Portugaltunas - Tunas de Portugal

Gato Preto

Ir ou não ir a concurso, eis a questão!

Tem decorrido um debate aceso na secção noticiosa do PortugalTunas àcerca dos resultados de um Festival.
Iniciado nos critérios de avaliação, passou para a constituição do Júri, para, por fim, redundar em fundamentação algo vaga, mas com insinuações de vária ordem, nomeadamente no que tem a ver com convites a Tunas com as quais se mantém relações de parentesco institucional. As perguntas que deixo são; será que uma Tuna que usualmente concorre, deve-o deixar de fazer quando convidada por outra com a qual mantem relações de parentesco? Se o faz, porque o faz? Será pela defesa da transparência, ou o reconhecimento de que parte em posição de vantagem devido ao estatuto? É tradição? Porquê a Tuna madrinha não ir a concurso quando convidada pela afilhada, e a Tuna afilhada ir quando convidada pela madrinha?
Sobre o caso concreto debatido na notícia já disse que não me passa pela cabeça a ocorrência de decisões contrafeitas. Mas, a bem da coerência, isto é como a mulher de César: não basta sê-lo, há que parecê-lo...

 

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O Conquistador
responde a Gato Preto:

Ora viva:

havendo uma relação institucional entre duas tunas, por via de apadrinhamento ou irmananmento, é inevitável haver suspeitas de favorecimento.

Não importa se tais suspeitas são justas ou injustas, se têm ou não fundamento. Existirão sempre.

Perante esta evidência, deveria partir da tuna convidada (afilhada/madrinha/irmanada) a iniciativa de procurar defender o bom nome da tuna organizadora, poupando-a a suspeitas - mesmo que infundadas, mesmo que injustas - recusando participar a concurso.

Mas isto é um gajo de outros tempos a falar... e cada tuna sabe as linhas com que se cose...

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a Gato Preto:

Boas noites, Gato^Preto e Conquistador - e restantes figuras de alto gabarito tuneril nacional que acompanham saudavelmente e com conhecimento de causa esta arte do Negro Magistério.

O que posso dizer sobre a matéria é que, por vezes, passa-se precisamente...o oposto do que porventura a situação possa induzir. Já vi precisamente o tal oposto ocorrer várias vezes, porque por vezes o excesso de zelo origina situações sim, de injustiça onde, aparentemente, não seria de todo previsivel. Digo e repito sem qualquer constrangimento: Já vi e nesse contexto mais situações onde acontece o total oposto daquilo que presumivel e aparentemente seria dado como certo. O que não significa que não possa ocorrer o dito normal nessa situação.

A minha experiência - pouca, de 20 anos - diz-me antes outra coisa: Pode acontecer "favorecimento" aqui e ali, claro que sim; mas já vi muitas mais vezes o oposto, mas mesmo muitas mais vezes, por excesso de zelo. Regra geral, não acontece nem uma situação nem outra; se acontecesse algo de porventura mais desagradável ou que possa ser algo suspeito, o que vejo mais vezes é supostamente quem deveria ser o "favorecido" acaba por ser antes o mais prejudicado.

Uma nota final: O tempo, esse grande conselheiro, acaba por colocar tudo no seu sitio correcto, mais ano menos ano. Questão de paciência e trabalho e, claro, maturidade na abordagem a estas coisas aliada a um decoro quase carmelita que, tranquilamente, aliando todos estes factores, acaba por mais cedo ou mais tarde, alinhar os chakras....

Abraços a todos e muito trabalho sério + tranquilidade + decoro....

 

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R T
responde a R T:

E volto a pedir penhorado que não se associe o que escrevi antes a qualquer Festival/Encontro/Operação Triunfo/Grande Prémio de São Paulo de F1/Gala da Eurovisão/Casa dos Segredos/Ídolos/ whatever que possa porventura ter ocorrido ou venha a ocorrer ou até esteja neste preciso momento a ocorrer.....

Fica aqui o meu statement.

Abraços & Beijos!

 

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R T
responde a Gato Preto:

Caro Gato^Preto...agora lembrei-me do Grande Vasco Santana, o "Vasquinho da Anatomia", sentado na escadaria do "Retiro dos Fadistas" (penso que era assim que se chamava...) após um "match" onde dirimiu, qual Boris Becker, as "vantagens de cá" e as "vantagens de lá" com uma guitarra de fado, onde cantava qualquer coisa como "...recordo agora com saudade....", depois de declarar "morte aos fado!" e "morte aos fadistas!", desiludido com a vida a ponto de, até, querer "matar" o Fado, ele, o "Vasquinho da Anatomia"....

Isto para dizer que de facto, noutros tempos, como os que então vivemos, provavelmente as questões eram as mesmas, as mais comezinhas até, eram de facto as mesmas. Se calhar a forma de as levar é que seria diferente,não sei. Tu e eu - e outros - vimos muita coisa, seguramente. O tempo foi contudo, refinando a forma de levar essas coisas, a ponto de ambos sabermos perfeitamente que, mais tarde ou mais cedo, tudo fica no seu sitio certo e tudo acabar por ser efémero, relativizando-se sempre e mais as coisas.

Claro que haverá sempre quem conteste, quem aplauda, quem coloque em causa e quem diga que não e tudo bem, todos sabemos disso. Afinal, a costureirinha do Bairro eleita "democraticamente" como a melhor foi a saudosa Beatriz Costa, a Alice, e de "forma totalmente imparcial" pelo seu pai, o não menos saudoso Alfaiate caetano - António Silva. Este anátema é das coisas mais portuguesas que existem e desde sempre, nada de novo.

Mas até o Vasquinho teve de trabalhar para conseguir chegar ao tão desejado 20, ele que "até sabe o que é o mastoideu", calculem lá, como dizia o Caetano ao telefone contando a boa nova à sua filha Alice, quase que insinuando que estaria ele farto de saber, um comum alfaiate, o que seria o mastoideu.....

Será, nestas coisas, fazer o que fez o Vasquinho, mesmo depois de ter tentado comer o dinheiro às tias velhotas: Estudar, decorar tudo e mais alguma coisa, até a página e a editora do calhamaço de Anatomia se for caso, de forma a não deixar qualquer Jurado com a mais pequena dúvida no exame oral....pelo meio há sempre o sapateiro, o Quinquinhas e a tipoia da tourada, mas no final o que ficou foi o 20...e o mastoideu!

Abraços!!!

 

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O Conquistador
responde a R T:

E por vir a pêlo do que disseste - e cito:

«Já vi precisamente o tal oposto ocorrer várias vezes, porque por vezes o excesso de zelo origina situações sim, de injustiça (...)»

e também por se enquadrar numa das muitas perguntas pertinentes levantadas no tópico, aproveito e conto a razão pela qual a Tuna Universitária do Porto decidiu deixar de se apresentar a concurso na cidade do Porto.

Esta deliberação foi tomada no tempo em que eu era o Magister. Por essa altura (fins de 80s/princípios de 90s), as tunas estavam a ensaiar os primeiros passos. A Universitária, por força da sua maior antiguidade e experiência, era invariavelmente a vencedora dos certames locais, nomeadamente dos FITA.

Pela sua abrangência representativa (incluía alunos de praticamente todos os cursos da UP), pelo seu historial e pelo seu "prestígio" (custa-me usar a palavra) constituía uma instância em que os estudantes do Porto se reviam.

Tinha na altura qualidade interpretativa suficiente para ganhar os festivais por mérito próprio? Creio que sim - sem falsas modéstias nem orgulhos parolos o digo.

No entanto, punha-se a questão: até que ponto a avaliação está a ser isenta? Tendo em conta a diferença de experiência entre a Universitária e as restantes, até que ponto seria justa a competição? Fazendo parte do OUP e cabendo-nos por isso e, logo, por inerência histórica, a representação de todos os estudantes da Universidade do Porto, faria sentido continuar a competir?

Pensámos que não.

A nossa missão orfeónica não é estar contra ninguém, mas a favor de toda a academia. Estaríamos a ser avaliados com isenção e imparcialidade? O que estava a ser avaliado: o "prestígio" e a tradição ou a qualidade intrínseca do trabalho?

A simples ideia de podermos alguma vez "ganhar na secretaria" (perdoem o paleio futeboleiro) era-nos absolutamente intolerável.

Por estas razões decidimos pura e simplesmente nunca mais participar a concurso dentro da cidade do Porto.

Cá fica a história.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Gato Preto
responde a O Conquistador:

Boas, caro Conquistador,

Uma resposta curta e concisa, é sempre de saudar. Tanto mais quando nela se diz o que muitos não tém coragem de assumir numa vida inteira de Tuno.

Defendo que as relações inter-tunas decorram de motivos do foro institucional, nunca de amizades pessoais ou geracionais. Mais uma vez, o primado do colectivo face ao individual. Creio que há muito boa gente que os confunde. Com que objectivo?
Não sei...mas calculo...

Mas isto é outro gajo do teu tempos a responder...

Abraço

 

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Gato Preto
responde a R T:

Caro R.T.,

Não desmerecendo dos restantes posts, acho a tua alegoria fabulosa!!! Do que te foste lembrar...hehe. Tens toda a razão. No fundo tudo tem a ver com a natureza humana!

Mas, e há sempre um, não podemos esquecer que esse filme é um retrato pictórico de muitas facetas do português, do Zé Povinho que existe em cada um de nós.

O certo e dando uma achega, é que no final comeram todos e houve moralidade. O Sapateiro, o Alfaiate, as Tias, a Noiva, o Vasquinho, o Amigo (grande Manuel d'Oliveira). Que grande conluio...

Faz lembrar...aquela ganhou o instrumental, a outra já tem o pandeireta,...o estandarte já está...aquela não tem nada...o solista cantou bem? Não? Então tem que levar o Tuna+Tuna...

Mas ainda falta o Quinquinhas! Quem? Não posso com esse gajo. Esse dá-se com aqueloutro. Não ligam a mais ninguém! Fui a casa dele há uns tempos e não me ofereceu sequer um cafezito...agora que veja o que custa a sede. Bem feito!

Abraço!

p.s.-abri o tópico na esperança que ele fosse partilhado pelos jovens do Universo Tunante. Ainda ninguém opinou, mas se forem lendo já me dou por satisfeito. É que não é todos os dias que três Tunos portugueses se juntam e a soma anda à volta dos 130 anos. A idade do meu OAC (Orfeon Académico de Coimbra). Chiça!



 

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Cher -ovia
responde a Gato Preto:

Boas tardes,
Por acaso acho o tema bastante pertinente e essa dúvida de certeza que já passou pelo pensamento de muitos; ficando a moralidade da questão para quem sobre ela se dignasse a opinar. Pois a minha opinião é ambígua: se por um lado acho que era perfeitamente escusado padrinhos convidarem afilhados para concurso e vice-versa, já que se gera sempre clima de desconfiança e desconforto principalmente para os restantes convidados; por outro lado, com as boas relações que se vão criando e com a quantidade de "parentescos" novos que vão surgindo todos os anos, provavelmente chegaríamos ao ponto em que se não existissem esses convites, as tunas se sentiriam privadas de regressar, como concorrentes, a locais, palcos, certames que outrora tiveram grande importância..
Acho que uma vez mais, deve ser o bom senso (muitas vezes dificil de alcançar, mesmo com as melhores intenções) a imperar, tentando não cair no pecado do "toma lá, dá cá" ou no igualmente mau excesso de zelo.

Saudações tunantes

 

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R T
responde a Gato Preto:

"Mas, e há sempre um, não podemos esquecer que esse filme é um retrato pictórico de muitas facetas do português, do Zé Povinho que existe em cada um de nós"

Ora! Está tudo dito....!

"O certo e dando uma achega, é que no final comeram todos e houve moralidade. O Sapateiro, o Alfaiate, as Tias, a Noiva, o Vasquinho, o Amigo (grande Manuel d'Oliveira). Que grande conluio..."

Neste caso não necessáriamente. Afinal, quando o Vasquinho se revelou um Doutor a sério, já nada para trás fazia sentido. É a moral da história, afinal: Mérito.


"Faz lembrar...aquela ganhou o instrumental, a outra já tem o pandeireta,...o estandarte já está...aquela não tem nada...o solista cantou bem? Não? Então tem que levar o Tuna+Tuna..."

Está mal. Obviamente. E eu só conheço uma forma de contrariar essa postura "ecuménica": Trabalho. E Postura. Coerência. Profilaxia.

Quanto ao teu Post Scriptum, é sempre bom saber que tenho... 10 anos...loollll....!!!!!!

Abraços amigos!!!!!

 

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Gato Preto
responde a O Conquistador:

Caro conquistador,

Sobre as razões que levaram à decisão da Universitária, já falámos ao vivo e a cores.

Tenho o privilégio de ter vivido de perto a tua Tuna. Sou uma testemunha do nosso ínicio apartado e da nossa posterior conciliação, simbolizada no abraço entre os dois Antónios (o Sérgio e o Vicente) naquele que foi o mais celebérrimo "perdoa-me" de toda a história tunante, em pleno Jardim da Sereia. Antes de ser um abraço entre duas Instituições, foi-o entre as duas Academias mais importantes do País.
Por isso se falou tanto.

A decisão da recusa de concorrer na cidade do Porto, na opinião deste amigo e admirador, impunha-se. Não só pelo que referes, mas também pelo reverso. A derrota. Acredita que mais cedo ou mais tarde ela apareceria. E a Universitária não poderia, nem deveria perder. Era mau para a Tuna, mas muito pior para a vossa Academia. Não se põem os símbolos à prova.

Era como ver o Rocky Marciano levar uma tareia à porta de sua casa.

Nesta vida há postos. Respeitos e refêrencias. A Universitária é a grande refência da cultura Académica do Porto.

É evidente que muitos dos teus confundem orgulho com arrogância. Estatuto com jactância. Isto transporta ódios e liberta invejas. Deles espera-se cordialidade e responsabilidade. Não se pede humildades balofas ou sorrisos amarelos. Aos outros não se exige bajulação ou servilismo. Espera-se cordialidade e responsabilidade. Como aos teus.

A competitividade da sociedade aperta. "Tirar" pessoas para o processo assciativo é cada vez mais difícil. Mobilizar é complicado. Com qualidade é raro.
Muito boa gente que poderia ter optado por enfileirar o Orfeão, e assim a Universitária, escolhe projectos sectoriais.
Razões de várias ordem assim o determina. Uns pela vivência comum dentro da escola, outros por desinformação e, a maioria, por pressões e actividades praxísticas de "doutores da Tuna". É a lógica da Faculdade. Um bocado subversiva do ideal comum, quanto a mim

À Universitária, como Tuna de referência, nada se perdoa, desculpa ou esquece. Tudo o que acontecer, e elas estão sempre a acontecer, de menos bom quer ao nível do protocolo, quer das atitudes individuais, corresponde a um pretenso processo maquinado da "terrível Tuna". É o verdadeiro julgamento kafkiano que pulula em matilha.

Muitos dirão que a Universitária ao recusar o concurso revela receios e inseguranças. Que é uma Tuna igual ás outra e que não está acima de qualquer suspeita. Que se deve submeter ao julgado.

No resto do País, de acordo. No Porto, não. É uma questão de defesa e preservação de espólio moral de toda uma Academia.

Acredito que para a Estudantina seja duro conviver com tudo isto. Desculpa queria dizer Universitária...

Abraço

p.s. - Uma história curiosa. A EUC em tempos cometeu a "proeza" de vencer o seu próprio FESTUNA... 20 anos volvidos aproveitando a presença da T.U. de Salamanca em Coimbra, a EUC entregou o troféu à Tuna que o deveria ter recebido na altura... Dormi melhor.

 

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O Conquistador
responde a Gato Preto:

Caro Gato:

dizes bem: chegaria fatalmente o dia em que outra qualquer tuna seria considerada melhor e proclamada vencedora.

Resta saber as razões pelas quais isso aconteceria - se por demérito da Universitária, se por mérito das outras, se por ódio de estimação, se por promoção de "projectos sectoriais", como disseste, ou até mesmo por superior imposição do Magnum Consilium Veteranorum. Ou até mesmo da própria FAP, que sentia internamente a pressão das AEs das diferentes universidades e institutos cujos alunos não podiam estatutariamente pertencer ao OUP. E para muita gente seria mais importante a Universitária "perder" do que a "sua" tuna ganhar.

A imparcialidade estava, por isso, comprometida: ou por excesso, ou por defeito.

Importa não esquecer o clima "político" académico da altura...

Nunca o "perder" incomodou a Universitária. "Perdemos" nesse FESTUNA de que falas (o de há 20 anos) - e bem me lembro ainda do sprint que tive(mos) de fazer para chegar ao Porto a tempo de abrir a serenata da Queima.

"Perder na secretaria", sim, incomoda. E isso é/seria tão intolerável como o contrário.

A Universitária concluiu que não tinha de provar nada a ninguém "intramuros". Aliás, com essa decisão ficou toda a gente a ganhar: os festivais, em particular os que contavam com tunas espanholas, mas não só, passaram a ter maior credibilidade. As tunas (na altura incipientes) passaram a ter maior motivação competitiva.

A "reconciliação" entre a Universitária e a Estudantina foi por si só talvez o maior facto institucional do período do "boom". Só pecou por tardio. E agora está a pecar por não ir um pouco mais longe do que boas intenções, boas palavras e copos entre as pessoas. Não falo de irmanamentos (que em todo o caso não são proibidos...), mas de outros voos.

Já vai sendo tempo de um entendimento mais profundo entre as duas no que toca aos caminhos da Tuna no futuro. Ambas têm um peso histórico que - e dizes muito bem - não pode servir só para recolher uns cabazinhos de palmas, mas que lhes incute responsabilidades que já há muito deviam ter assumido. Ambas fizeram já muito e podem fazer ainda muito mais. Não me quero alongar mais aqui sobre este assunto.

Apesar das picardias - que, aqui para nós, tinham a sua piada - a admiração era recíproca, se bem que inconfessada :)

Aceita um abraço de um admirador de longa data e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Caros amigos Gato^Preto e Conquistador:

Percebo-os perfeitamente e de certa forma, corroboro até a sumula do que anunciam. Mas será necessário perceber-se que o mundo evoluíu, também, apesar de tudo. O que eram as nossas vetustas Academias há 20 anos hoje não o são, serão porventura outra coisa. E nessa evolução mais global naturalmente que o paradigma da tuna deve evoluir em função preisamente dessa evolução, das cartas que estão constantemente a ser colocadas na mesa. Nada disso terá até a ver liminarmente e só com "tunices", perdoar-me-ão tão ilustres Tunos o uso do termo.

E nessa evolução global claro que devemos preservar o que de bom há, havia e no sentido de continuar a existir. Claro que o respeito deve imperar, não como sacro-santidade acima do comum mortal mas sim como exemplo a seguir por outros. Será porventura a melhor forma de se ser respeitado, começar-se desde logo a dar-se ao respeito, o que por vezes não será o que ocorre, vamos todos convir. Assentar-se o discurso hoje em premissas de ontem poderá revelar-se um exercício autista, até.

A minha formação académica, até, dá um valor intrínseco extremamente importante à história. Mas com isso, ensinou-me também que a mesma história,por vezes, não raras, muitas, oferece lições para o futuro de cabal importância até para os dias de hoje. É com base nela que poderemos perceber onde erramos e com mais propriedade perceber onde não poderemos de forma alguma voltar a errar e a persistir, até, nos mesmos erros. Será essa visão histórica a que mais interessa salvaguardar, para lá das estórias propriamente ditas, pontuais, circunscritas a um determinado contexto que não é o de hoje.

Não vejo, sinceramente, o passado como sendo algo "santificado", antes sim como lição de vida, precavendo o futuro. E se calhar, se outras formas de ver o passado e olhar para o presente tivessem sido mais salvaguardadas, algumas coisas hoje nem sequer se colocariam, sejamos práticos e realistas. Cavalgar a História é importante, sem dúvida; mas quem o pode fazer que saiba como o fazer, percebendo os tempos novos que estão aí, à porta, não confundindo saudade com saudosismo. Cabe a quem tem essa propriedade moral gerir tudo isso. Ou não.

A melhor forma de lidar com os tempos de hoje será entende-los e não ignorando-os, menosprezando-os ou simplesmente fazendo de conta que estes tempos são tempos do Diabo, que devem ser aniquilados em santa cruzada contra os Hereges. Não, de todo. É preciso perceber-se o que se era, o que são hoje as coisas e dentro dos normais e naturais parâmetros de seriedade, bem fazer e cumprimento dos preceitos mais tradicionais, perceber-se o que está aí, agora, à nossa frente. Se merecer respeito o que de novo está aí, então respeite-se; afinal, o que interessa é que a Tuna, de um modo lato, exista, continue, prossiga, se mantenha. Seja com estes ou aqueles. A Tuna, não outras coisas que andam por aí travestidas de tuna.

Perceba-se uma coisa: Se algumas das criticas que fazeís acima serão, porventura, legitimas, muita da "culpa" cabe a quem deveria, a seu tempo, ter tomado as redeas de forma clara, objectiva, despreconceituada e acima de tudo, competente, prevendo até - e a História serve até para isso mesmo - o que poderia ter contecido e porventura, evitado algumas coisas que hoje ocorrem. Pensem nisso, se me permitem a sugestão....

Abraços!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Grande RT:

se conto estas histórias não é para dizer que somos os maiores da nossa rua (quando não está lá mais ninguém) nem para puxar galões históricos - nem creio que seja essa a intenção do Gato Preto.

Muito simplesmente trata-se de deixar um testemunho.

Por que razão me dei ao trabalho de explicar as circunstâncias da altura? Precisamente pela consciência de que não são as de hoje. E precisamente porque não se deve cair na tentação de se tomar hoje cegamente uma atitude semelhante porque OS PRESSUPOSTOS de hoje não são os mesmos de há 20 anos atrás.

Precisamente para que não se diga "A Tuna X fez isto, então vamos também fazer" - sem se conhecer as razões pelas quais tal atitude foi tomada.

O que nunca dissemos foi que as tunas de hoje devem tomar as mesmas atitudes porque "Só nós dois é que sabemos". Isso é que era bom :) Na minha primeira intervenção tive justamente o cuidado de dizer "Cada tuna é que sabe as linhas com que se cose..."

Pode ser que com o meu testemunho as pessoas possam afastar alguns fantasmas da cabeça e percebam de uma vez por todas que nem todo o precedente histórico se pode aplicar "tout court" aos tempos actuais.

Sendo de Letras, atrevo-me a fazer aqui uma fórmula:

Situação A + Pessoas B = Atitude C

mas

Situação D + Pessoas E = Atitude F

A que propósito é que

Situação D + Pessoas E = Atitude C ????

Não faz sentido.

O que fizemos era aplicável ao nosso tempo perante aquelas circunstâncias específicas.

Qual cavalgar a história?

Cada um pense nas suas circunstâncias históricas, se quiser. Ao invocar um precedente, veja se conhece as circunstâncias que o criaram e se as suas próprias circunstâncias são as mesmas, sob pena de andar a fazer figura de urso.

Contudo, dizes bem, há coisas que são "eternas": o "compadrio" e/ou os "ódios de estimação", por exemplo. Esses não são do meu tempo nem de outro. São sempre males que afectam a clareza de raciocínio e avaliação.

Penso que era este o assunto central do tópico. Relatei um episódio, não convidei ninguém a segui-lo.

Quanto ao teu último parágrafo, subscrevo-o na íntegra: estamos a falar exactamente a mesma linguagem.

Abraço!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Meu caro, percebi-te perfeitamente, não tenhas duvida alguma!

Abraços!

P.S. - Vou sair agora mas isto aqui na Invicta a esta hora parece Bagdad, é policia por todos os lados incluíndo pelo ar, não faço ideia porque razão seja....acho que anda aí o Obama, não sei....

Abraços!

 

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J.Pierre Silva
responde a Gato Preto:

Não vá ficar a conta áquem, entro para ajudar aos 130. Lol


Tenho apenas a acrescentar que há muito não me deliciava tanto com um tópico.
O testemunho e o fazer memória é fundamental, e ainda mais nos dias de hoje.

Estou convicto que quanto melhor se conhecer de onde vem, e as razões que subsidiaram essas viagem, melhor os tuns perceberão, hoje, como desenhar o amanhã.

Infalizmente, a determinada altura, que nem eu consigo precisar, me parece que houve uma branca, um hiato onde se deu como que uma certa amnésia ou rejeição do legado até então edificado (bem ou mal).

Muito do que vemos nos dias de hoje é resultado d euma reconstrução do passado com base no presente, ao invés da construcção do presente com base no passado - única forma de se poder idealizar o caminho que ainda há a percorrer.

Daí eu louvar os testemunhos dados, porque fundamentais para que quem é hoje protagonista, possa sé-lo capacitado de todos os dados, percebendo onde estão as virtudes do passado a serem preservadas e, por outor lado, os erros a serem evitados.
Numa sociedade que mostra enorme desdém pelos mais velhos, os abandano em lares ou hospitais, os maltrata ou tem deles a ideia de pouco ou nada terem para dar, é fundamental que os actuais tunos percebam que é precisamente no testemunho de quem os antecedeu que encontrarão pistas para fazerem mais e melhor.

O que não se pode permitir, a meu ver, são as tentativas de "talibanismo" onde se faz explodir o património histórico em nome daquela religião a que chamam "evolução", mas que não passa de evolucionismo de laboratório.

Todos nós, que temos alguns anos de percurso, sabemos que tudo evolui, mas que não se faça sobre cacos do passado, mas edificando sobre a obra feita.

Tal como em prédios históricos totalmente remodelados e reconstruídos, possam os vindouros ter a lucidez de perceber que é imperativo manter, pelo menos, a traça, a fachada, o estilo.

A Tuna é, por isso, um edifício que devemos preservar na sa esência, mesmo que o modernizando e melhorando.

Seria um feliz acaso se muitos ilustres tunos do passado pudessme um dia juntar-se para uma amena cavaqueira e testemunho informal, por exemplo num ENT.

Gato Preto, Conquistador e RT, valeu!

 

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Tiago Nogueira
responde a Gato Preto:

Boa noite,

gostaria de dar a minha opinião, como elemento dos mais novos, tal como alguém solicitava um pouco atrás.
A minha principal opinião sobre o assunto é a de que, independentemente da opção tomada (sobre a tuna irmanada, apadrinhada, etc, ir a concurso), o importante é ser imparcial. Penso que o maior problema é de raíz. Tem somente a ver com princípios. Se ninguém gosta de sentir que não foi premiado em detrimento de uma tuna que claramente não o merecia, só pode recusar-se a cair no mesmo tipo de conduta. Ninguém tem o direito de se queixar, se fizer exactamente o que critica.
Assim, resta-me dizer que a Tuna de Medicina da UC convidou no ano transacto a sua tuna irmã, a Tuna Camoniana "In Vino Veritas" da Universidade Autónoma de Lisboa, para o seu primeiro festival de tunas, o I Cantar de Estudante.
Na ocasião, o convite foi lançado para que a Tuna Camoniana se apresentasse a concurso, tendo sido aceite. Tenho a certeza absoluta que o jurado desse certame considerou a Tuna Camoniana como igual a qualquer outra tuna a concurso. Porque só assim poderíamos todos ficar satisfeitos com os resultados finais do festival. O único prémio que foi atribuído pela organização, ou seja, pela TMUC, curiosamente ou não, foi atribuído à Tuna de Medicina do Porto.
No dia 20 deste mês, será realizada a segunda edição do Cantar de Estudante e a Tuna Camoniana estará novamente em Coimbra, desta feita extra-concurso. Para nós e para eles, o gosto de partilharmos o mesmo palco será o mesmo que partilhamos fora dele, sempre que nos encontramos e que, afinal de contas, é o mais importante.
Aproveito para endereçar os meus melhores cumprimentos aos nossos amigos da Tuna Camoniana, já que o seu nome foi, acidentalmente, puxado por mim para este fórum.
Cumprimentos a todos!

Adémia - TMUC

 

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Gato Preto
responde a J.Pierre Silva:

Caro Jean Pierre,

lamento desapontar-te, mas não te tentes esquivar. Contigo acredito que rondemos os 150 upa, upa...

Concordo perfeitamente contigo. Aliás o que me motivou no elaborar do tópico, foi a presunção que, pelo que conheço dos que aqui andam, ele rápidamente se tornaria num tema livre. Bem sei que ao arrepio da admnistração.

Mas, e não levem a mal os restantes frequentadores do PT, que gosto dá este esgimir prazenteiro com os amigos das Tunas. De tantos e tantos momentos.

Como julgo que pensas igual, reafirmo o passado. Reescrevo-o como partilha. Não analiso as coisas à sua luz, mas ela permite-me opinar melhor sobre a actualidade.

Que mal faz a experiencia, se não imposta?

Falas do ENT. Com prazer estarei se assim se proporcionar. Mas deixa-me dizer que ENT é estarmos aqui. Muitos de vós, diáriamente...e partir pedra é trabalhar!

Abraço

p.s. - A amena cavaqueira penso que está aprazada, conforme estatuído no N&M. Cheguem-se à frente e digam: posso/não posso no dia tal, etc.



 

[responder a "Gato Preto"] [denunciar abusos]

Mãezinha Baco's Tuna
responde a Tiago Nogueira:

Não podia estar mais de acordo.
Aliás, na verdade, concordo com todos os participantes neste tópico.
Penso que, apesar da imparcialidade existente no júri, a restante audiência poderá criticar a organização nesse sentido.

Fico contente por saber que tal não aconteceu no vosso festival.


Avé Baco!

 

[responder a "Mãezinha Baco's Tuna"] [denunciar abusos]

R T
responde a Gato Preto:

"Falas do ENT. Com prazer estarei se assim se proporcionar. Mas deixa-me dizer que ENT é estarmos aqui. Muitos de vós, diáriamente...e partir pedra é trabalhar!" (fim de citação).

Das coisas mais inteligentes que se disseram por aqui nos últimos tempos. Mais que inteligente, evidente. Daí que, às tantas, digo eu, terão os ENT´s futuros muita coisa a colher daqui, não se percebendo porque raio se diz ser complicado arranjar temas perrtinentes, sérios e interessantes de facto. É passar, p.ex. nos artigos de opinião e de rajada, têm aí uns 5 ou 6 temas para debate de relevância. Por exemplo.

Mas regressando ao tópico propriamente dito, reforço novamente a noção de que muitas vezes - ao contrário do que se possa supôr - passa-se precisamente o oposto ao expectável. E acredito até nem ser por mal, com intenção dolosa sequer; quando falo em excesso de zelo é com a melhor das intenções, só que, como todo e qualquer excesso, regra geral tem um custo e aqui o custo quem o paga é regra geral, quem está "na boa", cumpre e porta-se à altura.

Em todo o caso, mais tarde ou mais cedo as coisas acabam por acontecer, repondo-se a verdade, se quiserem. Tudo uma questão de tempo, bastando para isso não sair da rota, manter o rumo, haja o que houver: o tempo é o melhor aliado de quem está nestas coisas de peito aberto, competente e sériamente. Ao contrário, o tempo encarrega-se de pôr a nú os outros, regra geral em momentos até inesperados, prova da sua efectiva condição.

Abraços!

 

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Gato Preto
responde a R T:

Caro R.T.,

Não sou mestre a manobrar a Filosofia. Muito menos sei andar a cavalo, longe de mim querer fazer sofrer esse animal fantástico com o peso das minhas arrobas.

Como homem das Ciências estou mais à vontade a identificar pássaros, passarinhos, passarões, aves de capoeira, de arribação e cucos. Acredita que este nosso céu está pejado de especimes que vale a pena estudar. Desde umas que voam baixo, outras que dão umas bicadas até às rapinantes, temos para todos os gostos e ds todas as cores.

Depois existem também as gralhas, as arraras, catatuas e todos os psitaciformes. Há também as pêgas.

Neste local que pisamos, a biodiversidade é regra. Desde que haja galhos para todos e se respeite o espaço ecológico pirâmidal, a coisa, com mais ou menos chilreada ou bicada lá se vai organizando.

Te garanto que até dentro do mais rebuscado postulado, nunca faltarão alpista, sementes de girassol e água para quem tenha fome e sede de sobrevivência. Aqui é cada cavadela sua minhoca.

Tudo se torna difícil quando lidamos com outro tipo de passarada. As aves raras. Não as conhecemos, nada sabemos sobre o seu habitat, dieta, instintos e origem.

Tanto podem ser o mais inocente bicho como o que utiliza o ninho dos outros para se reproduzir. Podem querer evoluir dentro do sistema ou arrepiar toda a teoria Darwinista e implementar os equilibrios pontuadas face ao evolucionismo. É chegar, ver e vencer. Usar e descartar. Afinal voamos todos da mesma maneira.

Continuo a achar que, para estes, se a tempo, ainda os conseguiremos pôr a ouvir o pio do mocho. Ele contém a experiência que só a sapiente noite confere. A sua pachorrência transformou-o num pequeno glosário, que pode ser tido como referência.

Muitas vezes lamento que não cultivem o bando. São animais que um dia tiveram de ir cada um para seu lado. Mas enquanto existirem, não abdicarão de exercitar uma capacidade que possuem. A memória.

Ao contrário do que referes, não noto muitas alterações no tamborilar do Pica-Pau. Parece-me até muito igual ao de sempre. O que há a menos, são àrvores.

Abraço

 

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Gato Preto
responde a Gato Preto:

Óbviamente que esta resposta se insere na sequencia anterior sobre os considerandos trazidos pelo nosso Conquistador àcerca dos motivos e posições da Universitária e consequentes comentários.

Por favor leiam-no no seu contexto sob pena do equívoco.

Muito obrigado

Abraço

 

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R T
responde a Gato Preto:

Meu caro amigo, evidentemente que percebi o contexto, tranquilo. Mas compreendo o teu reparo, pois estas coisas da net têm, por vezes, esse senão. E fazes muito bem, que eu por muito menos já fui lançado à arena sem ter comprado bilhete para o espectáculo, sequer....adiante!

Pois estamos de acordo e percebo perfeitamente o teu discurso anterior, muito "National Geographic" se quisermos. Mas lá está, vamos sempre parar aos mesmos sitios, mais coisa menos coisa.

No entanto, acho que nos cabe a nós, se se quiser, uma espécie de reserva moral - se a isso for chamada, até - destas coisas, o papel mais profilático possivel, tentando perceber mais do que as coisas são hoje, o PORQUÊ de as coisas serem hoje como são. E aí, meus caro amigo Gato^Preto, vamos convir que somos "Guilty as charge"; o que vejo hoje em vários capítulos são mimetismos do que se fazia antes, tão simples quanto isso. Poderemos é ter, hoje, mais coisas freak do que tinhamos antes, isso sim. mas também aí o nosso habitat comum foi então negligenciado por todos nós, mais preocupados que estavamos com os nossos umbigos e a polir os mesmos com prémios.

Até nisso se revela o perigo latente da competição doentia: Para lá de tudo que de negativo pode trazer, ainda origina algo que para mim é o pior que pode haver para o mundo tuneril: o abandono completo do espaço-comum a todos, do nosso "lebensraun", a defesa da Tuna enquanto tal e em sentido abstracto.

Competição saudável é uma coisa, isto que vamos vendo amiúde é outra, meus caros. Temos todos de ir a jogo? Sim, temos, pois se não voas ninguém te vê a voar e julga-te por isso aninhado em cima da tua árvore até ao dia em que se esqueçem que existes, que fará que voas. Ora cá está outro disparate monumental, como se voar em competição "Red Bull AirRace" fosse a única maneira de voar, a única oportunidade para voar, o voar em si mesmo e ponto final. Não, não é. E tu, meu caro Gato^Preto, sabes isso tão bem ou melhor que eu: Somos de um tempo em que voavamos porque...nos apetecia voar e não porque havia - que não havia - competições de voo picado ou de "oito cubano" ou o raio a 4 ( melhor dito, a 5, para ser mais actual...).


A questão fundamental está sempre em cada um de nós, na forma como pensamos estas coisas. Levemos tudo isto da melhor maneira possivel, que é a forma saudável de encarar as coisas. Usando uma linguagem mais competitiva, já toda a gente foi "gamada" e já toda a gente foi favorecida. Se quisermos levar as coisas ao extremo do evidente, deixo uma pergunta no ar: Que Tuna é que nunca ganhou prémios? Eu, pessoalmente, não conheço nenhuma.....


Mais: Tremendo paradoxo este em que se procura por um lado que os outros nos reconheçam nas nossas virtudes e qualidades mas por outro procura-se sempre diminuir ou anular as virtudes e qualidades...dos outros, precisamente os mesmos outros....estranho...


Abraços!

 

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J.Pierre Silva
responde a Gato Preto:

Soberba analogia (que infelizmente muitos não perceberão, precisamente porque nunca poisam no mesmo galho- e muito menso no seu (se é que têm um ou sabem qual é).

O que cito de ti é de uma profundida avassaladora, mas que quase toos preferem ignorar: "não noto muitas alterações no tamborilar do Pica-Pau. Parece-me até muito igual ao de sempre. O que há a menos, são àrvores."

Uma das coisas que mais confusão me mete (e pedia que alguém em explicasse A por B é o que há assim de tão diferente na Tuna de hoje para alguns adiantarem que muitos de nós não entendem o estado actual das coisas e a suposta evolução que ocorreu.
Será que esss tais conhecem assim tão bem o que os antecedeu para arriscarem dizer que a Tuna de hoje é díspar da Tuna de há 15, 20 ou 25 anos atrás?

Há diferenças? Certamente as haverá.
As mudanças foram para melhor? Nalguns apartados, acredito firmemente que sim, pelo menso no aspecto da qualidade musical.

Mas e no resto? Evoluiu-se, de facto?

Alguém me explique, porque isto de, volta e meia, sermos acusados de velhos do Restelo, de démodés e de não conhecermos a realidade, merece uma argumentação que não passe por atirar postas ocas.

Discordarei apenas num pequeno aspecto: os muitos que um dia voaram cada qual para seu lado, sabem a que bando pertencem, por o seu exercício de fazer memória tem crédito.
O problema são os que parecendo um bando, não passam de somas avulso onde somam subtracções.

Fazia-se melhor antes do que agora?
Não sei, duvido muito. Em aluns aspectos certamente, noutros nem por isso.
O que aprendemos, enquanto comunidade, com erros que os mais velhos cometeram?

Nós, os que levamos alguns anos mais disto, somso um repositório de experiência no erro. Pena os mais novos não terem isso em conta para evitarem repeti-los.

 

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Gato Preto
responde a J.Pierre Silva:

Caro Jean Pierre,

Quando clamas por uma explicação e por provas de A+B, digo-te que tu em ti as encontras. Já martelaste tanto este tema que já chegaste a conclusões. O que não descobriste, e creio que nunca o descobrirás, é o reconhecimento geral de uma forma explícita.

A confirmar o que digo, remeto-te para um fantástico artigo da tua autoria, no Notas&Melodias, sobre a realidade das práticas associativas no respeitante às comemorações académicas. Escreveste-o em Maio de 2008. Dois anos é uma centelha cósmica, mas é muito num percurso estudantil. Normalmente o tempo que um caloiro demora até ser aceite como Tuno.

Por um feliz acaso, fui lá dar. E comentei, como sabes. Acredita que, recém espectador da Festa das Latas 10, julguei que sobre ela escrevias.

Posteriormente, reparei na data da sua edição. Concluí que não era sobre ela a intervenção e porventura nem sobre Coimbra, Queima ou Latada.

Era de um qualquer sítio. É igual em todo o lado. E isso tu já sabes. Se o tivesses escrito anos antes não escandalizaria.

Se me custa a dar de barato e me limito a observar a queda destas Romas, com pena é certo, mas com a sensação do "perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem", já neste último reduto, o tunante, resfolego.

E faço-o com abspinhamento, se necessário. Continuo a acreditar no fenómeno.

Vejo-o como o último dos moicanos do associativismo académico ligado às artes e prestador de um serviço impagável à cultura deste País, que é o de simplesmente colocar pessoas em cima de palcos, desenvolver capacidades esquecidas ou camufladas, levar homens e mulheres a estadios onde nunca sonharam chegar. A troco de nada!

E é isto que não mudou. Porque por mais que haja quem queira derrubar, haverá sempre resistentes. Felizmente temos muitos clientes.

Mas o que é que nós, mochos, não percebemos? O que já não conseguimos entender?
O mesmo de sempre!
A submissão ao dinheiro, às grandes organizações, aos double up's bacocos e inventivos...

Não, nunca iremos perceber.

Se para os novos verberar isto é ser-se velho do Restelo, então podem contar connosco para os ajudar a encontrar um novo movimento onde se insiram...

Ideias não faltam, asseguro.

Abraço

p.s.- está a faltar reunir o bando. Mais uma vez: DISPONIBILIDADE para uma boa paparoca!

 

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J.Pierre Silva
responde a Gato Preto:

Meu caro "Black Cat",

O que eu pretendia, antes de mais, era que fossem os novos a tentarem explicarem o que entendem sobre a Tuna para colocarem nos mais velhos o rótulo costumeiro.

Quantas vezes, ao fazerms as nossas observações, nos respondem que falamos sobr euma realidade que mudou, que a Tuna actualmente é bem diferente da do nosso tempo (como se tivessem passado 100 anos e nós fóssemos alguns espectros irritantes a fazer "Huuuuu!").
Gostava que esses jovens tunos explicassem, A por B, essas "enormes" diferenças para nos remeterem à "senilidade" e acharem que o que sabemos, o que achamos, o que observamos não tem validade, como se estivessemos a falar de 2 coisas distintas e onde os "coitados dos caducos ressabiados" não têm propriedade nem conhecimento de causado que se passa, porque desligados, há muito, da real.

Obviamente que temos as nossas opiniões. Obviamente que as nossas observações, também à luz da nossa "ultrapassada" experiência, nos dão respostas. Temos opinião sobr eos porquès de muita coisa.....
mas uma coisa é acharmos, é julgarmo´s de uma certa maneira, é termos a nossa visão das coisas.........e tecermos conclusões (devidamente argumentadas), outra é o que os demais julgam e acham (muitas vezes achando que o que dizemos não é em assim).

Ora, até para não haver apenas um lado da questão é que gostava que os tais, viessem a palco demonstrar, explicar, opinar.
Gostava de ver accionado o contraditório, sob pena de, afinal, os "velhotes" até terem razão e as reacções dos novos serem meramente um infantil espernear de quem não sabe por que está contra, mas apenas sabe ser do contra.

Não queria, de todo, que se ficasse com a ideia de que apenas aos velhos cabe o ónus do saber e da propriedade, por isso é que continuo a pedir explicações e esclarecimento à actual geração, à que relativiza e menoriza os que os precederam: O que mudou assim tanto para que se diga que a Tuna de há 20 anos é assim tão diferente que impede que os protagonistas de ontem percebam a de hoje?

Os mais velhos agradeceriam, certamente, compreender a actual vivência e a actual tuna, de modo a entenderem que caminhos tomou depois deles.
Os mais velhos ficariam gratos por aprenderem e fazer como que uma reciclagem, um upgrade, com os esclarecimentos dados por quem, não lhes seguindo as pisadas, enveredou por outros caminhos tunantes - e que caminhos foram esses para que, afinal, os velhinhos mapas que ainda temos, e com que fizemos a "tuna mochilera", não coincidam com os actuais GPS que norteiam os conceitos e os rumos dos tunos de hoje.

Caro Gato Preto, nós temos as nossas referências, resta saber quais as de hoje. Que no las expliquem para podermos ter uma visão plena e não apenas uma versão mono.

Se, afinal, e por falta de resposta, o "cala conssente", então anuiremos que, afinal, os que nos olham como relíquias do passado, prontas a estar num museu de 2ª são dos tais que "falam, falam, mas.....".

 

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Mãezinha Baco's Tuna
responde a J.Pierre Silva:

Se, afinal, e por falta de resposta, o "cala conssente", então anuiremos que, afinal, os que nos olham como relíquias do passado, prontas a estar num museu de 2ª são dos tais que "falam, falam, mas....."



Bom dia :)

Relíquias do passado não direi, pois graças a Deus o vosso espírito no mundo tunante está bem presente.
Contudo, como já tive oportunidade de lhe dizer, a antiguidade deve ser valorizada e daí deveremos retirar muitos conhecimentos... soberba sabedoria. Sou igualmente da opinião que hoje em dia os jovens que entram neste nosso mundo estão um pouco longe de conseguir adquirir a sabedoria dos mais velhos... são muitos anos de "Morangos com Açúcar"... Bem dizia a minha mãe que a televisão deforma a mente...


Saudações

 

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Sir Giga
responde a Gato Preto:

Vou procurar não me dispersar, até porque há gente mais nova que se afasta um pouco quando vê tópicos do seu interesse descambarem para discussões um pouco mais filósicas. Assim, e ainda que me delicie com as mesmas - e principalmente por parte de tão distintos interlocutores - vou tentar cingir-me ao assunto principal em discussão.

Se qualquer tuna opta por não ir a concurso num determinado festival ou àrea geográfico-académica, tal diz apenas respeito à mesma e à tuna que a convida. Mais simples, impossível. Discordo, contudo, que tal deva ser por haver "vacas sagradas". Não vejo em que como a TUP não ganhar um festival no Porto constituiría um crime de lesa-academia. Até porque, na qualidade de aluno da UP, não me vejo representado cultural ou institucionalmente pela TUP, ou por qualquer outra tuna ou grupo académico. Perdoem-me a heresia.

Quanto a mim, se o certame é de cariz competitivo e não vejo conflito de interesses em nele participar nessa modalidade, tudo bem. Se no entanto entender que tal viola a "ética tunante", pondera-se outra situação com a tuna organizadora.

 

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