Portugaltunas - Tunas de Portugal

Joni

6º ENT...e...habemus 7º ENT

Carissimos!

Enquanto ainda estamos a preparar a reportagem com os eventos e números oficiais do 6º ENT, vimos por este meio agradecer a presença de todos intervenientes, seja como participantes ou oradores, pela coragem e vontade demonstrada na preservação e continuidade deste evento que é de todos nós e para todos nós.

Voltou a assistir-se ao já habitual boicote, algo que só mostra as verdadeiras intenções de muitos neste meio, mas isso já é tema para outras conversas.

Quero deixar em meu nome pessoal e em nome da Estudantina Académica de Castelo Branco o nosso Bem Haja a todos!!

Assim que possível deixamos a reportagem!

Termino louvando a iniciativa e coragem da Real Tuna Universitária de Bragança que se candidatou à organização do 7º ENT, garantindo assim a continuidade do evento.

À RTUB um forte abraço e vemo-nos no 7º Encontro Nacional de Tunos em Bragança

 

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Ricardo Freitas Bonito
responde a Joni :

Não seria de redigir um documento com o que foi discutido, com as conclusões retiradas e divulgá-lo? Não seria uma forma de promover o evento e suscitar a curiosidade para que mais tunos participem numa próxima edição?
Desculpem estas observações, principalmente de alguém que nunca participou:(

 

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Joni
responde a Ricardo Freitas Bonito:


Esse documento está a ser preparado, mas só poderá ser apresentado quando receber-mos todo o material de apoio por parte de quem fez as palestras e workshops.

A promoção do ENT ao longo dos anos foi sempre feita, é já um evento importante no panorama, dai termos assumido este ano a sua organização, para evitar que desaparecesse.

Apesar dessa promoção toda, há muito tuno da nossa praça que pura e simplesmente não quer ir, ou porque pensa que já sabe tudo, ou porque no ENT não há prémios.

Para mim há, os amigos que se fazem e os conhecimentos que se adquirem.

Não tens que pedir desculpa, fizeste bem em referir esses pontos. Mostra que apesar de nunca teres participado, interessas-te pelo assunto.

um abraço

 

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Ricardo Freitas Bonito
responde a Joni :

Quando me referia à promoção do evento, não digo que ela não existia, antes pelo contrário, que eu me lembre pelo menos nas últimas 3/4 edições eu soube sempre que ia realizar-se, em que datas, onde e com a antecedência necessária.
O que eu queria dizer é que este tipo de documento pode suscitar, despertar o interesse para que sejam cada vez mais tunos a participar.
Não existem fórmulas mágicas, mas penso que será o objectivo de todos que um evento como este, único, seja cada vez mais representativo e participado.
Não sei se é endereçado algum convite directamente para as tunas. Se é óptimo, se não é, pode ser uma ideia. Convidar 2 elementos de cada tuna a particpar gratuitamente, sendo normal que os restantes tunos paguem os valores estabelecidos (económicos de preferência:)

Abraço

 

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R T
responde a Ricardo Freitas Bonito:

Caro Ricardo - e restantes:

O ENT é o espelho em versão micro-cosmos da (falta de) saúde do fenómeno tunante nacional. Passo a explicar porquê e com um caso prático que, aliás, foi um "teaser" deste ENT: Dado grupo ao saber da realização do ENT perguntou, acto contínuo, a que horas é que se tocava....

Este "teaser" mostra realmente o tremendo "gap" existente e face ao que o ENT é, pretende, face à sua missão e valores. Há claramente - e atrevo-me a dizer a maioria - uma clara demissão, despreocupação, uma espécie de "quero lá saber o que é isso" colectivo, um alheamento completo que mais não reflecte - e partindo do pressuposto como disseste e bem acima que os ENT são promovidos antecipadamente e com toda a informação - o óbvio: Há gente que quer conduzir Ferrari´s sem ter carta para conduzir corta-relvas e pior, ainda acha que sabendo conduzir corta-relvas pode conduzir qualquer coisa que tenha pelo menos rodas e volante.

Ou seja, constata-se facilmente que a esmagadora maioria se está nas tintas para o que diz ser e diz fazer, caso contrário dar-se-ia pelo menos ao trabalho de procurar saber o que de facto é o ENT para assim, como qualquer comum mortal faz, poder optar por ir ou não ir. O que se percebe aqui é que nem sequer há opção a fazer, ou seja, só se pode optar pelo que se sabe e nunca pelo que não se sabe.

O que é realmente assustador - e para o todo do fenómeno Tunante nacional - é haver quem nem sequer saiba o que é algo como o ENT ou porque não quer ou porque, pura e simplesmente, nem sequer se preocupa em perceber o que as coisas são de facto.

O que falta apurar é simples: quantos é que não sabem sequer o que é um ENT. Porque dos que sabem o que ele é, é-me absolutamente indiferente que apareçam ou não - e as razões são várias - porque fazem uma escolha consciente - conscientemente não vão porque não podem, não querem, porque querem marcar uma posição de boicote e por aí fora.

Até por isso o ENT é uma espécie de barómetro do fenómeno porque se quisermos fazer dos festivais um barómetro ele pura e simplesmente vai estar sempre colado nos 46º, ou seja, não se mexe porque quente ao rubro, logo, engana porque não mostra com fidelidade rigorosamente nada de importante para o todo do fenómeno.

 

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Marta
responde a Joni :

Antes de mais, gostaria de parabenizar a EACB e em particular o Joni (que nos trouxe toda a informação e coordenou as tropas no ENT) pela organização de um Encontro Nacional de Tunos que, a meu ver, foi excelente.
Infelizmente, continua a assitir-se à desresponsabilização e ao alheamento por parte das tunas em querer aprender algo sobre eles próprios. Desta vez nem sequer se podiam queixar que se falava sempre das mesmas coisas, com os mesmos intervenientes. Contei, sem me referir aos já tradicionais workshops de instrumentos, 3 ateliers práticos onde quem foi, certamente ficou a aprender mais alguma coisa do que antes de lá ter entrado. Eu, pelo menos, aprendi.
Quanto a convidar elementos de tunas de forma gratuita, e respondendo ao Ricardo, não concordo. Quem vai, deve sempre ir de livre vontade e por interesse próprio, senão iríamos provavelmente assistir às figuras tristes que ainda assim se assistem nos ENT's (gente a dormir nas palestras, gente a faltar às palestras e ateliers só porque sim, gente que vai ao ENT mas que na realidade não põe lá os pés a não ser nos horários de refeições e/ou diversão nocturna), além de que fazer um ENT custa dinheiro e seria mais prejuízo que outra coisa qualquer.
Honestamente, prefiro lá ver sempre as mesmas caras em número reduzido, mas ter a certeza que quem está, está porque gosta e porque quer, do que ter 200, 300, 400 pessoas que estão lá só porque sim.
O ENT é suficientemente publicitado e divulgado, as datas são marcadas com uma antecedência incrível para quem ninguém marque festivais em cima... E este ano foram logo 2, veja-se! As tunas não vão porque não querem. Os preços nem são assim tão exorbitantes. Tenho a certeza que há gente que gasta muito mais em menos tempo, e que se fosse um festival, haveria menos dificuldades em arranjar pessoas para ir!!
Apenas duas notas negativas em relação ao ENT: a ausência quase completa das tunas de Castelo Branco (e são tantas que até dói) e o workshop de bandolim, este último não só devido a quem o deu (bons executantes não são necessariamente bons mestres, ainda para mais numa vertente tão específica como a da tuna), mas também à ausência da 2.ª pessoa que deveria ter estado presente... e quem sem pré-aviso, não esteve.

 

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J.Pierre Silva
responde a R T:


Das tuas sábias observações, conclui-se, como aliás foi bem sublinhado no último ENT:

1º - Que esta nossa comunidade, constituída de gente letrada é um caricato paradoxo quando sabe tão pouco, ou quase nada, sobre aquilo que apregoa promover e viver. Para isso basta verificar, como demonstrado no ENT, aquilo que é o pseudo-saber sobre o fenómeno tunante que vemos espelhado em certos sites da web tunante e não só.

2º - Que esta comunidade, constituída por gente formada (ou a caminho disso) demonstra muito pouca curiosidade sobre algo que, com toda a basófia, pretendem dar a entender conhecer, de facto (inversamente proporcional à sua real ignorância nestas matérias), numa atitude reprovável de quem acha tudo saber e nada ter a aprender (pondo d elado a ideia socrática que deve subvencionar qualquer intelecto superior: humildade perante o saber e desejo de saber mais).

3º - Que esta comunidade, exercita muito pouco o intelecto, vivendo da prática, aquilatada é verdade, mas também artificial e reduzida ao exercício competitivo, vazia de conhecimentos e das razões que subsidiam essa mesma prática, e mostrando alergia e cócegas a tudo quanto mexa o seu umbilical burgo, seus sofismas ocos e suas próprias concepções neo-inventistas sobre Tuna.

4º - Que há quem não se acomode e não engula teses romanceadas e ficcionadas, que não se fique pelo "copy-paste" intelectual; que há quem esteja aberto ao saber e a aprender inter-pares (e mesmo, se caso disso, a reconhecer erros nas suas convicções e teorias); que há quem não se conforme com a tuna reduzida a escuderia ou equipa competitiva; que há quem ainda pense a tuna no seu devido lugar, nas suas indiosincrasias, mas principalmente naquilo que lhe é essencial, distintivo, genuino, próprio e não passível de modas.
Esses, são os quantos que, mais ou menos anonimamente, não vão atrás de fogos de artifício, que sabem (ou querem saber) distinguir limites e sabem (ou querem saber), antes de mais, que é preciso pensar antes de agir; saber o que se faz (e por que se faz), antes de fazer; que sabem (ou querem saber) de onde vêm, onde estão e para onde ir.
Esses, todos os que apontei neste ponto 4, encontramo-los nos ENT!


 

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Menina Kati
responde a Ricardo Freitas Bonito:

Boas!
Ricardo: não concordo quando dizes que se devem convidar a título gratuito 2 elementos de cada tuna. Em primeiro lugar, até os oradores vão gratuitamente ao ENT e têm trabalho dobrado porque têm que levar o material de apoio, acabam por ter algum trabalho que não é pago. E, à semelhança do que aconteceu este ano, fazem-no com todo o gosto sem cobrar nada em troca. Cada tuno que queira ir ao ENT tem demasiada informação sobre o assunto. O ENT não serve para obrigar as pessoas a ir, mas sim para reunir tunos que queiram ir, e esses não vão porque foram convidados ou porque não pagam, mas sim porque gostam e querem aprender. Por mais que as pessoas digam "ando nisto há nuitos anos e já sei tudo sobre tunas", a verdade é que mais de 50% dos tunos de portugal não percebem nada do assunto e andam nas tunas porque é giro e bebem-se uns copos. E depois assistimos a descalabros em palco do género: "vamos tocar uma música original nossa". E quando se vai a ver a musica tem mais de 20 anos e é de outra tuna qualquer. Como esta, há mais situações idênticas, mas se alguém com 5 dedos de testa lhes for dizer, ou perguntar alguma coisa, a resposta é "não sei" ou "não quero saber, a minha tuna é ma melhor do país". Como é lógico acabam por se cometer faltas de respeito para com outros tunos e muitas vezes nem se dão conta disso.
A conclusão que eu tiro deste ENT é: "mais vale poucos mas bons, do que muitos e não valerem nada" Como é lógico acho que os tunos deste país deviam ter mais atenção e primarem por aprender mais alguma coisa, mas se não querem ir, paciência. Só faz falta quem lá está.
É de louvar a coragem de todos os que estiveram no ENT, do fantástico ambiente que se proporcinou entre todos, dos oradores das palestras e workshop's, que nos ensinaram muita coisa.
Para o ano lá estaremos novamente em Bragança, onde vai ser, sem dúvida, mais uma grande festa! Obrigado RTUB pela disponibilidade de organizar mais um ENT.
Saudações do Coração das Beiras

 

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