Portugaltunas - Tunas de Portugal

Gato Preto

Critérios de avaliação, ou a eterna discussão

Ainda estou habituado ao velho formato do PT...mas este é muito mais prático.

Em tempo de aniversário do meu Grupo, fui ao Tágides e retive duas notas.
A primeira foi de facto a capacidade fantástica que uma Tuna tem quando se propõe a fazer fusões. Refiro-me obviamente à prestação da anTUNiA com Vânia Fernandes, um momento altíssimo que merece o destaque em qualquer tempo ou lugar. Parabéns e guardem bem o desidrato. Valeu a pena para contar aos netos...Muito
bem!

A segunda foi o critério de avaliação. Sendo eu elemento "retirado" da EUC talvez não me fique bem advogar em causa própria, mas como Tuno sempre entendi que "a falar é que a gente se entende" e que mais vale soltar a opinião do que andar a cochilar bocas pelos quatro cantos do fenómeno.

Musicalmente falando, não me escandalizaria este resultado, já que todas as Tunas cumpriram com o esperado, e aqui o critério passa a ser unica e exclusivamente da responsabilidade do Jurí e do respectivo sentido estético de cada jurado que o compõe.
A partir do momento em que no critério estão previstas menções e destaques individuais, nomeadamente, lugares à bandeira, à pandeireta, ao solista e à peça instrumental, a coisa já pia fino.

Este assunto é recorrente e muitas vezes já se chegou à conclusão que o destaque máximo atribuído em prémios sectoriais não significa forçosamente a vitória no Certame.
De igual modo, também é dado adquirido que um Festival e suas determinações não se resumem apenas ao palco, especialmente quando o conjunto das iniciativas presupõem actividades igualmente a concurso e integradas no programa oficial.

Se poderei conceder que uma Tuna, seja ela qual for, mesmo ganhando dois de quatro prémios de palco, poderá ainda assim nos restantes dois, no caso concreto bandeira e solista, ter estado mal ou inclusivamente nem se ter apresentado, o que julgo não ter sido o caso, (o passado mais recente afere bem da qualidade dos solistas da EUC), já se torna díficil conseguir perceber que além da sua prestação em palco com os referidos dois prémios, sendo pandeireta e instrumental plataformas basilares de qualquer Tuna, reforço, tenha sido igualmente considerada a melhor na Noite se Serenatas, a melhor na Tarde do Desfile, ou pasacalles, e o galardão mais alto não lhe tenha sido atribuído.

Tenho para mim que um Festival de
Tunas não é só um festival da canção.
Também o é, de facto. Mas é (deve ser) mais. Se quem avalia percebe muito de canções e pouco de Tunas não deverá ser chamado a decidir.
Ou então dever-se-á pedir aos organizadores que expliquem bem o que pretendem do seu próprio Festival, ou ainda, no limite o que é que faltou a uma para chegar ao nível da outra.
É que os 17 Kg's de história que orgulhosamente flutuam há já 27 anos pelos cantos do planeta, jamais serão substituídos por um qualquer pano colado a um pau.

Um abraço

 

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Tiago Nogueira
responde a Gato Preto:

Caríssimo,

antes de mais, um grande abraço!
Como elemento também já retirado, respondo-te de forma totalmente desprendida e apenas para alimentar saudavelmente a discussão.
Como dizes, este assunto vem sendo discutido de tempos a tempos.
A minha humilde opinião é a de que os critérios de cada festival têm apenas de ser claros. Não raras vezes se esclarece que o prémio de Melhor Tuna consiste no somatório da pontuação atribuída para cada prémio individual. Pacífico. Outras vezes, porém, é atribuído de forma independente dos prémios individuais. Pacífico na mesma. O mais lógico, quanto a mim, é uma mistura das duas hipóteses, considerando-se o somatório dos prémios individuais e adicionando-lhe algo mais que possa não estar abrangido pelos ditos prémios. Digo isto porque me parece que todos estaremos de acordo que, ainda que os itens avaliados para prémios individuais sejam os mais importantes para uma Tuna, não é menos verdade que existem muitos mais pormenores para além disso que nos podem fazer valorizar (ou desvalorizar) uma Tuna.
Quanto à questão da ponderação da prestação de uma tuna fora do palco, penso que já não será uma discussão tão tranquila. Aí, a minha sincera e humilde opinião é a de que muitas vezes essa parte da prestação de uma Tuna é menosprezada. No entanto, como dizes, e bem, penso que está muito dependente do ponto de vista da Tuna organizadora e do que pretende para o seu festival.

Um abraço para todos e boa música!



P.S.: Estais novamente em grande e com força, certamente que muito mais prestações de alto nível se seguirão! Parabéns!

 

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R T
responde a Gato Preto:

A dita eterna celeuma. Ou não.

Contrariando a minha própria convicção pessoal, vou abrir, contudo, uma excepção, sobre a temática em causa apenas e só por uma simples razão: Pedagogia.

Mas antes sou forçado a deixar umas quantas Declarações de Interesse que devem embeber a posterior palestra que deixarei de seguida, tentando ser o mais objectivo possível:

1) O que irei discorrer é universal e abstracto, logo, não é pontual e concreto face a algo, alguém ou alguma situação ocorrida, pontualmente ou concreta até;

2) Por tal, não é resposta a nada nem a ninguém; apenas e só subsidia a tal noção geral e abstracta;

3) Resulta a mesma abaixo de 3 pilares essenciais sobre a temática do certame: a Histórica, a Empírica e a Pedagógica, no sentido de como deveria ser ou, em oposto, como não deve ser.


Posto estas 3 Declarações de Interesse acima, vamos à tal conversa que tanto engasga:


Resulta-me claro que toda e qualquer conversa sobre certames e seus critérios (ou falta deles) de avaliação e sua aplicação ou não faz lembrar, por analogia, a actual questão e debate sobre os Feriados a abolir e no que toca ao objectivo com tal, a suposta melhoria de produtividade. Ora, como qualquer estudante universitário já concluiu, a questão da produtividade nada tem a ver com o corte de 4 feriados mas antes e sim com a organização do trabalho no seu todo. Ou seja, uma falácia achar-se que cortando 4 feriados o país vai produzir mais: não, não vai. Pior, vai antes abrir brechas na sociedade (que dizem os católicos e os ateus/agnósticos, que dizem os monárquicos e os republicanos e por aí fora), o que significa uma situação algo caricata, que se resume a um pior a emenda que o soneto. Uma trapalhada monumental.

O actual cenário quanto à questão avaliativa em certames de tunas é em rigor a mesma coisa, uma trapalhada monumental. Ora porque a maioria não se rala sequer com isso, proporcionando o livre arbítrio, ou porque os poucos que se ralam fazem as coisas pela metade (no máximo) ou então mal, definitivamente mal por inconsequentes; Que adianta ter um Jurado supostamente xpto se depois não há critérios aplicados? Que interessa ter critérios para aplicar se o Jurado não os conhece e/ou não quer sequer conhecer? Que interessa ter um jurado xpto e critérios no papel se a própria organização se está nas tintas para tal efeito causa/consequência? Se resumirmos ao mínimo denominador comum, a pergunta que fica por responder é só uma: A quem interessa, afinal, que haja efeito causa/consequência na acção do Jurado e por sua vez, da organização de um evento competitivo? Interessa às competidoras? Todas? Ou só a algumas? A alegoria tão porreira do são como asas de andorinha enquanto dura o Verão passa por si só o tal atestado de que se lixe assim, tout court, à acção de um Jurado de um certame de tunas, que, como todos dizem, é uma %u201Cfesta do caraças%u201D e siga haja bicas de finos à borla? Se assim é, então para quê competir-se???? Para quê a competição??? Para quê arranjar-se motivos para?


Temo que a resposta seja algo similar à da questão dos feriados e corte de alguns ditos cujos: Uma trapalhada monumental.


Já se viu de tudo, vamos convir: Desde coisas sérias, bem feitas, até a disparates absurdos a lembrar os Jogos Sem Fronteiras só faltando o grande Eládio Climaco a fazer o relato da entrega dos prémios no final. A amplitude é enorme, muito maior, por exemplo do que no caso espanhol, mais uma vez. E falo aqui no caso espanhol porque o nosso modelo de certame, também no plano avaliativo genericamente, é copia do modelo espanhol, mais adaptação menos adaptação, que por sua vez, foi buscar traços dos certames do tempo do Franquismo, demasiadamente sérios, com regras espartanas e quase militares, à porta fechada e sem publico. Sendo a passagem da tradição um efeito dinâmico, parece óbvio que ao chegar-se ao boom tinha-se de se ir, como foi, beber a algum lado também no que toca a reuniões de tunas; não é isento a tal a existência então de muitos mais encontros de tunas do que festivais: não se sabia como fazer, logo, copiou-se no vizinho ao lado, como em 90% daquilo que somos.

Deixando de lado quem não se rala minimamente com estas questões (e asseguro-vos que alguns ditos de grandes certames que por cá ocorrem são o paradigma desta postura de relax total onde o livre arbítrio do momento é O critério) porque entendo serem casos perdidos por génese (quem não se rala é porque não está preocupado com, logo, a preocupação de terceiros é despiciente; quem lá vai sujeita-se, ponto período) vamo-nos focar então nos que se ralam realmente com estas questões e só, apenas. Há quem goste de se sujeitar. Porreiro. Mas também há que não goste de se sujeitar.


Um certame competitivo tem de ser sério antes, durante e depois; ninguém se pode dar ao luxo de ser apenas sério em duas destas 3 etapas, sequer, que fará só em uma, que regra geral é a do antes. Ninguém. Por falar em ninguém, ninguém está acima de suspeição, não há certames imaculados apenas e só pelo nome que carregam e todos os certames são muito bons até a dia em que deixam de o ser; estas noções básicas devem estar na mente de todo e qualquer organizador e participante de eventos sérios, não dos outros, e que o são apenas e só porque cumprem e têm em mente estas noções.


Antes: Publicidade dos critérios; a ignorância dos mesmos não pode aproveitar a ninguém. Mas para isso eles têm de ser previamente difundidos junto dos destinatários. Previamente não é dois dias antes, é mesmo com antecedência. Devem os destinatários ler os mesmos e pronunciarem-se, até, junto da organização, antes, sobe duvidas que possam ter; não é crime algum fazê-lo, bem pelo contrário, evitar-se-ia muita cena chata à posteriori, se repararem. Curioso é quando alguns ficam chateados por previamente serem abordados por alguma parte interessada, numa espécie de %u201Cés bem vindo, toma lá os critérios mas calado, sugadito, nem bufas, que se bufares tas lixado comigo%u2026!%u201D : Já aconteceu, acreditem se quiserem.


A composição do Jurado é trabalho prévio, sério mas prévio (e prévio não é 5 minutos antes do certame começar procurar no público alguém para: já aconteceu, fica também a informação). Agora, prévio mas sério, não basta uma coisa só: de que serve convidar-se 5 pessoas 5 meses antes do evento se essas 5 pessoas nada percebem do que vão fazer? Aqui o erro é colossal e no caso português: são inúmeros os certames (e dentro dos que se preocupam supostamente com estas coisas) que falham redondamente neste importantíssimo apartado, cometendo um dos erros mais em voga que se podem cometer, achar-se que colocar um Tuno é igual a colocar no Jurado alguém que percebe de tunas: Falso, redondamente falso; a mera condição de Tuno não atesta a condição de avaliador, como saber conduzir não serve para dar aulas de condução e/ou código e por aí fora. Este erro, hoje, de Lesa Tvnae, afecta muito mais os resultados finais do que a inclusão do Presidente da Junta no Jurado; é que este ultimo não enferma do erro clássico de achar-se entendido em Tunas, erro crónico de todo e qualquer Tuno; pode enfermar de todos os erros mas deste ultimo, não. Pior, há quem coloque caloiros de tuna em Jurados; sim, já aconteceu também. E claro, deu barraca.
O Antes assenta nestes dois pilares: Publicidade dos critérios em disputa e elevada escolha dos componentes do Jurado, sendo que estes devem perceber o que está em causa, aceitando ou não compor por essa razão, o dito cujo painel de avaliadores. Assim, diminui-se a margem de erro de forma objectiva. Não vale a pena sequer dizer o oposto porque é impossível provar tal.


Durante: O Jurado deve, durante, aplicar claramente o que consta dos critérios previamente difundidos e amplamente conhecidos por parte de todos os intervenientes. Bem como devem as tunas concorrentes saber claramente ao que vão, porque lá vão e quem irá avaliar o que irão fazer. Devem saber estas últimas que estão sob avaliação e que a mesma tem regras, critérios e itens a cumprir, caso assim o queiram. Sim, há tempo de actuação para cumprir. Não, não se deve fechar o pano a ninguém se há%u2026.tempos de actuação para cumprir; é para isso que serve a regra do tempo, não para mais nada, caso oposto não estaria em sede regulamentar esse item. O tempo de actuação é para gerir o espectáculo em si mesmo, serve à organização acima de tudo e todos; não pode, pois, servir ao Jurado como arma nem às Tunas como artifício. O Durante implica sensatez de todos os intervenientes, cumprindo claramente com o acordado antes por todas as partes. Uma espécie de Pacta Sunt Servanda graciosa e não uma imensa javardice travestida de festa onde ninguém é responsável por nada ou coisa alguma sendo certo que ninguém sabe igualmente porquê.


Depois: Cumprimento claro do que os critérios definiram, aplicando-os ponto a ponto se for caso. Um jurado decide colegialmente, é bom recordar aqui; mas também é bom recordar que o colegialmente só se aplica se o Antes for cumprido no que toca à qualidade dos seus componentes: caso oposto pode a decisão dita de colegial ser tudo menos colegial: Já aconteceu também.
O Depois baseia-se sempre e invariavelmente no Antes e é moldado pelo Durante; Se o Regulamento do Certame diz p.ex. que o mau comportamento de uma tuna pode levar à desclassificação da mesma pela Organização, se o Jurado até escolheu essa mesma tuna como vencedora do 1º Prémio e a Organização comunicar a desclassificação desta mesma à luz do Regulamento no seu apartado disciplinar, então é para desclassificar e ponto final: Sim, já aconteceu também e neste caso vi tal na 1ª pessoa. Há claramente uma relação entre o Regulamento do evento e os critérios avaliativos do certame (e recordo aqui a enorme confusão titânica que há entre Regulamento e Critérios, prova inequívoca e obvia do tremendo laxismo em que se cai nestas matérias). Regulamento é uma coisa, Critérios Avaliativos são outra; estão, podem estar, relacionados entre si mas são coisas distintas e até subsidiárias.


É da articulação destes 3 momentos capitais que se afere do resultado, logo, validade prática daquilo a que se convencionou chamar de Organização: triste é ver resumida essa noção à montagem de umas bicas de finos e a umas barraquinhas de shots misturados com dois ou três walkie talkies a pavonearem-se nos corredores dos teatros. Não, eu não chamo a isso Organização de certame de tunas, isso é outra coisa qualquer. A noção de Organização que nem 10% dos certames nacionais têm, real, concreta e objectiva é muito mais ampla no tempo e no espaço e que não se resume ao fácil, simples e rápido e muito menos aquela coisa tão portuguesa do fazer em cima do joelho. Não, isso não é Organização de coisa alguma, isso é coisa de mestre de cerimónias em pista de circo que se limita a dar sequência a algo que é sempre a mesma coisa e seja o que Deus quiser que o equilibrista até é Russo e tudo, portanto, há-de correr bem, se o Arcebispo Ortodoxo de Leninegrado assim o permitir. E é esse há-de correr bem, essa aposta clara no escuro (bela metáfora esta%u2026), essa liturgia do imprevisível, esse deixa andar que isto no final entre mortos e feridos a coisa compõe-se ou não que define tudo, que define quem é o quê, que define objectivamente o que interessa e o que não interessa, em suma, que define qual é o dia em que aquele dito bom certame deixou de o ser. E ao contrário também. Pena que, neste ultimo caso, sejam muito poucos, mesmo muito poucos. Lá está, o que interessa é que haja finos á borla, não é??? Tudo está bem quando acaba (o barril) em bem.


Uma ultima reflexão: Não se invente nestas coisas. Dá mau resultado. Se não sabem perguntem a quem sabe, não é vergonha alguma perguntar; vergonha é não saber, inventar-se e depois fazer-se figura de urso/a, escusadamente.






 

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R T
responde a R T:

Errata:

Onde se lê acima

Um certame competitivo tem de ser sério antes, durante e depois; ninguém se pode dar ao luxo de ser apenas sério em duas destas 3 etapas, sequer, que fará só em uma, que regra geral é a do antes.

deve-se ler no final

regra geral é a do depois.

 

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J.Pierre Silva
responde a Gato Preto:

Caro Gato e demais leitores,

Serei mas expedito que o RT.

Sobre Juris e Jurados: notasemelodias.blogspot.pt/2008/11/notas-sobre-jris-e-jurados.html

Sobre o único modelo avaliativo comprovadamente sério e isento:

notasemelodias.blogspot.pt/2007/11/notas-sobre-festivais-de-tunas-ii.html

e

notasemelodias.blogspot.pt/2008/06/notas-sobre-avaliao-de-festivais.html (neste podes fazer download dos critérios e da tabela em excel).

Em síntese: é o único modelo do género em Portugal que toma um Certame por aquilo que é, não o reduzindo ao palco.
Há 2 júris e apenas 1 pessoa (o presidente) que é comum, garantindo maior isenção.

O segredo está, obviamente, em saber escolher os jurados (pessoas que percebam de Tunas, de facto, e também de música).

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

Pierre:

Não é o teu modelo o unico modelo comprovadamente isento e eficaz; antes outros modelos avaliativos existiram sendo que poucos desses foram e são eficazes e isentos.


Bem sei não ser a tua intenção mas convém em abono do rigor dize as coisas tais como elas são!

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Adenda:

E também contemplam o que se passa fora de palco; aliás, em cima relatei a dado passo uma situação de desclassificação por mau comportamento; Ocorreu em 2000, e foi presenciada por mim. Logo, estamos conversados.

Abraços!

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:

Caro RT, contemplam, mas nenhum de forma integrada como o que acima mencionei., e tu bem sabes disso.

Bem sabes que não tem forçosamente de ser a melhor tuna em palco a ser a melhor do certame. Mas é sempre assim, mesmo que nem tenha participado no resto ou feito quase nada fora dos 25 min de auditório.

Volto a dizer que modelo justo, para certames com avaliação para além do palco é o que referi. E os critérios, esses, são claros e não dão espaço a para-tunisses nenhumas.

Mas, lá está: não basta um bom modelo e bons critérios, seja onde for, se não houver bons jurados.

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

Pierrão, não, de todo, contemplam e de forma integrada, posso afiançar com toda a segurança; a metodologia - outros 500 - é que é distinta; no conteúdo está tudo inventado faz décadas, meu caro.

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Note-se, o método que preconizas é eficiente, e sim, sei sê-lo. Mas contudo e em abono do rigor e da verdade, não é o 1º método de avaliação que preconiza de forma integrada o fora e o em cima do palco, longe disso.

Abraços!

 

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Carlos "Astromar" Rodrigues
responde a Carlos "Astromar" Rodrigues:

Aliás...Só falta serem as Tunas a concurso, imporem a quem as convida um jurado a gosto!!Proponho um casting dos jurados feito pelas tunas!!...

 

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R T
responde a Carlos "Astromar" Rodrigues:

Meu Caro Astromar, aquele abraço!

Receio que não estejas de todo a falar para mim, nem exclusiva nem inclusivé. Até porque o tópico não fala sobre estar-se de acordo ou em desacordo com a existência de certames competitivos, logo, haverá da tua parte alguma precipitação na resposta que dás e que, certamente, te fará reconhecer o lapso.

Mais adianto, não vejo - porque nunca vi - qualquer maniqueísmo ou incompatibilidade sequer entre a existência de encontros e festivais. Servem, cada um deles, propósitos distintos em tudo aquilo onde, naturalmente, se assemelham.

Conviria, talvez, refazeres, por isso, a tua resposta, digo eu. Estamos a falar aqui de alhos, não de bogalhos.

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Ainda assim, quero-te relembrar que eu sou do tempo, daquele onde nem sequer existiam certames, tirando um ou dois. Para mim não é, seguramente, a tua resposta.

Abraços!

 

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Carlos "Astromar" Rodrigues
responde a R T:

Quase me convenceste,RT!!...E não me refiro à diferença entre Encontros e Festivais.Essa sei eu de cor e salteado.Agora a discussão eterna de quem deve ser júri ou deve ser premiado ou merece este ou aquele prémio é mais a praia de certos "iluminados" entre os quais eu orgulhosamente não me incluo!!...Ainda assim "limito-me" ao que vou conhecendo sem sobrancerias!!
P.S Se reparares bem ambos os temas estão interligados,mas enfim...

 

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R T
responde a Carlos "Astromar" Rodrigues:

Caro Astromar:

Não escrevo nem para te convencer nem para convencer ninguém. Para esse peditório já dei faz tempo. Escrevo, basicamente, porque me apetece.


Já cá faltava a treta do "Iluminismo", vamos convir. Sim, meu caro, como se se saber, estar por dentro, conhecer, fosse quase uma doença infecciosa, algo a evitar por pernicioso. Seria engraçado não estivéssemos todos a falar entre estudantes universitários: alegre incongruência, vá. Nada de novo. Sobranceiro já é aquele que, não sabendo coisa nenhuma julga tudo saber e depois mete água. Sim, já aconteceu, já que falas em sobranceria.

É pá, quanto ao resto, são opiniões. Compreendo essa tua - vossa - aversão ao concurso tuneril e estás no teu direito. Julgo ser mais interessante ainda a coerência entre palavras e actos, assim sendo.

Sim, estão interligados. Mas neste tópico em concreto, não. Portanto, se porventura alguém quiser aprender alguma coisa sobre o tema, sigo sem sobranceria alguma que tem aqui por onde aprender. Comigo não, que eu não percebo puto destas coisas.

Abraços!

 

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R T
responde a R T:

Não sei se fizeste uma pergunta directa no teu ultimo post. Vou presumir que sim e que foi algo como isto:

Qualquer pessoa pode ser/compor um Jurado de tunas?

Respondo-te humildemente: Poder pode. O resultado final é que será na estrita medida da competência de quem o compõe. Será o mesmo que colocares o Messi a desenhar pontes ou então colocares o Edgar Cardoso a ponta de lança do Barça.

Abraços!

 

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O Conquistador
responde a Gato Preto:

Pois será como "Vossências" dizem... mas não me convenço.

Quando se fazem os convites para um festival, penso eu que se convida aqueles organismos que, na ideia da organização, correspondem a um determinado conceito de tuna - certo ou errado, mas a um conceito de tuna. Um qualquer. É indiferente.

Se é assim, espartilhar as tunas convidadas num sem-fim de critérios... a que propósito?... É preciso colocar-lhes rédeas e esporas para fazer delas tunas? A pessoa que fez os convites devia ser despedida. Liminarmente.

É um festival ou uma acção de formação?

E que raio se vai afinal avaliar? A tuna ou a capacidade que o grupo demonstra em cumprir critérios?..

Quem aceita participar, tem, antes de mais, de decidir se se encaixa no perfil dos restantes convidados ou não. Se acha que há grupos convidados que não se enquadram no que é uma tuna, então deve recusar amavelmente o convite. Se o não faz, tem de se preparar para "perder" para panos de cozinha, saltimbancos, roupas interiores e calçado desportivo.

Gestão de expectativas. É tudo.

Se vejo o grupo A e o convido para o meu festival, é natural que o grupo A pense que é considerado "tuna" pela minha organização. Mas que é considerado "tuna" tal como é e se apresenta, não como os critérios, por mais abrangentes que sejam, o determinam.

Se a organização convida X, Y e Z para jurados do festival, tem de saber por que os convida. É que o grupo A está à espera de que o jurado seja entendido no que está a avaliar. Para avaliar ouro, chamo um ourives. Para avaliar o sucesso comercial de uma música junto dos adolescentes, não vou ao lar de terceira idade de S. Cricalho de Baixo.

O grupo A pensa:

-nós somos uma tuna;
- nós fazemos assim, assado, cozido e frito;
-fomos convidados para um festival de tunas;
- em princípio, àquela organização não incomoda nada que façamos assim, assado, cozido e frito;
- fomos desclassificados porque assámos, cozemos e fritámos;
-a tuna que ganhou foi a que grelhou...

Ora porra. Para que nos convidaram?

É esta a pergunta que importa fazer no fim do festival. À organização, claro está. Só para efeitos estatísticos.

A objectividade absoluta só é possível eliminando o factor humano. Para isso, basta um só jurado, que introduz os parâmetros todos num PC - e do outro lado sai a criança.

O júri não serve para fazer graxa aos patrocinadores nem para colocar nomes sonantes no livrinho do festival.

O júri não é incompetente. Incompetente é quem nomeia o júri. A culpa é inteirinha da organização.

Mais importante do que definir critérios até à exaustão, o segredo está em escolher bem os jurados. E isso é responsabilidade da organização.

Se é preciso verificar o cumprimento de critérios, então só é preciso perceber de critérios, não de tunas.

E, assim, qualquer pessoa pode pertencer ao júri de um festival de tunas. Basta perceber de critérios.

Desculpem, meus bons amigos: não posso concordar.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

Boas, Conquistador!

Retenho acima - mormente a tua declaração de interesses que respeito, naturalmente - duas frases:

"O júri não é incompetente. Incompetente é quem nomeia o júri. A culpa é inteirinha da organização.

Mais importante do que definir critérios até à exaustão, o segredo está em escolher bem os jurados. E isso é responsabilidade da organização." (citei-te)

Certo. Não poderia estar mais de acordo. Acabas até por ir ao encontro do que protagonizo: a redução do risco de erro nas sucessivas etapas em questão; é que elas existem, senão vejamos:

Para quê ter-se um Jurado bem escolhido se depois estão à vontade para fazerem o que quiserem e não para cumprir com critérios?

Para quê ter-se critérios se o Jurado não os aplica, atirando com as folhinhas para debaixo do banco onde se senta?

Para quê ter-se um Festival de Tunas se não se quer assumir a sua vertente competitiva como deve ser? Porque não fazer então um simples encontro? Mais coerente, não?

Meu caro, nisto trata-se tudo e somente de uma questão organizativa - aí coíncidimos, certo -e da forma como se quer - ou não - prestigiar uma tuna e seu evento competitivo. Temos vistos casos de autênticos suicidios, de hara-kiri à grande e à francesa. Depois temos aqueles néscios que querem, julgam saber e depois dá barraca - os que não aprendem, só ensinam, vá - e depois temos aqueles - poucos - que se esforçam para manter a devida coerência entre etapas.

Se se faz certame competitivo está-se a abrir o livro: Jurado sério com critérios pré-definidos e claros perante todos e sua aplicação efectiva no mesmo momento. O problema é que uma coisa tão simples custa - pelo que vemos - imenso a concretizar na prática. É pena dar-se prioridade na importância à maquina dos finos e não a estes, vá, pormenores...

Just like that. É isto que distingue um bom certame de um qualquer certame. Digo eu que, repito, não pesco nada disto...

Abraços!

 

[responder a "R T"] [denunciar abusos]

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