Portugaltunas - Tunas de Portugal

R T

Sobre o tópico "Madalena"

Exmºs Utilizadores:

Entendeu o PortugalTunas – e face ao conteúdo aqui colocado em hiperligação – que o mesmo viola os Termos & Condições de Utilização do seu Fórum, pelo que retirou o mesmo da sua página.

Cientes, contudo, da ineficácia prática da medida tomada por razões mais do que óbvias, dado o mesmo vídeo estar alojado num conhecido serviço de publicação de imagens, o PortugalTunas deve ainda assim cumprir e fazer cumprir as suas regras de utilização.

No entanto, mantêm-se a discussão originada pelo tópico original e seguindo nos moldes abaixo - por questões técnicas todos os tópicos foram apagados.

Finalmente, solicita-se o devido cuidado da parte dos utilizadores para o cumprimento cabal dos supracitados Termos & Condições.


Administração PTunas

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EUC - "Madalena, Sua P...."

Texto Lamentável, vergonhoso e indigno da capa e batina.
Lamentável, ainda, quem enaltece a suposta diversão que este momento muito baixo - em pleno corredor do Coliseu do Porto - proporcionou. Deve ser gente que gosta de tunas.
Vergonhosa a veleidade de um grupo em desvirtuar com uma interpretação ordinária um tema sobejamente conhecido e exemplarmente interpretado por quem na realidade faz música e proporciona espectáculo.
O Coliseu do Porto não merece coisas tão pequeninas e baixas. A Cidade do Porto idem. A Tuna organizadora. Os participantes de igual sorte.
O trajo que envergais empalideceu. A nobre academia que representais afundou a face envergonhada.

Miguel Villar Rosa Andrade (Id: 1010)
13-11-2010 07:07

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Caro Miguel:

talvez este não seja um dos momentos mais felizes da Estudantina (ou pelo menos dos elementos que estão a tocar e cantar - nem sei se são todos da EUC), mas, bem vistas as coisas, eles estão a gozar com a música, não com a Tuna que normalmente a interpreta.

A "Madalena" não é um monstro sagrado. Muito pior se faz por aí com os "Amores de Estudante" - esse, sim, o hino efectivo do estudante portuense e o hino "afectivo" do estudante português. Por acaso - e ainda bem, do ponto de vista higiénico - nunca se cruzaram com a Universitária do Porto e experimentaram fazer a graçola. Ou melhor, cruzaram-se há uns 20 anos, em Guimarães, mas na altura ainda estavam a desenvolver as «qualidades» que haviam de os transformar no arquétipo da boçalidade que são agora.

Estes rapazinhos que aparecem no vídeo podiam ter tido o bom senso de não o fazer ali, naquele local específico, concordo. Mas não será caso para lesa-majestade.

Estas coisas, de facto, quando se quiserem fazer tenha-se o cuidado de fazer dentro de portas.

Fica o conselho.

Abraço e

BOA MÚSICA!
O Conquistador (Id: 136)
13-11-2010 11:09
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De facto é lamentável, mete nojo!
Não se trata, sequer, do desvirtuar de um tema, mas da imagem que passa de falta de decoro, civismo e educação num espaço público.

Gentalha que se diz Tuno, mas que de Tuno tem muito pouco.
Lamento, também, por aqueles que edificaram a custo as respectivas tunas verem o quão baixo as novas gerações pode descer, levando consigo a imagem institucional.
Capazes do melhor e do pior, é nestas alturas que se vé (e não em palco) quem é Tuno e quem é Tuna.

J.Pierre Silva (Id: 11)
13-11-2010 11:13
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«Por acaso - e ainda bem, do ponto de vista higiénico - nunca se cruzaram com a Universitária do Porto e experimentaram fazer a graçola. Ou melhor, cruzaram-se há uns 20 anos, em Guimarães, mas na altura ainda estavam a desenvolver as «qualidades» que haviam de os transformar no arquétipo da boçalidade que são agora.»

Esta frase não se refere à EUC, mas à cáfila de palhaços que todos os dias enxovalha os "Amores de Estudante". Não é o caso da EUC.

Fica a clarificação.

NOTA: quis mesmo dizer "cáfila" (=bando de camelos) e quis mesmo dizer "de palhaços". Não foi erro de concordância lógica: é mesmo propositado.
O Conquistador (Id: 136)
13-11-2010 11:14

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Não sei o que dizer. Entendo perfeitamente este tipo de brincadeiras dentro de portas - todos o fazem, certamente. Agora, nos corredores, num certame, com o público em geral a ouvir... Revela má educação e boçalidade gratuita, para não me alongar muito. Infelizmente, não me parece que seja apenas o mal de uma tuna em particular ou das tunas em geral, mas se calhar duma geração. O mais grave disto tudo é que, se virmos o vídeo no youtube (e lermos aí os comentários), vídeo esse que presumo tinha sido colocado por um dos elementos da tuna em causa (o que revela total falta de noção da sua triste figura), ainda há quem, aparentemente da tuna, ache que, com isto, são "um exemplo de Grupo".

Quarentuno de Coimbra (Id: 909)
13-11-2010 11:45
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É com muita mágoa que leio o vós escrevesteis.

É de tal maneira injusto e apontador. Vem de vós, amigos Tunos, companheiros de discussão e debate. Por isso dói mais.

Foram apressados, torpes e mal intencionados. Nem se deram ao trabalho de perguntar pela defesa. Julgaram em público e condenaram sem dar um único segundo ao contraditório.

Se de quem elegeu este tópico não espero nem desespero, por não conhecer, só por isso, de outros esperava mais ponderação na abordagem do tema.

Quanto mais não seja, por mim, Gato Preto. Merecia esse respeito.

Tanto mais porque, apesar de raspão, apareço com os meus. Sim eu estava presente.

A EUC tinha acabado de actuar no palco do Coliseu.
Como é da tradição depois do FRA o grupo toca o tema "Lafões" e sai pelo meio do público até ao exterior das salas onde se performa, no caso concreto, no Coliseu. É norma, tal como prometido em palco, executar descontraidamente um ou dois temas no pós espectáculo.

A pedido de várias famílias a EUC fez o "Traçadinho" e seguiu com uma versão da "Madalena". Tocam os que estão para aí virados, cantam aqueles que nunca se calam e o público.

Foi com um sorriso que escutei as novas cambiantes para as duas músicas reveladas pelos estudantes de Eng. do Porto, e presumo que o sejam devido à ostentação da côr de tijolo nos respectivos andrajos. Ao "Traçadinho" foi acrscentado um não e um sim no meio do refrão. Quanto à "Madalena"...bem, quanto à "Madalena" o vídeo adicionado ao tópico diz tudo. É O PÚBLICO A CANTAR, NÃO A EUC! Já no interior da sala enquanto a Universitária tocava a "Madalena" o fenómeno repetiu-se...

Sugiro que enviem uma missiva ao Dux Facultatis ou ao Dux Veteranorum e que os estudantes da Academia do Porto que prevaricaram sejam severamente punidos. O que gravou a cena e a depositou no YouTube seja apadrejado à moda Iraniana. Tenham dó.

Não meus caros, a EUC tem sentido de responsabilidade, não o perdeu. A EUC não tendo que o fazer ainda cita a Universitária cada vez que canta a " Madalena". É o decoro que é incutido a cada um dos seus membros. Existem exageros e infelicidades, claro. Tal qual como em todas as Tunas.

Não sois vós que se abspinham com a arrogância da Estudantina?
Depois deste tópico que querem? Isto é uma autêntica provocação que não pode nem deve ser tolerada.

Não sou admnistrador deste espaço que últimamente tenho elegido para estar mais perto de vós, caros Tunos. Faço-o com gosto e algum espírito de missão. Tento ao máximo elevá-lo. Sei que podem dizer que só cá estou porque quero, verdade. Mas ao cá estar não admito injustiças, julgamentos apriorísticos e condenações não fundamentadas. É visceral.

Proponho que seja retirado o vídeo no contexto em que foi exibido.
À EUC deverá ser apresentado desde já um pedido de desculpa por parte de quem elaborou o tópico. Exige-se a reposição da justiça!

Aos comentadores apenas peço para fazerem o que a consciência vos ordenar.

Pela minha parte não voltarei a escrever uma linha enquanto a verdade não vier à tona.

Abraço

Gato Preto (Id: 385)
14-11-2010 04:46

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Não só o grupo tomou para si "a nova cambiante" não deixando de tocar e abandonando o espaço, como a escutou e recebeu com um "sorriso".
Lá diz o povo que "Quem com cães se deita com pulgas se levanta".
É o velho e exaustivamente debatido tema daqueles que pugnam por se libertarem do paradigma degenerado da tuna andrajosa e boçal e os que insistentemente encontram todo um 'admirável' mundo novo de "novas cambiantes" recebidas com um sorriso nos lábios.
A assunção clara e inequívoca da nova cambiante declaradamente tomada com um sorriso - reitere-se - demonstra mais um passo inverso e negativo do alicerce que alguns vão construindo e que outros vão ostensiva e de sorte contumaz destruindo.
Não se trata nem nunca se tratou da degeneração da música de per si. Tão pouco o eventual melindre em sede de provocação ao grupo que habitualmente a interpreta pois que, a saber do episódio, a dá seguramente de barato por bagatela insignificante.
O que está em causa é, no fundo, o que veio a ser confirmado expressis verbis pelo último respondente neste tópico: "Foi com um sorriso que escutei as novas cambiantes para as duas músicas(...)". É essa mesma assunção, como acima já referido, o golpe na estrutura do paradigma que se persegue ou devia perseguir.
Propendo a concordar quando aqui se diz que o problema não é de uma tuna em particular, mas efectivamente, de uma geração. Será porventura este episódio mais um sintoma da degradação e da crise axiológica da sociedade portuguesa e de uma forma mais particular, do sistema de ensino que se tem vindo de igual modo a degradar.Dir-se-á que se reduz tudo à célula familiar antes sequer de se pensar nas estruturas institucionais educacionais e de ensino. Pois bem, o que dirá ao filho que leva ao colo o pai que, passando por aqueles estudantes músicos e desejando um dia vê-lo também de capa e batina, ouve semelhante, conceda-se, boçalidade? Não tenho agora nem tive, no momento, resposta alguma a não ser alguma vergonha e mágoa pela degeneração a que episódios como este vão votando a dignidade e o privilégio de vestir o trajo académico.

Miguel Villar Rosa Andrade (Id: 1010)

14-11-2010 07:18

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Caro Gato,

De 1 de 2 coisas me redimo: a precipitada acusação de serem tunos a vociferar o impropério. Pelo que mostra o vídeo (que revi várias vezes) não há como apontar inequivocamente que há tunos a dizé-lo (também não há como afirmar o contrário, mas tudo bem).

Mas de uma coisa não escapam os tunos em causa: o pactuar com a grosseria, alimentando-a, subsidiando-a.
Devo ser mesmo muito puritano, mas numa situação dessas eu ter-me-ia retirado; e mandando na tuna (como magister ou responsável) teria imediatamente exigido que se parasse.
Se "pecado" há, da parte dos tunos envolvidos, ele é o da cumplicidade por omissão de uma atitude a ter, e o do pactuar com a situação, continuando ali a tocar e cantar.

Nunca me passou pela cabeça, sequer, apontar o nome de qualquer tuna para endossar responsabilidades em actos que são perpetrados por grupos isolados, mas é inegável que estas imagens, por mais que os tunos estejam isentos de culpas (ou parte delas), não deixam de manchar a imagem das respectivas tunas, pelo menos delas dá uma pálida publicidade e, em termos gerais, uma péssima mostra da imagem tunante.

No privado, na esfera do particular do grupo, pois é natural tal irreverência (mesmo que não a subscreva), mas o estar em público deveria ter sido q.b. para que os tocadores e cantadores logo se apercebessem, caissem em si e parassem, passando de imediato, por exemplo, para um outro tema.

Não gostei de ver o estandarte da EUC num video deste tipo, porque muito o respeito e à sua instituição (independentemente de culpas), e muito menos os sorrisos coniventes dos que ali estavam a alimentar a continuidade da coisa.

Volto a reafirmá-lo: este tipo de atitudes não são dignas de tunos, e obviamente de tunas.
Também o não é, acima de tudo, para os anormais que num evento de tunas aproveitam para, ao abrigo do anonimato que a multidão traz, mostrar cobardemente a sua falta de civismo e educação.

Descansa, caro Gato, que mesmo na minha 1ª intervenção, jamais pretendi apontar o dedo institucionalmente.

Quanto aos "covers", penso que isso não é digno de registo, e muito menos de questiúncula.


Abraço

J.Pierre Silva (Id: 11)
14-11-2010 07:54

 

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EUC_Capacete
responde a R T:

Caros intervenientes e, em especial, caro Miguel Villar Rosa Andrade

Estou absolutamente estupefacto e chocado com o que acabei de ler. É, e digo-o sem hesitação, o julgamento mais sumário, mesquinho, baixo e precipitado a que alguma vez assisti. Pior só quando se faziam arder bruxas.

Foi com total ESPANTO que a ESTUDANTINA UNIVERSITÁRIA DE COIMBRA ouviu a adulteração da letra da "Madalena", tema que interpreta fruto de um culminar de boas relações com a primeira tuna portuguesa que de facto a interpretou - a TUNA UNIVERSITÁRIA DO PORTO (ainda hoje tivemos uma actuação na FNAC, para promover o nosso novo álbum, em que esteve presente um elemento da Tuna Universitária do Porto que ouviu a história ser contada. Ao contrário do que "se faz parecer", não escondemos isso de ninguém), com quem partilha um passado institucional de dimensão considerável, à semelhança do que acontece com a própria Secção de Fado e com o Orfeão.

Quero sinceramente acreditar que não integra a estrutura a que se refere. Quero porque não quero crer em semelhante ataque vindo dessa mesma instituição.


Fique sabendo que em Coimbra ninguém deve saber (felizmente e para além de nós) que tal "coisa" se faz.
Tanto que a nossa viagem de autocarro foi feita a pensar em que partes das nossas letras poderíamos encaixar o "verso":

"Ai Rapariga, sua P**a
Se fores à fonte, sua P**a"



Meus caros, incomoda-nos que adulterem as nossas letras ("Linda Tricana" -> "Linda Africana"; "Noutro dia a Rosita (…) foi ao baile com o António" -> "Noutro dia a Ritinha foi ao baile com o Manuel/ Joaquim, whatever" "and so on"). Somos os primeiros a reclamar. Por que razão faríamos o mesmo, ainda por cima para qualquer coisa de tão baixo nível?

O nosso grau de estupefacção foi tal que não sabíamos como havíamos de reagir. Podíamos rir e podíamos chorar. Preferimos rir.

Tínhamos acabado se sair de uma actuação, bem dispostos, com muitos elementos a pisar o palco pela primeira vez (logo no Coliseu do Porto! Estavam eufóricos!). Perdoem-nos não termos tido a sensatez de não pactuar com a "aberração", mas este é o limite da nossa culpa!

E por quem é feita esta adulteração?

Pela CLAQUE DE ENGENHARIA. O rapaz que filmou o vídeo é de Engenharia. Foram eles que, pelos vistos, criaram a "moda", que incitaram e que gravaram o vídeo. Eu estive lá, perguntei, quis saber (até fiquei curioso porque o rapaz tinha um iPhone 4). Quando vi o "fenómeno" pensei, e digo-o com a maior das honestidades, que fosse prática corrente no Porto.

E será que não é?

Pois é. É que enquanto a TUP tocava a Madalena estavam uns 50 (?) caloiros e respectivos "doutores" a continuar com a "brincadeira". E eu ri-me. Que outro remédio tive? Foi a coisa mais inesperada e caricata a que alguma vez assisti em algum festival!! Na altura, e porque sou de Coimbra, pensei: "no Porto P**A não deve ser tão vernáculo como lá".

A TUP parou a sua actuação? Claro que não! Nem teria que o fazer! As palavras ficam com quem as diz!

Chamem-nos arrogantes, condenem-nos porque cantámos uma vez em inglês, porque somos de Coimbra, porque somos "tradicionalistas", "doutores" ou pelo contrário, se quiserem, boçais. O que queiram. Por isto NÃO.

Cubra-se de vergonha a face de quem não tem a mais elementar noção de justiça. Cubra-se de vergonha quem ousa manchar o nome de uma instituição desta forma totalmente desprovida de VALORES.

E lave a boca da próxima vez que falar dela, se possível.

PS: o rapaz que afirma que "somos um exemplo de grupo" é um caloiro com 2 semanas, talvez um pouco entusiasmado de mais com o facto de ter o PRIVILÉGIO de pertencer à instituição a que pertence (ou melhor, a que pode vir a pertencer, já que os caloiros da EUC não integram formalmente o grupo). Ao contrário de outros, e se se portar bem, é uma coisa que poderá ter o orgulho vir a dizer um dia…

 

[responder a "EUC_Capacete "] [denunciar abusos]

EUC_Capacete
responde a R T:

Adenda: mesmo que a pessoa em causa (que provocou esta discussão) pertença ou integre o Orfeão, a TUP ou apenas a própria academia do Porto, nenhuma das suas despropositadas considerações interfirá na opinião que sobre estas tenho, já que - e esta é a minha "luta" - acredito firmemente que as instituições são maiores do que os elementos que as compõem, na maior parte dos casos até que a soma aritmética dos seus elementos, já que são uma confluência de esforços e valores que produzem resultados por se consubstanciarem precisamente num colectivo de vontades (entre outros aspectos).

Acho que não o deixei bem claro no meu comentário anterior. Como tal, e como isto não foi - claramente - uma tomada de posição dita "oficial", espero não ser o meu terceiro parágrafo mal interpretado.

Cumprimentos

 

[responder a "EUC_Capacete "] [denunciar abusos]

O Conquistador
responde a EUC_Capacete :

Caro Capacete:

ao observar-se as imagens, a sensação que fica é a de que um grupo de elementos da EUC e da TEUP interpretam uma versão "alternativa" da "Madalena". Mesmo que fosse verdade, não é caso de "lesa-majestade", como afirmei.

Pelo visto, foi uma conjugação de factores do tipo "pessoa errada na hora errada" - neste caso, os errados foram os que, de fora, começaram a intercalar o "vernáculo", à boleia do que estava a ser feito.

Sendo assim - e tive o cuidado de pôr em dúvida o facto de se tratar efectivamente só de elementos da EUC ou da TEUP -, é óbvio que ficam sem efeito os comentários que teci à (suposta) ingenuidade de alguns elementos mais novos da EUC (que tratei por "rapazinhos") que pudessem ter participado naquela... brincadeira, pronto.

Em todo o caso, fica o conselho, para todos os forenses: não há mal em fazer aquele tipo de adulterações, mas tenha-se o cuidado de as fazer dentro de portas, nunca em público - e muito menos numa situação de exposição pública tão forte como um festival ou um encontro: é um péssimo serviço que se presta ao nome e à imagem das tunas, além de uma deselegância para a tuna cuja tema se adultera.

Abraço, as minhas desculpas a quem possa ter ofendido e

BOA MÚSICA!

 

[responder a "O Conquistador"] [denunciar abusos]

Miguel Villar Rosa Andrade
responde a R T:

Impõe-se que diga que publiquei o texto original no sentido de lamentar o episódio. Suponho que este site é um espaço privilegiado na troca de ideias e informação no seio das Tunas Académicas. Creio, também, que me confundiram como sendo integrante de algum grupo. De todo, não sou. A saudade dos tempos de capa e batina nos claustros da faculdade de direito nos idos de 80 obrigam-me a matá-la de vez em quando.
Creiam-me que, como pai, foi quase tão difícil explicar ao meu filho o "Madalena sua p..." como foi no dia em que, a custo, lhe falei das cegonhas!
Considero, apenas, que ao público, ao Coliseu, aos participantes e aos próprios prevaricadores, é devido respeito. Afinal, aquele respeito que impõe também, e sobretudo, o nobre trajo académico.

Mas a assunção - e não mea culpa - persiste tão bem retratada num desconcertante "preferimos rir". É um problema sócio-cultural, na realidade. E tipicamente português. "A culpa não é minha. A culpa é daquele". Ficámos estupefactos? Ficámos! Fizemos algo consentâneo com a nossa estupefacção? Não, "preferimos rir". Bem a propósito de "despropositadas considerações"...
Ademais, não é desculpa o rapaz ser um imberbe de duas semanas. Nem mesmo o "entusiasmo" com que seguramente vivia aqueles momentos constitui causa de exclusão de ilicitude. Se aprendeu mal, ensine-se novamente. Se não aprendeu é porque não o ensinaram. Em todo o caso, parece estar munido de privilégios especiais de representação porquanto afirma "somos um exemplo de grupo". Muito mal vai o grupo que outorga procuração a um imberbe com duas semanas de pertença para publicação de comentários on-line sobre os méritos de um grupo secular.
Não vou insistir. Foi apenas um desabafo. Regozijo-me pelas vozes reprovadoras, decerto mais ajuizadas porque vetustas, que foram expressadas aqui. Lástima que sejam os mais velhos. Voltamos à questão, ao punctum do problema geracional acima descrito por um dos respondentes.

 

[responder a "Miguel Villar Rosa Andrade"] [denunciar abusos]

EUC_Capacete
responde a R T:

Caro Conquistador:

O problema é, sucintamente, este: estamos a ser completamente vinculados a uma atitude e a uma postura que não é, nunca foi e nunca será (enquanto andar por perto, pelo menos) a maneira de ser e estar da instituição que sem algemas mas antes com uma AK47 obrigam a sentar no banco dos réus.

Num ambiente que 80% dos elementos (nos quais me incluo) que compareceram ao certame desconheciam totalmente - o Coliseu, a Academia do Porto, etc. - cremos ser aquilo (com alguma estupefacção, admito) uma manifestação normal e tolerável dos seus estudantes.

Pelos vistos não é. Mea culpa!

Repito, caro Conquistador: nos não fazemos o que nos acusam de ter feito. Bem sabemos o que nos dói termos originais nossos lindíssimos em bocas, enfim… falta-me, possivelmente, o termo certo (não, eu sei que a Madalena não é um original da TUP e nem sequer dos Sabandeños, eheh).

Sendo aquilo que se pode considerar "um elemento mais novo" da EUC magoa-me ver uma geração de Estudantinos a que pertenço que tudo fez e faz para devolver ao grupo a dignidade que merece ser achincalhada desta maneira quando pugnamos pelo oposto daquilo que nos acusam: é, aliás, das poucas coisas que ainda não tinham experimentado. Até hoje.

Caro Miguel Villar Rosa Andrade

Continuo a considerar (caso me conceda o direito de o fazer, claro) que poderá estar eventualmente certo no conteúdo e errado no modo.

Não se trata de nenhum "gap" geracional nem de "sacudir a água do capote". Trata-se, sim, de repor a verdade dos factos, o que normalmente costuma relevar. Não é preciso ser licenciado em Direito para o saber (antes de ingressar no curso que escolhi - precisamente esse - creio que já o sabia).

O nosso caloiro - e sei porque o conheço - não considera certamente sermos um exemplo de grupo por estarmos a levar com insultos à protagonista do tema; fá-lo antes porque viu no seu primeiro espectáculo uma multidão sair atrás dos nossos cornos a berrar pelo "Traçadinho", e porque conseguimos, dentro e fora de palco (creio) proporcionar um bom momento musical - mais próximo do público - como aliás temos vindo a fazer nos intervalos dos certames a que vamos (veja-se um que está também no You Tube da Estudantina à porta do Coliseu dos Recreios - uma vez mais gravado não por nós mas pelos próprios alunos do Técnico - o "Coimbra", que tanto quanto sei não foi adulterado, nem por nós, nem por eles para o seguinte: "A história dessa Inês - sua p**a - tão linda").

Ao contrário daquilo que também afirma, não autorizamos os nossos caloiros a falar em nome do grupo, seja em que espaço for, pelo que muito antes de tocar nesse assunto já levou - levaram - a respectiva reprimenda. Crer que funcionamos de outro modo que não este é o exemplo flagrante do seu total desconhecimento da nossa realidade.

Se crê que as minhas palavras denunciam qualquer tipo de apoio a este tipo de postura/ comportamento pode muito bem ocorrer que eu não saiba escrever ou que V. Exa. não saiba ler. Pouco me interessa apurar a questão, de resto. Estimo apenas que seja mais prudente nos julgamentos que faz e que não se regogize com as saudações feitas a "telas" da sua autoria. É que a que pintou faz-me lembrar mais ou menos isto:

www.abcgallery.com/C/canaletto/canaletto21.html

"In painting, a capriccio (plural capricci, in older English works often anglicized as "caprice"), means especially an architectural fantasy, placing together buildings, archaeological remains and other architectural elements in fictional and often fantastical combinations, perhaps with staffage of figures..."

in Wikipedia

Aceite os meus cordiais cumprimentos.

 

[responder a "EUC_Capacete "] [denunciar abusos]

EUC_Capacete
responde a R T:

Depois de rever o vídeo do princípio ao fim é com enorme satisfação e alívio que noto não haver NINGUÉM da Estudantina a cantar "os acrescentos". Sem o ter feito não podia afirmar com certeza que algum "jumento" não tivesse entrado na brincadeira.

Como já tinha dito, o rapaz que gravou e publicou o vídeo não faz parte da Estudantina e, espero, de nenhum grupo do género, pelo menos a avaliar pela sua terrível desafinação. Ao seu lado estão alunos de Engenharia, entre os quais estudantes do sexo feminino (parece-me que ainda não integram a Estudantina). No meio deles está o "júlio" (?). À frente estamos nós, a cantar a nossa versão do "supra-citado" tema, a maior parte de nós de costas para quem o está a gravar, num momento de pura descontracção.

Apareço no vídeo e relembrei a reacção que tive quando ouvi aquilo pela primeira vez: "ora deixa-me cá calar antes que entrem nas conversas do "lá estão estes arrogantezecos de Coimbra". Também pensei aquilo que já escrevi: "cá para cima utiliza-se o vernáculo com mais… hum… naturalidade". Depois, mais tarde, aquando da actuação da TUP fiquei com a ideia que era uma maneira "natural" dos estudantes do Porto mostrarem o seu "afecto" por um tema tão emblemático da sua academia.

Repito uma vez mais: pelos vistos não é.

Assunto esclarecido, penso eu.

 

[responder a "EUC_Capacete "] [denunciar abusos]

Angorá Angorá
responde a EUC_Capacete :

Não posso nem consigo ficar indiferente a este tópico... Tenho a dizer que me registei expressamente para poder exprimir a minha opinião acerca do assunto do tópico. Estive no Coliseu nessa noite, assisti ao Festival e também assisti ao momento tão falado e que de forma tão triste e injusta foi atribuído à Estudantina. Enquanto conversava com alguns amigos que estavam presentes e enquanto a Estudantina tocava, como é seu hábito, umas modas logo após a saída de palco, apercebi-me que havia uma aglomerado de pessoas em torno da Estudantina que durante a "Madalena" fizeram questão de, alto e bom som, fazer ouvir a sua versão... Fiquei admirada confesso. Em Coimbra não há o hábito de proferir tais impropérios com tamanho à vontade... Mas como estava noutra cidade, num festival de uma academia diferente, depois de já ter presenciado o modo pouco ou nada cívico de estar numa plateia de muitos (mas quando digo muitos é mesmo muitos!) estudantes de Engenharia (se não estou em erro aquela massa de público de t-shirt branca e cachecol cor de tijolo comandada por meia dúzia de elementos de capa e batina munidos de colheres de pau gigantes também elas com uma fita cor de tijolo) pensei, deve ser hábito por estas bandas adulterar assim as coisas... Não interessa a minha opinião pessoal sobre essa adulteração, interessa sim que ela foi erradamente atribuída à Estudantina que depois de actuar se manteve nos corredores do Coliseu a tocar e cantar e foi acompanhada por pessoas exteriores ao grupo durante esta e outras músicas.

Dito isto,

As mais cordiais saudações para todos directamente de Coimbra

 

[responder a "Angorá Angorá"] [denunciar abusos]

Tiago Nogueira
responde a R T:

Boa noite,

quero deixar aqui o meu lamento por se criar uma imagem falsa em torno de uma instituição sem que se pense duas vezes.
Assim que li o tópico percebi logo que algo não fazia sentido. Depois de ver o filme em causa, confirmo que a EUC nada fez de errado, para além de ter continuado a música. Mesmo assim, não sei até que ponto se pode considerar isso errado. Acho que ninguém se lembraria de parar a música por causa disso. Como o Capacete já disse, os improprérios ficam com quem os produz. E sim, eu compreendo o que quer dizer quando afirma que no Porto há uma maneira de estar um pouco diferente, por parte do público que assiste aos festivais. Eu também não acho estranho este tipo de atitudes no Porto. Também não as critico. Não sou ninguém para o fazer.
Por tudo isto quero dizer que acho injusto e irresponsável o ataque lançado sobre a Estudantina, neste tópico.
Gostava também de lembrar todos os Tunos do país que a internet e as novas tecnologias, em geral, são um dado a ter sempre em conta, nas nossas atitudes diárias. É preciso cada vez mais cuidado com o que se diz e se faz. Contra mim falo, também.
Cumprimentos a todos.


Adémia, TMUC

 

[responder a "Tiago Nogueira"] [denunciar abusos]

Gato Preto
responde a Miguel Villar Rosa Andrade:

Miguel, só faltas tu...

Admite o erro e seguimos. Tive a prova de que todos se deram conta da recambolesca estória que aqui desabaste. Já fizeste o teu exercício de rectórica, ensaiaste o engenho, executaste a lírica. Mas chega. Como homem dos direitos, julgo que o és, acredito que a elementar justiça seja o teu móbil. Tal qual Hipócrates para os médicos.

Experimenta uma nova abordagem, tenta. Abre um tópico.
Porque não lanças a discussão àcerca dos princípios e valores que hoje norteiam esta geração? Não te proponhas a conecções institucionais com o "preferimos rir".

Claro que preferimos rir. Como podes confundir a atitude mais institiva, com a mais pérfida malvadez? Parar de tocar...Meus Deuses. A que título? Quem somos nós para impôr ritos, julgar colectivos tutelados por outro magistério? Sim, temos de sorrir...é novo, é expontâneo, surpreende! Querias o quê? Uma cara podre, decerto.

Não, homem, estar na casa dos outros por eles convidado é sinónimo de não interferir com estados de espíritos e vontades de ser. E quem queria ouvir? Pagava pelos pecadores. Santa ignorância a tua se nunca vestiste a pele. Há T(t)unas que ensaiam, repito, ENSAIAM adulterações jocosas baseadas em músicas perpetuadas por outras Tunas. Tens o testemunho do Conquistador a comprovar. Isso sim é doloso. Como tal grave.

Convivo com muito boa gente que literalmente inventa coisas, desvirtua e aldraba. Se a intenção fôr inócua e bondosa, assobio para o ar. Podes crer. Posições quixotescas como a tua, não decididamente. Prefiro o Sancho Pança, espartano, pachorrento no seu burrico ao teu cavalgar a vida clamando o maneirismo, proclamando os bons costumes e torcendo o nariz à pretensa ausência de estirpe.

Devo-te dizer desapaixonadamente que a Academia de Coimbra não se envergonhará da sua Estudantina Universitária porque um dia conviveu com uns estudantes do Porto no Coliseu. Vergonha é dever e não assumir. Levantar o queixo e ser-se alteroso.

Sobre o episódio apenas lamento a tua falta de lucidez e rapidez de acusação. Lamento igualmente a oportunidade perdida de, no Porto, ouvir-se uma outra versão da "Madalena" claramente majorada face à versão que a Universitária, sendo pioneira, costuma apresentar.

Mas sobre isto não me parece que tenhas intenção de falar.

Gato Preto

p.s. - Caros intervenientes, devolvo-me a vós penhoradamente, aceitando o abraço e a solidadriedade clamada.

Permitam-me no entanto particularizar.

Ao Capacete pela demostração de maturidade e da ponderação argumentativa apresentada apesar de ser jovem Estudantino.

Ao Adémia, pelo abraço dado na percepção que antes da Instituição está a Academia e a nobreza e bondade com que ela é representada.
Lá estarei no "Cantar de Estudante".

Abraço

 

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Gato Preto
responde a Gato Preto:

Uma pequena ressalva,

Quando dou como adquirido o majoramento da versão da "Madalena" face ao arranjo celebérrimo da Univrsitária, faço-o óbviamente segundo o MEU sentido estético.

O caso não é novo na execução e adopção de temas de repertórios alheios.

Lembro o tema "Olhos Negros" que apesar de desde sempre ter sido executado pela EUC, a Universitária também o glosou e em boa ora o fez.
Ficou simplesmente lindo.

Abraço

 

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Sir Giga
responde a R T:

Está mais que esclarecido o mal-entendido.

Os verdadeiros culpados (que nem têm nada a ver com tunas) foram desmascarados.

A honra da EUC está inteiramente reposta (se é que para alguns alguma vez chegou a estar em causa).

Derramar mais prosa sobre este tema apenas dá maior notoriedade a um bando de energúmenos que nem mereciam reconhecimento da sua existência, da nossa parte.

FINITA CAUSA, CESSAT EFFECTUS

 

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Farehnaites _
responde a R T:


Foi com perplexidade que li este tópico e respostas ao mesmo...

A verdade é que no fim de semana passado estive presente no VII Cidade Berço, certame onde esteve presente a EUC, e ouvi a famigerada "versão alternativa" da "Madalena" vinda de alguns elementos da EUC (não sei se terá sido uma reacção irónica a este mesmo tópico e à, alegada, injustiça de que foram alvo), se bem que num contexto completamente diferente e num ambiente intimista e fechado confesso que, quando ouvi, fiquei um pouco surpreendido e "de pé atrás", não sei se a minha suposição estará correcta (reacção irónica), mas espero que sim, dado o respeito que nutro pela EUC. De qualquer forma devo salientar que, nesta situação em particular não tenho dúvidas que eram elementos da EUC a bradarem aquele impropério ao céu chuvoso de Guimarães às 6 da manhã.

Cumprimentos

FarehNaites

 

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EUC_Capacete
responde a R T:

Caro Celso:

Desde que voltámos a tocar a Madalena ENTRE NÓS que é impossível não gozar com o sucedido. Como já lhe disse, a nossa viagem de autocarro do Porto até Coimbra foi feita a pensar em que partes das nossas letras poderíamos encaixar os mesmos versos. Então depois desta novela, duvido que haja alguma vez que a toquemos ENTRE NÓS sem fazer alusão ao sucedido.

Caso não tenha sido suficientemente claro, nunca para competir com a boçalidade de alguns grupos, nem para gozar com a música com em si (nem com o grupo que a interpreta), mas sim com uma das situações mais caricatas em que alguma vez me vi (nos vimos) metido (metidos). E já passei por muitas.

Por outro lado, tratavam-se de umas musiquetas ao pé de uma bica de finos, às 6 da manhã. Não me parece um sítio para crianças nem para debater artigos do "Le Magazine Littéraire".

Nunca o fizemos no Porto nem em público (se bem me recordo, estavamos uns 5 e mais meia dúzia de tunos).

Cumprimentos



 

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Gato Preto
responde a Farehnaites _:

Caro Celso,

Acredito que o que reportas seja verdade.
Se o foi não gosto. Acredita que me vou inteirar.

Creio ser consequência, como bem referes, de uma coisa hipervalorizada porque condimentada por opiniões julgatórias e reprovadoras. A minha idade permite-me ser mais cauteloso, menos jocoso e desafiador. Aqui é a costumeira arrogânciazinha a funcionar. A EUC provocadora, gozona e garota também existe. Ui, ui.

Mas prepara-te para começar a ouvir mais vezes.
Não só das Tunas (EUC incluída) quando se fazem representar oficiosamente, mas por uma incontável turba ululante. Os "estudantes" de Norte a Sul do País.

Ab inicium porque provavelmente uma Instituição de mais de 7.000 alunos tem uns quantos que se lembraram da nuance. É tal e qual o "mão direita é penalty", o "que o cavalo faz com a égua".

Mas isto não é de hoje.
Evoco hinos de Républicas adulterados que vém de anos num qualquer contexto à época, como o da Poy-ta-Pau,"Lúcio prepúcio, serve para pôr na pi.., vai pró c........., barda m....., chissa....";
ou do Orfeon Académico, o "João Brandão" que ia com a "pi........na mão e os c.......... ao pendurão", etc, etc.

Estas coisas são hinos fáceis, geradores de empatias para quem não tem mais criatividade e vive o convívio como se não houvesse amanhã. Haja copos.
A verdadeira dealba de novos mitos. A sensação de participação, animação, enfim de associativismo. Coitados.
O levar para contar sem ter a noção de que uma horta tem que ser permanentemente cultivada e regada. Se não só haverá uma colheita.
Se der para eles, está tudo. Como o buraco do Ozono. A Humanidade só está onde começa e acaba a nossa vida. É o egoísmo no seu fulgor.

Como atrás desafiei, falemos sobre as valorações de determinadas gerações em relação aos bens comuns. Como utilizam, gastam e repõem.

No caso concreto penso que de tanto zelo, foi aberta a caixa de Pandora duma nova maravilha estudantil, um novo papel de embrulho da borracheira colectiva.
Cantado como nunca o foi. Em matilha e no deleite.

Este meu exercício não pretende ficcionar. Para mim é um retrato exacto.

Abraço

p.s. - Mesmo depois de ter assistido ao Vitória vs Braga, ter ouvido as suas incidências, não acredito que todos os minhotos convivam assim entre si.

O Jogo foi às 6 da tarde.

Abraço

 

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Farehnaites _
responde a Gato Preto:


Como disse anteriormente, depois de ler este tópico "fez-se luz" e associei de imediato a uma reacção irónica, que compreendo perfeitamente, não julgando pois todos sabemos que não há muitos sentimentos piores que o de injustiça.

Um grande abraço a todos e despeço-me com os votos que injúrias deste tipo não voltem a suceder, relativas a nenhuma tuna.As tunas (salvo raras excepções) são instituições de grande valor cultural e social e é para mim um orgulho pertencer a este meio muitas vezes, e erradamente, alvo de preconceitos e calúnias.

Farehnaites

 

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Miguel Villar Rosa Andrade
responde a Farehnaites _:

Ora pois!

(...)"não tenho dúvidas que eram elementos da EUC a bradarem aquele impropério(...), cit. Celso Martins 16-11-2010 01:14

QUOD ERAT DEMONSTRANDUM

Se alguém externo ouviu, viu, comprovou e aqui nos dá conta - note-se sem oposição e com reconhecimento ("Acredito que o que reportas seja verdade(...)", (cit. Gato Preto 16-11-2010 05:56)- então é porque não ficou na intimidade!

QUOD ERAT DEMONSTRANDUM

Até aqui eram os outros. Agora já se acredita que o reportado seja verdade mas com a atenuante que se tratou de bradar na intimidade de uma bica de finos...

Bom, se até aqui a culpa era dos outros, agora, afinal de contas, aduzem-se, à guisa da irreverência própria do estudante, 'qualidades' como a "arrogância a funcionar", a "provocadora, gozona e marota".
Se até aqui, a culpa era dos outros, agora até nos temos que preparar "para começar a ouvir mais vezes"...

Mas tudo isto tem solução! Afinal de contas, conquanto "haja copos", (cit. Gato Preto 16-11-2010 05:56) tudo ficará na paz de Baco e na cumplicidade do espírito dionisíaco. Assim será desde que haja um céu chuvoso, uma noite fria e escura e uma bica de finos no rumor da madrugada...

QUOD ERAT DEMONSTRANDUM

 

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EUC_Capacete
responde a R T:

Caro Miguel Villar Rosa Andrade, não sei se ouvirá tal coisa vinda da EUC mais alguma vez (estranho é, no mínimo, e dada a prosápia, que a verdade dos factos seja que nunca ouviu), porque depois de ler mais este seu comentário lembrei-me (uma vez mais) que vivo em Portugal e que este país adora Diáconos Remédios.

Não o sublime personagem de Herman José, mas sim o original - os originais, "vide gratia", o bom pai de família que dá um ultimo golo apressado no café para não fazer esperar o senhor cónego; a mãe que interrompe o bordado para levar a Telminha à aula de catequese. O Pedrinho que confessa ao senhor padre que roubou vinte escudos para gastar em doces.

Nisto dos bons costumes não se brinca. Tocamos todos piano e falamos francês, e quando não o fazemos - e toda a gente sabe bem que não o fazemos - fica sempre bem parecê-lo.

Como tal, sugiro outras alternativas "igualmente prazenteiras" ("azzzze") para travar esta verdadeira machadada na forma polida como se tem, ao longo dos anos, vindo a desenrolar o "movimento" e que a Estudantina actual fez questão de desmoronar, num pérfido momento conspurcado por uma sublime malvadez e imbuído de uma profunda crise axiológica. Um pouco de tinta para tapar este lasca no célebre quadro do menino que chora. Um pouco de barro para repor o cair da pilinha do menino que urina interminavelmente para o lago. Aqui vão:

1) "Madalena, sua aluna de lavores nos tempos livres";
2) "Madalena, sua professora de catequese na diocese de Arrafaldes";
3) "Madalena, sua criança aplicada à disciplina de Religião e Moral";
4) "Madalena, sua exímia cosedora das meias que o maninho estraga a jogar à bola";
5) "Madalena, sua compradora de testes de gravid… MADALENA! Que fosteis fazer, sua p*ta!?"

Pronto, está dito. Que devo fazer eu agora, Miguel Villar Rosa Andrade? Vou buscar o cilício? O corpete de napa? Despejo cera quente na carne viciosa enquanto recito - ai se recito! - o Eclesiastes? Chicoteio-me na cela?

Terei de ler eternamente os seus posts como mortificação? Diga-me, o que me recomenda para escapar às fúrias do Altíssimo e à famosa ira não do beato Escrivá de Balaguer mas sim do escrivão do Portugal Tunas?

"QUOD ERAT DEMONSTRANDUM!"; "QUOD ERAT DEMONSTRANDUM!". É isto alguma pretensa ode triunfal?

Aguardo alvoroçadamente uma resposta. Cuide, no entanto, estarem já perdidas todas estas almas, meu bom homem. Aproveito a missa das 17h na Renascença para pedir a Deus que a sua esposa retire o rebento a tempo da sala no dia em que martelar o dedo a colocar um prego.

Cumprimentos

P.S.: continuo a afirmar acerrimamente a nossa total inocência relativamente ao que se passou no Coliseu do Porto e que só alguém imbuído de uma profunda má-fé pode querer fazer acreditar que a forma retratada supra foi ou algum dia será a nossa maneira de estar. Mais valia acabar com o grupo!

De resto, um agradecimento pela compreensão, caro Celso. Pode dar-se a remota possibilidade de o Miguel Villar Rosa Andrade compreender o que escreveu (ou o que alguém escreve, na verdade).

Caro Gato Preto:

Como eu espero que estejas errado! Já oiço a melodia entoada em 6 tons diferentes num corredor de mijo e vómito, numa qualquer 5a feira antes dos exames. Abraço!

 

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Gato Preto
responde a Miguel Villar Rosa Andrade:

A diferença é que o Celso reportou, foi testemunha. Viu e ouviu. E eu acredito.

Tu não, inventaste. Tentaste colar autorias a quem nada fez, condenaste um inocente sem te dares ao cuidado de ouvir as partes. Revelador de caracter.
Apresentaste uma prova (video) que te desautoriza, contradiz e coloca-te ao ridículo.

Continuas a perseguir a perfídia ao ponto de descontextualizar as minhas palavras.
Prepara-te para ouvir mais vezes, sim, e mais, enquanto continuares a meter mais lenha na fogueira mais fortaleces o que dizes não gostar. Talves porventura te interesse, à conta de não sei quê...

A tua postura revela maldade e belicismo, como tal é bem mais perigosa que chamar não sei o quê à Madalena...de samaritanos está o inferno cheio.
Acho que prefiro umas quantas bocas e impropérios vociferados por quem nem se sabe dar ao respeito, por imaturidade, ao teu manto de arauto da decência que mais não é que a catapulta do lançar da discórdia e da confusão, deliberadamente.

E quando me citas não o faças apenas em teu favor. Tenho todo o gosto em partilhar estórias e experiências. É que sei quem sou, represento e de onde venho. Tenho casa e as pessoas conhecem-me. Tocam à campainha quantas vezes quiserem que eu abro sempre a porta. Já tu lembras-me um qualquer algoz óbviamente encapuzado.

Já agora, deixa trabalhar quem por isto ainda tenta fazer alguma coisa. Diáriamente.
As lições, guarda-as para os teus filhos. E já agora não me parece que crianças de colo e noites no Coliseu até às 3 da manhã combinem. Mas tu é que és o catequista e melhor que eu saberás.

Nada mais te tenho a dizer,

Cumprimentos

 

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R T
responde a Gato Preto:

Eu não tinha qualquer intenção de intervir sobre este tema. Aliás, quando não estou, não vi, não conheço, não sei, regra geral resumo-me à minha insignificância. Reconheço ao Youtube algum mérito prático mas também lhe reconheço a facilidade de provocar ilusões de óptica: Ainda no outro dia vi no mesmo "Youtube" soldados israelitas a dançar uma belissima coreografia "made by Paula Abdul" em plena Faixa de Gaza. Ás tantas foi no meio de um colonato, não sei....

Mas acontece que, por via de regra, quando algum amigo meu se "atravessa" e diz que foi/não foi ele que fez/deixou de fazer Y ou X, vindo de amigo meu basta-me. Sob pena de, pisando ele em ramo verde, não merecer mais a minha amizade, confiança e assim sucessivamente.

Assim, se o Grato^Preto diz e assegura que não foram elementos da "sua" EUC a prestarem-se a tal papel, para mim basta-me. Aguardo sim é que outro amigo "se atravesse" a dizer precisamente o oposto, exercendo o contraditório de boa fé. À boa moda das Tunas, reunirei então em momento oportuno os dois para uma amena "five o´clock beer" e daí alguma luz se fará. Mas até lá vale a palavra do meu amigo, deixando sempre que outro proceda ao contraditório. Outro amigo, é bom de ver.

Abraços!

 

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Gato Preto
responde a R T:

Caro R.T.,

Agradeço as tuas palavras de confiança. Mas, e desculparás, as coisas não se fazem assim.
A minha palavra não pode ser de per si o penhor da tua crença ou a carta de alforria da EUC. Nem me sentiria bem se assim fosse.

Remeto mais uma vez para questões de facto.
Da responsabilidade na prevaricação à ausência de culpa dolosa ou não.
É aqui que temos de nos centrar.

ISTO É VÁLIDO PARA QUALQUER TUNA!!!!

Levanta-se a suspeita, investiga-se, produz-se prova, condena-se ou iliba-se.
Só assim sei funcionar.

O que parecia já esclarecido, foi reaberto, passou à relação e pelos vistos só acabará no supremo. Já cumpri o meu papel na querela. Assunto encerrado.

Pelo que de mim conheces sabes que tanto me sento à mesa do mais plebeu, como beberrico um champagne em casa da tia. Desde que sinta decência moral, estou bem.

Assim, e com pena, te digo: Não meu grande amigo, não contes comigo para dar importância a quem não a reconheço. Para este peditório já dei.

Quanto ao resto, sabes que direi SEMPRE PRESENTE assim que achares que a minha participação possa ser profícua e frutificante.

Num abraço, os protestos de elevada estima

 

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Farehnaites _
responde a Miguel Villar Rosa Andrade:


Neste momento até estou arrependido por ter escrito neste tópico, uma vez que não era de todo minha intenção que se "batesse mais no ceguinho". Não pensei que existisse tanta exaltação em torno de uma brincadeira que, na minha humilde opinião, não passa de uma ironia, de um acto de gozo relativo a uma injustiça que ocorreu, senão nem sequer teria dito nada. Quantos de nós, em brincadeira, já não adulterámos letras de músicas conhecidas, entre amigos??

Sobre a questão da intimidade...sim, o ambiente era intimista e sim estávamos entre amigos, uma vez que estávamos presentes somente elementos de tunas. Simplesmente quem não estava por dentro desta (escusada) polémica, se surpreendeu um pouco com a situação. (perdoem-me se considero que os meus pares de outras tunas são, no fim de contas, amigos...afinal é para isso que cá estamos, para nos divertirmos, fazer música e novas amizades)

No entanto penso que estar a alimentar mais esta questão e a tentar denegrir a imagem de uma instituição que dispensa apresentações e, por si só, tem o respeito que tem, é escusado e, acima de tudo (para quem, por algum motivo peregrino, tenha intenções de a pôr a baixo(ele há gente para tudo...enfim)) é patético. Não passou de um mal entendido, e, depois, de uma brincadeira em ambiente intimista e familiar sem qualquer tipo de exposição ou consequência.

Abraço e, por favor...vamos mas é fazer música e beber uns copos, que isto de andar a discutir assuntos destes divide-nos em vez de nos unir.

Farehnaites

 

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R T
responde a Gato Preto:

Caro Gato^Preto, tu conheces-me.

E por isso sabes porque digo o que digo. Sabes também que por muito importante que estas coisas que nos unem sejam, haverá que relativizar as coisas. Até. Isto não é o "Watergate", é prá aí o "Madalena´s Gate". Não façamos de uma coisa destas um tribunal civel, basta a honradez, a frontalidade e a credibilidade. Disse-se x, mostrou-se y, o resultado é evidente, ponto período. Não é preciso chamar a Procuradoria Geral da República.

A minha profissão de fé na tua amizade deriva destes pouquitos anos de tuna que temos. Bastam-me, repito. Porque se os teus "molhassem a sopa" eu sei que serias o 1º a vir a terreiro afirmar a verdade. Simples.

Abraços!

 

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Maia TAUTAD
responde a R T:

Em jeito de brincadeira e ao mesmo tempo em jeito de conclusão, porque não debater este tema na cimeira da NATO que se avizinha?

Bota mas'é beber uns canecos e fazer música que é o espírito que sempre me ensinaram em tuna!

 

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Barão Vermelho
responde a Miguel Villar Rosa Andrade:


Caro Miguel,

Eu, como já relatei num outro artigo colocado neste blog, estive presente no Coliseu do Porto.
Aquilo a que assisti, como também já aqui foi dito, foi a uma grande animação nos corredores do Coliseu. Fiquei, também eu surpreendido,
com aquilo que ouvi e, também eu, achei piada pelo caricato da situação. Aquilo que também posso afirmar afincadamente é que foram os
alunos de engenharia, impulsinados pelos seus "doutores" que proferiram tais versos.

Se vejo maldade nisso? Não, não vejo!

Meu caro, com tanta permiscuidade de lés a lés de Portugal, está o Sr. preocupado com uns versos vociferados
por um grupo de estudantes?

Está claro que está a fim de pôr toda a imagem da Estudantina Universitária de Coimbra em causa. Já revi vezes sem conta o vídeo e em todas
as vezes não vi nenhum elemento da Estudantina a vociferar aquilo que afirma.
A única coisa que lhe digo é para que se reduza simplesmente à sua insignificância.
O senhor revela mau carácter, mesquinhice, demagogia, deslealdade e desonestidade. E mais não digo...!

P.S. - Relativamente à questão de Guimarães, não sei, não estive presente, não opino e, NÃO HÁ VIDEOS! heheh

 

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