de hoje, é, como disse o André, as festas, voltando autenticamente ao romano "pão e circo".
Incompetência por falta de saber, por não querem aprender e acharem tudo saber. Mas não apenas na Praxe, porque esta relação e recíproca e, infelizmente, também a nossa comunidade não pode atirar muitas pedras, a julgar pela iliteracia tunante que se verifica. Estamos, pro isso, bem uns para os outros.


Já nem falo dos interesses monetários e das guerras partidárias. Já tive as minhas zangas, quando estudava, ao lutar contra os opotunistas políticos - e a coisa tem melhorado, acho eu, pois penso que, salvo umou outro caso, deixou de ser apetecível á política, essa coisa de associação estudantil, praxe eafins - até porqu eo dinheiro que entravva a rodos, agora, não abunda.


Conclusão: foi precisamente a competência do saber e do conhecer que levou a que, por falta de senso, por ingenuidade e afins que se estabelecessem estas relações erróneas e conceitos deturpados. O erro pode dar algum resultado a médio prazo, mas acaba por trazer consequências nefastas posteriormente, não fosse com tentar misturar água e azeite-
Hoje sentimos, já, os resultados d muitos passos dados às escuras.

Há desculpas? Há, dada a falta de informação que tínhamso na época (e muita existente, como hoje se verifica, era mito e prosápia). Há desculpa porque quem começou, começou quase sempre do nada, sem precedentes, sem referências, partindo á aventura, experimentando, errando, tentando de novo......é o ónus dos pioneiros, cujo o valor foi, precisamente, terem começado.

Hoje é que não há desculpas, porque informação existe, experiência e legado passado (bom ou mau) também e, acima de tudo, porque é suposto aprendermos com os erros (sejam nossos ou os alheios) - com a vantagem dos mais velhos (precisamentre os que já muito erraram), ainda por cá andarem a dar testemunho e a alertarem para que não sejam copiados e repetidos os erros que cometeram.

Nota Final: desculpem o testamento, mas hoje tive disposição e vagar.

 

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O Conquistador
responde a J.Pierre Silva:

Pierríssimo:

na mouche, como sempre.

Releia-se com especial cuidado os dois últimos parágrafos (anteriores à Nota Final).

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Boa noite a todos!

Denoto com particular desagrado - e alguma mágoa até - um facto incontornável que advém deste interessantíssimo post: Uma vez mais, tive razão à posteriorí, o que não me serve de consolo sequer: às tantas, tinha de ser mesmo assim para que, hoje, se percebesse a real dimensão do que estamos aqui a tratar.

É e desde há uns anos a esta parte, uma "guerra" que tenho vindo a "travar", dentro da maior cordialidade e respeito por todos os intervenientes na mesma, devo realçar. Conclúo que, hoje, o estandarte das razões que alegava - e alego - oscila cada vez mais alto e não propriamente por força do vento mas antes de mãos, várias mãos - onde se incluem tunas também, refiro - que estão, paulatinamente, a cavar um fosso: 1º entre a Praxe e as tunas e depois - e o que considero infinitamente mais grave até - entre tunas.

É uma regra de 3 simples, resumindo, herdade do "boom": Praxe, Tunas e as suas casas "mãe". enquanto funcionou, num triangulo das Bermudas sempre recordado com saudosismo (que não saudade...) e que, de certa forma - vamos convir - catapultou a tuna no seio universitário como mais uma manifestação da sua vivência, quer praxista, quer institucional. Como diria o outro, "porreiro, pá!". Neste triangulo, todos saíam a ganhar, com particular enfâse para a tuna, deve-se notar hoje com propriedade: A tuna era a "Guarda Pretoriana" da Praxe e da sua Universidade/Faculdade/Instituto. Todos a vangloriavam, todos berravam por ela nos certames "paroquiais" e internacionais, a Praxe respectiva orgulhava-se dos seus Heroís de Ultramar Tuneril que partindo pelas setes partidas do mundo "conquistavam" fama, glória e notoriedade para as suas Universidades/Faculdades/Institutos. Os Reitores, pró-reitores e demais Doutores dos Conselhos Directivos olhavam,então, para a tuna com a mesma candura que os padrinhos olham para os afilhados em dia de baptismo. Em suma, uma "América" de boa vontade, compreensão mútua e interesse tripartido, sim, que a tuna lá ia tendo apoios para festivais em versão mega, para gravar CD´s, para digressões ao Brasil "representando a sua Universidade", claro está e afins similares e/ou sucedâneos. Um Maná tipo IURD, abençoado por todas as partes envolvidas. Aleluia!

Todo este cenário criou a - falsa - sensação - de diluimento da Tuna quer na Praxe quer na instituição que a acolhia, não se percebendo muito bem quando começava uma coisa e terminava a outra. Lá se foram gerindo e auto-gerindo, pois o tempo das vacas gordas aconselhava à prudência com abstinência de afrontamento directo entre as partes. Afinal, se todos "ganhavam", para quê arranjar confusão? O "menage-a-trois" atrás discorrido era mais do que perfeito. Até ao dia em que o ciúme o desfez, porque o 3º participante continuou a "curtir" sozinho, não precisando do par que restou para atingir o orgasmo. Vicissitudes tuneris, que diabo, que "culpa" tem a tuna de se bastar sozinha, quer perante um mendigo, quer perante o mais faustoso dos Reis?

Os tempos correram como correram; a Universidade ganhou "juízo" e deixou-se de "menages" para poder tratar de outras coisas supostamente, para eles, mais sérias. Sobrou então um par, a tuna e a Praxe. Cientes ambos que nunca se deram nota de que a relação que tinham que só era possivel a três, em "menage". Passou a ser uma coisa mais "mainstream"; ora agora "beijo" eu, ora agora "beijas" tu, tu e mais eu. Ás tantas, o casal percebeu que a relação já não era a mesma, mais a tuna, porque a Praxe, sumariamente, à tuna pouco deu desde então, desde que o trio se desfez. Algo parecido com o que aconteceu ao FCP desde que o Alenitchev, Deco e Derlei deixaram de jogar juntos.

Não foi por desdem da tuna á Praxe, de todo; foi por manifesta desnecessidade da tuna face à Praxe; afinal, enchiam-se Coliseus, fazia-se o que bem se entendia, tinha-se organização interna própria, bastava-se a si mesma, com mais ou menos recursos. A Praxe, entretanto, começou a negociar à grande com "tubarões" que viam no Estudante em sentido lato um rico negóci, como o são as Queimas actuais e quejandos. Foi a escolha da praxe, na qual as tunas nada riscaram, sequer, muito pelo oposto até. Opção, portanto, da Praxe e só da Praxe. A Tuna, essa, seguiu o seu caminho, não obstante, sempre mesclado com a Praxe. Mas...quando se misturava com esta? Quando interessava à Tuna, à Praxe ou a ambas? A resposta a esta questão é óbvia: No palco da Queima tunas nem vê-las, antes os Silence 4, esses grandes estudantes e Praxistas de 1ª água, como todos sabemos.

Daí ao divórcio foi um ápice. Acontece que a tuna divorcia-se por desinteresse objectivo e não por afrontamento, ficando da Praxe "apenas" com o seu lado mais romântico, boémio e em estado mais puro. Dentro de si mesma; não precisa tuna alguma que a Praxe intervenha todo o santo dia, a tuna ela mesma trata - como tratou sempre - disso mesmo. Quando a Praxe percebeu que a tuna se desinteressou dela, que se bastava sozinha, que tinha 5.000 pessoas a apluadi-la ao fim de 3 minutos e meio de musica, o divórcio passou a ser litigioso passo a passo: Uma picardia aqui, uma regulação de poder paternal acolá, uma acção de execução acolí e assim por diante. Hoje, chegamos ao estado em que chegamos, onde aqui e acolá vemos factos, perfeitamente delimitados mas factos, de total imiscuir da Praxe na vida da tuna, na vida interna da tuna, na tuna estudantil enquanto tal. Pode dar tribunal e TVI à porta do mesmo.

O perigo actual não está em alguém querer arrogar-se dono da Torre dos Clérigos, de todo, cada tolo com a sua mania e nem vale a pena dar tempo de antena. O real problema aqui é só um: A divisão entre tunas que pode potenciar, aprazo, esta situação. Se tunas há que pura e simplesmente se riem de tudo isto e siga a vidinha, que aqui ninguém mete o bedelho, outras há que, pressionadas, ameaçadas ou aliciadas por esta ou aquela promessa, podem cair na suprema tentação de voltar a "curtir" com a Praxe mas pelas razões mais ignobeis - e não pelas mais puras, como tinha sido antes e ainda bem. Aqui, não culpo a Praxe, culpo as tunas que se prestam a esses papeís sem se aperceberem de que ao fazê-lo, é quase como aquele manfio que se vira prá vizinha e diz-lhe " é só mais esta vez, anda lá, filha, senão eu conto a cena ao bairro todo...." e anda "nisto" anos a fio.

Por respeito à Tuna em sentido lato mas essencialmente por respeito á Praxe, sem sentido também lato, conveçamo-nos definitivamente de uma coisa: esta "relação" só funciona por livre e expontânea vontade de ambos os intervenientes, caso oposto, dá granel. Friso nesta ocasião -e ao contrário do que dissemos anos a fio, assumo - a Tuna enquanto instituição NÃO nasce dentro das Universidades nem dentro da Praxe; estas ultimas é que a "convidaram" para um "menage-a-trois" e a Tuna então, alinhou. Daqui em diante, a relação é e só pode ser de cortezia, namoro mutuo, de romance, de boa vizinhança, respeitando-se mutuamente. Tudo o que não for nesta base vai dar confusão. E diz a História que a Tuna sobrevivee a golpes de estado, monarquias, republicas, democracias, ditaduras e afins. Não me parece que, havendo hostilidade, a Tuna desapareça. Diz a História precisamente o oposto.


Apenas um alerta final: que algumas tunas - e dada a sua relação histórica de afinidade completa com a Praxe - não caíam na tentação suprema de ceder ao 1º prato de lentilhas que se lhes coloca à frente e muito menos que ceda a pressões venham de onde vierem para deixarem de ser o que são; reeinventem-se, pois, se for caso. Salvaguardadas estão todas aquelas que, pela sua constituição genética, nada têm a explicar, ceder ou aceder para lá da sua própria vontade. E é aqui que - como tenho vindo a alertar desde há alguns anos a esta parte - que a tuna-instituição no modelo associativo ganha outra relevância.

Ao que julgo saber, más novas virão aí. Espero que não, sinceramente. Na certeza de que, se vierem, a Tuna vai sobreviver. Os outros é que já não sei, francamente, se, no final, sairão em branco virginal. Peço, pois, tranquilidade, ponderação e acima de tudo, inteligência. A todos. E que as tunas, sejam elas quais forem, não embarquem em aventuras desmesuradamente estereis.

Abraços!







 

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Sir Giga
responde a R T:

Caros amigos,

é um prazer constatar que, não obstante algumas diferenças "ideológicas" ou circunstanciais que possamos ter, a este respeito nos rejamos pela mesmíssima batuta.

Poder-se-á considerar discutível a dimensão "Praxística" (lato sensu) da Tuna (idem) numa Academia, e a esse respeito reitero a opinião já por mim aqui derramada a esse respeito, mas no concernente à questão das relações Tuna/HIERARQUIAS da Praxe, considero que as análises dos foreiros que até aqui se manifestaram foram de uma grande lucidez e um contributo importante para o entendimento da actual situação e de como chegámos até aqui. Subscrevo-as inteiramente.

Abraço a todos.

 

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J.Pierre Silva
responde a O Conquistador:

Como foste um dos que lestes, caro amigo, apenas ressalvar o seguinte:

Onde se lê "Conclusão: foi precisamente a competência do saber e do conhecer que levou a que, por falta de senso, por ingenuidade e afins que se estabelecessem estas relações erróneas e conceitos deturpados. O erro pode dar algum resultado a médio prazo, mas acaba por trazer consequências nefastas posteriormente, não fosse com tentar misturar água e azeite-
Hoje sentimos, já, os resultados d muitos passos dados às escuras."

deve ler-se "Conclusão: foi precisamente a FALTA DE competência do saber e do conhecer que levou a que(...)"

Fica a correcção em jeito de errata.

Abraço a todos.



 

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J.Pierre Silva
responde a Sir Giga:

Ilustres,

Outra questão me chegou à mente:

Com que legitimidade se forma uma tuna que se arroga para si a qualidade de representar a sua instituição?
É uma pergunta totalmente inocente, mas pensemos: Se eu quiser fundar a Tuna da EDP, supostamente terei de ter autorização da dita entidade para ostentar o seu nome, e até mesmo o seu logótipo (mesmo que dentro de um logótipo mais vasto: o da tuna).
Ora, se a tuna se cria sob alçada da praxe, quem nos diz que a própria praxe, um dia, não lhe pux ao tapete?
Quem legitima uma tuna enquanto tal, a Praxe, a Instituição ou a comunidade tunante?

Sei de um caso em que o conselho de veteranos como que excomungou uma tuna "sua" e a decretou como não sendo uma tuna. Não sei das razões, mas é caricato, para não dizer estúpido que quem determine o que é uma tuna sejam pessoas que a ela nem sequer estão ligados.

Mas, voltando atrás, como se processou, em muitos casos, esta relação com as respectivas instituições?
Pelo que sei, foi pacífico, e não há registo de qualquer uma que tenha proibido uma tuna de se anunciar como Tuna da Universidade X ou Y, da faculdade A ou B, de se averbar o direito de a representar. Mas também não tenho constância de que as tunas tivessem por hábito pedir autorização para tal.
Seja como for, é uma curiosidade.

Conheço pelo menos um caso em que, já não com a instituição de ensino, mas com a associação de estudantes, a tuna em causa era a Tuna da Associação Académica (até porque criado sob alçada e iniciativa dessa mesma associação).
O facto é que passados uns anos valentes,já na fase moribunda da mesma, esta foi liminarmente extinta pela própria universidade,em concertação com a associação de estudantes e conselho de praxe (devido a problemas criados pela dita tuna, a má imagem que estava a dar, o desrespeito pelo traje, etc.).
Ou seja, a instituição recusou que a tuna ostentasse a sua designação ou com ela fosse estabelecida qualquer relação. Porventura um atropelo (porque a tuna pertencia à associação, cabendo apenas a esta fazé-lo), mas que mostra mais um relacionamento que começou bem e acabou em divórcio litigioso.

Uma das coisas que também sempre me intrigou (mais ligado à Praxe) foi o silêncio de muitas instituições quanto ao traje representativo das mesmas 8porque não apenas dos estudantes), bem como (e principalmente) a determinação das cores dos cursos (onde, em Portugal, se assiste a um verdadeiro circo e se redobra em estupidez) - algo que cabe não aos estudantes, mas á própria instituição.

São apenas alguns aspectos da Praxe que mostram o quão à deriva esta anda e o perigo de com ela levar também as tunas que ainda acham que ela é porto seguro.

Como diss eo RT, porque, de facto, já defendido nos ENT, mas também em blogues da "especialidade", só mesmo a autonomia é caminho; só mesmo o revestir-se de personalidade jurídica (ser associação) a coloca ao abrigo de investidas indesejadas.

Se ontem, e hoje, muitos juram a pés juntos que a relaç~
ao é óptima e profícua, recorde-se que os protagonistas mudam com o tempo e que as amizades de hoje podem ser rapidamente substituídas por rivalidades e ódios fraticidas entre os que presidem quer à associação, à praxe ou à tuna.
Que todos pensem em salvaguardar a tuna, de modo a que não fique dependente ou perigada por questões pessoais, tricas e quejandices.



 

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O Conquistador
responde a R T:

Gostaria apenas de esclarecer que nada tenho contra os organismos de Praxe, que com honra integrei. Fui e sou um praxista convicto.

Respondendo ao Pierre:

-> Parece-me óbvio que quem tem de autorizar a utilização do nome de uma instituição é o representante legal da própria - no caso, será a reitoria ou o conselho directivo, de acordo com os estatutos de cada instituição. A Praxe não é aqui chamada.

A partir daí, a tuna representa artisticamente todos os alunos dessa instituição, tal como a equipa de futebol o faz a nível desportivo ou a Associação de estudantes no plano político. E tal como esta representa todos, mesmo os que não votaram nela, e a equipa de futebol representa mesmo os que não gostam de futebol, a tuna representa também os que não gostam de tunas. Exactamente na mesma medida.

No entanto, um Conselho de Veteranos só representa os que aderem à Praxe. Tem, por isso, menor representatividade do que uma tuna.

A que propósito, então, é que uma tuna há-de estar numa posição subalterna relativamente aos organismos de Praxe? O todo dos alunos não é maior que apenas uma parte dos mesmos? Até por esta razão, não é do interesse da tuna ser confundida: quanto menos o for e quanto mais vincar essa diferença, melhor.

Assim, ao colocar-se sob a alçada de quem lhe é inferior, a tuna está a dar de mão beijada uma parte substancial de si própria...

A tuna não deve, por isso, "falar de baixo". Mas a tuna é galante, não gosta de se pôr acima de ninguém, mesmo que isso seja verdade. Por uma questão de cortesia, pode falar de igual para igual. Mas não deve hesitar em "falar de cima", se e quando tal for necessário. Sejamos graciosos enquanto pudermos.

Digo eu.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Bruno Serra
responde a J.Pierre Silva:

Caro J.Pierre, seria preciso que o ENT dura-se um mês para conseguirmos discutir tal assunto, mas a conversa no portugaltunas tenho acompanhado, e na minha maneira de ver, é muito mal misturar politica e Academia, quanto mais politica e tunas!!!

 

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Bruno Serra
responde a O Conquistador:

Aplaudo de pé, o facto de dizer que a tuna não se deve submeter a tudo que academia diz ou faz! As Tunas devem manter o espírito a sua maneira, quero dizer eu com isto que, uma Tuna deve ser exemplo de praxe de forma genuína respeitando o traje e os costumes do seu código, e deve incutir na sua academia isso mesmo... Como já disse antes a tuna deve ter código próprio independente da Academia, e esse mesmo código, deve constar no código de praxe da Academia, dai eu ter dito Academia e Tuna devem cooperar, mesmo sendo independentes.
Como existe gente que sabe como foi, e relata esses acontecimentos, aconselho as tunas mais recentes a ouvir! Mas que não oiçam só, que tirem conclusões e façam algo melhor e mais sólido. A independência de uma tuna, tanto politica como académica,na minha perspectiva é tão importante como a entrada de novos elementos para o bem estar de uma tuna!!!

 

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O Conquistador
responde a Bruno Serra:

Caro Bruno:

apesar de já o ter posto à vontade, vejo que insiste no tratamento por "você". Respeito essa sua vontade :).

Diz o Bruno que:

"a tuna deve ter código próprio independente da Academia, e esse mesmo código, deve constar no código de praxe da Academia"

Quer dizer que o Código de Praxe da Academia deve ter um parágrafo do género "A(s) Tuna(s) rege(m)-se internamente por código próprio"?

Ou que o "código da tuna" deve estar inserido (com todos os seus artigos) no próprio código de praxe?

Seja qual for o caso, é, a meu ver, uma atitude de submissão, porque há como que uma "autorização" da hierarquia da praxe para que a tuna tenha código próprio. Ou seja, a praxe estaria a "legislar" sobre matéria que nem remotamente lhe diz respeito: seria o mesmo que dizer que "Os Conselhos Directivo, Pedagógico e Científico, e bem assim a Secretaria, o Bar e a Cantina [da faculdade] regem-se por códigos próprios". Inadmissível, não acha?

A segunda equivaleria, na prática, a que "o maior" (em termos de representatividade) fosse incluído no "menor", o que constituiria um contra-senso.

Enfim: cada tuna saberá as linhas com que se cose.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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J.Pierre Silva
responde a Bruno Serra:

Caro Bruno,

Bastaria que durasse 2 horas, poque o que sugeri para o ENT é a relação entre Praxe e Tunas, nada mais.
O que sugeri, se reler com atenção, foi que se discutisse e conhecesse das razões que levaram a essa relação algo confusa de lugares comuns e daí se percebesse, numa perspectiva diacrónica o quede positivo e negativo resultou daí.

Jamais entraria em questiúnculas políticas.

Abraço

 

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Bruno Serra
responde a O Conquistador:

Caro conquistador, não podemos ver um acordo de ambas as partes como um submissão, no caso da academia de Bragança existem dois códigos um para o tarje e outro para a praxe! No código de praxe consta que a Real Tuna Universitária de Bragança Boémios & Trovadores tem um código de praxe próprio aprovado em assembleia geral da tuna e discrimina em varias alíneas esse mesmo código, no caso do código de traje mostra quais as alterações ao traje, e em ambos tem uma alínea que nos protege, que diz que qualquer alteração a esse mesmo código cabe ao Magister vigente a decisão da aprovação de tal coisa. Este código está online em www.ipb.pt, para todos os estudantes da academia o possam ler e saber por que linhas se regem.
Dito isto, como já disse antes deve existir cooperação, mas cada macaco no seu galho...
Grande Abraço.

 

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Bruno Serra
responde a J.Pierre Silva:

Caro J. pierre eu ja fiz a copia desta conversação, como já lhe tinha dito eu tenho acompanhado as conversas, poderá usar-se, mas pra resultar em conclusões teria de durar bem mais de duas horas... ou o pessoal que fosse ao ENT ter a lição bem estudada desta conversação...

 

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Sir Giga
responde a J.Pierre Silva:

Jean Pierre, não creio que é uma tanto uma questão de legitimidade como de noção de responsabilidade. Aos olhos de todos, um grupo de uma determinada academia constitui uma amostra representativa da mesma, o que acresce responsabilidade às tunas, ainda que não declarem ser "legítimas" representantes da academia.

Acho perfeitamente absurdo que os organismos da Praxe, Associações Académicas, Reitores e outros que tais retirem legitimidade a uma tuna de o ser, efectivamente. Poderão negar-lhes estatuto especial (como algumas tunas têm, com época especial de exames), financiamento e outras regalias ou, no limite, exigir que não seja usada a designação da instituição no nome da tuna, mas nunca extinguir ou tirar legitimidade para uma dada tuna existir ou não.

O conselho de veteranos poderá intervir, caso os tunos usem o traje da academia no sentido de impor respeito pelo mesmo (umas tesouradas fazem maravilhas)e incutir a tal responsabilidade de que falo. Mas que fazer se uma tuna nem sequer traja pela academia?

Isto das tunas procurarem legitimidade externa para a sua existência tem muito que se lhe diga. Muitas fazem-no para ter direito às tais regalias (que já não são tantas como outrora, o que até é bom, em parte), outras porque foram fundadas por gente jovem e voluntariosa mas inexperiente e desejosa de validação por outrem. Por mim é linear: trajam pela academia, estão sob a égide da Praxe da mesma. Se não o fazem, têm imediatamente mais autonomia (ainda que seja mais complicada a implantação de uma tuna sem apoios institucionais, ainda que apenas "morais"). O problema é quando as tunas decidem unilateralmente fazer adaptações ao traje da academia. Nesse caso, estão fora da égide da Praxe, em plena violação da mesma ou "amigos como dantes"?

 

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J.Pierre Silva
responde a Sir Giga:

Giguíssimo,

O caso que apontei é sui generis, porque tuna pertença, efectiva de uma estrutura associativa e, ao mesmo tempo, subserviente à instituição.
Como dizes, e bem, decorre daquilo que foi a vontade de quem assim quis (obviamente com olho nas reglarias), de quem procurou uma posição mas cómodo, mesmo que para tal tenha emepenhado a sua autonomia.

Não sei se existiram muitas tunas nessas condições, mas o exemplo que dei é ilustrativo daquilo que é uma relação que, com o tempo, pode trazer mais mal que bem, quando as condições, contextos e pessoas mudam; quando se confunde o rabo com as calças.

Quanto à outra questão que colocas, parece-me simples a resposta.

Uma tuna tem 2 caminhos quanto ao traje: adopta um próprio e distinto ou adopta o da sua academia.
No segundo caso, pode eventualmente gozar de algumas liberdades, devidamente autorizadas, para um ou outro pormenor diferente (um emblema no ombo do casaco, um chapéu......).
Já adapatções (neste caso deturpações) do traje da academia , feito de forma unilateral é um atentado grave e um desrespeito à Praxe. Quem o faz mostra-se indigno de ser tuno porque nem sequer sabe dignificar e respeitar o traje.

Ver um grupo que, sei lá, veste o traje da cintura para baixo, mas com ele usa t-shirt é circo. Uma tuna que traja o traje correctamente da cintura para cima, mas anda de calções, collants de ballet, ténis e afins é circo.
Quando se mete circo e palahaçada numa tuna deixamos de te ruma tuna p+ara ter uma fantochada carnavalesca.
Gosto de fantochadas e de brincadeiras, mas não misturo isso com Tunas, de facto.

E nisso, tu e eu, e muitos outros, teremos dificuldade em aceitar o porreirismo bacôco do "amigos como dantes". Eu pelo menos não sei assobiar pró lado. Prefiro ser tido como polémico do que como hipócrita. lol


Forte abraço

 

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O Conquistador
responde a Bruno Serra:

Caro Bruno:

tive o cuidado de consultar o código do traje (não da praxe) do ipb e devo dizer que o achei bastante equilibrado no que respeita às tunas.

Saúdo a alínea c)do Artigo 15.º, que permite aos caloiros que frequentam a tuna a utilização do traje: eis uma medida a copiar rapidamente por todas as academias que não contemplam esta ressalva.

Também me pareceu de bom senso a formulação da alínea d), que remete para o código interno da RTUB ou decisão do Magister.

Acho curioso que não se façam as mesmas ressalvas no caso da Tôna. Quem ler, poderá ficar com a sensação de que as caloiras não podem usar o traje ou que a Magistra não pode deliberar sobre situações especiais. Foi com certeza lapso de quem elaborou o código.

Seja como for, as tunas - e muito bem! - não estão regulamentadas no Código da Praxe do IPB. O que há é uma situação em que se PERMITE o uso do traje, mas não se OBRIGA ao uso do mesmo. Esta medida também me parece de bom-senso: "se quiserem, podem usar o traje e, se o fizerem, podem fazê-lo nestas condições". Parece-me acertado.

Se for possível manter este equilíbrio, não vejo que daqui venha mal ao mundo.

Abraço e

BOA MÚSICA!

Nota: permita-me, Bruno, chamar a atenção para um aspecto: a ortografia e a pontuação dos códigos devem ser prontamente revistas e corrigidas... há erros graves e impróprios de estudantes do ensino superior...

 

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O Conquistador
responde a Sir Giga:

Grande Giga:

indo ao teu último parágrafo:

«O problema é quando as tunas decidem unilateralmente fazer adaptações ao traje da academia. Nesse caso, estão fora da égide da Praxe, em plena violação da mesma ou "amigos como dantes"?»

Se optam pelo traje da academia, têm de respeitá-lo até às últimas consequências. O traje é mais do que um pedaço de pano cortado de tal maneira: tem por trás uma tradição de uso que há que respeitar. Desculpa, mas este "pai-nosso" não é para ti, que és "vigário" competentíssimo nesta matéria, mas para os "sacristães" que possam estar a ler isto.

Dito isto, que para mim é questão de fé, vamos ver ponto por ponto:

- Estão fora da égide da Praxe? Não, neste capítulo: esta consiste no conjunto de usos e costumes da academia: a forma de usar o traje é um desses costumes. NO QUE AO USO DO TRAJE CONCERNE, uma tuna pode (e deve) ser chamada à ordem sempre que violar os usos e costumes que lhe estão associados. O traje não é da tuna, mas da academia. Sendo o ÚNICO aspecto em que Tuna e Praxe se tocam, a hierarquia da Praxe pode ter uma palavra a dizer.

- Estão em plena violação da mesma? Sem dúvida. Se sabem as regras e vão contra elas, não vejo como não possam estar em violação.

- "Amigos como dantes"? Se a tuna viola o traje e a hierarquia da Praxe não se importa... pois serão amigos. Caso contrário, não.

Ir além disto é usurpar.

A Tuna NÃO É uma tradição académica, pelo que a hierarquia da Praxe não tem que meter o bedelho em mais nada.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Bruno Serra
responde a O Conquistador:

Sim, a Masgistra da altura deve ter, esquecido... As alíneas da Tona só entraram na revisão de 2005... Quanto aos erros não sei quem possa ter escrito tal coisa, o código de traje e de praxe foi institucionalizado em 93 ou 94, quando a RTUB uniformizou o traje, que foi alterado pela academia para poder existir distinção... A partir daí ouve varias revisões através do voto de todos os alunos considerados académicos. Eu como ainda sou muito jovem não posso precisar tal coisa... Abraço...

 

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O Conquistador
responde a Bruno Serra:

«Quanto aos erros não sei quem possa ter escrito tal coisa»

Mas convinha dar uma revisão só a nível ortográfico e de pontuação... Como elemento académico, podes ter uma palavra a dizer quanto a isto. Se precisares de ajuda, diz. Ajudarei com todo o gosto, muito embora entenda que aí em Bragança não deve faltar gente mais do que competente. Podeis - e deveis - resolver o «problema» com a «prata da casa», quanto mais não seja por uma questão de orgulho (saudável, neste caso).

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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O Conquistador
responde a Bruno Serra:

Nota. espero que este meu reparo seja entendido como sugestão construtiva, que é exactamente o que pretende ser.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Imaginemos, ou como diria o "tio" Lennon, "imagine"....

Anos 80. As primeiras tunas criadas no seio das suas universidades começavam a tocar e a cantar vestidas de p.ex. tunas espanholas (o que visto anacronicamente mas aos olhos de hoje, perfeitamente plausivel...).Os seus componentes em nada tinham a ver com os orgãos efervescentes e surgidos nessa época da Praxe; imaginemos que ainda resquícios de malta dos 70, a recitar umas versalhadas ao estilo de Adriano Correia de Oliveira: "Venho dizer-vos que não tenho medo, a verdade é mais forte que as algemas!". Ou seja, eram tunas (ponto período), trajavam como os tunos espanhoís (afinal, tunos então só se conheciam por cá esses...) e politica e sociológicamente eram todos ligados ao diktat mais PREC que poderia existir (perfeitamente plausivel). Renegavam, pois, algemas fosse de quem fosse e siga para bingo, que nos 80´s por cá o que estava a dar eram grupos de Música Popular Portuguesa todos mais ligadas à esquerda ous e preferirem, anti-direita. Porque raio então haveriam de não ser uma tuna e trajarem-se como os espanhoís e cantarem todos os temas do disco do Sérgio Godinho " De Pequenino de torce o Pepino ", um must de intervencionismo popular?

Imaginem.....

 

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O Conquistador
responde a R T:

LOLOLOLOLOOLOLOLOLOLOLOLOLOLOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

"Ai, meus ricos filhos.
Tantos nove meses
Saem do meu ventre
P'rà pança dos burgueses!

Nós queremos trabalho
E casas decentes,
A carne do talho
E pão p'ra toda a gente!"

E Zé Mário Branco com fartura! LOLOLOLOLOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

Não posso mais! EHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEH

Abraço - ahahahahahahahahaha - e

BOA - OHOHOHOHOHOHOHOHOHOHH - MÚSICA!

AHAHAHA LOLOLOLOL IHIHIHIHIHIH EHEHEHEHEH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

[responder a "O Conquistador"] [denunciar abusos]

R T
responde a O Conquistador:

Não te rias, padrinho, não te rias, que às tantas tinhamos, em vez do Código da Praxe o "Capital" de Marx, tinhamos a querer mandar nas tunas a Carmelinda Pereira e o "xico" Louçã e, ao invés, eramos acusados de sermos trotskistas pelo CDS-PP porque "reflectiamos o pior que existe no radicalismo de esquerda"....

Tunas de todo o mundo, UNI-VOS!

Vá, todos a uma só voz:

"De pé, ó vitimas da Praxe!
De pé, Tunante desta vida!
Da ideia a chama já consome
A pandeireta, a Capa e a Batina.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh Tocadores!

Refrão

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Duma Tuna sem amos
A INTUNAnacional.

Messias, Dux´s, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
O palco livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!

Refrão.....

 

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O Conquistador
responde a R T:

lolollllllllllllllllllllllllllll

AHAHAHAHAHAHAHAHAHHAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ó Mao Tsé TUNg (não confundir com Novessetum)

A "Reforma AgraTunária" criou as UCPs - Unidades Culturalmente Pujantes...
Que triste seria se se transformassem em Unidades Controladas pela Praxe...

E na senda da música de intervenção, transcrevo aqui a "Jornada", sem adaptações, que creio assentar como uma luva ao momento que vamos vivendo:


"Não fiques para trás, ó companheiro,
É de aço esta fúria que nos leva.
Para não te perderes no nevoeiro,
Segue os nossos corações na treva.

Refrão
Vozes ao alto, vozes ao alto,
Unidos como os dedos da mão
Havemos de chegar ao fim da estrada
Ao sol desta canção.

Aqueles que se percam no caminho,
Que importa? Chegarão no nosso brado,
Porque nenhum de nós anda sozinho
E até mortos vão a nosso lado."

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Gato Preto
responde a O Conquistador:

Caríssimos,

já agora e para o deleite, aqui fica este exemplar que é um soberbo ícone de tudo aquilo atrás descrito...
Cá está o tal poder comunicativo, que nunca nenhum dux poderá retirar a uma Tuna...

"A cantiga é uma arma
eu não sabia

tudo depende da bala
e da pontaria
tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
de pontaria

Há quem canta por interesse
há quem cante por cantar
há quem faça profissão
de combater a cantar
e há quem cante de pantufas
para não perder o lugar
A cantiga é uma arma
eu não sabia

tudo depende da bala
e da pontaria
tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
de pontaria

O faduncho choradinho
de tabernas e salões
semeia só desalento
misticismo e ilusões
canto mole em letra dura
nunca fez revoluções

A cantiga é uma arma
(contra quem?)
Contra a burguesia
tudo depende da bala
e da pontaria
tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma..."

Abraço

 

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O Novessetum
responde a Gato Preto:

"Não há machado que corte
A raiz ao pensamento
Não há morte para o vento
Não há morte

Se ao morrer o coração
Morresse a luz que lhe é querida
Sem razão seria a vida
Sem razão

Nada apaga a luz que vive
No amor num pensamento
Porque é livre como o vento
Porque é livre"

Vós estaindes a ficar senis!!!

 

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Nuno Thyrs
responde a Bruno Serra:

Saudações Académicas a todos. A minha resposta é uma partilha de opinião, e não uma resposta a nenhum dos que já deixaram comentários. Como tal poderá ter opiniões repetidas, ou contraditórias, sem que esteja a concordar ou a discordar de comentários anteriores. O tema tem pano para mangas...

Na minha opinião, a relação Conselho de Veteranos/Praxe com a Tuna, deve ser algo mais institucional, não sendo salutar (ou admissível até) que uma instituição vá "meter a foice" na "seara" da outra. Como assim? O código de Praxe regula "A Praxe" em si, e como tal, quem quer estar "na Praxe" tem de o respeitar, e não o fazendo poderá ser sujeito a sanções... acho que até aqui não deve haver grandes diferenças de opinião. O mesmo se aplicará quanto às Regras internas que cada Tuna tem. Quero com isto dizer que não é de bom tom um Conselho de Veteranos querer impor que não se praxe um Finalista ou Veterano que entra na Tuna. Ainda que existam muitos Elementos com um grau Hierárquico Académico superior, a Hierarquia dentro da Tuna deverá ser completamente autónoma, e independente. Da mesma forma que um Tuno, não pode na Academia tentar subjugar alguém que tem um grau hierárquico superior ao dele só por ser Tuno, não deverá um Veterano querer praxar um Tuno se para a Tuna ele ainda é caloiro/aprendiz/tuninho, o que quisermos chamar. Ou seja há que separar as águas, numa espécie de "Em Academia", e "Em Tuna". E até aqui devemos estar todos de acordo.

Um dos pontos falados, que pode abrir mais discussão, será, na minha opinião quando o Traje adoptado pela Tuna é diferente do usado pela dita Academia. Será que o Tuno para participar na Praxe da Academia terá de estar trajado seguindo as normas da mesma? Poderá alguém entrar para a Tuna usando o traje da Academia e não o "escolhido" pela Tuna?

Na minha opinião, quando a Tuna adopta um traje diferente, a Academia deverá ser consultada. E de preferência deverá ficar escrito no Código de Praxe essa "excepção" no que toca ao trajar, apenas para quem está "como Tuna". Quanto melhor estas excepções estiverem definidas no Código de Praxe, mais fácil será a "vida a dois".

Uma coisa é certa, da mesma forma que como Tuna não admitimos que venha um Veterano impor as regras na nossa "agremiação", não poderemos também impor as coisas unilateralmente. Acho que a solução é o diálogo, e boa vontade de ambas as partes.

Como a discussão ainda vai continuar, fico para já por aqui, e deixarei para o futuro mais algumas considerações acerca do Tema...

Abraços

Nuno Thyrs

 

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O Novessetum
responde a R T:

Boas.

Retomo este tópico com mais um exemplo da infeliz interacção da praxe nas Tunas.
O Magnum (do Porto) decretou (ou vai decretar, ou iria decretar) a saída da Portucalense do próprio Magnum. Aqui aqui tudo bem. É um assunto que tanto me aquece como arrefece.

O problema principal é que estão ordenar (ou vão, ou iriam) às Tunas de outras faculdades que não podem aceitar convites para os festivais das tunas da Portucalense, nem tão pouco convidá-las para os seus festivais. Confesso que estou sem palavras...

Tunos, tunas e organizadores de festivais: Não permitam que isto aconteça. É importante lutar contra isto!!! Apelo à revolta. Convidem para os vossos festivais as tunas da Universidade Portucalense. Façam frente a esta VERGONHA, que envergonha toda a Academia do Porto e todos os que por lá passaram.

 

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O Novessetum
responde a O Novessetum:

Adenda:
A tuna feminina desta faculdade já viu inclusivé retirado um convite para determinado festival!!! UMA VERGONHA!!!

 

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R T
responde a O Novessetum:

Bom, uma vez mais, parece-me ter tido razão...depois (que fraco consolo....).

É inqualificável. Inaceitável. Indizível. Biodegradante. De bradar aos céus.

Está a ocorrer o que já em surdina, por aqui, se constava: "a Solução Final".

A verdade, porém, é que só se subjuga a isto quem disto quiser retirar algum dividendo efectivo. Caso oposto, isto cairá pela base e não dará em rigorosamente nada. Ou seja, conseguiu-se - a verificar-se o dito pelo Noveseteum, que não duvido nem por um segundo - o que eu temia que viesse a ocorrer: tunas colocadas contra tunas; Leiam acima o que escrevi a seu tempo. Não sou bruxo nem tão pouco amigo da Maya ou do Prof. Karamba.


A minha total solidariedade às Tunas da UP-IDH; às tunas que "alinharem" nisto dizer apenas: Tenham vergonha. Há sempre mais marés que marinheiros....

Abraços & Beijos.

 

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R T
responde a R T:

Atente-se - e já que alguém colocou as coisas neste lamentável prisma - na tremenda incongruência e prepotência deste disparate:

Se se suspende alguém de um organismo da Praxe, então, salvo melhor Douta opinião, quem praticou o dito acto coloca IMEDIATAMENTE fora da sua hipotética e suposto alçada as tunas da dita casa; logo, depreende-se:

Como é que suspendendo alguém de participação em algo mais lato se impede, por sua vez, a participação de uma tuna da mesma suposta suspensa casa de qualquer actividade, seja ela convidada ou anfitriã? Se suspendeu alguém então como se condiciona alguém quando acaba de fazer rigorosamente....o contrário??????????????????????????????

É toda uma nova dimensão do "Direito Praxístico", concluí-se! Colossal! Estou absorto!

Quem se atreve a alinhar nisto?? Hummm???

 

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R T
responde a R T:

Mais:

Se quem suspende alguém se arroga a esse "suposto direito", então como é que condiciona a vontade de terceiros por força da sua decisão? Se esse alguém não organiza/paga certames de tunas, como é que a sua decisão face a X pode condicionar a vontade de Y, H, J, K M,N e por aí fora?

Alguém andou a ler o "Mein Kampft".

 

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R T
responde a O Novessetum:

"Adenda:
A tuna feminina desta faculdade já viu inclusivé retirado um convite para determinado festival!!! UMA VERGONHA!!!" Citei).

Noveseteum: Tenho a informação - de fonte segura - que tal até ao momento não ocorreu. Como não quero cair no mesmo erro - e mantendo a serenidade nesta questão - de quem está a querer levantar esta quezília, vou tranquilamente aguardar a confirmação ou da tua ou da minha informação.

Em todo o caso, quanto à questão substantiva, confirma-se o que enunciaste a abrir.

Abraços & beijos.

 

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O Conquistador
responde a R T:

Há três palavras que descrevem esta nova aberração:

RIDÍCULO - nem tudo o que se faz de traje cai imediatamente sob a alçada dos organismos de praxe. Se assim fosse, esses organismos poderiam proibir-me de, por exemplo, namorar com determinada rapariga pelo simples facto de tanto eu como ela estarmos matriculados na universidade. Que tem um bando de frustrados prepotentes que ver com quem eu me associo seja para que fim for? E se for para fazer serenatas? E se for para tocar música? E se for para fazer teatro? E se for para fazer amor? Não têm rigorosamente nada que ver com a minha vida privada, mesmo que as minhas actividades sejam públicas, ou publicamente assumidas. Desde que não esteja a participar numa actividade promovida por um desses organismos, não têm nada que legislar sobre mim ou sobre os grupos a que pertenço.

TRISTEZA - por constatar que há quem se submeta aos caprichos de pessoas cujo único mérito parece consistir em se raparem mutuamente e em circuito fechado, porque mais ninguém lhes liga bóia. Assim tivessem a coragem de denunciar as jogadas das queimas, a pouca-vergonha de quem se aproveita descaradamente dos estudantes, de quem se apoderou da manifestação mais visível da Praxe: a Queima das Fitas.

VERGONHA - de que haja gente que admita que outros lhes digam quem podem ou não convidar para suas casas. Mas era o que faltava que o meu vizinho de baixo me viesse proibir de receber quem eu quero em minha casa. Se alguma tuna retirou um convite que já tinha feito por causa desta anormalidade, essa tuna devia pintar a cara de preto. Como é possível??????????

Ridículo, tristeza e vergonha. Oxalá caiam em si e recuperem a dignidade.

Já deu para aprenderem alguma coisa? Espero que sim. Espero que esta abominação tenha ao menos o efeito positivo de fazer com que as pessoas aprendam à própria custa. Nada que não fosse previsível.

A bola está agora do lado das tunas: ou aparam o jogo, ou viram as costas e deixam os fulanos a bater bolas contra a parede.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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O Conquistador
responde a O Conquistador:

Em Fevereiro deste ano, escrevi neste mesmo tópico o seguinte:

«A decisão de adoptar o traje A ou B é do exclusivo foro dessas tunas, é do exclusivo foro de qualquer tuna. Se, por coincidência, for o traje da academia (como é o caso da tua tuna ou da minha), acho que cada tuno individualmente tem o dever de o respeitar e que a tuna como um todo deve ter como norma respeitá-lo e impor essa cultura junto dos seus tunos. Mas, enquanto grupo/entidade, deve ficar por aqui. Se fosse cumprir "todos os preceitos", teria de respeitar o da hierarquia. E é aqui que os problemas começam. Suponhamos que o Magnum decide arbitrariamente declarar a tua tuna "persona non grata", ou que delibera que a tua tuna deve ser desclassificada num dado concurso (no FITA, por exemplo). Teriam de cumprir esse "preceito"... e cara alegre!»

Pensava eu que estava a fazer uma daquelas suposições absurdas, do género "Imagina que os teus pais eram outros." O absurdo demorou apenas 7 meses a transformar-se em realidade...

Lamentável.

Abraço e

HAJA AQUELA PARTE DA BIOLOGIA MASCULINA QUE NORMALMENTE É USADA NA LINGUAGEM CORRENTE COMO SINÓNIMO DE "CORAGEM"!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Começa a fazer algum sentido a letra que então, escrevi....

"De pé, ó vitimas da Praxe!
De pé, Tunante desta vida!
Da ideia a chama já consome
A pandeireta, a Capa e a Batina.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh Tocadores!

Refrão

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Duma Tuna sem amos
A INTUNAcional
.

Messias, Dux´s, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
O palco livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!

Refrão.....

 

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R T
responde a R T:

Camaradas!!!!!!!!!!!! Urge a contra-revolução!!!!!!!!!!!!! Façamos a Reforma Tunária!!!!!!!!!!!!!! A Tuna é de TODOS nós!!!!!!!!!! Processo Tuneril em Curso, já!!!!!!! Barriquemo-nos!!!!!!!!!!! Carimbemos passaportes em barreiras de estrada algures em Valongo!!!!!!!!!!!!!!!!

Proponho, Camaradas, neste Plenário Revolucionário, a seguinte proposta:

Que todo e qualquer Dux seja impedido de ser convidado para Queimas, Festas Académicas, Quermesses ou visitas a casas de caloiras por outro qualquer Dux: Se algum destes o fizer, deixará de ser convidado para tais actos de Beneficência!!!! Se alguém que não Dux convidar um que seja destes últimos para urinar na via pública até será banido do mapa académico/revolucionário!!!!!!!!!!

Queimódromo a quem é do Queimódromo!!!!!!!!!! Já!!!!!!!!!!!

Votemos, Camaradas! De braço no ar!!!!!!!!!!!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Caríssimo:

lembrei-me justamente deste vídeo... e até me riria com vontade se a situação não fosse demasiado grave, mais pelo princípio do que pelas consequências.

Não participar num festival, não é nada do outro mundo. Haver alguém de fora que proíbe...

 

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R T
responde a O Conquistador:

Ilustre:

Eu quero fazer fé, acreditar mesmo, que isto não é sequer verosímil; é que, se for, então deixarei as "graçolas" num ápice e passarei imediatamente a outro registo....quero acreditar ser "isto" apenas uma piada de muito mau gosto.

Abraços!

 

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O Novessetum
responde a R T:

Meu caro,
A minha informação também é "inside".
Não sei se chegou a vias de facto, por isso referi (fez, vai fazer ou iria fazer). No mínimo a intenção esteve lá, o que já de si é grave.

 

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R T
responde a O Novessetum:

Ilustre:

Só a intenção é mais do que suficiente; o resto são danos colaterais.


Abraços!

 

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