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XXIII FITU Bracara Augusta
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XXIII FITU Bracara Augusta

Todos Os Momentos Desta Grande Festa...


Foram três dias de grande festa em Braga e o XXIII FITU Bracara Augusta superou a espectativas, trazendo ao Teatro Circo um espectáculo de grande qualidade, a par com o ambiente descontraído e animado de todos os intervenientes. A Tuna Universitária do Minho oraganizou e muito bem, um dos poucos festivais de dois dias que ainda resistem aos tempos actuais. Apesar dos cortes, quase obrigatórios, nos orçamentos, devido à crise económica, há ainda que consiga receber bem na sua casa os seus amigos.
 
O programa iniciou na quinta-feira com a Serenata à Cidade de Braga, nas traseiras da Sé, pela Tuna Universitária do Minho, um momento já habitual, e que manteve toda a sua magia.
 
As tunas a concurso chegaram apenas na sexta feira à tarde, a anteceder um jantar animado.
 
O espectáculo decorreu na lindíssima sala do Theatro Circo, e começou com a TUM, a fazer as honras da casa e desfiando algumas músicas do seu habitual repertório. Iniciaram com "Luar Danado", "O Sonho" e o instrumental "Partizan" de sonoridade muito ritmada e divertida. De seguida o palco foi invadido por duas vozes inigualáveis: como convidada especial, a soprano Raquel Fernandes, e o Solista da TUM, o Tenor David Moreira, que interpretaram "Con Te Partiró". A TUM terminou com a divertida "O Adeus é sempre Adeus", dando lugar ao início do concurso.
 
A apresentação dos dois dias de espectáculo, esteve a cargo dos Jogralhos - Grupo de Jograis da Universidade do Minho. Num tom de sátira, abordaram temas polémicos de índole política e económica, provocando gargalhadas calorosas no público que se mostrou bastante fervoroso durante todos os momentos.
 
A primeira tuna a concurso de Sexta-Feira, foi a Tuna de Medicina do Porto, entrando em palco com o original "Quero", na voz do solista, uma balada muito bonita e romântica, que dedicaram às donzelas. Seguiram com mais um original "Conquista", o instrumental "Palladio" de Karl Jenkins e "Requiem", um tema intenso com uma forte sonoridade. Terminaram com o Grito Académico. Uma actuação bastante homogénea e equilibrada.
 
A Tuna da Universidade Catlólica Portuguesa, vinda também da Invicta, interpretou "Torero/Novillero quiero ser", mantendo a forte voz do solista para "Oração". Seguiram com o instrumental "Barbeiro de Sevilla", "Maria Lisboa" e "Volvi a Nascer", tema de Carlos Vives, uma música colombiana, bastante divertida. Uma actuação bastante diversificada, apesar de alguns contratempos da equipa de som.
 
A Estudantina Universitária de Coimbra foi ao palco logo após, com o hino Internacional Universitário - "Gaudeamus Igitur" a abrir a apresentação, seguindo com um poema de Antero Quental, musicado por João Farinha - "Maria". "Numa noite de luar" e o instrumental "Medley Bach" foram os seguintes, assim com "Tango para Teresa", tema popularizado por Ney Matogrosso. Acabaram com "Mudam-se os tempos" de José Mário Branco e o grito académico, saindo pelo meio do público, muito divertidos.
 
A Azeituna terminou o espectáculo de sexta-feira, extra-concurso. Interpretou "Nasci para a música" de José Cid, "Andanças" e "Caminhos de Água", o original "Assim nasceu um país"cuja letra se baseia na história de Portugal. Este tema foi adornado por um porta estandarte de patins e uma bandeira com luzes azuis. Como dedicação às Senhoras, o solita interpretou "Tudo o que eu te dou" de Pedro Abrunhosa, terminando a actução com a sonoridade de Caetano Veloso em "Meia Lua Inteira", num axé animado.
 
O sábado foi mais um dia cheio de movimento pela cidade de Braga, com as Tunas a realizarem o pasacalles pelas ruas durante a tarde, seguido do baptismo de caloiros, onde ainda marcaram presença os Bomboémia no Largo do Paço.
 
Depois do jantar o Theatro Circo voltou a encher a sala para acolher os artistas da noite.
 
A Afonsina - Tuna de Engenharia da Universidade do Minho, foi quem abriu a cortina, num sketch muito engraçado com a dança do "Gangnam style". Depois com "É tão bom" de Sérgio Godinho e "Lenda da fonte" onde os estandartes a rodaram graciosamente. "Onde acaba o Oeste" foi a estreia da noite, com uma sonoridade especial ajudada por um banjo e dois solistas. Finalizaram com "Siga a Marinha", no meio de coreografias rápidas de pandeiretas e ainda o Grito Académico e o Hino.
 
A Tunadão 1998 foi a primeira a concurso da noite, iniciando com grande energia de pandeiretas em "Estudante de Viseu", seguindo para "Bela Atlante", tema interpretado pelo solista. O instrumental interpretado foi uma mistura de 3 temas: "Adágio", "Barbeiro do Sevilla" e "Sabredance", e seguiram para a "Balada do Padeiro". Terminaram com a alegria característica dos esquemas de pandeiretas e estandarte em "Caravelas" e "Menina da Saia Preta" e o Grito Académico, saindo pelo público, animados.
 
Vindos do País vizinho, o público acolheu os nuestros hermanos da Tuna de Medicina de Badajoz. Com uma sonoridade bastante comum nas tunas espanholas, interpretaram "Compostellana", "Marucha" na voz do solista e "Maria La Portuguesa". Este último tema teve um destaque especial para o capeador e porta-estandarte cuja séria postura de toureiro enriqueceu muito a sua performance. A "Alma Llanera" e o pasodoble "Morena de mi Copla" foram as últimas músicas.
 
Vencedora da edição anterior do FITU Bracara Augusta, a Tuna do Instituto Superior Técnico também marcou presença neste palco, como a última tuna a concurso da noite, e com um bracarense como apresentador. Cantaram a "Canção do Engate" de António Variações com uma letra dedicada à cidade de Braga. Seguiram com "Ontem, hoje e amanhã" de José Cid, os originais "Vontade de ser" e "Se um dia não houver Luar", o instrumental "Paredes meias com Armandinho e Nunes" e "Marcha do Centenário" a acabar com a animação de pandeiretas.
 
A TUM subiu finalmente a palco para terminar o esectáculo com "Boémia", o "Desejo" tema bastante intenso e absorvente, a voz do solista David Moreira tornou-se arrepiante. Raquel Fernandes regressou ao palco, a solo com "Casta Diva" e em dueto com David Moreira em "Una furtiva Lágrima". A "Pilinha" e "O Adeus é sempre Adeus" foram os últimos temas, muito animados, em coro com o público, antes da entrega de prémios. Depois desta, os caloiros executaram a "Macarena" enquanto o público ia esvaziando o Teatro e a TUM tirava a fotografia da praxe no Theatro Circo.
 
O júri ponderou e decidiu atribuir os prémios da seguinte forma:

Melhor Solista: Tuna da Universidade Católica Portuguesa
Melhor Pandeireta: Tunadão 1998
Mehor Estandarte: Tuna de Medicina do Porto
Melhor Instrumental: Estudantina Universitária de Coimbra
Melhor Pasacalles: Tuna de Medicina de Badajoz
Tuna Mais Tuna: Tunadão 1998
3ª Melhor Tuna: Tunadão 1998
2ª Melhor Tuna: Estudantina Universitária de Coimbra
Grande Prémio FITU Bracara Augusta: Tuna de Medicina do Porto


À semelhança da noite anterior, a festa do certame continuou ao lado do Theatro Circo e posteriormente no Sardinha Viva, entre canecas, sorrisos e cantorias.

Parabéns à Tuna Universitária do Minho pela organização de mais um Certame desta envergadura, venham mais um no próximo ano.

 
by Kati e Adriana

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