Portugaltunas - Tunas de Portugal

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Tuna vs Praxe: " A Solução Final?"

Escreveu no tópico Tuna vs Praxe - www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=30580 - e mais na sua parte final, o ilustríssimo Novesetum, e cito-o de seguida:


"Retomo este tópico com mais um exemplo da infeliz interacção da praxe nas Tunas.
O Magnum (do Porto) decretou (ou vai decretar, ou iria decretar) a saída da Portucalense do próprio Magnum. Aqui aqui tudo bem. É um assunto que tanto me aquece como arrefece.

O problema principal é que estão ordenar (ou vão, ou iriam) às Tunas de outras faculdades que não podem aceitar convites para os festivais das tunas da Portucalense, nem tão pouco convidá-las para os seus festivais. Confesso que estou sem palavras...

Tunos, tunas e organizadores de festivais: Não permitam que isto aconteça. É importante lutar contra isto!!! Apelo à revolta. Convidem para os vossos festivais as tunas da Universidade Portucalense. Façam frente a esta VERGONHA, que envergonha toda a Academia do Porto e todos os que por lá passaram."
(fim de citação)


Os desenvolvimentos seguem nesse tópico. No entanto, e por força da gravidade do tema, estacamos o mesmo neste tópico entretanto aberto, solicitando a todos que aqui o continuem e caso entendam.

Abraços & bjos!

 

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R T
responde a R T:

Resumindo:

1º) É a derradeira tentativa de impor a "Solução Final". Resta saber se, no final disto, a ser efectivo e concreto, não terá o efeito precisamente contrário.

2º) Mais do mesmo: Há muito que é desejo de alguém "Dividir para Reinar". Mas desafortunadamente W.Churchill utilizou essa táctica diplomática já faz uns valentes anos, o que torna tudo bem mais fácil por previsível.

3º) Tolinhos a reclamar a propriedade da Torre dos Clérigos, só no "Conde Ferreira" há uns 50 e pelo menos; resta saber que Tuna é que será "tolinha" ao ponto de ver o seu nome estampado na praça pública caso alinhe nesta comédia...

Abraços!

 

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Sir Giga
responde a R T:

Amigos,

proponho a redacção de um manifesto a denunciar esta situação e declarando que não tomaremos parte neste absurdo, a assinar por todos os representantes de cada tuna nacional e a divulgar POR TODAS AS ACADEMIAS DESTE PAÍS!

Porque eu já estou farto. Até me ofereço para entregar pessoalmente isto ao Concilium.

CHEGA!

 

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R T
responde a Sir Giga:

Ilustre(s);

Como sabes, meu caro Giga, não tenho por hábito atribuir importância a quem efectivamente não a tem de todo. Muito provavelmente empolar a situação será o que alguém pretende, à falta de quem lhe ligue patavina. Não me apetece, de todo, inchar o ego de quem anda a falar sozinho e para si mesmo faz tempo.....

Por mim podem clamar a propriedade da Lua e em propriedade horizontal até, que é para o lado que durmo melhor.Aqui só há - CASO OCORRA, note-se - uma coisa a fazer:

Tuna que alinhar nisto, seja ela qual for, deve ser denunciada publicamente por tal; se tiver topete para o fazer terá seguramente toda a capacidade para assumir. Como Tuna que se preze não o fará, estamos perante mais um "não-caso".

Por enquanto, será estar atento, somente. E ouvir os latidos ao longe...

 

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André Pereira
responde a R T:

Eu acho que, antes de uma chamada à luta armada, é necessário saber, de fonte segura e fidedigna, se tal corresponde à verdade.

Sei de fonte segura que o Conselho de Veteranos da Universidade Portucalense Infante D. Henrique do Porto deixou de ser reconhecido pelo Magnum Consilium Veteranorum da Academia do Porto.

Tal situação deixa, como devem adivinhar, as actividades praxísticas da Portucalense, enquanto elemento activo na Praxe da Academia do Porto, suspensas/limitadas ou não reconhecidas como tal, pela entidade que "regulamenta" a actividade praxística da Academia do Porto. No caso em apreço o Magnum Consilium Veteranorum.

Se tal situação é-o assim para as actividades da Praxe da Portucalense não significa que tal o seja para as actividades dos outros grupos académicos que subsistem no seu seio. Não posso assegurar que tal decisão do Magnum afecte, neste caso, as tunas da Universidade Portucalense. Nem tal situação me parece lógica. Até porque, a única coisa que liga (e este ligação pode ser bastante questionada) as Tunas da Academia do Porto à Praxe da mesma Academia é o traje. Imaginem que tal é verdade. Que o Magnum estendeu a sua decisão às tunas. Se a Portucalense os quiser 'praxar' é fácil. Mudam o traje. Simples mudanças, sem grandes custos, e ficam logo diferentes do resto da academia, ergo, não ficam sujeitos a nada. Simples não é?

Todavia, antes que se façam manifestos ou abaixos-assinados contra seja o que for.... é fundamental apurar a veracidade do caso apresentado.

Abraços!

 

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Carlos Branquinho
responde a R T:

Caríssimos:
Não é que eu tenha alguma coisa a ver com o que se passa na Academia Portuense no que à PRAXE concerne. Muito menos a esta salgalhada que me parece ser a mistura das tunas com a organização da PRAXE.
No entanto, acho que não seria má ideia de todo a Tuna da Portucalense organizar um certame/encontro (de vários dias, como se supõe, dado o elevado n.º de possíveis participantes) convidando publicamente todas as tunas da respectiva Academia a participar.
É só uma ideia do que eu faria numa situação destas.

 

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R T
responde a André Pereira:

Meu amigo, nem mais, nem mais.

Contudo, como calcularás, detenho neste momento algumas informações adicionais que, a confirmarem-se, confirmam - e de que maneira!!! - o receio principal e único: o cenário de tunas contra tunas.

Vamos serenamente aguardar até porque, repito, carece de confirmação.

Abraços!

 

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Carlos Branquinho
responde a André Pereira:

Caro André:
A capa e batina não é só o fato uniforme dos estudantes da Universidade de Coimbra, é-o por tradição de todos, e sublinho todos, os estudantes do país, mesmo daquelas academias que possuem fatos diferentes.
Não há conselho de veteranos que possa influir na definição de que instituições podem ou não usá-lo, desde que estejamos a falar de estudantes e praxistas, claro.

 

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André Pereira
responde a Carlos Branquinho:

Carlos, não és da Academia do Porto, pois não? Eu também concordo contigo... mas aqui na Academia do Porto o traje é a única ligação (além da tradição histórica como é óbvio) entre as tunas e a praxe... sabes porque? Porque na sua maioria, as tunas do Porto têm mais de metade dos seus elementos como antigos estudantes. Isto é, antigos praxistas. Elementos esses que JÁ NÃO ESTÃO MATRICULADOS... logo... aquilo que liga as Tunas à Praxe é o traje.

Está correcto? Não... eu não vejo o traje assim. Mas isto sou eu... Outra coisa é aquilo q é a lei aqui no burgo.

Um abraço!

 

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R T
responde a André Pereira:

André, que fique BEM claro, antes que alguém resolva ler pontos e interpretar virgulas (não tu, seguramente):

Apelo à serenidade. Nada de concreto existe até ao momento excepto uma intenção que, ainda por cima é mais antiga que a Sé de Braga. Nenhum incendiar de coisa alguma se pretende, que fique bem claro; a arder que seja quando alguém regar a fogueira com gasolina.

Portanto, é tratar o assunto conforme a extensão do mesmo e a cada momento. Calma, tudo tranquilo, relax. Aguardemos, pois, o que poderá vir - ou não.

Abraços!

 

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Sir Giga
responde a R T:

Continuo a achar que deveríamos ter uma posição oficial sobre o assunto. Não porque esses indivíduos nos merecem essa importância, mas porque há muitos que lha reconhecem. Mais, muitos tunos (mais "tuneiros", mas pronto...) reconhecem autoridade e legitimidade às hierarquias da Praxe para interferirem nas próprias tunas.

Isto não só é importante para os pôr no seu devido lugar, como também como medida PROFILÁTICA E MESMO ATÉ PEDAGÓGICA.

Sabes que com estas coisas a minha vontade é logo armar a giga, e a organização de um certame pela Portucalense com participação de tunas da Academia (nós íamos logo!) é mesmo o tipo de resposta à minha moda. Mas, não fossem eles não perceber, dever-se-ia fazer questão de reiterar em palco as razões de ser do certame, e da vinda de cada tuna, preferencialmente em tom cáustico-humorístico-mete-nojo-académico-pedagógico. :D



 

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R T
responde a Sir Giga:

Caro Giga, caro Giga....:

Haja calma acima de tudo e sem interpretações extensivas que possam, porventura, levar a uma situação mais complexa do que aquela que, aparentemente, temos em mãos. Sabemos da intenção, faz tempo até, que a memória não é curta; agora aguardamos pela concretização de facto da mesma intenção.

Vamos esperar que haja morto para depois se velar o mesmo; se não há falecido então não vale a pena chorar antes.

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Curioso...

É um excelente Caso de Estudo/Tema para debate no próximo ENT....

Hello Bragança, Porto Calling!!!!

Abraços!

 

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R T
responde a Carlos Branquinho:

"No entanto, acho que não seria má ideia de todo a Tuna da Portucalense organizar um certame/encontro (de vários dias, como se supõe, dado o elevado n.º de possíveis participantes) convidando publicamente todas as tunas da respectiva Academia a participar.
É só uma ideia do que eu faria numa situação destas." (fim de citação).


Caro Carlos:

Tal já está a pressupor algo que ainda não aconteceu, o boicote a uma dada tuna e no caso instigado por alguém. Francamente e neste cenário, acho que só a simples assumpção da ideia que dás (que compreendo perfeitamente na sua boa intenção) já é ela mesma dar uma importância a quem não a tem; mais, seria tal certame um aceitar tácito de um suposto "poder" que alguém objectivamente não detém.

Quem fez/faz "isto" aposta numa coisa, claramente: Dividir para reinar, partir por dentro. É aqui que está a pedra de toque de tudo isto. O resto é bullshit.

Daí a pertinência da nossa união corporativista nestas alturas em que somos "testados" na mesma; não permitir que quem não é daqui venha para cá fazer o que costuma fazer lá. Ou seja, não podemos vacilar: Se alguma de nós cair em tentação tem de ser chamada à pedra. Simples.

Quanto ao resto, que fiquem a falar para eles mesmos, como é hábito aliás, brincando aos Deuses do Olimpo.....

Abraços!

 

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J.Pierre Silva
responde a Sir Giga:

Sobre est assunto, a web tunante já abriu o livro, seja aqui no PTunas, seja no Aventuras (asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/2011/09/aventura-do-topete.html) ou no N&M (notasemelodias.blogspot.com/2011/09/notas-de-sublevacao-tunante.html), além de já correr a notícia no Facebook.

Concordo que, antes de mais, há que colocar a comunidade em alerta (Tipo DEFCON 3) para que, a tudo se confirmar, a resposta seja pronta e a mobilização imediata.

Como já aqui foi dito, só o processo de intenções, no seguimnento do triste episódio ocorrido com o grupo de fados do OUP, em 2007 (link sobre isso no artigo do N&M) ou, mais recentemente, a descarada intromissão do Magnum no FITU, é o bastante para justificar as primeiras críticas, os primeiros brados e um estado de pré-mobilização.

Não passa a coisa por organizar certames ou eventos em jeito de piraça, mas antes por um concertado boicote às actividades organizadas (ou co-organizadas) pelo Magnum, com o FITA da Queima à cabeça.

Mas lá está: ainda não há, por hora, algo de objectivo que justifique o apelo às armas e a saída dos quartéis.
Mas concordo e defendo - e não apenas para o Porto, mas para toda a comunidade Tunante (porque ninguém se livra do mesmo) - que ao outro lado é preciso mostrar que haverá resposta na exacta proporção do ataque que for desferido.

Sublinho algo que muito bem disseste: muito boa gente, no seio das tunas, tem a ideia errada que se deve subserviência á Praxe, achando que o Magnum e organismos de Praxe detém tutela e autoridade perante as tunas, pelo que urge, também, ilucidar para que se não deixem levar por mitos que acabam por tolher o entendimento e criarem equívocos graves.
Basta que cada um pense se aceitaria que por causa de uma sanção ao seu organismo de praxe, tem de sofrer consequências na sua actividade tunante, desportiva, cultural etc.

O grave é se isto despoleta uma fraticida guerra entre tunas, onde velhas rivalidades podem ser avivadas ou exploradas para atiçar ainda mais a coisa.

Como sempre defendi, mais cedo ou mais tarde, os que menorizaram a importância de organizações tunantes locais, regionais ou nacionais (seja federação ou outro formato) acabarão por, também eles, perceber as virtudes e importância das tunas se agruparem em torno de um órgão que congregue, promova e defenda.
Se as tunas fossem associações, com personalidade jurídica, estariam fora do alcance destas mundanas quezílias.

 

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O Conquistador
responde a R T:

Por vir a propósito, reponho aqui uma intervenção no tópico "Tuna vs Praxe Parte II":

Há três palavras que descrevem esta nova aberração:

RIDÍCULO - nem tudo o que se faz de traje cai imediatamente sob a alçada dos organismos de praxe. Se assim fosse, esses organismos poderiam proibir-me de, por exemplo, namorar com determinada rapariga pelo simples facto de tanto eu como ela estarmos matriculados na universidade. Que tem um bando de frustrados prepotentes que ver com quem eu me associo seja para que fim for? E se for para fazer serenatas? E se for para tocar música? E se for para fazer teatro? E se for para fazer amor? Não têm rigorosamente nada que ver com a minha vida privada, mesmo que as minhas actividades sejam públicas, ou publicamente assumidas. Desde que não esteja a participar numa actividade promovida por um desses organismos, não têm nada que legislar sobre mim ou sobre os grupos a que pertenço.

TRISTEZA - por constatar que há quem se submeta aos caprichos de pessoas cujo único mérito parece consistir em se raparem mutuamente e em circuito fechado, porque mais ninguém lhes liga bóia. Assim tivessem a coragem de denunciar as jogadas das queimas, a pouca-vergonha de quem se aproveita descaradamente dos estudantes, de quem se apoderou da manifestação mais visível da Praxe: a Queima das Fitas.

VERGONHA - de que haja gente que admita que outros lhes digam quem podem ou não convidar para suas casas. Mas era o que faltava que o meu vizinho de baixo me viesse proibir de receber quem eu quero em minha casa. Se alguma tuna retirou um convite que já tinha feito por causa desta anormalidade, essa tuna devia pintar a cara de preto. Como é possível??????????

Ridículo, tristeza e vergonha. Oxalá caiam em si e recuperem a dignidade.

Já deu para aprenderem alguma coisa? Espero que sim. Espero que esta abominação tenha ao menos o efeito positivo de fazer com que as pessoas aprendam à própria custa. Nada que não fosse previsível.

A bola está agora do lado das tunas: ou aparam o jogo, ou viram as costas e deixam os fulanos a bater bolas - ou a bater o que lhes apetecer... - contra a parede.

Abraço,

BOA MÚSICA e... HAJA AQUELA PARTE DA BIOLOGIA MASCULINA QUE É SINÓNIMO DE "CORAGEM" NA LINGUAGEM VERNÁCULA!

 

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César Fernandes
responde a R T:

No mínimo ridículo...

Já houve alguma tomada de posição publica, por exemplo, algum comunicado, das Tunas da Portucalense?

 

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R T
responde a César Fernandes:

Ilustres Tunos:

Efectivamente os piores receios concretizaram-se. Pelas notícias recolhidas e outras feitas chegar, após alguns e algumas terem lido o que por aqui se vai derramando, confirma-se, infelizmente, mas sem margem para dúvida: Estamos perante um ataque claro às Tunas da Academia do Porto.

Desde a OPA ao FITA, passando por outras situações no passado recente de manifesta prepotência face a algumas tunas da Academia do Porto, terminando na presente situação com as tunas da UP-IDH, não restarão muitas dúvidas sobre a intenção que preside a tal.

Desde o impedir uma determinada tuna feminina a participar num certame de uma outra, ameaçando a anfitriã que e caso não fosse retirado o convite em causa, "comeriam pela mesma tabela", ou seja, seria também ela declarada "anti-Praxe (cito) como foi a convidada, passando pelo retirar a uma dada tuna do estatuto de "académica" com a conivência do próprio Dux da sua própria casa - que foi, qual acólito, apresentar queixa a "São Pedro" - deixando a tuna feminina dessa mesma casa de ser, por isso, afilhada da dita cuja tuna em questão, terminando hoje com mais esta prepotência face às tunas da Portucalense. Ou seja, temos PRECEDENTES vários, que poderei aqui atestar e que me fizeram chegar ao longo do dia de ontem e de hoje. O desabafo é uma nota constante, quando alguns me confidenciam que de facto, basta, abrir o livro é para bem das tunas no Porto, como um deles me confidenciou esta mesma noite; outro houve que me disse que irá até ao final com esta história e assim sucessivamente. Estamos, pois, mais do que conversados.

Chegou-se a ponto de ser dito a uma determinada tuna algo como e passo a citar " Vocês devem vassalagem, fazem o que eu mando, vestem-se como eu quero e fazem o que eu quero, cumprimentam-me sempre que me virem e aos meus subitos...". Estamos, portanto, mais do que conversados mais uma vez, constata-se.

Só vejo, pessoalmente, aqui, uma solução: Um movimento de contestação claro e inequívoco face a esta postura anti-tunas do Porto, com escala e dimensão nacional, solidarizando-se com todos e todas as/os que foram ofendidos na sua dignidade, pedindo na mesma manifestação de repúdio que o mesmo organismo se demita liminarmente de ocupar o lugar que ocupa. A par de tudo isto, a devida publicidade a fazer-se, com escala nacional também, dando conta de tudo isto que se está a passar, de forma a que não reste duvida alguma: Não será tolerada mais qualquer prepotência, ponto final.

Importante aqui também: Tuna que se tente a cair nesta armadilha deverá ver o seu nome publicado e publicitado em lugar próprio, de forma a não se livrar da vergonha perante as restantes tunas nacionais.

Tudo isto mete nojo. Urge fazer algo que seja, efectivamente, eficaz, sensato e acima de tudo, que proteja a tuna em sentido lato.

Aguardo os Vºs Comentários....

Abraços & bjos!

 

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O Conquistador
responde a R T:

O ridículo, a vergonha e a tristeza estão, pois, instalados.

Vou analisar apenas um parágrafo da intervenção do RT. Escolhi este por conter uma gradação crescente de ingerência na vida interna das tunas a todos os títulos inadmissível. Revela, além disso, uma confrangedora ignorância que meteria dó, se não fosse perigosa.

A ingerência começa a um nível meramente superficial, pois pretende apenas que a Tuna X não convide a Tuna Y (declarada “anti-praxe”) para uma actividade:

«... impedir uma determinada tuna feminina de participar num certame de uma outra, ameaçando a anfitriã de que - caso não fosse retirado o convite em causa - "comeriam pela mesma tabela", ou seja, seria também ela declarada "anti-Praxe” (cito) como foi a convidada...»

a) se a actividade (festival) é promovida pelo Conselho de Veteranos, tem este todo o direito de interferir na organização. Porém, se a actividade é promovida pela Tuna, o Conselho de Veteranos não tem rigorosamente nenhuma palavra a dar sobre o assunto, tal como não dita regras nas actividades desportivas - ou de qualquer outra natureza artística, pedagógica, etc. - que os alunos da escola X entendam promover ou em que entendam participar.

b) que consequências práticas derivam de alguém ser declarado anti-praxe? Nenhumas, a não ser que seja "apanhado" a participar à força numa actividade directamente promovida ou ligada à praxe, podendo, nesse caso, sofrer sanções. Ora, não me cansarei de repetir que AS TUNAS NÃO NASCERAM DA PRAXE. Sendo assim, um Conselho de Veteranos tem tanta autoridade para declarar uma tuna anti-praxe como para declarar o Governo anti-praxe; ou a Reitoria anti-praxe; ou os empregados do bar e da cantina anti-praxe. Isto é NÃO TEM AUTORIDADE NENHUMA. É o equivalente a eu excomungar o Papa. Posso proibir determinado jogador de futebol de alinhar na selecção? Não. Posso formular essa proibição? Posso, contudo a mesma não tem qualquer validade. É o que acontece com um Conselho de Veteranos quando declara uma tuna anti-praxe. É uma declaração absolutamente inútil e por uma razão simples: não se pode declarar anti-praxe aquilo que não tem que ver com a praxe. Pode-se escrever um decreto com essas palavras; pode-se gritar do alto da Torre dos Clérigos com um megafone essa mesma proibição: não tem qualquer valor;

c) quem quer ser “dono” da praxe tem ao menos a obrigação de a conhecer. No Porto, como em Coimbra, existem as figuras da “protecção de Baco” e da "protecção de instrumento". Quer isto dizer que um académico que seja apanhado por uma trupe na rua a horas em que já devesse estar na cama, se transportar consigo um instrumento não pode ser incomodado, desde que prove que o sabe tocar. Pretendia esta medida proteger os caloiros que participassem nos grupos artísticos da universidade; como o caloiro não pode sair à noite, e os ensaios destes grupos eram em horário nocturno, o caloiro estaria proibido de participar nos ensaios. Ora esta medida é extensível a todos os académicos, pelo que uma Tuna está por sua natureza sob protecção de instrumento - de cordas, de percussão, de teclas ou vocal. Se não, está sob a protecção de Baco. Mesmo que um organismo de Praxe caia no ridículo de declarar uma tuna anti-praxe, coloca-se no duplo ridículo de não poder exercer sanções por os seus elementos estarem necessariamente sob uma das duas protecções... Isto é, mesmo que se arme uma “milícia” para castigar os refractários, essa milícia não pode fazer rigorosamente nada!
d) Suponhamos que uma das consequências de se ser declarado anti-praxe era a proibição do uso da capa e batina. Ora O TRAJE É DA ACADEMIA (ACADÉMICO), NÃO DA PRAXE. Qualquer aluno tem o direito de usar o traje a partir do momento em que se encontra matriculado, pelo que NÃO PODE SER PROIBIDO DE O USAR. Donde se segue que se eu for despedido o meu ex-patrão não pode continuar a dar-me ordens... Se a minha tuna for declarada anti-praxe, deixa, por esse mesmo motivo, de estar sob a alçada da Praxe - onde nunca nenhuma tuna esteve, é bom que se recorde.

Volto a fazer a pergunta: que consequências práticas advêm de alguém ser declarado anti-praxe? Nenhumas: não posso ser proibido de usar o traje académico nem posso ser praxado. Que pena...

A ingerência sobe agora de tom e de nível - e de ridículo:

«retirar a uma dada tuna do estatuto de "académica" com a conivência do próprio Dux da sua própria casa - que foi, qual acólito, apresentar queixa a "São Pedro"»

O Dux daquela casa - e não sei de qual se trata - não tem sequer autoridade sobre os seus. Não tendo força a nível interno, foi chamar a seita. Se a tuna é “académica”, é, tal como o traje, DA ACADEMIA, não da Praxe. Que autoridade têm estes “senhores” para dizer que a “Tuna Académica de X” perde o estatuto de académica? Nenhum. Não têm qualquer direito de o fazer. Repito: podem escrever decretos com palavras que indicam a perda desse estatuto e ir gritá-lo de megafone na mão do alto da Torre dos Clérigos - tal como eu posso andar com um badalo pelas ruas a gritar que, por meu decreto, o Primeiro Ministro perdeu o estatuto de português. O efeito é rigorosamente o mesmo: isto é, nenhum. Já não estão a querer inventar sobre a praxe: agora pretendem interferir no próprio significado das palavras da língua - património de todos os portugueses - e até no próprio meio universitário, decretando quem pode ou não ter o estatuto de “académico”. Mas esta gente tem consciência do que anda a fazer, ou pensa que somos todos parvos? Pelo visto, deve pensar que sim, que somo parvos. E têm razão, pois há quem vá nestas cantigas.

Mas enquanto se divertem a apedrejar o Sol, estamos nós bem. Mas veja-se agora o terceiro grau da ingerência e do ridículo:

«deixando a tuna feminina dessa mesma casa de ser, por isso, afilhada da dita cuja tuna em questão»

Como? Já decretam sobre as relações entre as tunas? Já a estupidez e a falta da consciência dos próprios limites rompe uma relação baseada na amizade e na admiração? É suficiente para destruir laços de amizade e cooperação institucional e pessoal, forjadas por largos anos de convívio e consubstanciadas por uma cerimónia formal - o baptismo? Que é feito da protecção dos padrinhos? Que é feito da admiração e do carinho dos afilhados? Como é que se destrói a relação entre aqueles que se responsabilizam pela entrada de outros no mundo das tunas e os que procuraram nos padrinhos o aconselhamento e a orientação, concedendo-lhes a honra e a responsabilidade de apadrinharem, uns, e de serem apadrinhados, outros, porque os padrinhos vêem nos afilhados qualidades em que acreditam? Ou não passou afinal tudo de um pretexto para padrinhos e afilhados jantarem juntos?

Ridículo - de quem intimida.
Vergonha - de quem se deixa intimidar.
Tristeza - de ver tunas contra tunas, pior ainda quando são afilhados e padrinhos.

Isto só passará daqui se as tunas, todas as tunas, deixarem.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Há, contudo, nisto tudo, algo que ficou por dizer e que se revela extremamente pertinente:

Neste cenário, por muito que se proclame, escreva, faça e aconteça, se delibere (quem? onde? como?) e por aí fora, nada disto terá validade alguma se as Tunas do Porto não tomarem elas, em mãos, a mesma matéria, seja pela forma que seja e que bem entendam.

Não cabe, a quem nelas já não está no activo, fazer a sua defesa; cabe-nos outras diligências, seguramente e que faremos a outros níveis. No entanto, cabe às próprias Tunas a sua defesa legitima e de facto, caso obviamente assim o entendam.

Pode ser feita muita coisa - que será, seguramente; mas substituir o actor principal é que não é correcto. Ou seja, concluí-se que as Tunas da Academia do Porto deverão, neste estado de coisas - e no limite - pensar seriamente em algo a fazer-se.

Abraços & Beijos.

P.S. - O Conquistador já disse acima e já aqui foi escrito algumas vezes: A TUNA É ANTERIOR À PRAXE E NADA TEM A VER COM A MESMA. Que fique BEM claro.

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:

Bem. Está confirmado o ataque.
Agora é dar espaço á mobilização geral!

Vamos lá ver quais as Tunas do Porto que se irão vender e quais as que irão bater o pé ao Magnum, mandando-o pastar!

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

Em Janeiro deste ano escrevi aqui, então, o seguinte:

culpa nossa, os de então, do "boom". Mea culpa, assumo.

Nunca foi dito, então, seja a quem seja, que a Tuna nasceu FORA da universidade e antes dela. É aqui, neste ponto, que resulta o tremendo equívoco: Achou-se, pregou-se e praticou-se que a Tuna tinha nascido da Praxe, na Praxe e para a Praxe. Errado. Esta última resgatou-a e moldou-a, fez-lhe um "embeebed" tipo foto em formato JPEG em folha de word. O "problema" é que a "foto" tem identidade própria e a montante da recuperação das Tradições Académicas e da Praxe; é o que resulta da história da tuna em sentido lato.

Se repararem, a contrario sensu, nunca a tuna assumiu uma preponderância dentro da Praxe somente por o ser: O tuno nunca ficou isento da Praxe por ser tuno, o tuno nunca teve assento vitalicio nos orgãos da Praxe pelo mero facto de ser tuno, o tuno nunca teve prerrogativas especiais dentro da Praxe meramente por força de ser tuno, simplesmente. Assim sendo, por que razão mais estranha o contrário teria de ocorrer?

A Tuna é uma manifestação da Praxe, apenas, como tantas outras. Composta por estudantes que estão - o que resulta da época do "boom" tunante - NA Praxe. Mas podem ser estudantes universitários e não estar na Praxe e serem uma Tuna. Pode. Claro que sim.

Bem sei que se andou anos - o tal mea culpa - a dizer que não, que uma coisa implica a outra e ponto final. Mas li, estudei, esgravatei os baús da história -e assim o continuo a fazer - e concluí-se, afinal, que estavamos, nós, os do "boom" de então e quarentões de hoje, errados. E estavamos errados porque só agora se resolveu ver, de facto e com propriedade, como é que a coisa era e foi. Mais vale tarde do que nunca e só não erra quem nada faz
.


 

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R T
responde a R T:

É preciso notar neste assunto o seguinte:

Não se trata de uma situação pontual ou circunscrita no caso, ao Porto. De todo. Sabemos todos que tal aconteceu, acontece e deverá deixar de acontecer, em vários outros pontos cardeais do país.

Muitos tentaram - e alguns conseguiram - no passado condicionar a actividade tuneril à sombra da Praxe e seus organismos. Sabemos de casos em que essa promiscuidade é levada a consequências absolutamente intoleráveis. Ora, concluí-se então o óbvio: Está na hora de dizer "Acabou, meus Senhores!". E acabou o que nunca deveria sequer ter tido início.

Esta intromissão nula da Praxe e seus organismos na vida tuneril tem de ter um ponto final, feito de forma inteligente mas serena, firme mas cabal, concreta mas para o futuro. Repito, não há NADA que justifique a intromissão dos órgãos ditos da Praxe com a vida e quotidiano de uma Tuna. Nada. Nem sequer fazerem parte da mesma instituição. Se não se "metem" com a equipa de voleibol da faculdade seguramente saberão porquê; com a tuna é RIGOROSAMENTE a mesma coisa. Já havia Tunas muito antes de haver Dux´s nas Universidades Portuguesas.

Esta promiscuidade tem de terminar. Se este episódio servir para tal, então é bem vindo até; prova inequívoca da tremenda burrice que é imiscuírem-se no seio tuneril.

E não, não é um problema só do Porto, meus caros, de todo. É um problema nacional que tem de ter um final, porque já basta de "bandalheira". E não tenham receio em dizer não; não estão seguramente sozinhos e os Tribunais - daqueles, a sério - existem para alguma coisa, se for caso.

Abraços & Beijos!

 

[responder a "R T"] [denunciar abusos]

R T
responde a R T:

Cito Miguel Esteves Cardoso...


Manda a tradição.


Quanto tempo leva a criar uma tradição? E por quanto tempo se pode interromper antes de se perder? Eis a primeira frase de uma notícia no PÚBLICO de ontem: "Um homem entrou num forno de lenha aquecido a mais de 250 graus, durante a recriação do chamado milagre da Urgueira, que atrai anualmente milhares de pessoas." Respirei fundo, invocando a tolerância pelos velhos costumes e cantarolando o velho jingle do café Sical: "Cada terra com seu uso, todos com Sical."

Mas o resto do primeiro parágrafo desasossegou-me: "A tradição tem origem em finais do século XIX, mas esteve interrompida desde 1904, ano em que morreu o homem que a protagonizava, sendo relançada em 1996 pela Associação Etnográfica Os Serranos." Se a tradição começou no fim do século XIX - digamos 1890, só durou 14 anos. Quando morreu o homem que entrou no forno, decidiram acabar com ela. Continuou acabada por mais 90 anos, de 1905 a 1995. Desde 1996 foi retomada durante mais 14 anos. Quando a interrupção de uma tradição é maior (90 anos) do que o número de anos em que é cumprida (28 anos), foi a tradição que foi interrompida ou a interrupção que foi retradicionalizada?

Portugal está cheio de tradições deste género, que brotam e se desenterram por toda a parte, respeitando-se ou esquecendo-se conforme as conveniências. É à vontade do freguês. Que se há-de fazer? Nada. Esse à-vontade relativista é uma espécie de liberdade - e é a nossa verdadeira tradição
.

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:

Seja como for, isto deve ser visto como um ataque à Tuna em geral, porque se há valor que deve ser intrínseco na nossa comunidade, é o da unidade e solidariedade.
O ataque a um só membro (e aqui é feito a vários: os da academia do Porto) é um ataque a todos!

Por esse mesmo motivo é que a resposta deve ser inequívoca: repúdio e contestação globalizada contra a prepotência do MCV do Porto, demonstrando nãoapenas desagrada, mas desautorizando liminarmente o mesmo em matéria de Tunas.

O apelo é simples: desobediência académica pro parte das Tunas, que mais não é do que o ignorar, pro um lado, e o ridicularizar por outro, pois, afinal, o MCV nem sequer tem autoridade sobre que tuda seja!

Embora sejam nulas assuas determinações, seja nulo qualquer decreto, sobre Tunas, não seixa contudo de haver dolo e um claro ataque.

Caen às Tunas do Porto mostrarem o que valem, sabendo que contam connosco!
mas cabe-nos igualmente a denúnica e a condenação deste acto.

Se os meios webísticos tunantes já se movimentam, estou certo que o próximo ENT será, também ele, um meio de expressar a repulsa e o veemente condenar desta abjecta decisão do MCV e do seu Dux.

E porque os actos têm consequências, não apenas deixar claro que o MCV pisou seara alheia, mas também que qualquer tuna que se coloque a seu lado contra outras tunas será severa e publicamente denunciada e condenada.



 

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Tiago Nogueira
responde a R T:

Boa tarde a todos.
Estou estupefacto. Não percebo de onde vem uma deliberação destas. Ou melhor, percebo. De mentes que em vez de se dedicarem a concluir o curso se dedicam a tudo o que nada interessa.
Não mandam em casa, querem mandar na cidade. Nada de muito novo.

Só tenho uma sugestão para dar.
Se o Magnum do Porto afirma essa exclusão da Portucalense, as Tunas do Porto só têm de agradecer a simpatia do Magnum em tê-las incluído nas suas cogitações como sendo pertencentes à Praxe liderada pelo Magnum, mas nunca pediram para o ser nem querem ser. Como tal, as Tunas do Porto deviam apenas declarar que elas é que recusam qualquer tipo de deliberação de um organismo que munca as governou e que não lhe reconhece qualquer autoridade para fazer qualquer tipo de juízo sobre Tunas.

Abraço

Adémia (TMUC)

 

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R T
responde a Tiago Nogueira:

"Como tal, as Tunas do Porto deviam apenas declarar que elas é que recusam qualquer tipo de deliberação de um organismo que nunca as governou e que não lhe reconhece qualquer autoridade para fazer qualquer tipo de juízo sobre Tunas." (fim de citação).

Nem é necessário, caro Adémia. Era o que mais faltava, até!

A "decisão" do MCV é nula, em razão de matéria e no que às tunas toca; não tem por isso qualquer relevância juridica, logo, é equivalente a nada.

Já a intenção são outros "500".

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Se quisermos, vale o mesmo que as tunas dizerem que o MCV está proibido de, sei lá, beber alcool na semana da Queima: Para lá de absurdo no conteúdo, é absolutamente nula em razão de matéria e objecto.

Ou melhor ainda, como se diz em Direito da Família, temos aqui um Impedimento Dirimente Absoluto, que impede este suposto "casamento"....

Abraços & Beijos!

 

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O Bijou
responde a R T:

Boa tarde a todos. Diz-se que quem não se sente, não é filho de boa gente e como me vejo directamente relacionado a tudo o que se está a passar, resta-me apenas deixar umas simples palavras, chamando os bois pelos nomes e sem ceder a uma das coisas que mais odeio, que é o "politicamente correcto", relativamente a este assunto que envolve grupos académicos, que muito e bem, fazem pelas instituições que representam, bem como pelo mundo tunante e, aqueles que, sem mais capacidade para fazer seja o que for, alapam-se num trono, convictos de que estão munidos de um poder que não conseguem ter sobre os próprios animais domésticos, quanto mais sobre homens feitos, inteligentes e cultos.
Já está na altura de parar com esta ingerência das comisões de praxe e conselhos de veteranos e o diabo a quatro, nas tunas, levando-as a acreditar que sem eles, convenhamos, pessoas com o QI equivalente ao de uma uva, não serão uma tuna.
Infelizmente, acredito que não vai haver nenhum movimento de protesto e luta contra este ataque estúpido e infantil, e acredito que o que as altas instituições praxistas (lol) vomitam, vai ter o efeito que essas mentes dotadas de enorme pequenez pretendem, mas a malta vai continuar a tocar e a vestir orgulhosamente o traje, até porque, não há gelado algum que o impeça.

Abraço

 

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Gato Preto
responde a R T:

Viva,

Como Tuno,

sinto-me

Estupefacto, atarantado, surpreso, admirado, espantado, incrédulo, desapontado, ofendido, melindrado, chocado, achincalhado, desiludido, revoltado, furioso, irritado, traído, abandonado, desprezado.....e muito, muito mais.

Curiosamente NÃO me sinto minimamente PREOCUPADO... é que posturas deste género valem tanto como violas num enterro. Para o futuro contam exactamente igual a coisa nenhuma.

Pior seria era se alguma Tuna ficasse proibida de exercer o seu magistério devido a qualquer tipo de inibição de direitos e liberdades decretada por um Tribunal.
A este género de determinações só liga quem não tem mais nada para fazer a não ser #$%&( a cabeça ao próximo.

Abraços, e como diz o nosso Conquistador, BOA MUSICA!

 

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R T
responde a O Bijou:

"Infelizmente, acredito que não vai haver nenhum movimento de protesto e luta contra este ataque estúpido e infantil (...) " (fim de citação).

Boas, Bijou!

Olha que não.....calma, que as coisas bem feitas levam o seu tempo....

Abraços!!! E qualquer coisa já sabes - sabem: conta e contem comigo.



 

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R T
responde a R T:

Desde o "Rapto da Macaca", datado de 1921, na Academia, que não se viu nada igual....nem parecido sequer....

 

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Menina Kati
responde a R T:

Boas!
Quem deixa que os de fora mandem na sua casa, acaba a dormir na rua!

Cabe às tunas do Porto terem o bom senso de não acatar ordens de um organismo que não tem poder nenhum sobre elas e criarem laços de protecção umas com as outras!
Uma atitude destas, vinda de um organismo como este, só demonstra a sua incompetência e incapacidade de saber quais os seus limites! Sempre me ensinaram que todos nós devemos saber o lugar que ocupamos e não tentar usurpar um lugar que não é nosso, pelos vistos há quem não saiba!

Tunas do Porto: não deixem que mandem na casa que tanto vos custou a construir!

Saudações do Coração das Beiras

 

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Carlos Branquinho
responde a André Pereira:

Caro André:
Tens razão, não sou da Academia do Porto, sou daquela Academia em que a malta quando acaba o curso fica sem a respectiva batina, colete, calças, camisa... Enfim, fica só com a capa. Capa essa que o irá acompanhar para o resto da vida e simbolizará o seu estatuto de antigo estudante.
Na minha tuna, os antigos têm o direito de participar nas actividades e subir a palco como os ainda estudantes, no entanto, fazem-no, obviamente, sem batina, apenas com a sua capa por cima da "roupa de todos os dias".
Da minha qualidade de antigo estudante e conhecimentos praxísticos, outros poderão atestar, como, por exemplo, o Gato Preto, que já teve o cuidado de dizer noutra discussão que me "conhecia bem".
Obviamente nada tenho que me imiscuir que se passa na casa dos outros, longe de mim tal ideia, no entanto, não pude deixar de mandar o meu "bitaite" sobre uma situação cujo corolário é assaz estranho, para não lhe dar outros adjectivos, e apesar de não conhecer eu as razões que lhe subjazem, as quais acho irrelevantes.

 

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R T
responde a R T:

Bom dia a todos.

Adiantarei, por ora, uma iniciativa que será levada a cabo:

A próxima edição do ENT, em Bragança, acolherá uma tomada de posição de âmbito nacional, em forma de Deliberação Extraordinária sobre estes acontecimentos, com conteúdo a redigir oportunamente, e que será publicitada de forma generalizada, quer através da Internet, quer através de vários órgãos de comunicação social.

Entretanto dar-se-á nota de tal iniciativa, que parte dos Tunos e não de tuna alguma ou outra qualquer Organização. Parece-me que melhor evento não haverá para esse efeito do que o ENT. Mais uma razão para aparecerem lá em cima, quem puder; quem não puder poderá também juntar-se a esta Deliberação posteriormente e via internet.

Abraços e ...sempre atentos!

 

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Carlos Branquinho
responde a J.Pierre Silva:

Caro J.P.:
Disseste que "Se as tunas fossem associações, com personalidade jurídica, estariam fora do alcance destas mundanas quezílias."
A minha questão é simplesmente, porque é que há tunas que não se instituem como associações sem fins lucrativos (ou não)?
Conheço algumas/bastantes que já o fizeram e posso dar o contacto de uma em concreto (a quem estiver interessado nos procedimentos legais necessários).

 

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O Conquistador
responde a R T:

Caro RT:

levar isto à praça pública, envolvendo a comunicação social, é, a meu ver, errado, por duas razões:

1 - a Praxe não é aquele grupo de senhores assim meio prò imbecil, que não dizem ameixas três vezes; há por aí muita gente mortinha por poder malhar na Praxe; podemos, sem querer, prejudicar ainda mais um "modus vivendi" que todos prezamos, apesar das abéculas que (dizem eles) a dirigem; a nossa "guerra" não é com a Praxe, mas com meia-dúzia de camelos;

2 - estaríamos a tirar do anonimato uma cáfila de inúteis; quem nunca ouviu falar daquela vara de palermas também não precisa de passar a ouvir: "A ignorância é bênção", já lá dizia o George Orwell no célebre "mil novecentos e oitenta e quatro"; por outro lado, seria passar para a opinião pública que existe um organismo que tutela a Praxe "Quem são? Quem não são? Onde moram? O que fazem? Como vivem?" Isso é o que eles queriam, meu caro. Que eles queiram cavalgar a Tuna, é lá com eles; que a malta ponha um banquinho ao lado para eles montarem melhor, alto lá.

"Quando a Academia faz merda, limpa o cu à capa." Tomemos as nossas posições e "defequemos" de alto para os gajos: nem mais uma entrada de borla, nem mais uma colaboração, nem sequer se lhes deve autorizar a entrada nos nossos eventos - pelo menos na condição de membros do tal organismo. Agradecemos que comprem o bilhete e que se divirtam, mas como simples pessoas.

Sigamos a sugestão do "Notas e Melodias": declaremo-los "anti-tunas".

Reconheço que temos pela frente uma missão difícil: como se pode colocar no devido lugar quem nem sequer tem lugar?...

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Ilustre(s):

Compreendo o teu ponto de vista. Tão pouco me cabe a mim ou a alguém particularmente fazer a defesa de algo, para além das opiniões pessoais que cada um possa ter, naturalmente. Até acho - e já o disse antes aqui - que a defesa, caso entendam defender-se, cabe primeiramente às Tunas da Academia, da forma que bem entenderem e se assim o entenderem. Não me irei substituir a nenhuma delas, que fique claro. Antes sim me junto a elas se for o caso.

Os argumentos que anuncias acima fazem sentido, pacifico. Contudo, pela gravidade que a questão tomou, entendo que algo deva acontecer. Ficar-se como estamos por si só é episódico e manterá a situação doravante. Se calhar, havendo algo a fazer-se - seja lá o algo o que for - às tantas já não será bem assim.

Devolvo a bola às Tunas do Porto, afinal, é delas e é. Sugeri, apenas, algo a fazer-se e que me parece proporcional ao acto cometido contra as Tunas da Academia. Se sim, porreiro, se não, porreiro à mesma. Pode é ser uma pena, uma oportunidade perdida. Digo eu...

Entretanto, mais relatos me chegam e todos têm um denominador comum.

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Não deixa de ser uma resposta ignora-los, obviamente. Se resultará? Veremos....Podemos estar a adiar o....inevitável.

Abraços & Bjos!

 

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Carlos Branquinho
responde a R T:

Tem havido aqui alguns mal-entendidos no que diz respeito à PRAXE e à forma como as tunas são ou não parte dela.
É do conhecimento geral que, por PRAXE Académica se entende "o conjunto de usos e costumes dos estudantes". Ora, nesta asserção, a "actividade tunante", fazendo já parte dos usos e costumes das academias, é também uma actividade englobável na PRAXE. Espero que isto seja pacífico.
Assim sendo, os tunos académicos que se apresentem em actuação devem ter em consideração que há normas de comportamento e de vestir, entre outras, a que devem obediência e não se podem furtar a elas só porque estão numa actividade da sua tuna, uma vez que esta é, em si mesma, uma actividade praxística.
Assim, assiste aos restantes estudantes presentes (e a quem a PRAXE o permita, claro) bem como, no limite, aos organismos reguladores das tradições académicas sancionar qualquer comportamento desviante relativamente aos ditames praxísticos em vigor.
Outra coisa se passa com organismos, associações e pessoas colectivas académicas em geral. Sobre esses é meu entendimento que os tais organismos reguladores das tradições académicas nenhuma tutela têm. Era o que faltava! Se algum dia se verificar que os elementos Fulaninho, Sicraninho e Beltraninho, por acaso elementos da tuna X e, mais ainda, durante uma actividade desta última, tiveram um comportamento desrespeitador para com as tradições académicas, a sanção só pode recair sobre os referidos Fulaninho, Sicraninho e Beltraninho e nunca sobre a Tuna X.

 

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R T
responde a Carlos Branquinho:

"É do conhecimento geral que, por PRAXE Académica se entende "o conjunto de usos e costumes dos estudantes". Ora, nesta asserção, a "actividade tunante", fazendo já parte dos usos e costumes das academias, é também uma actividade englobável na PRAXE. Espero que isto seja pacífico." (fim de citação).

De todo meu caro. Já existiam Tunas antes de haver Praxe e organismos da mesma. A Tuna é IMPORTADA pela Praxe, Tradições da época do "boom", não nasce com este último nem de perto nem de longe. Por essa ordem de razão o Andebol Universitário, Xadrez, Futebol, Teatro Universitário, Rádios Universitárias e afins estão então todos sob tutela da Praxe. Não estão. Se não estão, por alguma razão será.

Não se misture uma expressão musical com mais de 100 anos em Portugal com algo surgido nas Universidades que tem nem 30 anos: Os organismos de Praxe. Cautela com estas mistificações. Os estudantes que estão na tuna, esses sim, estão soba sua alçada e se estivem na Praxe e em Praxe; A Tuna enquanto instituição é muito mais antiga e não nasce nas Universidades portuguesas, sequer, sequer.

Um erro com quase 30 anos não anula uma verdade com mais de 100.

Abraços!

 

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André Pereira
responde a R T:

Curiosamente, o ressurgimento da tradição académica (neste caso a Praxis Académica), que tinha sido suspensa em 1969, deve em muito a tradições musicais... no caso em questão... do fado de Coimbra... mas pronto isso também não interessa muito ao caso...

De referir também que a Praxe que hoje, tal qual a conhecemos, tem de facto umas dezenas de anos... mas a Praxe Académica, como instrução ao Caloiro, ao Novato, já vem documentada desde o inicio do sec. XVIII... (ver Palito Métrico).

Abraços!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Caríssimo:

não devemos ignorar o que fizeram, claro que não!

Mas uma coisa é entregar aos cavalheiros (na expectativa de que saibam ler...) 300 folhas com assinaturas subscrevendo uma posição de repúdio e de "ameaça", digamos assim.

Outra é catapultar este assunto para a praça pública.

O que acho é que levar este (não-)assunto ao tribunal popular é matar pombas a tiro de canhão, podendo ser contraproducente e infligir danos à já tão debilitada imagem da Praxe.

Se eles não têm o sentido das proporções, alguém tem de a ter. Sejamos nós. Também assim provaremos a nossa superioridade.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a André Pereira:

Ilustre André:

Se soubessem todos - alguns, vá - o papel das agremiações musicais estudantis em prol do Academismo - e não só, até em prol da nação em dada altura e sem qualquer exagero - muita gente coraria de vergonha ao excretar barbaridades....

Abraços!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Ilustre Conquistador:

Como disse antes, a César o que é de César. Daí em diante já se sabe como é. Concordo plenamente com o teu ponto de vista. Mas ambos sabemos - e alguns também o sabem - que pode não ser, na prática, assim tão liquido. Resta saber se esta tentativa de dividir para reinar não terá, aqui e ali, algum eco. A ver, portanto.

Abraços!

 

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J.Pierre Silva
responde a Carlos Branquinho:

Estimado Carlos,

Por que o não fazem não sei. Existirão algumas razões:

1- Comodismo porque nasceram encostadas à respectiva associação académica.
2- Receio de perderem algumas regalias obtidas no ponto anterior (sala de ensaios, apoio financeiro, sei lá).
3- Falta de visão.
4- Porque ainda não foram a isso obrigadas por qualquer episódio deste gènero.
5- Por falta de conhecimento, vonatde ou até falta de dinheiro para pagarem as custas (que nem é assim nada caro).
6- Não quererem nada que obrigue a responsabilidades e compromissos.

Serão algumas possíveis razões.

Seja como for, é ver as que o são e que se dão lindamente com isso.
Isso não retira o amadorismo das tunas, antes lhes confere o seu lugar próprio, as responsabiliza e lhes dá uma total autonomia.

 

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O Conquistador
responde a Carlos Branquinho:

É do conhecimento geral que, por PRAXE Académica se entende "o conjunto de usos e costumes dos estudantes".

Estamos perfeitamente de acordo.

«Ora, nesta asserção, a "actividade tunante", fazendo já parte dos usos e costumes das academias,»

Não estamos de acordo: a ser assim, o Teatro já faz parte do uso e dos costumes das academias, pelo que

«é também uma actividade englobável na PRAXE. Espero que isto seja pacífico.»

É que não é mesmo nada pacífico, caro Carlos.

Os exames fazem parte dos usos e costumes dos estudantes e das academias, e não me parece que sejam englobáveis na Praxe...

Nem tudo o que eu ou tu fazemos usando capa e batina é englobável na praxe. Essa falácia está justamente na base da prepotência daqueles sujeitos. A ser assim as equipas desportivas da AAC estariam englobadas na praxe, pois são uso e costume aí em Coimbra.

Mas percebo que talvez queiras referir-te àquelas actividades que só os estudantes fazem ou que deles nasceu.

Ora, o que não é pacífico é que as tunas sejam uma "actividade" nascida no meio estudantil.

Em Portugal, durante quase um século, só houve 5 tunas estudantis, face a dezenas - talvez mais de uma centena - de tunas populares. Mesmo em Espanha, meu caro. Se assim não fosse, que necessidade teria havido de juntar os adjectivos "escolar", "universitária" ou "académica" aos nomes de tantas (se não mesmo todas) as tunas espanholas? Mais caricato: quando ainda só se chamavam "estudiantinas" tinham de juntar-lhes esses mesmos adjectivos! E é caricato na justa medida em que a palavra "estudiantina" deveria ser suficiente para indicar que se tratava de um grupo de "estudiantes"... Mas não era assim, caro Carlos. Era a "Estudiantina Escolar de Madrid", a "Estudiantina Universitária de Córdoba", etc., etc.

Não podemos deixar-nos deslumbrar pela história mais próxima e recente. Esta parece provar que a Tuna é uma "actividade" estudantil. Nada está mais longe da verdade.

Não é portanto pacífico que:

- as tunas sejam um uso e costume estudantil;
- as tunas, ou a "actividade tunante" sejam englobáveis na praxe.

Admito, contudo, que cada estudante, individualmente considerado, está sob alçada da praxe (se a ela aderiu) e que se os elementos de uma tuna desrespeitarem o traje podem e DEVEM ser chamados à ordem.

Mas a "pata" dos organismos de praxe DEVE ficar por aqui, na medida em que o traje não é "invenção" da tuna, mas património cultural de toda a academia.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:

A comunicação social será o último recurso, pois à boleia disso, e como já foi referido, apareceriam os abutres do costume para atacar sem dó nem piedade não apenas o caso em si, mas tudo o mais que possamso imaginar.
Deixaria de ser o Magnum Vs as Tunas, para ser Todos Vs o Magnum.

Convém, pois, evitar abrir a porta do baile a quem não seja dançarino, mas caçador.

Pelo smeios apropriados, pela pressão na web, pela desobediência ostensiva (neste caso é mais ignorância ostensiva) e, porventura como sugeres, por um documento qualquer que chegue ao destino, mostrando o desagrado e o não alinhar nessa farsa.

O sentido deve ser só um, e apenas em matéria tunante: desautorizar aquela corja de ineptos do Magnum.
Ignorar os seus ditames fazeno precisament eo contrário do que pretendem: continuando a convidar a Portucalense, como sempre se fez (e não necessariamente criando eventos só para fazer piraça).

Acreditem que o maior gozo era a TUP/OUP convidar a Portucalense para o FITU, mesmo que extra-concurso. Acreditem que gostava de ve ro magnum a decretar a TUP e o OUP como anti-praxe ou decretar que perdiam o estatuto de 2Académico/a".
Havia de ser lindo.
Só que com o OUP não creio que s emetam 8e ao mais não sei), porque eram comidos vivos!

As Tunas do Porto podem ainda não ter tomado uma posição conjunta (qe poderia passar pela criação e uma página no Facebook, por exemplo, para começar), mas, pelas movimentações ocorridas nestes últimos dias na Net (como o replicar do assunto em blogues da especialidade e no facebook), e pelos ecos que directamente me chegaram, o caso espalhou-se pelo país fora, acreditem que a comunidade está alerta, só esperando que lhe seja colocada uma proposta de acção para convergir.

Saibam pois as Tunas do Porto que contam com o apoio da comunidade tunante nacional e um número considerável de estudantes e pessoas que condenam igualmente este ataque às Tunas.

Que não se pode ignorar e assobiar pró lado, isso não.
Que não é preciso ir ao Prós e Contras, também não!
Mas que seja dad auma resposta inequívoca, directa e expedita, na exacta medida e proporção que são devidas.

O que está em causa não é a Praxe do Porto, mas um grupo de incompetentes que a ela preside.

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

Apenas uma nota e em jeito de antecipação:

Não nos admiremos que alguns "acólitos" venham aqui, com nik´s fresquinhos, fazer processos de intenção contra pessoas e/ou tunas em concreto.

Fica já este aviso prévio....

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Colaborar. Laborar com. Alguém. A meias, como se diz.

Parece que chegamos a um ponto de ruptura. Desde o "boom" tunante de meados dos anos 80, inícios dos de 90, que os orgãos da Praxe, grosso modo, co-laboraram com as tunas e vice-versa. A bem dizer, foi mais vice-versa que versa-vice, é pois o que nos mostram todos estes anos e até hoje. A cada passo, era sempre a pré-disposição porreira das tunas a ser testada e muitas vezes, ignorada pelos Senhores da Praxe. Foram as Tunas, nestes 25 anos mais coisa menos coisa, mais usadas a bel prazer do que o oposto. Muito por "culpa" da nossa boa vontade, boa vizinhança, carácter altruísta, que muitas vezes caiu nos exageros de se tocar aqui e acolá a troco de umas sandochas e uns finex´s, deixando as tunas fora do muito que se foi fazendo. E a malta das tunas, porreira como só ela, lá foi alinhando nas tangas e deixando-se andar enquanto se construíam impérios financeiros em torno das Queimas, Semanas Académicas e afins. Um maná, ao fim e ao cabo: Quando deu jeito as tunas eram porreiras, quando não, estorvavam e fora com isso. Nem aos calcanhares do Quim Barreiros chegamos. Pudera: Não damos retorno na bilheteira....

E lá fomos co-laborando, em prol do bem maior, a Academia. Uns a laborar no seu metier, na boa, porreiros; outros a laborar para os seus interesses comezinhos e particulares. Tava visto que mais dia menos dia ia dar borrasca e da grossa. A única dúvida seria como, quando e onde: o porquê é fácil de verificar.

Quando se começaram a aperceber do óbvio - hoje, muito do que é Academismo a sério, vivência universitária, etc e que arrasta gente atrás, ainda hoje, é à pala da malta porreira das tunas. Enquanto isso, os Senhores da Praxe foram ficando cada vez mais á mostra, carecas, desnudados, face ao que pregam e ao que realmente praticam. E começaram a ficar sem palcos, sem público, sem caloiras e caloiros. Tinha-se iniciado o Calvário para eles: "Como vamos fazer o que sempre fizemos sem gente atrás de nós como antes era, que justifique esta cena toda, sem dar nas vistas?" (como se a malta fosse toda papalva...). Tinha-se acabado o eterno argumento da " vetusta Academia, tudo por ela, nada contra ela". Lá se tinha ido à vidinha o álibi que desde sempre tinha "funcionado". Olharam para o lado e só viram, da época de ouro, uma coisa que restava em pé, plena de força e pujança apesar de tudo: A Tuna.

Como bom menage-a-trois feito desde então, a Praxe, a Universidade e a Tuna andaram sempre metidas umas com as outras. Um dia, saltou fora a Universidade, que mandou a Praxe e a Tuna passear, depois de as usar e abusar delas até à exaustão para se promover; a crise tem destas coisas, como bem sabemos. Quando a Universidade saltou fora porque farta de empatar dinheiro, restaram os outros dois amantes, que por o serem, nunca estiveram sequer casados, nem tão pouco em união de facto. De facto, a uni-las, só o fato: O Traje. De resto, era eminente a separação. Faltava apenas algo a despoletar tal cenário; a Tuna continuou a lavar a loiça, a aspirar a casa, a passar a roupa a ferro e quando a Praxe chegava a casa ainda por cima reclamava e dizia "jovem, isto está tudo uma bandalheira do caraças, não sais de casa nos próximos 3 anos!". Claro que no final, a Tuna ainda agradecia o mimo e até, em alguns casos, oferecia pateticamente, um ramo de flores à Praxe, que entretanto, na Queima e afins, dormia com o Quim Barreiros em pleno Queimódromo, entre uns free pass´s e umas borlas nas barraquinhas...

Paradoxalmente, se alguém tinha - e tem - razões objectivas para correr com a parceira, seria a Tuna, que sempre amochou, trabalhou, laborou a troco de quase nada que a Praxe lhe deu nos ultimos 25 anos. Pior, vem de familias antigas, centenárias, a Tuna, e vexou-se desde à 25 anos por ser como é, afinal. Um dia destes, chegou a casa e viu a Praxe a meter-lhe as malas à porta, dizendo-lhe ainda por cima que "se dormires com esta e aquela e aqueloutra, tás lixada!". Em suma, vestiu-lhe a Burka e arriou-lhe porrada sem razão alguma....

Razão alguma? Temo que não seja exactamente assim. A Praxe e os seus Senhores nunca perceberão que a Tuna tem pedigree, tem história, passado, muito anterior a eles mesmos. É uma centenária Senhora e eles nem deram conta de tal. Nem dariam, porque entretidos a tratar das suas vidinhas, não percebendo, até hoje, que estavam a "mandar" afinal, neles mesmos: Já ninguém lhe liga patavina.Ora, percebendo - finalmente! - o evidente, haveria que fazer algo, junto de quem ainda hoje continua, humildemente, a fazer o seu papel: a Tuna. Descobriram na Tuna que, afinal, ela até, para cota, tinha umas curvas porreiras que atraía multidões, precisamente as que hoje faltam e tanta falta fazem à Praxe, vazia delas. Que melhor maneira de voltar a ser o que foram, nem que seja pela força?

As Tunas, hoje, são o Viagra dos Senhores da Praxe, pensam eles. Pensam mal. É que eles um dia destes caem, a Tuna não. Se tivesse de cair, já tinha caído com tanta porrada que tem apanhado nos últimos 25 anos. Se não caiu até agora, não vai ser hoje que ela vai cair. Já outros não podem dizer o mesmo. Curiosamente, vai ser o único serviço que a Praxe vai prestar à Tuna desde sempre: Uni-la, fortalece-la. Lá se foi a co-laboração. Agora, graças a eles, a Tuna vai laborar, sozinha: afinal, nada de novo para a Tuna, é o que faz desde....há 100 anos para cá.


asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/2011/09/aventura-do-fim-da-co-laboracao.html

 

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Carlos Branquinho
responde a O Conquistador:

Caro Conquistador:
A PRAXE Académica de Coimbra (ou portuguesa) é tão antiga como a própria Academia. Não nasceu em 1957 com o Código da Praxe, nem muito menos com o Palito Métrico. Formou-se ao longo dos séculos de existência da Universidade em Portugal.
O que tentei aqui dizer é que, por muito que custe, e acredita que custa a muita gente, tudo o que fazes enquanto estudante, exames incluídos é englobável na PRAXE. Repara até que há normas de vestir e comportamento nas aulas, por exemplo. Apenas a título de exemplo, tive um professor (catedrático) que chamava a atenção dos alunos que se apresentavam de capa e batina nas suas aulas sem trazerem a capa devidamente colocada sobre os ombros, tal como a PRAXE manda em tais situações.
Mais ainda, a atitude, ou opção de vida, de "anti-praxista" é no fundo, resultado da existência de uma coisa chamada PRAXE. Como eu costumo dizer: "A PRAXE sem os anti-praxistas é a PRAXE, e os anti-praxistas sem a PRAXE o que são?"
Esta frase pode ser também aplicável aos organismos de regulação da dita PRAXE, bem entendido.
Mas não vamos começar aqui uma discussão de "ovo e galinha", isso não é necessário e perderíamos aqui o fio à meada.
Se, na sua génese, os grupos a que chamamos tunas não surgiram no âmbito das Academias, isso não é relevante para o caso, o que é um facto é que as tunas académicas, como veículos de expressão cultural/musical das respectivas academias se englobam já nos usos e costumes destas e, portanto na PRAXE em sentido lato. De forma alguma alguma vez pactuei na minha tuna com comportamentos que instigassem a constituição de uma praxe própria uma vez que, como estudantes devíamos antes de mais e sempre obediência à PRAXE Académica.
Daqui não se pode ler que os organismos de regulação da PRAXE possam de alguma forma, regular ou imiscuir-se na actividade das tunas, ou dos coros académicos ou dos grupos de teatro, ou de qualquer grupo cultural ou desportivo das academias, mas sim nas atitudes dos seus elementos, enquanto representantes de uma tradição que se quer correcta.
Repara bem no exemplo que eu te dei do "Fulaninho, Sicraninho e Beltraninho", que me abstenho aqui de repetir.

 

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Carlos Branquinho
responde a R T:

Caro RT:
Não me querendo repetir com o que disse na minha resposta anterior (ao Conquistador), quando dizes: "Os estudantes que estão na tuna, esses sim, estão soba sua alçada e se estivem na Praxe e em Praxe" estás a apresentar o corolário da minha intervenção.
Agora, convém não confundir a PRAXE com graus académicos, mobilizações e sanções. Ela é muito mais do que isso, é o reflexo da tua vivência e integração numa Academia. Mais ainda, é mais antiga, maior e superior a qualquer organismo que a "tutele" e/ou que queira ser dono dela.

 

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R T
responde a Carlos Branquinho:

Ilustre carlos, as minhas Saudações!

Corro o risco de citar a falecida Maria José Nogueira Pinto: "Eu sei que você sabe que você sabe que eu sei..."

Ou seja:

1 - Tutela o Estudante na Praxe; logo não tutela qualquer Tuna e nessa condição.

2 - Se assim fosse, os radialistas estudantes e Praxistas da Rádio Universidade de Coimbra não poderiam, em directa analogia, fazer programas de rádio bastando para isso uma "ordem" de "cima"; ora, depreende-se que tal é um absurdo; logo:

3 - A tutela da Praxe e seus organismos só se aplica individualmente a cada pessoa, estudante, ponto período. Mais ridículo se torna quando existe a chamada "protecção de instrumento" consagrada até consuetudinariamente, para lá dos Códigos que existem e ONDE existem; logo, Estudante está protegido desde que ao abrigo da dita cuja norma de "Direito Praxista". Assim;

4 - Nada disto faz sentido: se nem individualmente a própria Praxe caí em cima de quem protegido por instrumento, nem de perto nem de longe pode recair a sua alçada sobre a instituição TUNA. Simples. Porém:

5 - Se assim fosse, então os radialistas da RUC estavam tramados porque não poderiam alegar "protecção de microfone", os do Râguebi "protecção de Scrum Cap" ou ainda os Amadores dramáticos do Grupo de Teatro Universitário alegarem "protecção de 7 pancadas de Molière".

Concluí-se, portanto e quanto às Tunas, que tudo "isto" foi feito...às 7 pancadas....

Abraços!

 

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André Pereira
responde a Carlos Branquinho:

Caro Carlos,

Até poderíamos dizer que a Praxe nasce na pré-história com os primeiros homo sapiens sapiens a ensinar gravuras a outros homo sapiens sapiens. Mas não podemos. Temos que nos cingir a factos e a marcos registados no tempo. O Palito Métrico é o primeiro registo de que, no Sec. XVIII, existia a Praxis (a prática) Académica na Universidade de Coimbra, aliás, prática essa que não era exclusiva de Portugal, existindo também no resto da Europa. Referiste e bem o Código de Praxe de 1957 que, pela primeira vez, tenta harmonizar e dar sentido à Praxe Académica na Universidade de Coimbra, que até então era regida pelas Repúblicas e pelo Conselho das Repúblicas até então existente. Todavia e após a crise de 1969, quando se tenta instaurar novamente a Praxe Académica, surge tudo ao mesmo tempo e esquece-se o que havia até então. As TUNAS ACADÉMICAS nunca estiveram sob alçada de nenhum orgão praxístico. O que se encontrava sob a alçada desse(s) orgão(s) era a PRAXE!

É importante que as pessoas que estejam sob a alçada da praxe, bem como os que já estiveram sob ela, a respeitem, bem como todos os seus usos e costumes. Tal como, por exemplo, quando a Briosa (quando composta por estudantes) se apresentava em campo de capa traçada. Respeito à Academia e à Praxe... mas que eu saiba o Conselho de Veteranos de Coimbra não dizia ao treinador quem jogava ou deixava de jogar... ou dizia?

É exactamente a mesma coisa. Nem mais nem menos.

Sou praxista e totalmente a favor da Praxe mas também sou Tuno. Quando era praxista e estava responsável pela praxe da minha casa não deixava que a Tuna metesse o bedelho onde não era chamada e também não deixava que a praxe metesse o bedelho na Tuna. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Podemos nos ajudar mutuamente? Podemos e devemos. Mas calma! Cada macaco no seu galho.

Abraços.

 

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Carlos Branquinho
responde a André Pereira:

Caros André e RT:
Partilho convosco a vossa afirmação (literal de um e tácita de outro) de "cada macaco no seu galho". Nem mais.
Agradeciam que entendessem as minhas últimas intervenções sobre PRAXE como um ponto de ordem a lembrar quem aqui escreve que em tudo o que fizermos em termos académicos estamos sujeitos à PRAXE e que o respeito a esta nos deve acompanhar sempre.
Bastará ler as minhas primeiras intervenções para atestar sobre a minha opinião sobre este tipo de ingerências.
Aliás, em lado algum se pode ler ser minha opinião que as tunas, enquanto organizações estudantis devam estar sob a alçada de qualquer organismo praxístico... O que eu disse, e reitero, vai de encontro ao que o André diz:
"É importante que as pessoas que estejam sob a alçada da praxe, bem como os que já estiveram sob ela, a respeitem, bem como todos os seus usos e costumes. Tal como, por exemplo, quando a Briosa (quando composta por estudantes) se apresentava em campo de capa traçada. Respeito à Academia e à Praxe... mas que eu saiba o Conselho de Veteranos de Coimbra não dizia ao treinador quem jogava ou deixava de jogar... ou dizia?" É isso mesmo, não leiam mais do que o que eu escrevi, por favor!

 

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EUC_Capacete
responde a R T:

Deixo um novo slogan para a "Olá". "Magnum: nunca um gelado provocou tanta polémica."

Fora de brincadeiras, estarei para o que for preciso!

Abraços

 

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R T
responde a EUC_Capacete :

:)

Há uma "equação" que também explica muita coisa:

Todos os Tunos podem ser Praxistas;
Todos os Praxistas não podem ser Tunos.

Abraços.

 

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O Conquistador
responde a Carlos Branquinho:

Viva, Carlos:

parece-me que se está aqui a dar dois sentidos ligeiramente diferentes, sendo que os do Porto estão a dar-lhe um sentido mais próximo de "sanção, castigo, hierarquia", ou, de uma forma geral, o que aparece codificado nos "Códigos de Praxe", ao passo que tu estás a dar-lhe um âmbito muitíssimo mais lato, sendo que estes representam uma parte (porventura ínfima) daquilo que estás a querer dizer.

Bom, mesmo assim, e crendo perceber o que queres dizer, a capa pelos ombros nas aulas não tem que ver com as aulas, mas como demonstração de respeito seja por quem for que esteja numa posição superior à do estudante - membros do Governo, por exemplo, e não exclusivamente aos professores universitários.

Ao intitular-se "código de praxe" o documento está a excluir tudo o que lá não se encontrar contemplado. É o caso de quase tudo o que fazes na vida.

Seja como for, não posso concordar com esse teu princípio. Não concordo por princípio que tudo o que eu faço quando estou de capa e batina é PRAXE. Ao jogar o "solitaire" no meu telemóvel quando vou de autocarro para a faculdade, não estou certamente a praticar uma actividade englobável na praxe. Ao andar de mão dada na rua com a minha namorada, por mais trajado que esteja, também não.

O raciocínio parece-me linear:

há um organismo que tutela a praxe; "X" está englobado na praxe; logo, esse organismo tutela "X"; tal como há um organismo que tutela Portugal; a Madeira está englobada em Portugal; logo, esse organismo tutela a Madeira.

Se eu admitir que a tuna está englobada na praxe, tenho forçosamente de admitir que esse organismo tutela a tuna, um vez que a tuna estaria englobada na PRAXE. Isso é-me inadmissível.

O problema, meu caro Carlos, é que nem toda a gente consegue fazer a distinção entre "praxe" e "PRAXE" (o RT e o André são desses poucos que a fazem e com mestria). É o caso daqueles cavalheiros do Porto que desgraçadamente compõem o Magnum Consilium Veteranorum. E que pena tenho eu de ver assim arrastado pelas ruas da amargura um organismo ao qual pertenci. E como lamento que a minha assinatura esteja no "decretus" do actual Dux Veteranorum.

Como não sabem fazer esta distinção, o melhor, à cautela, é mesmo cortar o mal pela raiz.

Aquele abraço e

BOA MÚSICA!

Atenção, RT, convém fazer a seguinte ressalva: as protecções que referi são para o exercício de sanções - de unhas ou rapanço. Não colocam o indivíduo fora da praxe, apenas o isentam de eventuais sanções. O que quis dizer foi que num grupo de 20 gaj@s de instrumento em punho (sem malícia...) há 20 gaj@s que se encontram sob protecção de instrumento. Esta protecção só pode ser invocada pelos praxistas, como é evidente, pois as sanções da praxe só podem ser exercidas sobre quem admite a ela ter aderido. Um anti-praxista não está nem deixa de estar sob esta protecção, pois seria um contra-senso.

 

[responder a "O Conquistador"] [denunciar abusos]

Carlos Branquinho
responde a O Conquistador:

Caro Conquistador:
Não me querendo alongar com uma questão lateral à que aqui deve ser tratada, quando dizes "Bom, mesmo assim, e crendo perceber o que queres dizer, a capa pelos ombros nas aulas não tem que ver com as aulas, mas como demonstração de respeito seja por quem for que esteja numa posição superior à do estudante - membros do Governo, por exemplo, e não exclusivamente aos professores universitários." estás a falar de duas coisas diferentes.
Se bem que usar a capa sobre os ombros é um sinal de respeito para com o nosso interlocutor, também não é menos verdade que, estando tu de capa e batina numa aula dada por um catedrático, tem a obrigação praxística de ter a dita sobre os ombros.
Agora, o que eu tenho tentado aqui dizer é que a PRAXE é que esta é muito maior do que o que possa estar codificado ou escrito em algum livro. Mais, é muito mais do que qualquer organismo regulador queira fazer dela! Sempre o disse e não raras vezes entrei em rota de colisão com o Conselho de Veteranos de Coimbra por esses motivos, mesmo tendo lá assento, tal não me obrigava a considerá-lo infalível ou o "dono" da PRAXE como alguns lá dentro julgavam. Mas isso são contas de outro rosário. Pelos vistos aí pelo Porto há quem se julgue dono da Tradição Académica. Quem assim se julga só merece o desprezo que os alienados têm.
Uma última nota relativamente ao Palito Métrico. Este livro não nasceu de geração espontânea, mas sim é uma compilação de vários textos e poemas que retratavam a tradição académica e que tinha sido escritos ao longo da história da Academia. A tradição não se inventa, constrói-se ao longo de gerações, por isso é que eu digo que a PRAXE é tão antiga como a Academia. Mas não vamos aqui entrar em pormenores deste tipo que a nenhum lado nos levam...

 

[responder a "Carlos Branquinho"] [denunciar abusos]

R T
responde a O Conquistador:

"Atenção, RT, convém fazer a seguinte ressalva: as protecções que referi são para o exercício de sanções - de unhas ou rapanço. Não colocam o indivíduo fora da praxe, apenas o isentam de eventuais sanções. O que quis dizer foi que num grupo de 20 gaj@s de instrumento em punho (sem malícia...) há 20 gaj@s que se encontram sob protecção de instrumento. Esta protecção só pode ser invocada pelos praxistas, como é evidente, pois as sanções da praxe só podem ser exercidas sobre quem admite a ela ter aderido. Um anti-praxista não está nem deixa de estar sob esta protecção, pois seria um contra-senso." (fim de citação).


Precisamente. Apenas trouxe à baila esta figura da "protecção de instrumento" para caricaturar e amplificar ainda mais este disparate todo. Até porque, em claro rigor, é como dizes tratando-se da Tuna em concreto.

Decisão, portanto, nula e no que toca à Tuna: Esta nada tem a ver com Praxe, logo, o que esta decide face à 1ª é materialmente ineficaz.

Abraços!

 

[responder a "R T"] [denunciar abusos]

O Conquistador
responde a Carlos Branquinho:

Caro Carlos:

percebendo o que queres dizer, permite-me só dar-te um exemplo histórico, que, embora se reporte a uma realidade diferente, tem muitos pontos em comum.

Depois da I Guerra Mundial, a Conferência de Versalhes redefiniu as fronteiras da Alemanha, passando partes do território alemão a pertencer à França, à Polónia etc.

Em 1936, o monstro Adolfo e seus sequazes apregoavam que a Alemanha devia voltar a ser una; além disso, precisavam do "espaço vital" que lhes fora retirado para relançarem a economia do país.

Com o pretexto de recuperarem os territórios "perdidos" invadiram os países vizinhos. Depois, começaram a considerar que era alemão quem falava alemão, e vai daí foram "libertar" a Áustria; ora como houve em tempos um Império Austro-Húngaro, então era necessário recuperar os territórios perdidos pelo país que foram "libertar": Hungria, Checoslováquia, etc., etc. foram "reintegrados" na "Grande Alemanha" (a palavra "grande" aqui tomada no mesmo sentido de "Grande Porto", por exemplo).

Diziam eles que a Alemanha tinha o dever moral de se defender e defender todos os alemães, estivessem eles onde estivessem. Já estás a ver as consequências: se um alemão emigrado na Inglaterra dono de um restaurante de comida alemã fosse preso naquele país por fuga ao fisco, por exemplo, a Alemanha tinha a obrigação moral e o direito de o ir libertar... a todo o custo...

Mas agora chega o refinamento: era alemão não quem nascia na Alemanha, mas quem fosse filho de alemães - estivesse onde estivesse. Mesmo que o filho de um alemão nascido no Brasil nunca sequer tivesse posto os pés na Alemanha, não soubesse falar alemão e não quisesse ser alemão, era na mesma considerado alemão pelo III Reich. Já dá para ver as consequências de uma determinação destas: a Alemanha sentia-se no direito de intervir militarmente onde quer que considerasse que um cidadão alemão estivesse em perigo... o que podia ser teoricamente em todo mundo.

Viu-se o que aconteceu. Foram precisos 6 anos para repor as coisas no seu devido lugar - e a que preço.

Desculpa o intróito, que era necessário para demonstrar que de excepção em excepção, de falácia em falácia, corremos o risco de que a pata dos organismos de praxe se abata sobre tudo o que mexe. E é por isso que entendo que há que impor limites cedo e à primeira veleidade que acometa aquelas cabecinhas - e as cabecinhas de todos os congéneres em todo o lado.

É por isso que considero perigosa a ideia de que a PRAXE se estende para fora da circunscrição dos códigos, dando-lhe a latitude generosa que tu lhe concedes. Compreendo o que queres dizer; eles certamente não.

Apliquemos - com as devidas reservas e relativizando o respectivo conteúdo - a máxima: "Para que o mal triunfe, basta que os homens de bem nada façam".

Que fique claro: os elementos do Magnum do Porto são todos eles sem excepção homens de bem! Não têm, em Praxe, consciência dos próprios limites - e este é o único "mal" desta fábula.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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O Conquistador
responde a O Conquistador:

Hoje fui à livraria do professor da Porto Editora.

Deparei-me com um novo dicionário de português - obra monumental com 1000 páginas ou mais, encadernação de luxo, coisa para 150 euros.

Por desfastio, fui procurar "tuna".

Entre outras coisas, dizia "Grupo de estudantes, regra geral universitários, cujo objectivo consiste na defesa das tradições académicas por meio da música".

Posto isto, poupei 150 euros. O que não se poupa é que, com a melhor das intenções, se propaguem mitos e se perpetue uma falsidade, "legitimada" pela autoridade de uma das editoras mais respeitáveis do país.

Não admira que no futuro venha alguém argumentar com base nesta definição. E assim se alarga o círculo da imprecisão.

É pena.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Carlos Branquinho
responde a O Conquistador:

Deixa lá, estamos a falar de um dicionário que diz que "despoletar" (tirar a espoleta, mitigar) é o mesmo que o seu contrário, isto é "espoletar", pelo menos na sua versão "on-line". Creio que fica tudo dito...

 

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O Conquistador
responde a Carlos Branquinho:

LOLLLLLLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!!!

Este, ao menos, tem a entrada "robalo", coisa que o da Academia das Ciências de Lisboa não tem!!!!!!!!

E que foi apregoado como uma grande vitória do presidente Jorge Sampaio.

Abraço, grande Carlos e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Boa noite.

Há, em toda esta novela, algo que urgãoe desmontar, a meu ver: Não temos de forma alguma declarar anti-tuna seja que órgão da Praxe seja. E passo a explicar porquê:

1º) Será tal cair no mesmíssimo erro em que eles caem. Se eles não têm nada a ver com Tunas, não serão estas pela mesma ordem de razão a declararem esses organismos como sendo Anti-Tuna; seria tal colocá-los como parte interveniente quando podem ser tudo menos isso e face ás Tunas. Logo;

2º) Atribuir o estatuto de beligerante neste caso implica um reconhecimento de conflito - causus beli - que efectivamente não existe por não se tratar de matéria comum sequer. Será o mesmo que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (exemplo "ao calhas") declarar anti-portuguesas as Cagarras das Berlengas por nidificarem apenas nesta ilha (outro disparate ao calhas). Logo;

3º) Nenhum efeito produz para os pretensos visados, salvo se alguns deles se reconhecerem como Cagarras das Berlengas; Até isso ocorrer, trata-se apenas e só de uma má intenção de alguém desprovido de saber, bom senso e até de equilíbrio psicológico. Logo;

4º) Declarar esses organismos Anti-Tuna tem o mesmo efeito prático que os mesmos declaram ao tentar impedir Tunas de fazer o que fazem e ser o que são: Ou seja, Nenhum.


Abraços.

 

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O Conquistador
responde a R T:

Meu caro RT:

a ideia era responder a um absurdo com outro absurdo e a uma nulidade com outra nulidade, a ver se os cavalheiros (da triste figura) "caíam na real".

Isto, obviamente, sem prejuízo de outras acções sérias que importa desenvolver.

Tratar-se-ia tão somente de ridicularizar, mais nada. Como no tempo em que a lei só permitia o uso de isqueiro a gasolina (tipo "zippo") "debaixo de telha" (era a formulação legal) e a malta desfilou no cortejo da queima com uma telha em cima da cabeça e tudo de isqueiro na mão, a acender a apagar os ditos cujos nas barbas da polícia.

Ridicularizar quem se deu ao ridículo, nada mais.

Aquele abraço, sem "casus belli" de espécie nenhuma, e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

"a ideia era responder a um absurdo com outro absurdo e a uma nulidade com outra nulidade, a ver se os cavalheiros (da triste figura) "caíam na real"." (fim de citação).

Pois, esse é que é o problema: Eles algum dia perceberem. Mais uma razão para a ineficácia em declara-los anti-tuna.

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Conquistador:

Durante a Conferência de Yalta, em 1945 - entre Roosevelt, Stalin e Churchill os três decidiram a partilha dos despojos da 2ª Guerra Mundial. Na leitura da Acta final da mesma conferência discutiu-se entre as 3 delegações muita coisa mas UMA houve que demorou mais tempo que todas as outras: Qual a ordem de entrada dos 3 estadistas no salão para a Assinatura final da mesma Acta, havendo apenas uma só porta. Decidiu-se então - após muita discussão - que a solução era só uma: Abrir a golpes de marreta mais duas portas contíguas para cada um dos 3 estadistas entrar ao mesmo tempo.

Isto para dizer o quê? Que cada um dos 3 estadistas percebeu o significado que teria a entrada por uma porta só e a importância dessa mesma ordem de entrada.

Aqui, não só não há qualquer porta a abrir, muito menos mais duas para fazer ao lado e ainda muito menos qualquer conferência a realizar. Porquê? Por despiciente. Alguém não percebe, nunca percebeu nem vai perceber.

Abraços!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Muito bem observado, meu caro RT.

Na arena, o touro nunca percebe por que razão há tantas palmas sempre que o pano lhe desaparece à frente dos olhos. Não só não percebe como nunca há-de perceber. Isso não impede que quem está a assistir grite, uive, bata palmas e grite "Olé!" quando a faena tem salero - e às vezes mesmo quando não tem. Já lá dizia o Ary dos Santos, na "Tourada":

«Soam "bravos" e "olés" dos nabos
Que não pagam nada
E só ficam os peões de brega,
Cuja profissão não pega»

No caso vertente, daria direito a orelhas, rabo e, quiçá, mesmo à cabeça empalhada sobre a lareira. Se dela não saírem ideias, saem ao menos anéis. :)

Vá. O caso não era para pegar com seriedade. Talvez tenhas razão. Quanto mais se mexe numa certa substância, mais mal era cheira...

Abraço e

BOA FAENA!

 

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Tiago Nogueira
responde a O Conquistador:

Boa noite, caríssimos,

também não me parece que a solução seja decretá-los Anti-Tunas. Acho que não devem existir órgãos "anti-tunas" e muito menos, declarados por nós, Tunos.
Penso que, simplesmente, devemos declarar que não as Tunas nunca foram reguladas por eles, nem nunca serão, pelo que nenhum Tuno do país irá seguir qualquer tipo de deliberação patética da parte do Magnum, tal como nenhuma Tuna irá deliberar sobre o Magnum.
Se isto pode ser feito com maior ou menor sarcasmo, é um pormenor.
De qualquer das formas, penso que algo deve ser dito e/ou feito.

Cumprimentos a todos.

Adémia (TMUC)

 

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R T
responde a Tiago Nogueira:

Precisamente. Nem mais nem menos. 200% com o Adémia, que eu declaro como "Anti-Água", publicamente e neste forum....:))))

Abraços!

 

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R T
responde a O Conquistador:

E há aqui mais um serviço que os Cavalheiros em questão nos prestaram com esta "salgalhada"; acabaram assim de dar ao próximo ENT um significado e importância maiores, para lá do que normalmente já detém.

Apelo, pois, aos tunos portugueses, para que compareçam, caso vos seja possivel, em Bragança e no próximo ENT, seria pois importante que o fizessem. A malta deveria usar este forum para se organizar melhor, diminuindo custos de deslocação e por aí fora, fica o off topic...

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Curiosa "coincidência"...

O blogue "Notas & Melodias" foi atacado por hacker´s, ao que parece. Caso visitem o mesmo verificarão em aviso prévio isso mesmo. Já o "Aventuras na Tunolândia" não - por ora... - embora alerte também para tal risco por força das várias hiperligações ao "N&M". A seguir será o PortugalTunas a ser alvo de "Hacker´s praxistas"???

Para que se tenha a noção de com quem estamos a "lidar".....

Sempre atentos...!!!!!!!!!

 

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Tiago Nogueira
responde a R T:

RT,

só admito esse tipo de deliberação se for um decreto elaborado pelas Águas de Portugal. Penso que já lançaram um do género há uns tempos sobre a Super Bock e Sagres.
Infelizmente, não poderei comparecer no ENT, mas acho um óptimo pretexto para se pensar num movimento global e, já agora, ponderar a criação de organismos que possam vir a defender "A Tuna" enquanto instituição e património, como já vi sugerido aqui e ali.
Cumprimentos,

Adémia (TMUC)

 

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R T
responde a Tiago Nogueira:

Adémia, Adémia, as coisas de que tu és capaz só para não pagares a conta da água.....:))))))))

 

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R T
responde a R T:

Entretanto, tenho mais estórias para vos contar....sinto-me um autêntico Marconi, após descobrir que, nas duas pontas de um só fio, mais uma lata em cada uma, dá para falar....

 

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O Conquistador
responde a R T:

«O blogue "Notas & Melodias" foi atacado por hacker´s, ao que parece. Caso visitem o mesmo verificarão em aviso prévio isso mesmo. Já o "Aventuras na Tunolândia" não - por ora... - embora alerte também para tal risco por força das várias hiperligações ao "N&M". A seguir será o PortugalTunas a ser alvo de "Hacker´s praxistas"???»

Se isto continua assim, as tunas ainda ficam a pensar que são importantes...

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Eu só quero que tentem "sabotar" o Ptunas......é que era ouro sobre azul...:))

 

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J.Pierre Silva
responde a O Conquistador:

Parece que o conteúdo do Notas&Melodias é indigesto para alguns.
O Google foi informado, pois, que era arriscado comer lá, sob pena de congestão.
Mas se o Google foi nduzido a pensar que o N&M é perigoso, continua o blogue vivo e de boa saúde, podendo ser acedido directamente pelo link do costume, com os leitores a poderem sentar-se e consumir sem receios de intoxicação alimentar.

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

O mais "engraçado" é que estes "malabarismos" deixam rasto......:)))) Patos!

 

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Coral do Cifrão - Jorge Brandão
responde a R T:

Amigo Carlos,

Permite-me que coloque alguma dúvida sobre a inclusão da actividade Tunante no conceito de tradição de Coimbra e, logo, da PRAXE.

Percebo quando dizes que as Tunas são já uma tradição nas academias do país e também da de Coimbra. Não é pelo facto de algo ser importado que com o seu uso continuado não possa tornar-se tradicional, como aconteceu com o próprio EFE-ERRE-Á.

No entanto, em termos musicais, qualquer tradição que “entre” ou queira entrar em Coimbra, tem um rival de peso que é a “equipa da casa”, a nossa canção. Ainda que as Tunas estejam em Coimbra há muitos anos, a Canção de Coimbra estará sempre enraizada há muito mais e será sempre a tradição por excelência, a referência tradicional da nossa Academia, no que diz respeito a música.

Quiçá outras academias não tenham o mesmo problema pois para elas as Tunas são tão importadas como a Canção de Coimbra.

Fico a aguardar a tua visão sobre esta dúvida.

Um abraço.

 

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Coral do Cifrão - Jorge Brandão
responde a O Conquistador:

Viva Conquistador,

«É por isso que considero perigosa a ideia de que a PRAXE se estende para fora da circunscrição dos códigos, dando-lhe a latitude generosa que tu lhe concedes. Compreendo o que queres dizer; eles certamente não.»

Do ponto de vista de como é entendida a PRAXE de Coimbra (de forma que creio ser bastante unânime ou quase) esta abrange conceptualmente uma série de realidades que não estão codificadas. Dou como exemplo a cerimónia de doutoramento(que inclui uma procissão entre a Biblioteca Joanina e a Sala dos Grandes Actos - vulgo dos Capelos -, com o Bedel da Faculdade, com a Charamela dos Archeiros, com os professores de Borla e Capelo, etc. etc. etc.) não estão codificados, mas fazem parte da tradição, são PRAXE em si mesmas, são tradições universitárias de Coimbra [já agora daí vem a expressão utilizada em múltiplos contextos "é da praxe" que se usa quando é algo habitual de se fazer em certas circunstâncias]. O mesmo para a canção de Coimbra, faz parte da tradição académica Coimbrã é, inequivocamente, PRAXE.

Mas o facto de serem PRAXE não significa que o Magnum Consilium Veteranorum possa impor normativos sobre elas. Não tem jurisdição sobre aquelas actividade. Se o Reitor decidir que a procissão deixa de se fazer, pode o MCV dar pinotes que ela deixará de se fazer, MESMO. E se os grupos de fado decidirem alterar algo na forma de o tocar que passe a ser unânime ao longo do tempo (sei lá, passar a afinar as guitarras de forma diferente da que fazem hoje ou outra coisa do género) o MCV bem pode regular e codificar que isso em nada alterará a evolução da tradição.

Tudo isto para dizer que sendo perigosa "a ideia de estender a PRAXE para fora da circunscrição dos códigos" esse perigo termina no mesmo momento em que se estabelece como inequívoco que a inclusão conceptual de uma dada actividade na PRAXE (inabalável, a meu ver salvo melhores opiniões) não implica qualquer poder regulatório do MCV sobre ela.
Aliás, se nos deixassemos cingir por essa máxima de que "o que está codificado é Praxe" teríamos o mesmo problema, porque as entidades que regulam as Praxes nas academias codificariam de imediato regras para as Tunas de forma a tê-las sob sua alçada [no que não deixariam de ter renhida oposição evidentemente porque o problema não está em ser ou não Praxe ou em estar ou não codificado: está na legitimidade jurisdicional, que é nula].

No caso em apreço, tal é ainda mais claro. Mesmo que se aceite que a actividade das Tunas faz parte da PRAXE (eu não sou dessa opinião, pelo menos no que concerne a Coimbra) de forma alguma podemos permitir às entidades que regem a PRAXE que definam coisas como quem é "convidável" para os festivais ou encontros de Tunas ou se os fazemos à noite ou à tarde ou se fazemos serenatas em determinada parte da cidade ou não. Era realmente o que faltava.

Finalmente chamo a atenção para uma outra faceta desta história: não nos podemos esquecer do carácter voluntário da PRAXE. A PRAXE só é aplicável a quem deseja aderir a ela. Da mesma forma, se alguma Tuna decidir aceitar a orientação do Magnum do Porto e não aceitar um convite da Tuna da Portucalense para participar num evento, estará a colocar-se sob alçada jurisdicional da PRAXE do Porto e com isso a abdicar de parte da sua autonomia. Não gostaria de pertencer a uma Tuna que tomasse essa opção mas temos de entender que é uma opção tão legítima como ignorar a orientação.

Um abraço e vamos à luta. Pela minha parte fico disponível para transmitir na minha Tuna as conclusões a que se cheguem neste tópico de forma a podermos participar e ajudar numa acção concertada de afirmação de autonomia.

 

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Carlos Branquinho
responde a Coral do Cifrão - Jorge Brandão:

Caro Jorge:
A questão é pertinente e poderá levar-nos longe.
Não tendo, como sabes, de momento a disponibilidade para uma análise mais cuidada do tema, bem como reconhecendo que esta discussão não estará muito associada à presente discussão neste fórum, aventuro-me apenas a alvitrar uma outra questão:
Em que medida uma tuna universitária de Coimbra, cujos temas do seu cancioneiro sejam exclusivamente constituídos por originais dos seus elementos e/ou temas associados à Canção Coimbrã, estará (ou não) ela própria englobada no próprio universo da Canção de Coimbra?
Pessoalmente, acho que sim, mas aguardo mais doutas opiniões como, por exemplo, a do nosso amigo Gato Preto.

 

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Coral do Cifrão - Jorge Brandão
responde a Carlos Branquinho:

Olá,

Como alguém disse no tópico da Estudantina Feminina de Coimbra: as cerejas arrastam-se umas às outras.

Aguardemos ajuda enquanto reflectimos e acabamos os misteres que temos pendentes.

Abraço.



 

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Tiago Nogueira
responde a Carlos Branquinho:

Caro Carlos,

dou-te a minha humilde opinião sobre a pergunta que colocas.
A Canção de Coimbra é um estilo musical. Intérpretes diferentes têm-na cantado ao longo do tempo.
A questão da originalidade não me parece ter nada a ver com o caso. De qualquer forma, se, em algum momento, a Tuna canta um tema cujo estilo é claramente o da Canção de Coimbra, isso faz da Tuna uma intérprete da Canção de Coimbra, no momento.
Se não tem por hábito cantar esse tipo de temas e se eles não constituem uma parte representativa do seu repertório, parece-me forçado chamar essa tuna de intérprete da Canção de Coimbra, porque a maioria dos temas nada se relacionam com ela. Amália cantou Coimbra, mas não seria lógico englobá-la nesse universo... Se o que se passa é o inverso, parece-me justo considerar a Tuna como sendo "embaixadora" da Canção de Coimbra.
De resto, a Canção de Coimbra não constitui, por norma, um estilo musical de grupo, exceptuando alguns casos como as Baladas de Despedida...

Cumprimentos,

Adémia (TMUC)

 

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O Conquistador
responde a Coral do Cifrão - Jorge Brandão:

Viva, Jorge:

aquilo que defendo é que o Código de Praxe define, por exclusão, os limites daquilo que os próprios MCV consideravam Praxe.

Se considerassem que o desfile dos doutoramentos fazia parte da Praxe, tê-lo-iam certamente incluído.

"Há coisas que há 30 anos não eram crime e agora são", como toda uma caterva de crimes informáticos, por exemplo, dirá alguém mais atento.

É verdade. No entanto, os códigos civis, embora não contemplassem essa forma de crime contemplavam o princípio: usurpação de identidade (alguém faz um site falso); violação da privacidade (alguém entra no computador de outra pessoa pela "porta do cavalo" e copia ficheiros ou modifica-os); difamação (alguém coloca informações falsas sobre terceiros online), etc., etc. Embora não houvesse computadores, o espírito desses crimes já existia na lei como princípio geral. Ou seja, não são novos crimes, mas novas formas de praticar os mesmos crimes.

Foi só aplicar o princípio à forma.

Em Praxe, por exemplo, poderíamos falar dos relógios digitais face aos relógios analógicos. O facto de os relógios digitais não serem mencionados no código não invalida que os mesmos possam ser usados indiscriminadamente, ou que as camisas não possam ter botões no colarinho ou que as meias não possam ser de poliéster - e por aí fora.

Gostaria de perceber qual é o princípio de Praxe aplicável à Tuna, enquanto agrupamento artístico.

Não há precedente no Código para os agrupamentos de natureza musical, desportiva, cultural, recreativa ou de qualquer outra natureza - a não ser na já referida protecção de instrumento ou em alguma excepção no trajar, SE o traje adoptado for capa e batina. Porque, se não for, nem nisso se metem. No caso do OUP, as meninas trajam meia de cor de pele nos espectáculos, à ida para a sede e à vinda para casa pelo trajecto mais curto: mas esta excepção diz apenas respeito ao traje (esse sim, da Praxe) e não ao OUP enquanto instituição. Este não é nem tem de ser Praxe.

Sendo assim, os agrupamentos de natureza musical, desportiva, cultural, recreativa - e penso que a tuna há-de cair em pelo menos uma destas categorias - nunca pertenceram ao âmbito do que pudesse ser considerado Praxe - e em 1957 já havia Orfeon, TAUC, etc., etc.

Não deve por isso invocar-se a "novidade" destes agrupamentos. Sensatas como eram, as pessoas há 50 anos, entendiam, E MUITO BEM, que isso eram campos onde não tinham de se meter. Teria sido por esquecimento? Não me parece.

Assim sendo, a tuna não só não está sob a jurisdição dos MCV, como nem sequer é considerada Praxe, em exactíssimo pé de igualdade com a secção de canoagem da AAC. Ou esta também é considerada Praxe?... Não me parece.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Gato Preto
responde a Carlos Branquinho:

Caros e ilustres amigos,

Chamado à liça, cá estou. Como sempre.

Da minha modesta experiência surge-me como aconselhável emitir recatadamente uma singela opinião que tem a ver com diferenças.

Este episódio a que o tópico reporta demonstra que praxisticamente, Coimbra é, para o bem ou para o mal, um caso à parte de tudo o resto. Desde já porque, como o Branquinho diz e bem, o entendimento que se faz da praxe é meramente consuetudinário e extravasa em largo os postulados consagrados em códigos ou decretus.

A praxe académica de Coimbra que hoje vivemos é obviamente o resultado e a consequência das relações interpares de todos os actores do universo coimbrão, do bedel ao urso, do Professor Doutor ao cábula, do bicho ao dux, do archeiro ao Magnifico Reitor, do cão ao polícia. Também das meretrizes ao penhor. Vestimos o negro, a nossa equipa joga de negro e o rio de sonho beija-nos. Há séculos.

Como tal, independentemente dos pontapés a que à nossa querida Coimbra está diariamente sujeita, aqui tudo nasceu e tudo tem o seu sentido. Também por isto nada é imposto, tudo acontece. O anti-praxismo aqui nasceu, e é tão velho como a praxe.

Sei que este funesto episódio, em Coimbra era de todo impossível de suceder. No Porto, por bairrismo e pelo espírito de compita e de afirmação praxística, tudo é de esperar, inclusive isto.

Podemos concluir que a enorme Academia do Porto, por sofreguidão da imposição dos seus usos e costumes, criou o monstro.

Tendo a noção que a complexidade da estrutura associativa da Invicta é muito especial, federativa e geograficamente analisando, pacificamente se aceita que a unidade só se impôs à custa de concessões individuais intermináveis, onde cada actor tem que ter palco e cada pastor ganha protagonismo à custa da capacidade de mobilização do seu rebanho. Tuna incluída, com direito a claque.

Se em Coimbra vamos mantendo a inexorável relação de rivalidades e cíumeiras inócuas, no Porto, a vitória no FITA é a assunção da moral e o exercício da superioridade da Instituição amada.

O problema é que tudo é e foi sempre feito com o patrocínio do Magnum. Puseram-se a jeito. Durante muito tempo a Tuna foi equipa no campeonato altamente competitivo da Academia do Porto. O Magnum a Federação.

Não querendo fazer qualquer tipo de elegia a uma vs outra, sei que em Coimbra, qualquer tipo de tentativa do género dava gargalhada. Já no Porto é evidentemente uma grande chatice. Mas como referi anteriormente, nada de preocupante para o futuro da grande capital da Tuna portuguesa. O Porto.

Aquele abraço!

p.s. - questões sobre a Canção de Coimbra, ficam para os seus intérpretes. Como veterano, não me acode a intervenção. Apenas a opinião como apreciador.

 

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R T
responde a Gato Preto:

"Se em Coimbra vamos mantendo a inexorável relação de rivalidades e cíumeiras inócuas, no Porto, a vitória no FITA é a assunção da moral e o exercício da superioridade da Instituição amada. " (fim de citação)

Temo que - e após a OPA lançada ao FITA, ou seja, à "Executiva" da Queima - com este episódio, seja bem mais complexo do que acima dizes, meu bom amigo. Cada vez mais clara se torna a primogénita intenção; entre "federados" e os que são mandados com um coloquial "Ide-vos federar!" muita coisa ocorre e em zonas cada vez mais cinzentas, da cor das pedras da Ribeira ou mais escuro até.

Abraços...!

 

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R T
responde a R T:

E mais: Se toda esta questão, a de fundo, entenda-se, se resumisse ao FITA, então até seria - mais - um alto serviço prestado às tunas da Academia do Porto....

 

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Tiago Nogueira
responde a Gato Preto:

Rivalidades, caro Gato? Hm.... não sei de que falas!
Concordo contigo no que dizes. Em Coimbra, realmente, talvez não acontecesse... E daí, não sei, vá.

Abraço,

Adémia (TMUC)

 

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Gato Preto
responde a R T:

Meu caro R.T.,

A referência ao FITA, não é mais que isso. Uma referência no que a competição patrocinada por agentes externos à Tuna pode desaguar...só é instigado quem se deixa instigar.

No caso do Porto, a relação organismo de praxe vs Tuna foi (pelo menos em tempos) algo de evidente. Já em Coimbra, independentemente da declaração institucional da aceitação da Praxe Académica de Coimbra, nunca por nunca as Tunas se puseram na alçada do Conselho de Veteranos (o qual em Coimbra não é constituído por Spin Doctors de Institutos ou Faculdades) e de todo se sujeitariam a participar em iniciativas de carácter tunante por parte daquele organismo.

Como já foi relatado no PT, um dia alguém ousou surripiar um Festival a uma Tuna para oferecer a outra. Pois bem. A resposta da dita Tuna foi avassaladora e esse alguém passou um mau bocado...

Por conhecimento de causa digo que, provavelmente o Magnum do Porto (orgão que prezo e no qual mantenho muitos amigos) não estará bem a medir os riscos do passo.
No entanto acredito que só o tenha feito porque um dia foi tutela também em relação à Tuna.

Abraço e tens uma falta a vermelho.

 

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Gato Preto
responde a Tiago Nogueira:

Caro Adémia,

As rivalidades existem, sempre existiram e continuarão. O que importa é reconhecê-las e saber lidar com elas. Até ver, e que me lembre nesta minha já longa história associativa, a coisa nunca ultrapassou limites.

Concordarás que a fadistagem se relaciona muito particularmente, o Orfeon e Coro Misto se observam mutuamente, e que a Estudantina só tem a ganhar com uma Tuna de Medicina forte e hiperactivae bem como com o advento do Coral. Devo dizer-te que este fôlego tunante coimbrão acontece com a afirmação nacional da TMUC, como Tuna de referência.

O que é certo é que tendo ou não tendo razão basta ter marcado presença no XXI FESTUNA para facilmente se constatar a qualidade organizativa exponencial que a Tuna Coimbrã demonstra.

Parece que o "boom" só agora chegou.

Mas, para isto qual foi o papel do Conselho de Veteranos? Nenhum. As coisas não se confundem. Nem o CV permite ultrapassagens e ingerências nas suas determinações muito menos a Tuna desrespeita a Praxe e concede que o primeiro meta o nariz nos seus assuntos e exercícios hierárquicos.

Em relação a estes assuntos a única ponta que fica é a capacidade de controle que ainda subsiste em relação à Festa. Mas no que aos dinheiros das Queimas concerne e sua ulterior distribuição, como diz o R.T., "Ui,ui!".

Forte abraço

 

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R T
responde a Gato Preto:

"Uma referência no que a competição patrocinada por agentes externos à Tuna pode desaguar...só é instigado quem se deixa instigar." (fim de citação).

Por analogia, lembrei-me dos construtores civis nos anos 90, que "escacaram" tudo aquilo que viram desde a janela dos seus Mercedes 190. Construíram casas, maisons, torres e prédios, suites e penthouses e por aí fora até onde as vistas deles poderiam alcançar desde a Via do Infante, A1, IC´s vários e por aí fora.

Por mim, tudo bem, o que estragaram estragado está. Agora deixem-me é aquele queijinho da Serra em São Romão, aquela capela no cimo do monte alentejano, aquela quinta na vinha Douriense, em paz. Que destruam e "construam" tudo em cima do que já "fizeram", porreiro pá, nada contra. Que construam mais umas torres na Rua Passos Manuel e na de Sá da Bandeira, na boa, com piscinas nos duplex´s e tudo e as "vendam" a quem quiser lá "morar", desde que o "comprador" assine "contrato de promessa de Compra e Venda"; Desde que o Portugal tuneril REAL fique salvaguardado, protegido tipo Lince da Malcata, escondido dos "empreiteiros" e seus putativos "clientes", está então tudo bem.

Afinal, mais um serviço prestado,concluí-se, à Tuna e no caso, do Porto: Veremos quem vai "comprar" aos "empreiteiros" um belo "Duplex" em Passos Manuel com vistas para o Pátio do Coliseu. Enquanto isso, a malta da tunas lá vai andando pelo Portugal tuneril real, que é o que os "empreiteiros" não vêm nem sonham ver, que fará estragar, desde as janelas dos seus Mercedes....


P.S: Vermelhíssima falta, devo acrescentar; Serei, pois, forçado a rectificar tal falta com carácter de urgência! Abraços!

 

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Tiago Nogueira
responde a Gato Preto:

Caríssimo,

eu estava a brincar. Percebi o que querias dizer. Também considero saudável a rivalidade a que se assiste em Coimbra. Involuntariamente fazemos de lebre uns dos outros.
Infelizmente, pela necessidade imperiosa de estudar - penitencio-me por isso =:o) - não pude marcar presença no Festuna. Vários colegas meus lá estiveram e assistiram a mais um grande festival.
O Conselho de Veteranos nunca teve a ver com o assunto nem nunca poderá ter. Se algo do género do que assistimos agora no Porto sucedesse em Coimbra, tenho a certeza que todos nos associaríamos para mostrar a nossa revolta. É isso que acho que está a faltar na Capital das Tunas (como lhe chamas, e bem!). Acho que é altura de fazerem jus a essa realidade.

Um abraço

 

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Gato Preto
responde a Tiago Nogueira:

Como não foste?

Estudar? Eu sempre vos achei uma Tuna de tótós! LOLOL...

Fico triste por não te saber presente.
Por outro lado também compreendo que te prepares muito bem profissionalmente pois tens em mim muito material de estudo...e muito diagnóstico para fazer e problemas para solucionar...hehehe

Um grande abraço.

p.s. - depois mando fotos. Se precisares de um produtor...hehe

 

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R T
responde a Tiago Nogueira:

Olha que cá pelo burgo tens muito potencial cliente mas não necessariamente pelas razões "óbvias"....:)))

 

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Carlos Branquinho
responde a Gato Preto:

"a Estudantina só tem a ganhar com (...) o advento do Coral"
Quanta bondade, caro amigo, quanta bondade... É bom saber que há quem acompanhe a evolução que a minha tuna tem tido ao longo destes anos!

 

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Gato Preto
responde a Carlos Branquinho:

Não é bondade, amigalhaço...é curiosidade e conhecimento das realidades. São muitos e bons anos, como sabes...

Sou capaz de conhecer os arranjos das tuas músicas bem melhor que tu...
Toma! E esta em? Hehehe

Grande abraço

 

[responder a "Gato Preto"] [denunciar abusos]

O Conquistador
responde a Gato Preto:

Caro Gato:

dizes que

«Podemos concluir que a enorme Academia do Porto, por sofreguidão da imposição dos seus usos e costumes, criou o monstro.»

e que

«O problema é que tudo é e foi sempre feito com o patrocínio do [...]. Puseram-se a jeito. Durante muito tempo a Tuna foi equipa no campeonato altamente competitivo da Academia do Porto. O Magnum a Federação.»

([...] = grupo de cavalheiros que se supõe reger a Praxe no Porto e cujo nome me recuso a escrever)

Não é bem assim e é muito mais triste e mesquinho do que isto.

O [...] é forte com os fracos, e fraco perante os fortes. Sempre foi. A única preocupação daqueles indivíduos é a manutenção no posto, vendendo a alma (praxística) por livres-trânsitos na Queima.

Longe de mim querer traçar os limites da Praxe em Coimbra ou seja onde for. Alertei para os perigos. Talvez seja necessário mudar o nome dos documentos, de forma a dar a entender exactamente aquilo que são: em vez de "código de praxe", talvez "código daquilo que em Praxe está sob a alçada do MCV".

Se isto for feito, estarei disposto a concordar inteiramente convosco e a admitir que a Tuna possa passar a ser considerada como parte desse conceito de «praxe-coração-de-mãe», onde há lugar para todos - estranhamente, não para as secções desportivas, vá lá saber-se porquê...

Enquanto o documento se chamar "Código de Praxe", considerar a tuna como parte da praxe é, ao menos no Porto, colocá-la "sob o manto de tal pensamento", ainda que como "Caso Omisso"... que invariavelmente será resolvido pelo próprio legislador. Como é natural, a seu favor.

É pena que assim tenha de ser, mas é o que a realidade me parece mostrar. Veja-se o que esteve para acontecer, mas não chegou a acontecer, aí por Coimbra. Nem sempre vão estar pessoas de carácter forte à frente das instituições. Aqui demoraram 25 anos a pôr os dentes de fora. Por aí correm o mesmo risco, mais ano menos ano.

Esperemos para ver. O futuro o dirá. Nem que seja como exemplo e escarmento para o resto do país, alguma coisa de bom sairá disto tudo.

Aquele abraço e

BOA MÚSICA!

 

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O Conquistador
responde a R T:

E eis que "As Minhas Aventuras na Tunolândia" está em risco, por "contágio" do "Notas e Melodias"...

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Eu daqui a nada já digo coisas. Agora vou fazer algo muito mais importante e face ao tema e seus "remetentes": Vou obrar.

Até já!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Agora já mais relaxado, poderei então - e após algumas demarches efectuadas enquanto estava sentado no trono, onde me senti Magnanimamente poderoso, devo confessar, mesmo que por breves minutos e não sendo em Maio... - aferir da "gravidade" deste ataque ao "Aventuras" e "Notas". Ora então, cá vai...


Após consulta aos meus contactos na CIA, Mossad e MI6 - para lá do Quim das Iscas, Tózé "Chispe" do Aleixo, Abílio Estivador, Jorge Texas e a "Mamas Gordas", verdadeiros opinion maker´s dos bairros sociais do Grande Porto e suas Tascas, autênticas forças de bloqueio ao mainstream dito académico - concluí, depois de recolha de provas, análise de IPs e servidores do Cazaquistão, Bonfim, Lapa e Sé, do seguinte relatório:

Bin Laden - de seu verdadeiro nome António de Vasconcelos y Concelos Bin de Maria Carvalho Ribeiro & Ferreira Limitada Laden - está por trás deste ignóbil e mafioso "ataque" ás duas Torres Gémeas da Internaútica Tuneril. A Operação B.U.R.R.O.S - "Bamos, Urremos, Revoltados, Refugiados Ou Senis" - começou pela madrugada de antes de ontem, cuja senha, transmitida pela cadeia internacional de rádio " A Voz do Breyner" em Frequência (até nesta chumbaram... ) Modelada, pelas 21h.01 (o UM é "académico" porque ímpar, vá-se lá saber porque e onde foram buscar esta...) consistiu na passagem da "Mulher Gorda", dando instruções para a saída das tropas à rua a fim de levarem a cabo o golpe.

Consta também das fontes recolhidas que não saiu tudo das guaritas ao mesmo tempo; uns tentavam sintonizar "A Voz do Breyner" nos rádios, outros nos microondas, o que provocou um delay no ataque supostamente letal, fazendo com que alguns pedissem, inclusivamente, aos cavalos sitos à Praça D.João I para dar uma ajuda com os aparelhos, já que os Leões estavam de férias nas Seychelles por estas alturas; uma maçada que atrasou o ataque, note-se. Consta que o cavalo de S.A.R. Dom José, que está na Praça do Comércio em Lisboa ligou, via wireless - activando o "metro" como antena que está por baixo do dito cujo equídeo - aos cavalos da Praça D. João I para dar uma ajudinha via helpdesk....

Certo, certo é que a Operação B.U.R.R.O.S. lá começou, entre muita confusão de pilhas, antenas partidas e ferraduras avulso pelo ar, dando lugar a uma autêntica contra-revolução que, a trote, lá foi tentando levar a dita cuja a bom porto, tendo sido avistados, de acordo com os relatos, alguns asnos montando cavalos. Chegados ao Aeródromo de Espinho - Loc. N 40º 58,10' - W 8º 38,7'-- N 40º 58' 29'' - W 8º 38' 44'' - fazendo o caminho mais curto segundo os mesmos - pela Via do Infante - eis que, hoje, finalmente,levantaram vôo, rezando o lema " O Vôo é Duro Mas é Vôo" à porta da Junta de Freguesia de Paramos, fazendo pela 1ª vez na recente história um ajuntamento de apoiantes digno de respeito: 45 reformados, dois enfermeiros do centro de Saúde e um pinguço saído da tasca local que gritava "Viva El Rey!!!!!!!!" de 5 em 5 segundos, de cima do coreto.

Socorrendo-se dos préstimos deste último, logo desistiram de enfiar as aeronaves pelas "Torres Gêmeas" dentro por fisicamente impossível, aterrando então na mesma pista e voltando ao meio de transporte ecológico antes usado, de caminho a casa; Ligando a meia dúzia de caloiros freaks especializados em "Travian" e "Farmville", lá conseguiram fazer umas avarias que deixam rasto - como tudo que um caloiro faz.

O resto já Vªs Mercedes sabem: Volto ao início deste relato Top Secret, vá; olhei para o fundo do meu trono e vi lá tudo, qual visão igual à daquela inglesa que vai à TVI falar com a Iva Dominguez. Depois carreguei no botão respectivo e vim para aqui contar-vos esta magnífica história de fi(xa)cção científica. Uma merda, vá.

Estou de rastos, confesso. Foi um golpe muito forte, admito: A chispalhada estava, afinal, carregada de Jindungo....

Abraços & Beijos!




 

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Coral do Cifrão - Jorge Brandão
responde a Gato Preto:

Olá Gato,
agradecendo o mesmo que o Branquinho sublinhou mas sem querer alongar as conversas paralelas que deturpam o tópico, pergunto-me quando e onde poderemos tertuliar sobre as Tunas de Coimbra: origem, cisões, rivalidades e ciumeiras, tudo junto.
No tópico que tanta celeuma criou sobre o Coral do Cifrão já tinhas adiantado algumas frases capazes de gerar uma longa conversa, as quais, juntamente com as deste tópico dariam um excelente mote. Estou certo que iria aprender muitíssimo e disfrutar ainda mais.
E quando digo "quando e onde" refiro-me ao espaço virtual porque infelizmente nas minhas passagens por Coimbra dificilmente poderei ter tempo para discorrer calmamente sobre tudo o que se adivinha pode vir atrás desta lebre, embora não desdenhe uma passagem algures para te rever e cumprimentar (o que evidentemente significa que já me disseram quem és, o que foi para mim uma grata surpresa).
Grande abraço.

 

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R T
responde a Coral do Cifrão - Jorge Brandão:

Meu caro, "é só fumaça", como diria o outro. Nada que um bom anti-vírus não resolva se for caso. Já testei e no problem, podem visitar os blogs sem grande problema!

Abraços e obrigado pela disponibilidade!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Mais um depoimento sobre a questão de fundo. Omite-se naturalmente os intervenientes.

"Uma outra situação foi também a alteração que ocorreu no ano lectivo de 2009/2010, quando após alguma pressão por parte do Dux Facultis de XPTO, as Tunas da casa (....)) passaram a responder perante o Dux Facultis de xpto. Na Faculdade XPTO, como existem vários cursos e se trata de uma casa com muita gente, a praxe é realizada por curso. No entanto, a relação entre a praxe e a Tuna XPTO nunca foi muito saudável, não por causa da Tuna mas sim por causa da praxe, ou seja de alguns cursos, que insistem em fazer campanha durante a praxe para que os novos caloiros que entram para a faculdade não entrem para a Tuna. Ao longo dos anos já tivemos várias situações de algumas da faculdade que entraram para a praxe da faculdade e para a Tuna e que acabaram por sair da Tuna por terem sido pressionadas pelos seus praxistas. Segundo alguns deles, a Tuna ocupa o tempo dos caloiros da praxe...enfim... Felizmente houve também casos em que optaram por ficar na Tuna e deixaram a praxe." (fim de citação).


Qvid Jvris?

 

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R T
responde a R T:

Mais algumas citações:

"Relatando agora os acontecimentos mais recentes, no ano lectivo passado viemos a tomar conhecimento que o Magnum queria controlar o que se passa nas tunas, e que estas teriam de se reger pelas regras da praxe ou seriam declaradas anti-praxe. Estas regras dizem respeito a trajar bem, mas sobretudo a um outro facto bastante preocupante. Segundo o Magnum, todos os elementos da Tuna têm obrigatoriamente de fazer parte da praxe, caso contrário a praxe não os poderá aceitar. O que nos exigem é que deixemos de aceitar alunos da faculdade QUERTY que queiram fazer parte da Tuna e conhecer o mundo Tunante, e que sejam uma mais valia para a Tuna, porque não fazem parte da praxe." (fim de citação).


"...há tunas que por o Dux da casa não se entender com o magister, a tuna foi considerada anti-praxe. e assim o Magnum começou a querer controlar com que tunas podemos confraternizar ou não." (fim de citação)

 

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Carlos Branquinho
responde a Gato Preto:

"Sou capaz de conhecer os arranjos das tuas músicas bem melhor que tu...
Toma! E esta em? Hehehe" Não digo que não, caro amigo, até porque, como deves imaginar, os meus conhecimentos musicais são algo limitados.
Além disso, as minhas caçõezitas tiveram a sorte de serem enriquecidas pelo contributo de alguns coraleiros com muito melhores conhecimentos musicais do que eu...
Para contribuir para a minha felicidade já bastava saber que tinhas tido a preocupação de ouvir e analisar o que compus nalgum momento em que, como disse o outro, "me encontrei mais pachorrento"...
Reitero aqui o pedido formulado pelo Brandão para uma discussão sobre o fenómeno das tunas em Coimbra.

 

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Gato Preto
responde a Carlos Branquinho:

Terei todo o gosto, meu caro. É só aferir disponibilidades.

Uma condição julgo estar em condições de impôr. Terá de haver copo e bucha.

Outra deixo à consideração. Discutamos igualmente, nem que de soslaio, a grande Babel praxística nortenha.
Tenho a certeza que nunca mais falaremos do fenómeno capilar do nosso Dux...

Fico à espera.

Grande abraço

 

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Carlos Branquinho
responde a Gato Preto:

Aceito o repto, especialmente no que diz respeito ao "copo e à bucha". Mas Creio que haverá dificuldades de ter a companhia do Brandão. Procura-me no "livro das caras" e acertamos as agulhas.
No entanto, tenho grandes dificuldades em discorrer sobre realidades complexas que não conheço.
Seja como for, desde que seja para aprender alguma coisa, estarei pronto.

 

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Coral do Cifrão - Jorge Brandão
responde a Carlos Branquinho:

Olá,
não me furto, pelo contrário, ao copo e à bucha, mas devido à minha pouca frequência em Coimbra, pedia que a discussão fosse on-line, até para permitir os contributos de todos os que estão mais longe.
Abraço.

 

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O Conquistador
responde a Gato Preto:

Caro Gato da minha alma:

como aperitivo ao vosso copo e bucha, e para que vejais até que ponto a Babel praxística nortenha - como tão brilhantemente referes - está rodeada de um autêntico labirinto pior do que o do Minotauro infestado de minas, segui este fio de Ariadna:

www.praxeporto.pt.vu/

Vale a pena explorar os recessos deste valioso blogue, infelizmente desconhecido da larga maioria dos que se interessam por estas coisas.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Gato Preto
responde a O Conquistador:

Caro Conquistador,

Já nem vou perder tempo com a causa das coisas.
O que é inegável é que se vivem tempos obscuros, onde direitos e liberdades são sonegados. E isto é inqualificável.

Não sendo a praxe um exemplo democrático, ela decorre da aproximação, do companheirismo e dos afectos.
Sempre a defendi como integrativa e nunca como punitiva ou persecutória.

Quem comigo privou e me viu exercê-la seja na Academia, Secção de Fado e em particular nos grupos que integrei atestará que de facto este é o meu primado. Considero que tenho um peito enorme, bem inchado e me posso arrogar em paladino de "uma praxe sadia e moderada".

Porque te sei inteligente, ponderado e bem formado, posso perfeitamente perceber como este belicismo te consome. E são as características que te contornam e modelam o carácter que são ausência nos que despudoradamente assumem posturas e actos em demandas que nem eles próprios conhecem.

Quando se é prepotente significa que se é fraco e pouco auspicioso. Assim sendo o céu um dia cair-lhes-à em cima da cabeça, mesmo que pensem(?) que amanhã não será a véspera desse dia...por mais que se auto estimem, não conseguem vislumbrar um palmo à frente do próprio umbigo.

Também os há cá na terra, não nos iludamos. O Éden praxístico nem na catequese existe.

O que se passa é que se esticam demasiado o nariz para dentro de casas que não lhes pertencem ficam sem ele. Porque é que é assim? Porque ninguém lhes liga mais do que merecem. Se querem ser respeitados tém que se dar ao respeito.

Eu sei que pimenta no recto dos outros, normalmente é limonada para nós. Mas e lendo o blog que gentilmente linkaste quer-me parecer que a coisa pode ser mais perigosa do que poderia supor.
Nada nos diz que outras ocorrências do género não voltarão a acontecer.

Profilaticamente apraz-me dizer que uma tomada de posição inequívoca impõe-se. Se todas as Tunas do Porto resolvessem não reconhecer autoridade ao Magnum e o fizessem publicamente o que se passaria? Não me parece que alguém morresse...

Até que ponto a Universitária e o próprio Orfeão não deveriam assumir uma posição? E olha que tempos houve em que o próprio Grupo de Fado do Orfeão foi proibido de tocar na Serenata da Queima do Porto.

Isto foi público e a coisa resolveu-se à custa de solidariedades...

Caro Conquistador, elas estão sempre a acontecer...

Grande abraço e enorme sucesso para o livro.

 

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J.Pierre Silva
responde a Gato Preto:

Caro Gato, ilustre amigo,

Esta é uma daquelas conversas que muito enriqueceria o próximo ENT (onde, ao que sei, este assunto vai aparecer).
Ora, a propósito, vais até Bragança?
Isso é que era!

 

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Gato Preto
responde a J.Pierre Silva:

Caro Pierre,

Em primeiro lugar deixa saudar-te e prescrever os votos de sucesso que todos ansiamos para a obra que ora submetes à saciedade. A curiosidade é enorme.

Depois dizer que infelizmente não poderei de todo estar presente, devido a um enlace matrimonial, ao qual por motivos familiares não poderei faltar. Não fora isto e ia a correr.

Um grande abraço e bons trabalho e diversão.

 

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O Conquistador
responde a Gato Preto:

Grande e generoso Gato:

antes de mais, agradeço a bondade das tuas palavras na apreciação que fazes do meu carácter. Como diria Mark Twain, «as notícias da minha morte foram largamente exageradas».

Bom, indo ao que (não) interessa. Este belicismo consome-me, é certo, mas sinto-me acima de tudo profundamente triste por haver quem consinta que os direitos lhe sejam sonegados. Isso é que é perigoso - e um triste sinal dos tempos. Pelos vistos, o Grande Irmão está a ganhar a partida.

Como saberás, estou perfeitamente desligado do OUP e das suas dinâmicas internas. Intervenho se (e quando) me pedem, como foi o caso do Grupo de Fados. Nesta matéria, ainda nada me soou, pelo que me abstenho de emitir qualquer opinião sobre o que a Universitária ou o OUP deveriam fazer.

Se fosse no meu tempo, saberia o que fazer. Atrevo-me até a dizer que no meu tempo nem sequer estaríamos a ter esta conversa.

Mas quem lá está é que sabe como (e se) quer carregar o andor.

Pobre academia do Porto... a que ponto te rebaixaste.

Aquele abraço e

BOA MÚSICA!

 

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O Conquistador
responde a O Conquistador:

caro Gato: ainda a propósito da pergunta que me fazias.

Bem vistas as coisas, até nem estranho muito o silêncio das tunas da Universidade do Porto nesta matéria. Ou não sabem o que se está a passar, ou têm rabos de palha.

Enquanto a Praxe lhes serviu para proibirem os caloiros das respectivas casas de irem prestar provas ao OUP, com o objectivo de impedirem que os "talentos" lhes "fugissem", inventando toda uma caterva de mentiras e chegando a ameaçar de expulsão da Praxe (veja-se ao que isto chegou!) se o fizessem; enquanto a Praxe lhes serviu para os objectivos pequeninininos de prazo imediato, dizia eu, achavam tudo muito bem.

Pois aqui está o desastroso resultado desse conluio.

Pode ser que agora no Porto se comece a perceber de onde vem o verdadeiro perigo. Não é certamente do OUP, que nunca se ingeriu na vida de terceiros.

Pena é que se tenham esquecido muito depressa de que não há tuna da Universidade do Porto que não tenha tido na sua fundação elementos do OUP.

Mais. O próprio Dux Veteranorum esqueceu depressa demais que foi ao OUP que foi buscar apoios para a sua nomeação, quando provavelmente não os encontrou na sua própria casa, na altura.

Só me represento a mim próprio, pelo que estes considerandos só a mim vinculam. Desconheço se o OUP tem uma qualquer posição institucional sobre este caso. Nem sei sequer se os próprios actuais orfeonistas têm consciência destes factos nem se isto tem para eles qualquer relevância.

Sei uma coisa: há factos que têm de ser expostos em público, numa tentativa de evitar que os mesmos erros se voltem a cometer no futuro.

Não estou a atirar nada à cara de ninguém [muito embora esta carapuça sirva nas cabeças de todas as Faculdades da U.P.]. Mas ninguém tem o direito de se furtar às suas responsabilidades.

Esta tentativa de destruição do OUP foi baixa, vil, ignóbil, de uma ingratidão a toda a prova.

Disseste bem, caro Gato: "Criaram o monstro...". Pior: engordaram-no, sem perceberem que o engordavam à sua própria custa, pensando talvez que era à custa do OUP. Não foi, não.

Mais importante do que actos de contrição e "mea culpa" é que se enterrem de uma vez por todas os machados de guerra e que as pessoas se possam sentar todas à mesma mesa e falar do futuro.

O passado já mostrou que não era por ali o caminho. Há que seguir agora uma nova via.

Com actos, não com palavras. Uma das definições de insanidade é esperar resultados diferentes a partir das mesmas atitudes.

Enquanto continuarem a insistir no actual modelo, só podem esperar uma mudança: para pior.

Como estou desligado do meio há muito tempo, pode ser que as coisas tenham já mudado. Espero bem que sim. No entanto, receio bem que não.

Aquele abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Coral do Cifrão - Jorge Brandão
responde a O Conquistador:

«Mais importante do que actos de contrição e "mea culpa" é que se enterrem de uma vez por todas os machados de guerra e que as pessoas se possam sentar todas à mesma mesa e falar do futuro.»

Cito, sem mais comentários, esta frase que fora deste contexto tem muitas aplicações.

Para bom entendor...

Abraços

 

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R T
responde a O Conquistador:

"Quem luta contra nós reforça os nossos nervos e aguça as nossas habilidades. O nosso antagonista é quem mais nos ajuda." - Edmund Burke [Reflections on the Revolution in France].



A Academia do Porto, em matéria tuneril universitária, possuí nada mais nada menos do que 77 Tunas, de acordo com o ultimo census efectuado. O que a torna na cidade do Mundo com mais agrupamentos deste género. Madrid segue-se com cerca de 60. Há regiões autónomas em Espanha que não têm sequer, somando todas as suas tunas, metade das que o Porto têm. Há mais Tunas no Porto do que em todo o Porto Rico ou Países Baixos. E mais exemplos poderia dar da magnitude em causa. Números à parte, a questão prende-se essencialmente com toda a teia de relações e interesses em jogo, como em toda e qualquer cidade e/ou Academia (onde as há). Ou seja, quanto à matéria de facto, não haverá grandes diferenças entre o Porto e p.ex. Nigmegen ou Valladolid ou San Juan de Porto Rico, salvaguardando-se as devidas idiossincrasias. A grande diferença mora na amplitude que o contexto pode eventualmente tomar; Uma "cena" como esta numa cidade com 2 tunas é uma coisa, portanto; com 77 já será outra bem diferente; um "problema" deste tipo numa cidade com 5 tunas, supostamente no Porto seria um "problemão".

E digo seria porque, nessas 77 Tunas, temos de tudo: Tunas, Tunas Femininas, uma ou duas mistas. Nestas, temos aquelas que se importam e aquelas que não se importam. Nestas 77 temos tunas com ideário próprio e tunas com ideário imposto ou importado. Temos quem se preocupe com estas questões mas temos quem se esteja literalmente "nas tintas" para a mesma e porreiro, lá andam nas suas vidinhas. Temos, enfim, de tudo, fruto dessa mesma magnitude. Temos tunas de facto e tunas praticamente no "papel" ou na net. É um zoológico, básica e biologicamente falando. Logo, depreende-se o óbvio: o que serve a uma não serve a outra e assim sucessivamente. O que é importante para 35 pode ser absolutamente desinteressante para as restantes 42 e vice-versa. E nunca, como no caso do Porto, o vice-versa assumiu proporções épicas.

Ora, daqui se constatam várias conclusões:

1º) Tudo "isto" vale o que vale. Até porque a questão de fundo só se prende, em tamanho ecossistema, com um único momento: o FITA. Fora este, tudo o resto é treta; as tunas continuarão a fazer o que bem lhes aprouver, simples mais simples é impossível, venham decretos de onde vierem. Só o FITA é, nas e para as tunas do Porto, território onde quiçá esta "coisa" pode ter pernas para andar. Fora esse, estamos mais do que conversados.

2º) Melhor, assim sendo, em 77 trata-se apenas de uma questão que se resume a ...8, grosso modo. Se dessas 8 houver 4 a levar para trás logo logo - havendo muito mais a sobrar - se percebe que o FITA será sempre levado a palco seja como seja, mesmo que seja como é e neste contexto pós OPA do mesmo. Interessante seria perceber-se neste caso quem NÃO quer puto com o FITA. Isso sim, é que seria importante aferir. Porque as há - poucas mas há. E com as suas razões que a quanto a mim são do mais racional que pode haver, como a actual situação o comprova desde logo, aliás: diz-me com quem andas...

3º) Fora o FITA, concluí-se que tudo isto se trata, afinal, de uma questão de lana caprina, como soi dizer-se; tudo ficará como está, na prática, por mais ou menos parlapié que haja venha ele de onde venha. A identidade de cada tuna portuense há muito que ultrapassou determinados ditames, há muito.

4º) Portanto concluí-se o óbvio: esta "cena" só fará mossa se alguma cair no esquema. Simples. Basta andar com os olhinhos bem abertos. Mas cá está, só fará mossa quem andar na rodinha; aos outros, será para o lado que melhor dormem: Os outros são a esmagadora maioria que, desde um simples jantar, passando por festivais de renome fora de portas e terminando a idas ao estrangeiro, vêm no FITA e "nisto" tudo uma pertinência tão grande como terão os brindes do TIDE no peso do PIB português, ou seja, nenhuma. Ou seja, alguém anda a pregar para os peixinhos e faz tempo....

Assim, depreende-se:

- Que a esmagadora das Tunas do Porto, não desatentas certamente, também não perderão tempo com coisas que valem zero. Admito que alguns nem "disto" saibam, prova cabal da "importância" que "isto" tem, ou seja, nenhuma. Nihil Obstat. Enquanto "isto" decorre, todas ou quase ensaiam, toca, convivem, etc, como se nada se estivesse a passar. E são bem capazes, na sua maioria, de ter toda a razão.

- Que um universo tão vasto e por isso, tão heterogéneo dentro da homogeneidade natural, naturalmente não pode ter uma análise, por força disso mesmo, absolutamente reduzida a um mera conta de 2 + 2: Não, na Academia do Porto 2+ 2 pode perfeitamente dar 5 e quiçá, uma equação até. Só quem não é dela é que não percebe tal (naturalmente e sem qualquer intenção proteccionista ou segregacionista); Há coisas que de fora não são perceptíveis, como ocorre noutros contextos, naturalmente.

- Sem querer substituir a Maya ou Prof. Karamba, que nos próximos meses haverão muitas démarches e afins conexos de uns poucos que, à falta do essencial ou por comodismo ou por falta "deles" no sitio, que poderão, porventura, alinhar nesta "tanga" digna de anúncio de Vodoo nas paginas de publicidade de um qualquer vespertino; nada de novo, que não saibamos todos. Depois virá o Natal e as frequências e em Março cá teremos nova investida do curro no redondel costumeiro. E as outras 69 a rirem-se a bom rir, já que a tourada só assiste a 8 grosso modo; Quem não quer ser Lobo não lhe veste a pele...

Porem:

- Tudo "isto" carece de resposta. Proporcionada, à medida do cenário imposto. Certo estou - e disso tenho ecos reais - que irá ocorrer a mesma. Desengane-se que a coisa está "confinada" ao Porto, porque não está. Vai mais além. A seu tempo e lugar alguns irão perceber (se conseguirem...) tal desiderato.

- Mormente tal, não deixa de ser vista tal "coisa" da única forma possível e passível de ser vista; na boa. Lá continuarão quem de direito, na sua, a ir aqui, acolá e acoli, queiram ou não queiram, gostem ou não gostem. Aguardo ansiosamente por estradas barricadas com bidões de gasóleo agrícola a arder e gente nos aeroportos para me impedirem de tal. A mim e a mais uns - deixa lá ver, 77 vezes média de 20 por tuna, dá...ora bem....é fazer as contas.....portanto....


Termino como comecei, citando Edmund Burke. Com uma adenda: De cada vez que espirram eu até posso ligar de casa e dizer "santinho!". O oposto é que "vai no Batalha"....

Continuem, pois, Tunas do "meu" Porto, a fazr o que tão bem sabem fazer. Mas com juízo...!

 

[responder a "R T"] [denunciar abusos]

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