Portugaltunas - Tunas de Portugal

EFC_Sancas

Estudantina Feminina de Coimbra - Concerto de Apresentação

Olá a todos!

A Estudantina Feminina de Coimbra realizará o seu concerto de apresentação à cidade de Coimbra no dia 20 de Setembro, pelas 21h30 no Teatro da Cerca de S.Bernardo, no Pátio da Inquisição, em Coimbra. Estão desde já todos convidados!



Coimbra estás em sossego
Quando se ouvem os pardais
Com o correr do Mondego
A beijar os laranjais

Coimbra, terra de encanto
Onde a história já se fez
Inspiras o nosso canto
Numa lágrima de Inês


2010: um ano de datas marcantes. O ano em que se comemoraram os 30 anos da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra e as bodas de prata da Estudantina Universitária de Coimbra. O ano em que se concretizou um sonho antigo: recuperar o grupo feminino do género mais antigo no país – “As Garotas”, grupo que esteve em actividade na Secção de Fado de 1988 a 1990. Surge, assim, a primeira Estudantina Feminina em Portugal: A Estudantina Feminina de Coimbra.

A Secção de Fado sempre esteve aberta a estudantes do sexo feminino, que ao longo dos seus 30 anos têm vindo a integrar a Orquestra Típica e Rancho, o Grupo de Cordas e a escola de música. Havia, no entanto, um espaço por preencher: um grupo constituído única e exclusivamente por vozes femininas, que propugnasse o espírito da “velha academia” e as raízes da própria Secção, desta vez... de capa e saia.

O grupo fez a sua primeira apresentação no dia 1 de Maio de 2011, dia da mãe, num espectáculo de solidariedade no Centro de Cuidados Continuados do Hospital D. Manuel de Aguiar, em Leiria, apresentando-se à cidade no dia 20 de Setembro do mesmo ano.

De olhos postos no futuro, na qualidade e na inovação levamos o nome da centenária Associação Académica de Coimbra onde o sonho e a tradição nos permitirem.

 

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EUC_Capacete
responde a EFC_Sancas :

Muito me orgulho de ver este projecto de pé (literalmente)!

Pensei em desejar-vos sorte mas sorte deseja-se normalmente a quem não sabe o que está a fazer.

Independentemente do que conseguirem no futuro estão de parabéns pelo que conseguiram até agora.

É óbvio que lá estarei (estaremos) dia 20! Adivinha-se um grande espectáculo e acho que vão surpreender!

Deixo-vos um lema que não é meu: “menos conversa e mais música" apesar de sbaer que é difícil, tendo em contas as... Hum... “Especificidades" do grupo, eheh.

Parabéns a todas, uma vez mais.

 

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R T
responde a EFC_Sancas :

"Nunca um refrão de um tema de Marco Paulo - o nosso Sinatra, a ver pelo que a seguir a ele surgiu... - assumiu tamanha pertinência: "Quem vier por bem, venha, venha, também..."; Ivan Lins, por sua vez, um dia cantou qualquer coisa como isto:


"Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido"


Melhor é impossível. Está tudo aqui em cima: a pertinência, a vontade, o entusiasmo, depois a tenacidade, a alegria de ver nascer, a angustia de sobreviver, as pedras que nos colocam no caminho só porque nascemos, o cair 7 vezes e levantarmo-nos 8, enfim, todo um percurso de quem se predispõe a mandar uma pedra ao charco, muitas vezes enlameado e opaco do mainstream, bafiento e empoeirado como ele só, típico de quem tem pavor a tudo que de novo surge.


Tudo o que se propõe a começar de novo merece desde logo o meu mais profundo apreço; porque encerra a humildade dos grandes que percebem que é possível começar de novo, mais a coragem de ir contra o Adamastor costumeiro. Não ter medo de começar de novo é por si só já uma grande coisa. Tirando a maluqueira do acto em si - que não a sanidade da convicção - depois de se dar o 1º pontapé na bola é que se percebe que o jogo tem 90 minutos e ainda faltam 89 dele jogar. E já se sabe que vai haver árbitros, adversário, claques antagónicas, comunicação social, etc, a fazer tudo para que quem começa de novo desista à 1ª pantufada na canela. O que enobrece e torna Maior quem a tal se propôs; é que é muito fácil ser contratado para jogar a titular no Barcelona; difícil é criar um novo clube, do nada, pô-lo a jogar e contra tudo e todos, vê-lo um dia depois a disputar a Champions. Isso sim, é "começar de novo" com tudo de nobre que tal encerra; Aqui, não há papinha feita, não há "mama", não há "estrutura", não há nada, excepto vontade, tenacidade e muita ousadia. A lata normalmente tem um custo. Mas também pode trazer beneficio.


O clube com que mais simpatizo em todo o mundo tirando o meu é a Juventus de Turim; não por qualquer razão em especial excepto uma: foi fundado por meia dúzia de carolas num banco de jardim. Tirando o lado romântico, chegar onde chegaram parece-me um postulado de competência, persistência, querer. Começar com uma mão cheia de nada e outra vazia de tudo é, por si só, digno.


Note-se clara e efectivamente que nada obsta a quem chega a casa e tem roupa e cama lavada mais comida na mesa, de todo é esta Aventura um exercício maniqueísta: Apenas louvar e dar relevo a quem, do nada, algo de positivo consegue fazer. Just. É fácil chegar-se com tudo feito e no seu devido lugar. Porreiro. Difícil é nada ter e desse nada algo acontecer.


Dedico esta Aventura, por isso, a todos os heróis e heroínas que um dia disseram - como disseram os The The - "This Is The Day". E lá foram, em frente, com mais ou menos dificuldade, a "começar de novo", vindo por bem, claro está....."


in: asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/2011/09/aventura-da-suprema-aventura.html

 

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J.Pierre Silva
responde a EFC_Sancas :

Há aqui algo que não percebi muito bem:

"O ano em que se concretizou um sonho antigo: recuperar o grupo feminino do género mais antigo no país – “As Garotas”, grupo que esteve em actividade na Secção de Fado de 1988 a 1990. Surge, assim, a primeira Estudantina Feminina em Portugal: A Estudantina Feminina de Coimbra."

Que "género mais antigo do país" é esse que foi recuperado (o tal em actividade entre 1888-90)? Estão a dizer que "As Garotas" eram uma tuna?

Por outro lado, não percebi muito bem essa questão de serem a 1ª estudantina feminina em Portugal. Poderão, quando muito, serem as primeiras a usar essa designação, mas como Tuna e Estudantina são a mesmíssima coisa, julgo algo fora de propósito reclamarem a primazia do pioneirismo.


Não fiquem ofendidas com este pequeno reparo.

Fora isso, apenas aplaudir a iniciativa e desejar-vos muitos e continuados sucessos.
Tenho pena de não pdoer assistir á vossa apresentação, mas sugramente que terei oportunidade de vos ver noutra ocasião.
Entretanto, logo que possível, saciem a curiosidade da comunidade com videos no youtube ou facebook.

Abreijos


 

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R T
responde a EFC_Sancas :

"recuperar o grupo feminino do género mais antigo no país – “As Garotas”, grupo que esteve em actividade na Secção de Fado de 1988 a 1990." (fim de citação).

Não é liquido que assim seja. Carece efectivamente de provas documentais nesse sentido e que assim o atestem; havendo-as, agradecia, até p.f., que fossem fornecidas até para efeitos mais pertinentes e consequente situar histórico. Em todo o caso há registo em 1988 da "Tuna Maria" no antigo ISEF, Lisboa, hoje FMH, p.ex. A Tuna Feminina do OUP nasce em 1988, precisamente.

Aguarda-se então essas provas factuais, o que seria bastante interessante registar.

Bjos & abraços! E Boa Sorte!

 

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EUC_Capacete
responde a R T:

Boas!

O que sei d' “As Garotas" foi que estiveram em actividade nestes anos. Foi a primeira tuna feminina assim considerada em Coimbra. Estrearam-se em 1988 e eram constituídas por estudantes que “gravitavam" na Secção. O problema (tanto quanto sei) é que na altura não havia o amadurecimento e informação que há hoje, sendo que o seu objectivo da altura era serem uma tuna feminina mas talvez não o fossem à luz do “paradigma" actual (pareciam-se mais com a Pitagórica dos anos 80, de facto). Um grupo do género, portanto.

Nos anos 80 (penso) havia mais vontade associativa do que propriamente artística (muito menos recursos, também). Assim, “As Garotas" duraram pouco talvez porque não tivessem um rumo artístico definido/ pensado. Por outro lado, os grupos femininos da altura afirmavam-se numa academia predominantemente masculina, ao contrário do que acontece hoje: um exemplo caricato é o facto das Mondeguinas (penso que são das primeiras, mas não estou certo) ainda não fazerem coreografias de pandeireta: na altura “parecia mal" (isto foi contado por algumas delas).

Existem algumas provas documentais: uma delas é o CD “Olhar Coimbra", gravado por instrumentistas da Secção e vozes femininas, d' “As Garotas". Mais tarde veio a “Tuninha" (estas não chegaram a ver a luz do dia - Paulão corrige-me no que estiver errado, por favor). Mas a prova de facto é a gravação de um Sarau de 88/ 89 que facultarei assim que o vídeo me chegar às mãos. Se a sua curta duração faz com que não relevem é uma conversa diferente: na minha opinião relevam porque foram a primeira tentativa de criação de um grupo exclusivamente feminino na Secção e na academia de Coimbra. Desconhecia essas datas/ projectos que mencionaste e estava convencido que a TUNAF datava de 90, pelo que deverão corrigir o texto (posso informar que já está corrigido; aqui não porque não é possivel editar posts). 

De resto, por sorte, azar ou mero acaso são a primeira Estudantina Feminina portuguesa. Não vou voltar a discutir isto exaustivamente porque, e vão-me desculpar, já fede. O “corpus" e “animus" das tunas coimbrãs (e de muitas nacionais) foi lançado pela Estudantina que também não quis ser tuna na altura para assegurar que nela permaneciam apenas estudantes, o que não acontecia na única tuna académica existente em Coimbra à data. Se hoje esta distinção não faz sentido é uma conversa distinta e a minha posição é precisamente essa. No entanto penso que a melhor maneira de entendermos a história das coisas è à luz do circunstancialismo de então (e não de agora). Os motivos podem não ser certos mas existiram e é importante que sejam conhecidos (tenho uma entrevista de quase 1h30 com um dos fundadores que também posso facultar). É apenas natural que nos anos 80 não se pensasse como hoje, quase 300 tunas depois. 

 

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R T
responde a EUC_Capacete :

Caro Capacete, aquele abraço!

Antes de tudo obrigado pelas informações adicionais que deixas. São obviamente importantes para aquilo que é o historiar da tuna em Portugal, como calcularás.

Aguardo sim com expectativa essas tais provas documentais, apenas e só por uma razão lógica: atestam de Jure as coisas. Nem mais nem menos. E atestam a existência, que é a unica coisa que me interessa, pelo menos, atestar.

Quanto ao resto - se foi 1ª, 2ª, se no mês de Fevereiro de 1988 ou em Março, já estou como diz o Chencho de Medicina de Córdoba: Querer datar e precisar qual foi a 1ª tuna XPTO é a mesma coisa que afirmar a pés juntos em que dia, mês e ano começou o...Barroco.

Interessa-me o lado documental da questão. Se for a mais antiga, será; se não, não é. No big deal!

Abraços e aguardo então essas pérolas que tens, obviamente, muito mais pertinentes do que se possa julgar.

 

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R T
responde a R T:

E só mais uma pequena coisa, mormente as circunstancias temporais, ambientes específicos, tempos, vontades, etc:

Tuna é = a Estudantina. Estudantina é = a Tuna Estudantil. Desde sempre assim o foi. Foi o que concluímos aquando desta "viagem" de quase 5 anos a virar livros de pernas para o ar.....

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Caraças que me esqueci...(adenda 3ª)....

Também se trata aqui - e porque o estudo assim o ditou - de estabelecer um critério homogéneo, de forma a poder-se tratar esta temática da forma mais equidistante possível.

Não tenhamos ilusões: Em 1987 já havia gente nas Universidades, algumas privadas até, que davam os 1ºs passos, gente trajada, muito "académica" (esta coisa do "académica" em tunas causa-me, confesso, alguns calafrios....), que tocava umas modinhas (e muitas delas tocadas pela EUC, p.ex.) . Mas daí a considerar-se Tuna de facto vai uma pequena/grande distância. Atente-se à época, ao que se fazia e essencialmente COMO e PORQUE se fazia. Olhe-se ao contexto social da época. O livro que surgirá fala sobre isso de forma bem documentada e detalhada. Cautela, que nessa época as coisas era de outra forma e não se pode ver, pelo prisma de hoje, a tuna de então.

Fica esta importante visão que, quanto a mim (e co-autores restantes) é altamente pertinente para descodificar quer mitos, quer outras coisas. O critério que estabelecemos está no livro explicado e derramado: Actividade de facto, continua, existência institucional, hierarquia interna e por aí fora. Ao ler-se a dita cuja obra vai-se perceber - no caso português e até espanhol - porque razão não existiam Tunas no Século XV ou XVI, p.ex. É pela mesma ordem de razão. Mais não posso dizer senão..."abro o livro" todo.....:))))

Abraços!


 

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O Conquistador
responde a EUC_Capacete :

"O “corpus" e “animus" das tunas coimbrãs (e de muitas nacionais) foi lançado pela Estudantina que também não quis ser tuna na altura para assegurar que nela permaneciam apenas estudantes, o que não acontecia na única tuna académica existente em Coimbra à data."

Cuidado aqui. As palavras são o que são. Antes de a EUC a utilizar com o sentido que quis, tinha a palavra pelo menos 100 anos com um sentido consagrado. São livres de usar as palavras como quiserem? Talvez. Mas essa postura tem consequências.

Não pode um fulano do Porto andar a chamar F... da P... a torto e a direito escudando-se na pretensa falta de gravidade que a mesma expressão cá tem. É um insulto, é uma grosseria, quer ele queira, quer não.

O mesmo com tuna e estudantina: são uma e a mesma coisa, há 30 anos, como há 100 como hoje. Se há 30 anos lhe quiseram dar outro sentido, é lá com quem o quis fazer. Problema deles.

Não tentem é impingir a pastilha à malta. E sobretudo - tendo reconhecido a imprecisão - deveriam, digo eu, começar a fazer escola a nível interno, interrompendo o ciclo do mito, em vez de argumentar sobre um erro de precisão.

Pelo visto, continua a considerar-se que uma estudantina e uma tuna são coisas ligeiramente diferentes... Pois ainda mal: a estudiantina é que não é de estudantes, meu caro. As tunas espanholas lutaram a torto e a direito pela imposição da palavra tuna, no que foram logo seguidos pelos portugueses, para diferenciar dos grupos futricas que se chamavam... estudiantinas.

Como se vê, a história prova justamente o contrário da posição que os fundadores da EUC quiseram marcar.

Chamem-se estudantina pelas razões que quiserem. Mantenham o nome estudantina à vontade - era o que mais faltava! Não queiram é mexer na língua portuguesa, património e pátria comum de todos.

Aí, mais devagar... Tuna e estudantina são, queiram ou não, a mesma coisa.

Aquele abraço com toda a estima que saber que tenho pela EUC e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

" a história prova justamente o contrário da posição que os fundadores da EUC quiseram marcar." (fim de citação).

Precisamente. E nem calcularão muitos quantos e quantos documentos históricos provam precisamente isto.

Abraços!

 

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EUC_Capacete
responde a R T:

Caros RT e Conquistador:

Em primeiro lugar entendam que há três coisas que começo a considerar uma perda de tempo (como sempre, falo por mim). Outros darão outro valor a estas coisas (outros há que não dão valor a coisa nenhuma). É 1) irrelevante apurar quantos meses distam entre fundações ou coisas semelhantes - importante é saber situar o "fenómeno" em si temporalmente, no renascer das tradições académicas na cidade de Coimbra e por todo o país; 2) debater "ad eternum" se a Estudantina é ou não uma tuna, porque a resposta é uma e é óbvia; 3) debater se "estudantina" e "tuna" significam exactamente a mesma coisa, porque para mim a resposta também é uma e é obvia. E a resposta é sim, claro.

Posto isto:

Desculpar-me-às, Conquistador, mas creio que não entendeste o que escrevi (possivelmente não fui suficientemente claro). Aquilo que pude apurar nas longas (longas "tipo" (e detesto usar a palavra "tipo", mas não me ocorre outra) 6 horas) conversas que tive com alguns fundadores e principalmente com um deles, cujo nome não importa referir porque todos perceberão bem de quem falo, é que na Coimbra dos anos 80 não havia a documentação nem o apuramento necessários para se saber com rigor aquilo que se fazia. E talvez seja um pouco excesso de zelo confundir um erro grosseiro com uma grosseria, já que não significam a mesma coisa, como bem sabes que não significam. Não existe aqui nenhuma tentativa libertária de deturpar os significados das coisas: existe, sim uma interpretação possivelmente infundada sobre um termo que a história se encarregou de precisar e substanciar. Nada mais, parece-me.

Praticamente ninguém considera que Estudantina e tuna sejam coisas diferentes e muito menos o consideram as gerações mais novas (quem continua a considerar simplesmente não nutre nenhum interesse sobre estes assuntos nem acompanha o que se vai escrevendo e investigando). Há 25 anos atrás simplesmente não havia a facilidade que há hoje em investigar; não havia sequer documentação, ou se havia era de difícil acesso. Havia apenas a possibilidade de apurar as coisas empiricamente, na exacta medida dos escassos recursos de que se dispunha. As tunas portuguesas de então eram maioritariamente futricas e na própria Tuna Académica havia futricas (não estou a dizer que haja algum mal nisto, porque não há). E daí resultou "o que tendes visto". "Estudantina", também porque um grupo apenas de estudantes, numa altura em que a Secção de Fado remava contra a maré política em que navega a AAC e que se pretendia apartidária e apenas estudantil.

Não sei o que diriam os dicionários da altura sobre a palavra "Estudantina", mas os de hoje referem-se a "grupos de estudantes que saem tocando ou cantando". Certos ou errados (e a julgar pelo que dizem possivelmente errados ou no limite imprecisos) não devem andar muito longe do que se encontrava na altura.

Não há nenhuma "pastilha" a impingir nem a "coisa" faz parte de algum mega-plano para salvar a Estudantina da "tunomania" de então: pois se a par com o Porto são os pais dela, caramba!

Continuemos a discussão em lugar mais aprazível, no Porto à frente de uma francesinha ou em Coimbra a saborear um bom leitão. Este tópico tinha um propósito inicial e não quero, de modo algum, que se perca!

Cumprimentos a todos.

P.S: quanto à vossa obra, que aguardo impacientemente, nem restem dúvidas que serei dos primeiros a "deitar-lhe as mãos". Nunca tão pertinente foi dizer-se que quem não lê é como quem não vê. E espero honestamente que me ensine muita coisa...

 

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R T
responde a EUC_Capacete :

Capacete amigo:

Quanto ao 1º parágrafo do teu post estamos mais que de acordo!

Quanto ao restante post, apenas de deixo uma pequena mostra que está nas minhas mãos, um documento da minha colecção, datado de Setembro de 1951, no caso, Jornal "O Tripeiro".

Tem o mesmo 3 páginas. Reporta-se a uma ida da "Estudantina" a Santiago de Compostela, em 1897, com troca de ofícios entre o seu representante e o Sr. Presidente da Academia de Santiago de Compostela. Na 1º página, é chamada de "Estudantina", na 2º ora é apelidade de "Estudantina" ora de "Tuna" a mesma agremiação Portuguesa; na 3ª e ultima página o cabeçalho tem uma foto de grupo da "Tuna". Estamos a falar, aqui, da Estudantina Académica....do Porto.

Como este tenho - temos - camiões de documentos a dizer isto e mais....Se fores a Bragança mostro-te os mesmos com todo o gosto, pois irei levar comigo para quem quiser dar uma vista de olhos algumas - poucas - pastas com essa documentação.

Abraços!

 

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O Conquistador
responde a EUC_Capacete :

«De resto, por sorte, azar ou mero acaso são a primeira Estudantina Feminina portuguesa.»

Capacetíssimo:

foi esta frase tua que interpretei como querendo implicar que "estudantina" seria diferente de tuna. Pelo visto, interpretei mal.

Percebo agora que querias dizer que são o primeiro agrupamento feminino a usar "estudantina" no nome.

Serem ou não a primeira estudantina/tuna feminina portuguesa é ponto que nem me aquece nem me arrefece.

Quanto ao teu último post, nunca esteve em causa se a EUC seria ou não tuna, como há quem discuta se a Pitagórica é ou não tuna. É que nem me passa pela cabeça tal discussão - como penso que nem passa pela cabeça de ninguém minimamente normal.

Quanto a pouca informação na altura, basta que te diga que já actuei trajado e de chapéu mexicano na cabeça. E não foi só uma vez. Também não serei eu quem atire a primeira pedra neste aspecto.

Mas este erro não serve de justificação a ninguém nem pode ser invocado como precedente. Mau seria se eu pensasse: "Bom, está feito, agora não se mexe. Paciência: os magistri da Universitária passam a usar sombrero. É a nossa tradição" Cometer erros, toda a gente comete. persistir neles... é que não.

Este parágrafo não é, de forma alguma, uma "boca" à EUC, que fique claro, mas a todos os que persistem em cometer atrocidades "porque na nossa tuna sempre foi assim". As minhas fotos lá estão, para mostrar aos novos o que não se deve fazer. O que é uma outra forma de pedagogia.

Posto isto, estamos todos de acordo no essencial: venha de lá - e que fique por muitos e bons anos - a Estudantina Feminina de Coimbra!

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Gato Preto
responde a EFC_Sancas :

Caros companheiros,

O dogma do paradigma, em todo o seu esplendor!

Deus me livre. Desculpem o vernáculo: Ninguém se pode largar sem dizer o que e onde jantou.

1º - A nossa "Sancas" publicitou uma iniciativa. Deu a conhecer o sonho.
Se todos sabemos que a coisa noticiosa não se enquadra no Forum do PT, também concedemos que uma primeira vez é algo que deverá ser audaz, auspiciosa, eterna. Há que partilhar. Tomara eu...

2º - Se imprecisões descritivas, evocativas, classificativas, validações históricas e quejandas foram cometidas, sem dramas e sem necessidades obsessivas de voltar a recolocar o bijou na prateleira, faremos chegar certamente por correio ao jeito da Fargo e em detrimento da inefável FedEx, todos os conteúdos que ao nosso dispor sirvam para enquadrar a coisa...

3º - O desvirtuar do tópico, o censor à espreita, o acometer da verdade, o crime de lesa majestade necessita, a meu ver, de um novo enquadramento. Mais didáctico e flexivel. Precisa de um espaço virtual próprio. Estou obviamente pronto a discuti-lo.

Um grande e saudoso abraço.

p.s. - em tom de remoque e abrindo desde já as hostilidades, dizer que não preciso de me engalfinhar em canhanhos, para testemunhar que ao contrário de hoje, quando a EUC se formou não era de facto uma Tuna.

 

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R T
responde a Gato Preto:

Paulão amigo:

Dogma? Qual? onde?

1ª - E fez ela muito bem. Reitero-lhes o meu apoio. Retenha-se a intenção e os votos de Felicidades e Sucessos para este novel projecto que ser realidade. Podem contar com o meu apoio!

2º - E eu agradeço, como diria o Vasco Santana, "em nome da Ciência"!!!

3º - Concordo. Desviamo-nos todos do tópico.Um dos encantos da mesma "ciência": pega-se numa cereja e quando damos por ela já foi o cesto todo. Mea Culpa. Mas com a melhor das intenções.

Quanto ao teu Post Scriptum, sugiro-te então que abras um espaço próprio neste fórum para então irmos ao debate da questão em causa. Este tópico é das meninas da EFC, obviamente.

Abraços!!!!!!!!!1

 

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O Conquistador
responde a Gato Preto:

Gato, Gato...

«A rose by any other name still smells sweet.»

As SS foram fundadas para proteger a população judaica: eram as "Schutzstaffel", as brigadas de protecção... viu-se.

Os "técnicos de higiene urbana" não deixam de ser lixeiros. A Assoc. Aacdémica de Águas Santas nada tem que ver com alunos - e muito menos do superior.

Na Inglaterra joga-se «football»; nos EUA, «soccer»; na Itália, «calcio».

Suponhamos a seguinte ordem de formação destas equipas: Chelsea, Lazio, L.A. Galaxy e que todas as restantes equipas do mundo se formaram depois destas.

Passa a ser lícito a Lazio afirmar que é a equipa de calcio mais antiga do mundo?

Quem perceber um mínimo, ri-se.

Se calhar já se ri menos se for apelidado de burro e retrógrado e Velho do Restelo - e agora censor à espreita - por defender em público que «football», «soccer» e «calcio» são uma e a mesma coisa. Fica incrédulo quando ouve a notícia de que se vai realizar um campeonato do mundo de equipas de «soccer», «football» e «calcio» e que haverá uma taça para a melhor equipa de «calcio», outra para a de «soccer» e outra para a de «football». Nenhum "time" brasileiro vai participar porque só entram em "copas", não em campeonatos. Aliás, quando a FIFA (ups... esta só trata do football...) propôs a realização do evento no Brasil, foi um problema, porque eram necessárias duas organizações: uma para o campeonato, outra para a copa, e uma duplicação dos prémios, já que os times venciam copas, e as equipas ganhavam taças; depois, saber se era legítimo que as equipas entrassem na copa e os times no campeonato; por fim, era a questão do football, do calcio e do soccer. Ronaldinho Gaúcho, que jogara em tempos em Espanha, disse que não sabia se "as equipas" podiam entrar em copas, mas que "los equipos", sim, podiam - tendo aludido brilhantemente à "copa del Rey".

O Gabriel Alves perguntou a esta gente se era mesmo isso que queriam dizer... e pediu apenas que tivessem cuidado, pois há alguma gente incauta a ler, e vindo de instituições com créditos tão firmados podiam induzir - se querer - as pessoas em erro. É claro: foi logo tachado de desvirtuar a cena toda, esse grande e paradigmático censor sempre à espreita.

Já te enchi a paciência que chegasse, meu bom Gato.

Termino a minha intervenção neste tópico como comecei: desejando as boas-vindas e longa vida à Estudantina Feminina de Coimbra.

Venham de lá esses ossos - da chanfana que ainda não comemos - e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Ehehehehehe......:))))

Lembrar nesta ocasião Gabriel Alves pode assumir uma pertinência nunca vista, admito....:)))

Mas passemos, por obséquio, à Sala de Visitas ao lado, logo a seguir ao foyer, ilustres Cavalheiros, onde vos espera a mesma temática e uns "Monte Cristo" acompanhados por um excelente "Corphus" colheita de 2008. Aqui é o Salão de Debutantes das meninas da EFC. Vamos fazer a fineza, pois!

Até já!

 

[responder a "R T"] [denunciar abusos]

Gato Preto
responde a O Conquistador:

Caro Conquistador, amigo de várias lutas...

Creio que te deves rir sempre que possas. Não estamos na abadia do Umberto Eco. Antes do mais porque faz bem à saúde. Depois porque infelizmente há cada vez mais motivos para a circunspecção, para a angústia e incerteza. Se por um segundo te provoquei a distensão da tua musculatura facial, já valeu a pena...hehe.

Já nem falo nas constantes desilusões que o nosso Grémio desportivo, insistentemente nos oferece, isto futebolísticamente falando...

E pegando desde já na tua ilustração face à natureza das coisas, devo lembrar que se "calcio", "soccer" e futebol são evidentemente a mesma coisa, já futebol e futebol podem ser coisas diferentes. De facto o futebol que se pratica em Buenos Aires, São Paulo, Gaia, Tóquio, PyongYang, Ulan Bator é o mesmo porque apesar de regulamentado pelo mesmo organismo, é interpretado com a mesma paixão pelos seus actores; no entanto, o que evolui para os lados do Tio Sam terá muito mais afinidades com o Rugby...

A verdade é que não o sendo ambos são só "futebol".

O apêndice "americano" foi por nós (os do calccio, soccer, etc) imposto unilateralmente para distinguir os dois futebois diferentes.

O que é certo é que para quase 300.000.000 de pessoas, Futebol não significa o mesmo que para nós.

Pelo contrário, o Hóquei é "Hoquei em Patins" porque também existem versões em "campo" ou em "gelo". Ou seja, a questão terminológica pode e deve reflectir diferenças. Não sendo obrigatório que assim aconteça não podemos excluir essa possibilidade.

E depois temos os exemplos que ilustram que a mesma coisa pode ter origens dferentes. Será que Estudantina e Tuna foram sempre a mesma coisa? Se sim qual o porquê da diferença, já que o étimo de ambas tem origens geográficas bem próximas.

Se recuarmos uns anos, constataremos que o Andebol também teve uma evolução bem curiosa.

Sucintamente.
Começou como "Hand-Ball", praticado por 11 jogadores de campo, com a maioria das regras importadas do futebol.
Quando apareceu o "Andebol de 7" (concerteza te lembrarás desta denominação), passou a haver duas competições diferentes. Uma de "hand-ball", outra de "andebol". Sucede que quando se dá a falência da liga da variante de 11, todos os Clubes que a praticavam se adaptaram à nova vertente. As respectivas Federações fundiram-se e unificaram-se as regras. Apesar de os Clubes reconhecidos como praticantes mais antigos da modalidade continuarem a elencar no seu currículo os títulos obtidos na velha variante, em termos oficiais eles de facto não contam por se tratarem de modalidades diferentes. O Andebol de 11, sendo igualmente andebol, foi diferente do de 7.

Quando um grupo se forma, independentemente onde desagúe a sua evolução ou o rótulo que melhor lhe assentar, está sempre dependente do móbil que os seus fundadores lhe conferirem. Casos há em que uma designação carrega sentidos ideológicos, entrelinhas de consciência, tomadas de posição, desalinhamentos.

Creio que os fundadores da "Brigada Victor Jara" não mandaram nenhuma carta rogatória à G.N.R., nem os "Comandos de Minerva" pediram audiências ao Jaime Neves. De igual modo, não sei se existirá nenhuma banda de rock autointitulada "Tuna".

História à parte, as escolhas de nomenclatura podem ser sinais, recados. Será que ao adoptarem o nome "Estudantina", não estarão implicitamente a considerar que o fenómeno no qual doravante mergulham, o Tunante, não lhes preenche todos os sonhos?

Será que a inserção paradigmática e consequente reputação conferida socialmente aos Tunos não será um factor de deserção?

A voga da tendência do não me comprometas, tem a sua razão de ser. O diz-me com quem andas dir-te-ei quem és, idem. Infelizmente.

Estou certo que a escolha do nome se prendeu com questões meramente estéticas, no melhor, afectivas. Ficou Estudantina, poderia ter ficado Tuna.

O que é facto é que é a primeira Estudantina feminina do país, a chamar-se Estudantina. Porque será que todas as outras Estudantinas que se chamam Estudantina, são quase em exclusivo Estudantinas masculinas?

As coincidências existem, de facto. Apesar delas continuo a preferir glosar os factos com alguma capacidade analítica que permita relacioná-los.
No caso em concreto que ainda agora expus penso que é fácil perceber que as nossas moças reservaram para os rapazes o termo devido à fortíssima capacidade iconoclasta do termo.

Em Portugal, para uma determinada geração o termo Estudantina, não sendo interdito, significou algo mais adaptado ao exercício do negro magistério por parte de elementos do sexo masculino.
Analisar isto como curiosidade é um enorme erro. A história é construída pelas correntes de pensamento, vontades e crenças. Durante 20 anos, das 100 existentes(?)não foi constituída nenhuma Estudantina feminina que adoptasse o nome Estudantina.

Quando se alude ao censor que espreita, significa atitude, nunca por nunca pessoa. Epitetar como blasfémia o reconhecimento do momento no qual a história poderá rescrever-se é publicar memórias e fazer delas o código da praxe.

Depois da aventura da EFC, nada mais será igual. E aí por mais que se alie a história à matemática, ninguém retirará o pioneirismo à mais nova das nossas filhas.
O sinal claro que o futuro está sempre a escrever-se, e numa centelha, consta como passado.

Um grande e fraterno abraço a todos.

 

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Ana Sofia Secco
responde a EUC_Capacete :

Caro Amigo:
Só hoje me foi dado conhecer o portugaltunas.com. Aqui encontrei um comentário seu (já algo remoto) ao aparecimento da primeira tuna feminina em Coimbra, com referência à existência, sem aparecimento público, da Tuninha. Parece-me que desconhece com certeza aquilo que foi a Tuninha, embora creia que estamos sempre a tempo de repor os factos. Terei todo o prazer em lhe contar a história "real e verdadeira" do que foi a Tuninha, de facto a primeira tuna feminina digna desse nome existente em Coimbra, uma vez que fui uma das suas fundadoras e a sua principal impulsionadora. É que muito se especulou em torno do aparecimento (e desaparecimento) deste grupo, sem, no entanto, nunca se falar das principais responsáveis pelo projecto, pessoas, que por serem modestas e recatadas (ao contrário daquilo que parecia acontecer com muitas outras raparigas que "gravitavam" em torno da secção de fado e de outros grupos), nunca apareceram sob as luzes da ribalta. Estavamos apenas interessadas na nossa música, mais nada... Mas terei todo o prazer, se estiver interessado, em lhe dar as conhecer estas personagens e lhe contar como tudo aconteceu, inclusivamente como e porquê surgiu o Paulão (que parece ter conhecido e no qual confiava para lhe confirmar os factos) no meio de toda esta história. Sei que muitos outros elementos da Estudantina afirmam conhecer bem a história, mas garanto-lhe também que tal não é verdade (afirmo isto relativamente a alguns, não todos...). Também lhe posso dizer que, para além de fundadora da Tuninha, fui também sócia da Tuna Académica de Coimbra, da Secção de Fado e da Associação dos Antigos Tunos da Universidade de Coimbra - acho que tenho mais ou menos credenciais que me habilitam a falar sobre o assunto, não?;) Com os meus melhores cumprimentos, Ana Sofia Secco

 

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EUC_Capacete
responde a Ana Sofia Secco:

Cara Ana Sofia Seco:

É natural que desconheça o que foi a Tuninha já que nunca vi em lado algum uma única linha que seja sobre o assunto (e também pelo facto de à data da sua criação dever ter uns 3 ou 4 anos). E pode acreditar que não foi por não ter procurado. Nunca ouvi nenhum outro elemento da Estudantina falar sobre a Tuninha, apenas sobre as "Garotas", ensaiadas à data também por um Estudantino (mas acima de tudo um amigo) já falecido: o Paulo Saraiva (Bummy). Terei, por isso, todo o gosto em ouvir da sua boca (ou deverei dizer: das suas teclas) o que foi este grupo, nomeadamente: quando se criou; quanto tempo esteve em actividade; que espectáculos realizou; o que tocava. Se me puder responder a estas perguntas ficar-lhe-ei grato (e penso que não serei sou eu).

Cumprimentos

António Neto (Capacete, EUC)

 

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