Portugaltunas - Tunas de Portugal

R T

Da renovação dos reportórios

Disse em tempos, algo como isto:

"A hibernação criativa é, lamentavelmente, um facto. Assumir tal é positivo desde que isso provoque uma mudança. Querem provocar a mudança? Que as organizações dos certames competitivos lançem desafios às tunas participantes realmente profiláticos e interessantes. Exemplo? Simples: "Obriguem" as tunas participantes a levar um tema que nunca tenham tocado, valorizem o mesmo - desde que bem tocado e cantado - na pontuação final e verão como desata tudo.... a criar. Quebrem esta hibernação criativa usando os festivais e com isso, mudando de alguma forma, até, o paradigma dos mesmos.

Seria, para lá de inteligente, um serviço a toda a comunidade tuneril nacional, estimular por via dos certames, a criação e valorizar a mesma. Mais, ao fazerem tal iriam provocar um efeito curioso: diminuir o excesso de importância que é - erradamente - dado às "javardices cénicas da moda". Era um dois em um. Pensem nisso.... " (fim de citação)


- Será possivel usar o modelo de festival para promover novos temas nos reportórios das tunas nacionais? Como?

- Ao invés de penalizar-se a repetição, não faria sentido valorizar antes os tais novos temas (atenção, não disse originais, disse novos temas) em sede avaliativa e para o Jurado?

- O que impede tal mudança no modus operandi da avaliação festivaleira? preguiça? medo?


Qvid Jvris?

 

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O Conquistador
responde a R T:

Grande RT: directinho às tuas perguntas:

- Será possivel usar o modelo de festival para promover novos temas nos reportórios das tunas nacionais? Como?

-> Não me parece possível. Como pode o Júri saber que a Tuna X está a apresentar um tema (original ou não) que nunca apresentou antes? basta a palavra da tuna?


- Ao invés de penalizar-se a repetição, não faria sentido valorizar antes os tais novos temas (atenção, não disse originais, disse novos temas) em sede avaliativa e para o Jurado?

-> idêntica pergunta.

- O que impede tal mudança no modus operandi da avaliação festivaleira? preguiça? medo?

-> idem aspas.

As perguntas que fazes decorrem (penso eu) do facto de tu, participando em diversos festivais, nos quais te cruzas com as mesmas tunas (umas num festival, outras noutro), tens essa percepção de "monotonia" dos repertórios. Mas para um júri muitas vezes é a primeira vez que assiste à apresentação de uma tuna que tu já estás careca de ouvir.

Mesmo que a mesma tuna se apresente em edições sucessivas do mesmo festival, muda a composição do júri. Como é a este que cabe a avaliação, acaba por decidir em função daquilo que é, para o conjunto dos jurados, uma estreia.

A equação não é fácil de resolver. Isso implicaria um trabalho por parte da organização de fornecer previamente ao júri uma lista dos temas apresentados - e por tuna - ao longo (digamos) do ano anterior em diferentes festivais - ou qualquer outra solução igualmente parva.

Essa vontade de mudança devia partir da iniciativa das próprias tunas. Mas quando o material humano escasseia ou passa a depender de velhas glórias e o tempo para ensaios também... o comodismo instala-se: é fácil garantir uma boa actuação com pouco esforço.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Telegraficamente:

- Pode a organização saber, basta pedir antes do espectáculo a relação de temas que, aliás, constarão da folha a entregar à SPA para efeitos legais de execução pública, sem prejuizo de um ou outro tema ser trocado até em cima do acontecimento. Aliás, seria algo do interesse de cada Tuna, desde logo, sabendo à priori quais as regras do "jogo". Ora sabendo a org. previamente, pode o Jurado saber também tais temas antes do espectáculo começar. Mera questão de organização (e sei do que falo...).

Evidente que as repetições de reportório só "afectam" quem vê muitas tunas e muitas vezes ao ano, obvio. Por aí, pacífico. Mas tal não invalida a constatação de facto. Agora que se "jogue" para Jurados e não a favor até da própria tuna, isso já são outros "500" e responsabilizam cada grupo enquanto tal.

Evidente que a vontade de mudar deve partir das próprias tunas, nada de mais óbvio. Apenas pretendi sugerir o certame competitivo como forma de incentivar a renovação dos reportórios; há quem não precise - poucos - desse incentivo, sequer. Mas a maioria assenta no seu "burro" de 5, 6 temas e leva-os até às kalendas Gregas se for necessário. Opções. Talvez porque saibam que o "burro" que montam até é capaz de andar a galope, nos certames, claro.

A vontade de mudança que preconizo assenta em duas vertentes:a da organziação do evento competitivo e a da própria tuna em si mesma. Simples. Na prática, talvez não, admito, pois implica mudar-se hábitos - ou falta deles - já enraizados. Admito. Mas para melhor muda-se sempre, não?

Abraços!

 

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O Conquistador
responde a R T:

RTíssimo amigo:

não quero entrar numa discussão (sem fim à vista!!) sobre a) qual é a natureza dos festivais de tunas e b) o que está em causa na avaliação de uma tuna.

Partamos de um princípio teórico: um festival pretende ser uma iniciativa que proporciona convívio entre as tunas, atribuindo-se prémios em função de parâmetros como comportamento, atitude, prestação musical, etc. Desejavelmente, ao longo de toda a iniciativa.

Ora, digo eu, a tuna só deverá ser avaliada pela sua prestação (humana e musical) naquele festival em concreto. A tuna X portou-se mal no festival Y, a que propósito tem de ser penalizada no festival Z? Inversamente, portou-se bem nos festivais A, B e C, mas "urinou" fora do penico no festival D. Não deve ser penalizada?

Extrapolemos para todos os outros parâmetros - bandeira, pandeireta, solista, instrumental. Deixa de haver festival e passa a haver campeonato nacional, aferindo-se a regularidade.

Que importa ao festival Z se o solista desafinou no festival Y? Do mesmo modo, que importa ao festival A se a tuna X ganhou os festivais V, W, X, Y e Z com as mesmas músicas?

Ou se avalia a tuna naquele festival ou nada feito, digo eu.

Saudavelmente - e desejavelmente, digo eu - a necessidade de mudança do repertório devia partir de dentro da tuna. O mais que posso dizer é que essa falta de renovação parece compor o retrato de uma instituição estagnada.

A meu ver, o júri não tem de entrar por aí. Isso é do foro interno de cada tuna.

"Ceterum censeo", é importante que, a este nível, as tunas procurem reinventar-se constantemente: é bom para elas próprias e para todos.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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Carlos "Astromar" Rodrigues
responde a R T:

Premiar a originalidade dos temas e a forma como eles são tocados não é mais do que reconhecer o esforço e a criatividade de uma Tuna.Acha bom senso e proíba-se liminarmente uma Tuna de fazer constantes colagens a temas ditos não-originais.No entanto se for apresentada uma adaptação, que se note pelo menos o tal esforço ou "virtuosismo" apresentado pela Tuna.E No entanto volto ainda a bater numa tecla já antiga.E os instrumentos usados na execução músical?E as Tunas Portuguesas que se apresentam em palco a tocar música espanhola,por exemplo?Também aqui teríamos que valorizar a música portuguesa,as nossas raízes musicais o que é tradicional.

Abraços do Astromar-Tusófona-Real Tuna Lusófona

 

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R T
responde a Carlos "Astromar" Rodrigues:

Astromar, caro amigo Astromar, aquele abraço!

No entanto, cuidado com essas afirmações pois estão algumas delas cravadas de erros históricos até....

Proibir-se o que quer que seja, para lá de utópico em si mesmo, não funciona e no caso que tocas em concreto muito menos. Não vamos por aí, digo eu, porque não resulta, de todo.

Se olhares para o reportório das tunas nacionais da transição do Século XIX para o de XX provavelmente terás uma surpresa descomunal, meu caro Astromar. Músicas espanholas tocadas por nós é desde sempre, meu caro amigo, queiras ou não, gostes ou não gostes. Informa-te, se quiseres, eu ajudo-te! Quanto ao tocar-se musica tradicional portuguesa também não encontras em lado algum qualquer sustentabilidade histórica sequer para tal; mais te adianto, muitas tunas populares - que são anteriores às de carácter universitário em Portugal, friso - tocavam....música clássica, vê lá tu, e de ouvido até!

Há que desmontar definitivamente estas "teorias", "mitos", completamente errados e sem qualquer sustentabilidade ou explicação histórica:

- O Original não tem qualquer ascendente sobre uma versão, nenhum. Apenas se poderá alegar o gozo de se tocar e/ou cantar algo feito pelos mesmos, de resto, não é melhor nem pior, é diferente apenas.

- Cantar em Espanhol é tão tuneril como cantar em português. Essa é a tradição que se deve defender, a da Tuna em sentido lato, não outra qualquer que caberá a outros: a defesa da musica popular cabe aos grupos de...música popular portuguesa. E uma tuna, portuguesa, nunca foi um grupo de musica popular, mesmo que tenha popularidade....


Não sou eu que digo isto. É a história, a pesquisa, o estudo da tuna portuguesa. Que fique bem claro.

Abraços!


 

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André Pereira
responde a R T:

Penso o que o Astromar quer dizer é que deveriamos, como tunas portuguesas, valorizar mais a nossa lingua e, se possível, empreender esforços para produzirmos o nosso próprio repertório e com isso construirmos cada vez mais um legado, uma sonoridade... algo mais nosso.

Nada tenho contra as adaptações ou versões de temas de outros artistas, especialmente se essas adaptações forem bem conseguidas. Mais vale uma boa versão/adaptação que um mau original. Mas também acho que as tunas em Portugal poderiam apostar mais em originais (letra e música) ou então musicar letras de outrosm como poetas por exemplo... e o nosso país tem tanta poesia linda que poderia ser musicada.

Abraços!

 

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R T
responde a André Pereira:

Ilustre, o que dizes não é a mesma coisa que disse o Astromar, cautela.

Nada a obstar com a valorização do que é nosso; aliás, nem sequer consigo ver qualquer incompatibilidade prática ou teórica entre a defesa do que é nosso e aquilo que é a tradição da tuna estudantil e no caso em concreto. Uma coisa não anula a outra e vice-versa, ou seja, defender o que é nosso não é combater o que é dos outros; defener os originais não é combater as adaptações ou versões. E foi nessa falácia que se caiu - e pelos vistos caí ainda, erradamente - de que uma coisa combate a outra quando não, complementa.

Traduzo: Cantar em castelhano é de tuna, queira-se ou não, goste-se ou não, é o que nos diz a História da tuna estudantil desde sempre. Mas isso não significa de modo algum qualquer "ataque" ou "esquecimento" da nossa língua, poetas, autores e cantautores, de todo. Na tuna não há Tratados de Tordesilhas.

Abraços!

 

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Carlos "Astromar" Rodrigues
responde a R T:

Quer-me a mim parecer,RT,que o André entendeu as minhas palavras.Ainda que não goste da vertente essencialmente festivaleira de certas tunas acho que estas não se devem apresentar a concurso com músicas espanholas.Uma coisa é a Tuna com o seu próprio reportório musical,a sua capacidade criativa,a sua originalidade em particular.Outra coisa é uma Tuna ter um reportório mais vasto de música que se toque em ocasiões distintas quiçá mais interessantes e aglutinadoras das massas populares que ansiosamente nos esperam numa terrinha qualquer.E é aqui nestes espaços que se vê um pouco mais da nossa alma!!
Bem sei que és um estudioso na matéria,RT,no entanto não se depreenda das minhas palavras que nego as adaptações ou as músicas espanholas,antes prefiro os originais e a música portuguesa.

Abraices

 

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R T
responde a Carlos "Astromar" Rodrigues:

Ou então fui eu que te entendi mal, admito....eheheheh!

Dizes "que não se devem apresentar a concurso com musicas espanholas". Explica-me então...porquê? É que se for fora de concurso já devem apresentar músicas espanholas? Esclarece-me p.f. se a questão mora no facto de serem cantadas em castelhano/proveniência hispana ou se o "problema" reside no contexto onde são apresentadas. É que admito, estou algo "baralhado"....

E preferes muito bem, estás no teu pleno direito e nada a obstar. E note-se que eu já escravi originais, adaptações e só me falta escrever algo em castelhano, portanto, nenhum prurido "nacionaleiro" ou Iberista. Sou antes e sim, sempre fui, um defensor da Latinidade.

Preferir, preferir, prefiro coisas bem tocadas e bem cantadas. Dentro da latinidade, acho muito bem e gosto. Antes em castelhano mas bem feito do que em português e mal.

Abraços!

 

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Carlos "Astromar" Rodrigues
responde a R T:

...R.T ninguém te tira o mérito de, como conhecedor da matéria(e aí és mais iluminado que eu)teres uma opinião mais elaborada e bem sustentada.Também eu sou adepto da latinidade e gosto imenso de ver "donzelas" graciosamente bem trajadas em Tunas Femininas ou não(lol).Mas em relação à execução musical em contexto festivaleiro (e é disso que temos estado a falar)dou primazia à (boa)produção nacional,criatividade e originalidade.De contrário seria sempre vira o disco e toca o mesmo.

Abraços da capital do Reino de Portugal e dos Algarves

 

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R T
responde a Carlos "Astromar" Rodrigues:

Iluminada é a EDP, pá!!! loolll!!!!!!!

Não discuto que aches que a primazia para ti deveria ser temas x ou y, isso vai de cada um e tudo bem. O que perguntei e pergunto é bem mais claro e concreto: Que tem o festival competitivo a ver com tocar-se em português ou castelhano? É isso que não consigo perceber, onde uma coisa, supostamente (?) anula, diminui, aumenta, cataliza, potencia, whatever, a outra. É que francamente não consigo encontrar qualquer relação entre as duas coisas. Provavelmente porque não haverá, não?

Há uma certa entourage, digamos assim, que olha de lado para o que não é cantado/tocado em português que, repito, não tem qualquer sustentação histórica, apenas vai do que ouvimos repetir a alguem antes de nós e, vai daí, passa a dogma imaculado quando é precisamente o oposto. É sobre isso que falo aqui. O resto é uma questão de gosto que não discuto, como é óbvio. Para lá dos gostos de cada um, é objectivamente claro que não se é mais nem menos tuna por se tocar/cantar em castelahno e/ou português e é isso que deve ficar claro: não há, repito, base alguma lógica ou histórica que ateste isso, nenhuma.

Daí em diante, até pode uma tuna tocar dois malhões, um vira do Minho e duas xotiças (que por acaso, são de origem escocesa [ xotiça vem de scottish ]) que me é igual pois ficará sempre no plano dos gostos pessoais.

Abraços!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Grande Mestre:

a propósito do tema deste tópico - e para levar água aos nossos dois moinhos -, trago a lume a questão do EFE-ERRE-YA.

De facto, ao longo do concurso obrigou-se a uma constante renovação do repertório, o que foi extremamente saudável - além de extremamente recomendável, pois não havia quem aguentasse 13 sessões (penso que foi este o número) a ouvir os mesmos temas. Até aqui, fazes farinha.

Agora, não é menos verdade que estamos a falar de uma competição só - que por acaso durou 13 semanas, em vez de dois/três dias. Ou seja, a avaliação não levou em linha de conta o que foi feito fora desse espaço, nem fazia sentido.

Ah!, saudade...

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Pois, meu caro Conquistador....

E tal constatação leva-nos a uma outra sugestão/hipótese/cenário:

Porque não um sistema - e mecanismos para isso existem hoje em dia com facilidade - que indicassem, até online, quais os reportórios apresentados pelas tunas nas suas últimas p.ex. 5 participações a concurso? Ou seja, chegados ao Festival "Seis" (p.ex.) esta Organização saberia num ápice quais os temas que as tunas que convidaram tocaram nos ultimos cinco certames em que cada uma participou. Quem poderia centralizar essa info? Até aqui, no PTunas, se poderia fazer tal, desde que com colaboração das próprias tunas - enviando por mail essa info para tratamento aqui.

Que tal?

 

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O Conquistador
responde a R T:

Pois... as possibilidades técnicas são como os desígnios do Senhor: infinitas e misteriosas.

E se uma tuna dessas "repetitivas" for a Espanha?...

Compreendo aonde queres chegar - e concordo em absoluto com o objectivo que te propões alcançar

Mas não creio que tal deva ser implementado a nível dos festivais - sendo certo que cada evento saberá as linhas com que se cose. Se entender que deve valorizar esse aspecto, muito bem. Se não, nada vejo de criticável.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Obviamente que é uma mera e simples sugestão, como é bom de ver. Cada uma faz como bem entende. Depois recolhe os méritos ou não do que faz, obviamente.

Abraços!

 

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R T
responde a Carlos "Astromar" Rodrigues:

De todo, meu caro! E se ainda fosse "provocação" seria das mais saudáveis possiveis, seguramente! (às outras já não lhes dou sequer tempo de antena...)

Abraços!

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:

O que os certames precisam, em termos de júri, é o mesmo que precisam as nossas escolas no que concerne a docentes: estabilidade.
Certames que apresentam, sucessivamente em edições diferentes, jurados diferentes, ñão garantem estabilidade alguma, nomeadamente neste apartado em causa.
Defendo, obviamente, que qualquer certame deve manter 2/3 dos seu júri fixo, em vez d emudarem o elenco quase por completo todos os anos.
Não apenas isso garante que quem avalia está totalmente familiarizado com o modelo e os critérios definidos (maior familiarização), mas também que o exagero da repetição de repertórios a metro (sempre iguais ao fim de 5 ou 6 anos, ou mais), por melhor que sejam interpretados, penaliza quem recorre a esse expediente, valorizando-se a novidade (conquanto tenha a devida qualidade, claro está).
Dir-me-ão que, ao cabo de umas quantas edições, é difícil manter o mesmo elenco de avaliadores. Muito certo. Mas é então aí que se pode ir fazendo a renovação dos jurados (também importante, por uma questão de coerência), ao fim de umas quantas edições (algo que se pdoe fazer gradualmente).

E se os jurados fossem escolhidos como conhecedores do meio, e os regulamentos promovessem a valorização do que é novo, estou seguro que muitas tunas, acomodadas ao seu "vir ao disco e toco o mesmo" (por melhor que fosse, veriam a sua vida andar para trás e sentir-se-iam na obrigação de trabalhar, em vez de fazem repertórios pro empreitada que depois duram e duram como as pilhas Duracel.

Uma coisa é, no meio de temas mais recentes, meter uns sucessos do passado - isso todos apreciamos, agora ver e ouvir mais do mesmo anos a fio é desesperante e, para alguns jurados (ond eme incluo), motivo de alguma "penalização", quando a par são apresentados temas de qualidade que são fruto de trabalho recente, pro parte de quem não se acomoda.

Contextos há, em termos musicais, e onde não há esta competitividade, em que os grupos estão continuamente a trabalhar coisas novas.
Já sobre isso tiv ocasião de escrever em tempos, e a pergunta é a mesma: uma tuna com o seu repertório pronto, que o mantém em palco (nomeadamente festivais) durante 4 ou 5 anos, tem andado a fazer o quê nnos ensaios? Não é isso desperdício de tempo, pedagogia da monótona repetição daquilo que está continuamente a ser tocado?

Venham os primeiros regulamentos a penalizar a repetição sucessiva de alinhamentos, que a Tuna só teria a ganhar com isso, pois que bem sabemos que arte e engenho não falta para criar e fazer coisas novas - a que o público aficionado ficaria, certamente, agradecido.

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

É por aí, grosso modo, meu caro Pierre, sem dúvida alguma.

Por outro lado, o argumento de que "pois mas os Jurados mudam sempre de festival para festival" sustenta a tal inércia na criação de temas novos para juntar ao reportório. Eu até percebo contingências mais, digamos, técnicas - é mais fácil tocar-se o que se sabe e toca faz tempo do que arriscar em coisas mais frescas - mas o que já não entendo (ou por outra, entendo muito bem..) é o exagero completo em se cavalgar o mesmíssimo reportório desde praticamente a fundação da tuna.

O corriqueiro "Hino" admite-se, o hit da mesma que lhe confere quase uma "brand" até aceito e concedo e porreiro, pá. Agora, tudo igual desde o século passado ou início deste é que, francamente, parece-me negativo, mude jurado, público, cidade, país ou continente. E digo isto até pelo ponto de vista da própria tuna em si mesma - já desconto o publico na China não ser o mesmo daqui e vaí daí, tudo é novo para os chineses, claro está. Trata-se apenas de fomentar alguma criação, que por si só fomenta acção -e não inércia - lança desafios dentro de portas, procura potenciar o que se tem, mexe com a tuna internamente. O pressuposto é, pois, o mais profilático possivel. Agora é obvio, pode-se montar um reportório de 5 temas e levar o mesmo até às Kalendas Gregas, claro que pode.

Abraços!

 

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