Portugaltunas - Tunas de Portugal

Xabregas "EAISEL"
responde a R T:


Na verdade o que está a acontecer em Espanha relativamente às tunas ao nível dos médias é mau, muitos são os que gozam com eles, transmitindo que os tunos são a escória e escumalha da sociedade, podem pensar que é muito forte o que eu digo mas na verdade a população vê os tunos todos como gente mais velha, cujas tradições estão ultrapassadas e em alguns como fascistas.

E consegue-se reparar nisso na animosidade que existe, por alguma população jovem quando se encontram ambas as partes na rua à noite.

Um dos últimos incidentes foi nas canárias, onde um tuno foi arrastado por um carro na rua.

www.eldia.es/2011-02-15/sucesos/sucesos1.htm

Um abraço

 

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Macieira .
responde a R T:

É triste o que acontece em Espanha... Só resta fazermos com que não aconteça cá, ainda assim, somos vistos como bêbados e de pessoas que nunca acabam o curso...

Aonde é que isto irá parar?

 

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R T
responde a R T:

Caros Macieira e Xa:

Sempre foi mais fácil colocar a culpabilização nos outros, é, digamos, uma forma de aquecermos a nossa consciência. Vestimos sempre - e nestas coisas - um confortável capote onde toda e qualquer responsabilidade por algo menos bom resvala sempre no dito cujo. É do ser humano, vá, nem sequer tem a ver com tunas.

Isto para dizer que a imagem que temos, nós, Tunos, fomos nós que a fizemos e somos nós que a fazemos, seja cá ou em Espanha. E essa imagem que carregamos poderia, antes, sim, ser outra. Ainda me recordo, por exemplo, que o Tuno que passeava pela Ribeira era bem acolhido pelos locais e transeuntes: bons tempos que já lá vão. Agora, sujeita-se a coisas absolutamente inimagináveis que me escuso aqui de narrar. Não será, pergunto eu, culpa...nossa?

Em Espanha a imagem que os espanhoís têm das tunas é esta mas desde há muito tempo, não é coisa de agora ao contrário do que possam imaginar. Em Santiago nos anos 90 uma tuna espanhola entrava num café na Calle Franco e acto contínuo toda a gente saía do mesmo apressadamente. Curiosamente, se fosse uma tuna portuguesa a coisa já era ao contrário.....

A grande diferença entre o caso espanhol e o nosso - e escuso aqui de discorrer a falsa percepção que a Espanha esquerdista tem da Tuna, conotando-a com a ditadura franquista... - é que os espanhoís têm muito mais tempo disto que nós, logo, mais traquejo, mais cultura tuneril, mais "calo" como se diz, para gerir a sua própria imagem em função do que se vai passando socialmente no seu meio; hoje um vídeo a gozar, amanhã um directo numa TV. Aqui, não, de todo: a tuna portuguesa não tem, no geral, nem de perto nem de longe esse mesmo "calo"; pior, quando teve oportunidade para amadurecer e engrandecer a sua imagem geral deitou tudo a perder. Hoje, colhe-se o fruto disso mesmo. Em Portugal nunca se teve a noção corporativa da tuna, como um todo, que urge preservar por todos; cada um por si e Deus por todos, chegados ao plural a coisa afunda-se como o Titanic, a pique: Eu toco bem, tu tocas bem, ele toca bem, nós tocamos MAL.....

Temos, aqui também, muito que aprender com os espanhoís. Mas como aqui temos a *u*a da mania de que nos bastamos a nós mesmos e ponto final, é evidente que levamos tanga de tudo e todos os humoristas e pseudo-humoristas deste país. Aliás, se repararmos bem, às tantas somos muito mais enxovalhados por cá do que eles por lá....

Como parar isto? Basta portarem-se à altura, todos, do estatuto de Tuno que têm. Enquanto houver paródias, casos de polícia, circos e afins não "vamos lá". Simples. Tão simples que até chega a impressionar....

Abraços!

 

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Joana Rangel
responde a R T:

Isto não é mais nem menos da imagem que deixamos passar...seja em Espanha seja cá.
Por muito que nos esforcemos ha sempre grupos/elementos que a coberto da capa metem os pes pelas mãos...e acaba por ser essa imagem que fica na cabeça do comum dos mortais...

infelizmente é assim tende-se a tomar a parte pelo todo e leva tudo pela mesma tabela.

Beijos
Joana

 

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O Conquistador
responde a R T:

Meus amigos:

viram a parte 2 deste programa?

Ao que parece, não... Ora vão lá ver ao youtube..



Abraço e

BOA MÚSICA!

(assim fôssemos tão bem tratados em Portugal...)

 

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R T
responde a O Conquistador:

Meu caro Conquistador:

Como bem sabes, melhor que eu até, esta reportagem é feita num dos poucos sítios de Espanha onde a Tuna mantêm junto das populações locais todo o seu encanto e com isso, respeito: Múrcia. Esta reportagem seria impossivel em Madrid ou Compostela, p.ex.

Ainda bem que há excepções; haveria que as transformar antes em regra.Só depende de nós.

ABraços!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Grande RT:

a questão é que a "brincadeira" inicial com as tunas - a cena de o disco tocado ao contrário conter uma mensagem satânica, numa clara charge ao boato sobre um disco dos Black Sabbath - fica completamente desfeita no final.

Mesmo o choro inicial da apresentadora - que, sem a segunda parte, parece estar a deitar abaixo a imagem das tunas - não passa de uma ridicularização das pessoas que têm medo de tudo o que desconhecem - rastas, góticos, metaleiros, mods, punks... Pelo menos, foi assim que interpretei... mas eu sou um pouco ingénuo nestas coisas... Lamentável é que a Tuna seja tratada como se fosse mais uma destas "tribos urbanas".

Naturalmente, passa por todos os "mitos" associados - o álcool, p. ex. -, mas não me parece que os tunos entrevistados levem a coisa a mal, pelo contrário: alinham e chegam a levar o apresentador para o palco - e o mesmo termina com "Mierda para la tele: quiero quedarme en la tuna!"

No fundo, até desmistifica algumas coisas e de forma irónica - "as miíudas quando os vêem fogem a sete pés (quando a imagem mostra duas raparigas babadas a receber uma serenata), etc.

Acho que não é caso para levar a mal. No entanto, fica o teu aviso inicial de prudência - que nunca é demais repetir.

Aquele abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Tiago Nogueira
responde a R T:

Tens toda a razão quando dizes que a culpa é nossa. De todos.

Quando me juntei à Tuna, conhecia pouco de Tunas no geral. Gostava do pouco que conhecia, a boa música, o espírito irreverente, a jovialidade, a alegria, ou seja, o que a Tuna mostrava.
Ao informar a família de que decidira fazer parte da Tuna, a reacção não foi a melhor. "Agora vais-te juntar a um bando de bêbedos?".
Limitei-me a convidá-los para irem à primeira actuação em que participei. No dia seguinte não falavam de outra coisa. Hoje são admiradores incondicionais e sei que os meus pais fazem questão de dizer aos amigos e colegas, com muito orgulho, que o filho deles está na Tuna. Que o filho vai a todo lado, toca em sítios impensáveis, vive situações fabulosas e faz imensos amigos e admiradores em muitos sítios.
Não sou exemplo para ninguém, nem a minha tuna o é, nem a minha família. Nem pretendo que nenhum de nós seja.
Só quero tentar com isto dizer que o que me parece que faz falta é mostrarmos mais vezes o lado bom das nossas tunas, porque todas têm algo de bom, certamente. Simultaneamente, importa mostrar muito menos vezes os excessos e erros (que acontecem em todo o lado e não só nas Tunas). Se isso acontecer, mesmo os erros serão perdoados, paternalmente, pela sociedade.
É isso que eu penso que acontece pouco. Vivemos muito fechados. Por e para nós. Se trouxermos toda a nossa espontaneidade e alegria para as ruas, as pessoas irão conhecer-nos, saber que somos boas pessoas e que damos muito à nossa terra e às nossas tradições.

Grande abraço a todos.

Adémia (TMUC)

 

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Sir Giga
responde a O Conquistador:

Ó caríssimo Conquistador,

vieste confirmar aquilo que já suspeitava quando vi a rábula postada pelo RT, nomeadamente que tinha muito mais de ironia ao modo como hoje as tunas são vistas do que de troça das mesmas. Na segunda parte fazem mesmo um esforço para desmistificar a imagem negativa das tunas.

Serviço público, portanto, e a repetir com urgência (e de modo mais sistemático e inequívoco) no nosso país, uma vez que a nossa imagem nos media não é a melhor, principalmente a dos intervenientes nos media pertencentes à nossa geração. Já tinha, aliás, dado o meu contributo para esse "peditório" (vide www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=25342)

Deixo-vos esta pérola:


 

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Denise Panamá
responde a Tiago Nogueira:

Isso faz-me lembrar quando disse a minha mãe que tinha entrado pra Tuna(na altura a MISTUNA - Tuna mista de enfermagem s. joão), ora, sendo eu madeirense, a preocupação de além de não ser "controlada" era o mundo que nunca conheceram... digo mais... que só viram Tunas no Natal dos Hospitais!!!! A preocupação dela foi: "Que tenhas juízo e não te esqueças que foste pro Porto fazer um curso!!"
Entretanto houve a fundação da Tuna Feminina e foram passando os tempos... a última vez q fui a Madeira com pseudo-condição de estudante levei o video do nosso 1º festival! gostaram e ficaram surpreendidos por ser pandeireta. Nunca me deram cabo da cabeça por isso e até ficavam contentes em o dizer por haver mais familiares que fazem/fizeram parte das Tunas da UMa.

 

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O Conquistador
responde a Sir Giga:

Grande Giga:

pois... infelizmente vê-se disto a rodos por aí.

Como censurar os que produziram esta rábula? Têm razões (não razão) para retratar a tuna assim.

A lamentável e desnecessária confusão entre tunas e praxe, o aspecto seboso e alcoolizado, a estupidez dos argumentos, a manifesta falta de cultura, a sintaxe estropiada, a fonética amolgada, o "praxatear" (grande graffitti!!!!) os caloiros e seja quem for que passe, a gabarolice bêbada e boçal... está tudo lá.

A culpa é, efectivamente, de todos nós, em maior ou menor grau.

E só quando todos - mas todos mesmo, tanto os que já fizeram como os que ainda fazem estas figuras - assumirem e reconhecerem a responsabilidade é que as coisas poderão mudar.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Joni
responde a O Conquistador:

e com duas Tunas portuguesas a aparecerem no vídeo!

Tusófona e Estudantina da Madeira

 

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Bruno Serra
responde a R T:

É por essas e pro outras que adesão dos caloiros as tunas está uns 75% abaixo da media!!! No caso das praxes, nos cá no IPB temos que assinar declarações de responsabilidade civil, quer para praxar, quer para ser praxado...

 

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Carlos "Astromar" Rodrigues
responde a Joni :

Sim...pasme-se!!Que são as Tunas per si que se têm que dar ao respeito pela sociedade onde estejam inseridas.E aqui nunca é demais realçar o papel dos veteranos!!Abraices para todos aqueles que se considerem e sejam considerados TUNOS na pura acepção da palavra.Professor Astromar-Tusófona-Real Tuna Lusófona

 

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Luís Ribeiro
responde a Tiago Nogueira:

Adémia,
Já eu não costumo ter conversas com os meus pais sobre a tuna, porque a minha mãe começa logo a pensar que eu quero é ainda mais noitadas e que perco muito tempo de estudo com isso. Já o meu pai até lhe agrada ver-me por lá pois sabe que eu gosto de arranjar novos amigos e conviver imenso e só quer que eu seja feliz. Sabe também, que para além da tuna eu tenho outras actividades e que dá para conciliar tudo se eu me aplicar.
Ainda assim, sempre fui livre de fazer o que quero, por isso não me posso queixar de todo. :P
Infelizmente, só passa aquilo que é menos bom duma tuna cá para fora. Ainda por cima, passam muitos boatos que nem têm qualquer nexo.

Quanto à tua pessoa e tua tuna, tenho que discordar, pois para mim são grandes exemplos. Aliás, a tuna que mais gosto de ver actuar é a TMUC e tenho a certeza que é a tuna de todos estudantes e não apenas uma tuna de faculdade. :)

Saudações

 

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Tiago Nogueira
responde a Luís Ribeiro:

Grande Luís,

obrigado pelas palavras simpáticas.
Só quero dizer que quem não deve, não teme. Penso que todos devemos ter orgulho em nos apresentarmos como Tunos, em qualquer parte. Infelizmente, não é assim que funciona, por enquanto, mas há-de vir a ser.
Todas as Tunas são de todos os estudantes :)
Mais uma vez, obrigado.
Grande abraço

Adémia (TMUC)

 

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