Portugaltunas - Tunas de Portugal

R T

A prática e a teoria tuneril.

Boas tardes.

Muitos falam, hoje - e em tom de critica negativa - face aos que teorizam (prefiro antes o termo pensadores, mais fiel ao que se trata, aqui) a tuna; alguns destes apontam o dedo aos praticantes tout court, com muita acção e pouco pensar sbre a mesma acção (critica devolvida). Neste ping pong pergunto se:

- A prática e a teoria são assim tão inconciliáveis?

- Acusar a teoria pela teorização em si mesma não será prova de ignorância? Ou de inveja? Não se escudará no estandarte da mera prática aquele que nada sabe da teoria?

- Serão os praticantes todos néscios? Ou, pelo oposto, por serem meros praticantes - e nada teoricos, portanto - são esses os mais habilitados, "casta superior tuneril" até?

Quem quer entrar nesta maravilhosa - suposta - dictomia?

Aguardo!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Tenho para mim, mas posso estar errado, que uma teoria é uma série articulada de hipóteses.

Sendo assim, uma teoria é uma proposta de solução/resolução/explicação para algo que, verificando-se na prática, não pode ser demonstrado através de dados ou elementos concretos.

Por exemplo, ninguém sabe quando nem como o nosso cérebro adquire conhecimentos; ninguém sabe quando nem como surgiram as línguas humanas. Para isso mesmo é que há teorias: verificamos que o nosso cérebro possui conhecimentos e que usamos uma língua para comunicar. Como ainda não é possível fotografar todos os processos cerebrais nem viajar no passado, colocamos uma série de hipóteses que nos parecem lógicas. Ou seja, criamos uma teoria.

Que dizer então sobre a ida à Lua? Nunca ninguém lá tinha ido. Não existindo uma prática, construiram-se teorias sobre como fazê-lo.

Ora isto permite-nos para já chegar a uma conclusão: não há teoria que não parta da constatação de uma realidade - concreta, ou pelo menos sentida como tal. Por exemplo, em Bizâncio (actual Istambul) debateu-se em tempos se os anjos eram homens ou mulheres. Sendo que a existência de anjos era indiscutível, não faltou quem teorizasse sobre essa "realidade". Tanto que a linguagem quotidiana incorporou a expressão "discutir o sexo dos anjos" quando se quer referir a uma discussão sem qualquer utilidade prática.

Temos então duas espécies de teorias: as que debruçam sobre o que existe (teorias do conhecimento, por exemplo) e as que se debruçam sobre o que poderia existir (ida à Lua ou o sexo dos anjos).

Vamos falar sobre a segunda: as teorias que versam sobre "o que poderia existir se..."

Estaremos todos de acordo sobre o seguinte: antes de existirem tunas não havia tunas.

As tunas eram uma possibilidade antes de serem uma realidade.

Teóricos das tunas só conheço dois: Zabaleta, o organizador da "Estudiantina Española" de 1878, e Dionísio Granados, o fundador da "Esudiantina Fígaro".

E são teóricos da segunda espécie: "se eu juntasse x bandurrias, y guitarras, z violoncelos, n pandeiretas, b cantores.... podia dar uma coisa engraçada": teorizaram, portanto. Experimentaram, verificaram, corrigiram... mas partiram de uma teoria.

Não podem ter partido da prática, uma vez que - se ainda se lembram - antes de haver tunas não havia tunas...

Agora, se me dão licença, vou contar uma história - replicada vezes sem conta de norte a sul do país nas décadas de 1980 e 1990.

A cena passa-se em Arribas de Baixo.

Arribas de Baixo é uma cidade relativamente próspera, justo orgulho dos arriba-baixenses, que elegeram um filho da terra para o Parlamento. Os fundos do II Quadro Comunitário de Apoio foram sabiamente aproveitados para construir um IP que liga Arribas de Baixo triunfal e rodoviariamente ao mundo conhecido de então.

Há empresas na região. Os empresários querem - e muito bem - criar um pólo tecnológico que, pela inovação, permita potenciar os produtos da região. Funda-se uma escola superior, subsidiada pela associação comercial arriba-baixense; o nóvel deputado (eleito pela maioria) mexe uns cordelinhos, canalizam-se fundos estruturais, contratam-se professores em Coimbra, no Porto e em Braga. No ano lectivo seguinte inaugura-se o Instituto Politécnico de Arribas de Baixo. Descerra-se uma placa com o nome de uma "Insselência", um "Doutor" que ainda não o foi (nem será), com bandeirinhas de Portugal, da CEE (ainda não era UE) e os símbolos da Associação Comercial e Industrial, do IEFP, do FEDER e outros. O senhor bispo da diocese benze as novas instalações. Tudo pronto a cheirar a novo e a reluzir.

Tudo fruto da teoria segundo a qual uma instituição de ensino superior na região ajuda a fixar população, dinamiza o comércio e produzirá inovação.

Começam as aulas. Os novos alunos querem (e muito bem) mostrar a sua futura condição de doutores.

Mas há um inconveniente... é que em Arribas de Baixo nunca houve traje académico...

Então há duas soluções: ou se adopta o que já há noutro lado (Coimbra, por exemplo) ou se cria algo de raiz.

No primeiro caso, há cópia. No segundo, há invenção.

Ora os arriba-baixenses (os antigos e os novos) têm justo orgulho no folclore da região. Querem um traje que os diferencie e mostre qual a sua proveniência. Toca de arranjar um traje "ab initio".

E aqui começam as teorias: uns acham que deve ser amarelo; outros, que deve ser esverdeado; uns acham que devem usar faixa azul à cinta,; outros que não.

Apresentadas AS DIFERENTES TEORIAS sobre qual o melhor traje, decidem por um, que passam a envergar com orgulho.

Ouvem falar de tunas. Outro problema, porque nunca antes tinha havido tuna em Arribas de Baixo. E agora? O processo é idêntico.

Começa o "deve ser assim"... Ora isto é, nada mais, nada menos do que TEORIA. Posta em prática, e nada havendo que a desminta ou contrarie, a teoria legitima-se pela própria prática, que, por sua vez, foi legitimada pela teoria...

E temos uma pescadinha de rabo na boca.

Esta é a história de 99,999999% das tunas actuais.

Eu entrei numa tuna que tinha uma prática alicerçada em pelo menos um século. Quem a teorizou foram pessoas muito mais inteligentes do que eu.

Quer isto dizer que não teorizei? Mas é claro que sim.

Mas o curioso desta história toda é o seguinte: só teorizei enquanto estive na tuna; depois de sair, comecei a estudar a tuna como fenómeno, e, por isso, a deixar de teorizar... Curioso contra-senso!

Quem é afinal o teórico? O que , como eu, seguiu uma prática, ou aquele que criou/inventou tudo de raiz?

Como dizia o devoto de N. S de Caravaggio: "I o têóricu sô eu? Eu é qui sô o têóricu?"

Os teóricos estão dentro das tunas, não fora delas. Cá fora estão os estudiosos: quem estuda fá-lo a partir de factos. Confronta as teorias com os factos e... ou os confirma, ou os desmente.

Que os teóricos saibam aceitar quando os factos desmentem e desmontam todas as teorias. Mas nao. Eles nem sabem que são teóricos...

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

«Os teóricos estão dentro das tunas, não fora delas. Cá fora estão os estudiosos: quem estuda fá-lo a partir de factos. Confronta as teorias com os factos e... ou os confirma, ou os desmente.» (citei).


Toda a tua brilhante, once again exposição em cima fez-me recordar, caso verídico, aquela localidade que, estando geograficamente situada entre Arribas de Cima e de Baixo, foi referendar qual o traje a usar doravante e em R.G.A. De facto, mais teóricos que os que Estão e Fazem - bem ou mal - não haverá.

A tua exposição, mais do que mera teorização é, acima de tudo, o desmontar de mais uma série de mitos absolutamente inconsistentes. Não irei maçar com o desmontar dos mesmos, até porque em cima está tudo claro. Vou é mais adiante:

Compreendo que quem pratica somente se esteja realmente nas tintas para tudo o resto, incluindo os que estudam a Tuna. Okapa. O problema nem é esse, falo por mim que dispenso púlpitos, spotligths e quejandos. O problema é outro: É a fuga para a frente apenas e só porque não se quer reconhecer que se está errado, que se está a fazer mal.

E quando não se quer assumir o erro e/ou reconhecer que há quem prove que é assim ou assado, ainda por cima neste mundo tão sapiente que é o das tunas e seu conhecimento, onde o empirismo bate qualquer estudo, reflexão ou catrapázio publicado ou por publicar (já repararam que estar numa tuna é neste particular e mesma coisa que estar numa juventude partidária, não só se fica automaticamente habilitado a tudo e mais alguma coisa como ainda por cima confere, por Divina Concepção, quiçá, um ascendente inquestionável de sapiência, a caminho da Assembleia da República, o limite, pois) torna-se evidente que o resultado final é uma equação que não anda muito longe da formula «Militância Activa X Inveja Anos de Tuna Matriculas no Ensino Superior sobre Parvoíce e Ignorância Cultivada = Sou-um-Tuno-logo-sou-prático-e-por-isso-sei-mais-que-qualquer-livro-ou-teoria-reiterada-e-histórias-da-carochinha-que-não-interessam-para-nada-na-vida-tunante-real.». Vindo de um servente de trolha admite-se; de um estudante Universitário chega a ser tristemente divertido.

É que, caso não se tenha ainda percebido, o que ontem praticou e hoje estuda a Tuna (e já nem falo daquele que ainda pratica e estuda a tuna, como é o meu caso p.ex., provando assim de forma clara o que afirmo) passou, por óbvio, pelas fases todas, de forma completa; assim, pode confrontar o empírico da sua vivência com o que o estudo factual prova e demonstra. Já o oposto é precisamente o que não ocorre; aquele que pratica procurar o estudo sobre aquilo que faz, sobre a condição que é, de Tuno. E é aqui que reside a monumental falácia de quem rotula quem estuda a Tuna como teórico. Já os raros que estudam a Tuna e ainda praticam a mesma são o quê, assim sendo? Fiquei curioso com o adjectivação a dar-se. Calculo que seja parvo, prá aí.

Já disse antes e volto a repetir: Ser-se Tuno não confere por passe de magia by Harry Potter qualquer sabedoria sobre a Tuna, saber sobre a Tuna; Nem N. S de Caravaggio consegue operar tal milagre, asseguro. É importante praticar a Tuna, sem dúvida alguma, e eu que o diga. Mas a prática, aqui, não confere direito algum no que toca ao Saber sobre a Tuna. Quanto muito confere um passaporte para o ridículo, espalhanço ao comprido e consequente triplo mortal para a cretinice.

O sócio de Ouro do «Passarinhos da Ribeira» que devora futebol desde os infantis aos seniores, vai a jogos fora, tem o pack SPORTV completo, com e sem HD, que colecciona as cadernetas de cromos da 1ª Liga desde o remoto ano de 1989 não está, por isso, habilitado automaticamente a jogar futebol na sua equipa do coração e muito menos a treinar a mesma. Pode-se praticar á brava, de manhã á noite, viver a Tuna a 200%, dormir trajado 15 dias seguidos e com o bandolim a servir de almofada, que nem assim consegue fazer com que tais nobres posturas canalizem Saber sobre o que está a fazer-se. Não há volta a dar.

É por esta razão, a somar à minha falta de pachorra crónica para com parvoíces, que nem sequer quero ler certas burrices que se propagam por aí, nos grupitos de Facebook e quejandos. Quando esse acidente ocorre, o que é raro, normalmente acabo por ter de pressionar a estrelinha que está ao lado de «notificações» e depois volto a pressionar na última opção que surge: «sair do grupo». Não é por nada, é mesmo por vergonha e pudor; a última coisa que quero é confusões: Não sou Norte Coreano, que são aqueles que acham que são os únicos que sabem e os outros todos são burros. Eu também pratico, suprema ironia.

 

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O Conquistador
responde a :

"Chapéus há muitos"... já lá dizia o Vasco - aka "Vasquinho da Anatomia".

O interessante é constatar a facilidade com que um chapéu se transforma em tampo, contrariando as leis da gravidade.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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R T
responde a O Conquistador:

A inveja é realmente uma coisa feia. Mas mais do que feia é cretina quando excretada por imberbes. Que se tenha inveja sabendo do que e porque invejar já é feio que baste; agora invejar quem sabe (apenas porque sabe) sendo-se um profundo ignorante, aí já é Bocagiano. Só posso desejar as melhoras.

Abraços!

 

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O Conquistador
responde a R T:

Mais feio quando é produto interno bruto de gente já com barba na cara.

Enfim, é o que temos.

Havia uma música do Sérgio Godinho.... Ai, como era o título? Caramba... tenho-o mesmo aqui na ponta da língua... fogo, é que estou mesmo farto de a conhecer... falava de uma Rita... Ah! Já me lembro "Põe-te em Guarda" (Balada da Rita)

Entre outras coisas, diz o seguinte - que me faz lembrar tempos de "jeunesse" e andarilhismo :)

"Galguei caminhos de ferro (põe-te em Guarda)
palmilhei ruas à fome (põe-te em Guarda)
dormi em bancos à chuva (põe-te em Guarda)
e a solidão não erre
se ao chamá-la o seu nome
me vai que nem uma luva"


"Andei com homens de faca (põe-te em Guarda)
vivi com homens safados (põe-te em Guarda)
morei com homens de briga (põe-te em Guarda)
uns acabaram de maca
e outros ainda mais deitados
o coveiro que o diga"

"E um dia de tanto andar (põe-te em Guarda)
eu vi-me exausta e exangue (põe-te em Guarda)
entre um berço e um caixão (põe-te em Guarda)
mas quem tratou de me amar
soube estancar o meu sangue
e soube erguer-me do chão"


"Veio a fama e veio a glória (põe-te em Guarda)
passaram-me de ombro em ombro (põe-te em Guarda)
encheram-me de flores o quarto (põe-te em Guarda)
mas é sempre a mesma história
depois do primeiro assombro
logo o corpo fica farto"

Também podia ser "Depois do primeiro prémio / Logo fico catedrático".

Enfim, já devia ter idade para perceber que é preciso pôr-me em guarda, porque a facada vem sempre de onde menos se espera.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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J.Pierre Silva
responde a O Conquistador:


Conheço muitas teorias e muitos teóricos que são precisamente, vejam só, os que se dizem "práticos".
São aquele(a)s alegres e joviais tunos que vivem a Tuna a 200% (e muito bem) e que à falta de conhecimento (muito mal) sobre aquilo que vivem (a lembrar certas palas a ladear os olhos) inventam TEORIAS sobre o porquê de tudo e mais alguma coisa, tanto sobre tunas como sobre Praxe.
Por isso tantas teorias sobre a origem das tunas, os instrumentos, o que é uma Tuna, trajes, músicas, ritos, etc., que se revelaram, afinal, não mais do que uma caterva de falsidades e de mitos que todos professam com uma devota fé que tem por vezes tanto de radical como de ridículo, tanto de fezada como de ausência de verdade.

Não percebo pois essa dicotomia "Teóricos Vs Práticos", nomeadamente quando alguns auto-denominados "práticos" (ou semi-teóricos - denominação tão estranha quanto absurda), os tais do "porquessim", os que condenam quem sabe, são precisamente aqueles que defendem, pasme-se, que uma Tuna que toca sentada não é Tuna (e chegam inclusive, a patrocinar desclassificação em certame, alegando esse motivo, ou pondo caloiros a avaliar Tunas - uma "prática" de rigor e excelência para alguns, baseada numa qualquer "teoria" evolucionista).
São esses que depois vemos em sites, em fóruns ou à mesa do café, a opinarem com belas e rebuscadas explicações, dando numa de doutos e assentando a sua verborreia no "dizem", no "ouvi dizer", ou no primeiro texto que apanham na Net.

Tal como já foi dito, conheço alguns estudiosos, investigadores que aliaram à sua experiência de muitos anos o desejo de conhecer e compreender o fenómeno Tuna.
Infelizmente, também há nas Tunas gente que, como o Relvas, quer equivalências só porque bebe umas bejecas, anda na Tuna e ganha uns prémios em certames.

É certo, também, que quando certas verdades "vêm ao de cima", contrariando tradições de 3/4 de mês, o mais fácil é mesmo fazer de inquisidor e queimar na fogueira quem disse que a terra girava em torno do sol.
"Práticos" são afinal os "teóricos" que tudo justificam com a sua doutrina do "porquessim".

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

E depois temos aquele(s) que escrevem às 5 da matina e cito-o(s), bêbado(s),a defender não sei muito bem o quê pois só se percebe o que e quem querem atacar. Aí, rapaze(s) ao menos façam-na bem feita; é que enm para isso tens(tendes) habilidade alguma.

Abraços!

P.S. - "Barca Velha", de qualquer ano. Até para se ficar ébrio decentemente é preciso ter-se alguma classe. No limite, "Chorpus" ou "Quinta do Portal" sempre reserva, claro.

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:

Uma outra coisa que não deixa de ser caricata, além de chegar a ser absurda, é quando alguns alegam que estamos muitos desfasados no tempo, que não conhecemos a realidade e a Tuna de hoje.
Chegam, notem bem, a sugerir que temos de assistir a festivais, ir a mais certames, ir beber uns copos com as Tunas/Tunos (e até a ir a ensaios), porque só assim passamos a compreender, na prática, como correm as modas e como são hoje as coisas.

Chega a ser tão parvo, não chega?
Como que então para se perceber a Tuna de hoje temos de ir vê-la nos festivais?
Infelizmente é verdade, o que enferma um mau sinal: que a Tuna se resumiu a isso, (não só, mas) também porque desconhece que, na sua origem, não foi criada para tal. Desconhecem que durante mais de 100 anos a Tuna não existia para competir, nem competia sequer.
Mas descansem certos "práticos" (os tais que, afinal, são também os "teóricos" do Mito) que os investigadores, os que estudam a Tuna, não apenas tiveram a sua parte de certames para saber do que se trata, como continuam a neles participar, seja em palco seja assistindo, seja integrando o Júri dos mesmos.

Se beber copos com Tunas é passaporte para se perceber o que são as Tunas de hoje, então alguns velhotes de dezenas de tascas por esse país fora, alguns fãs, alguns taberneiros, podem ir à Lusófona pedir equivalência a um mestrado em Tunologia!
E se o grau de alcoolemia no sangue for trunfo, então ainda dá direito a doutoramento e qualquer bêbedo está a meio caminho de uma licenciatura em Tunas.
Nem sei como ainda nem integram nenhuma Tuna (algumas, às tantas, darão equivalência).

Mesmo assim, ainda me terão de explicar o que e que o festival tem de tão especial para se perceber o que é uma Tuna ou ir aos ensaios da mesma.
Não fico a saber o que é uma orquestra sinfónica ou um Coro de Câmara pelo simples facto de ir assistir aos seus ensaios (e se não souber música nem sequer entrar posso).

Mas o mais absurdo é que alguns pretendem que meras opiniões tenham a validade de factos provados e documentados.
O mais ridículo é que alguns "práticos" (os tais teóricos do "porquessim") queiram, apenas porque sim (porque lhes convém), fazer valer as suas "teorias" quando nem meia dúzia de anos de Tuna possuem (alguns até são caloiros) e o seu argumento esbarra na sua impossibilidade de o comprovar.
Alguns são o paradigma daquele que fala que se farta da Lua, mas nunca lá foi, nunca a observou com telescópio e nunca abriu um livro da especialidade para saber algo mais sobre ela.

 

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R T
responde a J.Pierre Silva:

"Chegam, notem bem, a sugerir que temos de assistir a festivais, ir a mais certames, ir beber uns copos com as Tunas/Tunos (e até a ir a ensaios), porque só assim passamos a compreender, na prática, como correm as modas e como são hoje as coisas." (citei).

De facto, se há coisa que não tenho feito ao longo dos ultimos 20 anos é o acima derramado, para lá de ter estado em duas tunas e ainda ir estando no activo. De facto, o problema é meu. Só pode! Acho que me vou dedicar ao Ténis, que depois desta em cima, de facto, só me apetece cantar «O Vendaval Passou, Nada Mais Resta».

E o urso sou eu, né?

 

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R T
responde a R T:

Off & On Topic:

Disse-me um passarinho que um certo crupito insignificante no FB censura liminarmente a mera citação ao "Qvid Tvnae".

Era só para agradecer duas coisas: 1º a publicidade que fazem ao livro com tal e 2º não menos importante, o elogio que tecem à mesma obra: vindo de onde vem e onde é feita tal censura só pode ser elogioso. Obrigado!

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:

Pena que algumas pessoas só tenham tomates para mandar bitaites no Facebook, mas depois metam a viola no saco quando se trata de vir a terreiro expor as coisas.
Há gente muito mesquinha, de facto,

 

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