Portugaltunas - Tunas de Portugal

J.Pierre Silva

Plágio em Festival de Tunas

Refleti longamente se haveria de aqui colocar este assunto, mas ele é demasiadamente sério para ser ignorado e passar ao lado, como tantos outros o são nesta comunidade, infelizmente.

Correndo o risco de, mais uma vez, ser acusado de agitar as águas, prefiro manter a coerência e denunciar o que já devia ter merecido reparo, de tão visível que é.

Desta feita, trata-se do evento II RUPESTUNAS (aqui noticiado no PTunas), organizado pela Associação Juvenil Gustavo Filipe (sediada em Foz Coa - Guarda), cujo cartaz contém uma figura copiada ilegalmente e sem consentimento.
Como poderão verificar no cartaz, a figura/imagem em causa, representando um Tuno a tocar, é pertença da ANTÚNIA.

O caso foi denunciado no blogue "Notas&Melodias" (notasemelodias.blogspot.com/2012/03/notas-sobre-plagio-tunante-parte-ii.html) e a organização confrontada com o sucedido na sua página do Facebook.
Estranhamente, ou não, a imagem do cartaz que constava da páginas dos ditos desaparecue de imediato (junto com os comentários).

Seria de pensar que haveria lugar a um retractar público ou pedido de desculpas, mas o que se verificou foi uma fuga e uma omissão.

Se já é lamentável que no meio tunante haja plágios (e há-os, nomeadamente em termos musicais), mais facilmente sucedem por quem se faz outsider, de quem não pertence à comunidade, mas se arroga a sapiência de organizar eventos copetitivos de Tunas (eu que sempre condenei essa apropriação e esse emiscuir).

Mas é igualmente de estranhar que nenhum eco se tenha feito sentir sobre algo que, para todos os efeitos, é moralmente condenável e, recordemos, é crime.

Mais uma vez, parece que anda tudo a dormir, sendo sempre os mesmos botas de elásdtico a fazer a despesa, num reino onde parece que tudo se permite, onde a música se obtém pelo assobio pró lado, onde certos valores são esquecidos em detrimento do porrerismo costumeiro.

Fica aqui o reparo, desde já informando que a AnTÙNIA foi prontamente posta a par, por uma questão de solidariedade tunante, por uma questão de defesa da comunidade (que não pode passar a imagem de que é um circo onde não há rei nem roque), uma questão de consciência na defesa de valores cívicos, morais e legais.

Se não nos dermos ao respeito, não olharmos uns pelos outros (a tão essencial auto-regulação e cooperação), qualquer dia pouco nos restará.

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

Uno-me ao teu lavrado protesto, naturalmente. Se bem que netas coisas deve-se usar de pedagogia activa, sempre. Este caso em concreto parece-me mais revestido de ignorância do que propriamente má fé. Claro que se condena o apagão desnecessário, até. Enfim, é o que temos.

Abraços!

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:

Não duvido que tenha sido por ignorância, mas houve depois má fé no apagão, de quem limpou as pistas do crime, ao invés do natural pedido de desculpas, que seria bem vindo e deixaria sanada a questão (pelo menos perante a comunidade tunante).

 

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