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XXIII FITA: A Reportagem
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XXIII FITA: A Reportagem

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Esta XXIII edição do FITA – o 2º mais antigo certame de tunas existente em Portugal – revelou-se uma agradável surpresa a vários níveis, contrariando alguma tendência dos “mercados” de “rating tunante” que apontavam nos últimos anos para uma “revisão em baixa”.

Desta feita, poder-se-á dizer com legitima propriedade que as Tunas a concurso estiveram – e 1ª nota de relevo – todas elas a um nível interessante – e todas elas com bastantes elementos em palco - sem paralelo com o sucedido pelo menos nos últimos 5 anos. Agradece o público e fica contente o todo do fenómeno tunante portuense. 

A 2ª nota de relevo prende-se com a “retoma” de um Coliseu cheio, estando a sua lotação esgotada já na parte da tarde de ontem, prova de que a Queima das Fitas tradicional mantém todo o seu interesse, razão e acima de tudo, lógica. As habituais “claques” fizeram-se sentir – com particular destaque para as de Engenharia, Medicina e Economia – e os Cartolados e Fitados mostraram-se em força a um Coliseu como há algum tempo não se via. 

Após a actuação da Tuna Feminina do OUP, seguiu-se a 1ª tuna a concurso, a Tuna da Universidade Católica Portuguesa – Porto, desfilando temas como sendo “Pirata das Caraíbas”, “Oração”, “Maria Lisboa” ou “La Cartera”, entre outros. Particular enfoque nos seus solistas e pandeiretas, numa actuação deveras consistente mostrando uma clara homogeneidade musical. 

Seguiu o espectáculo com a Tuna Académica do ISEP, que nos brindou com temas como sendo “Mulher Tripeira”, “Mãe Negra”, “La Rosa y el Volcan” ou ainda “Vocês sabem lá”, entre outros. Arranjos cuidados e solista com boa prestação, mostrando igualmente que a qualidade se mantinha nessa noite como timbre. 

A Tuna de Economia deu continuidade a essa qualidade – com a ajuda da sua claque habitual - revelando temas como sendo “Tus Palavras”, “Segredos e memórias”, “feiticeira” ou ainda “Vaca de Fogo”, entre outros. Pandeiretas em bom plano e uma actuação de bom nível. 

Em sequência sobe ao palco do lotado Coliseu a Tuna de Contabilidade que nos presenteou com uma boa performance, percorrendo músicas do seu reportório como sendo “Piensa en mi”, “Saudade”, “instrumental” (é mesmo assim que se chama) ou ainda “A Severa”, entre outros. 

A Tuna de Medicina apresentou-se com clássicos do seu reportório e uma imensa 2ª fila, desfilando temas como “Romeiro ao Lonxe”, “Conquista”, “La Cumparsita” e o belíssimo “Quero”, entre outros. Lamenta-se o fecho do pano a esta Tuna com a mesma ainda em cenário, hábito que se julgava perdido. 

Prosseguiu o cortejo tunante da noite com a Tuna da Universidade Portucalense – IDH, mostrando igualmente um bom trabalho, passando por temas mais antigos e outros praticamente novos, numa interessante mistura geracional: “The Typewriter” a abrir, “Moçoila”, de Ary dos Santos “Cavalo à solta” ou ainda “Rouca vai a campainha”, entre outros. Actuação consistente e com originalidade. 

Coube à Tuna de Engenharia da UP encerrar a parte competitiva da noite, mostrando também ela um grande contingente em palco e passando por temas como sendo, entre outros, “Czardas” de Monti, “Maria Maria”, o seu hino “Engenharia” ou ainda “ Hoy”. Também a TEUP a manter o nível destacado a que todas as tunas se prestaram na noite de ontem.  

 

Após a habitual apresentação da Tuna Universitária do Porto o Jurado deste XXIII FITA decidiu: 

Melhor Instrumental: Tuna de Medicina da UP

Melhor Solista: Tuna de Medicina da UP

Melhor Porta-Estandarte: Tuna de Medicina da UP

Melhor Solista: Tuna de Medicina da UP

3ª Melhor Tuna: Tuna Académica da Universidade Portucalense

2ª Melhor Tuna: Tuna de Medicina da UP

Tuna Mais Tuna: Tuna de Engenharia da UP

Melhor Tuna: Tuna da Universidade Católica Portuguesa - Porto 

A apresentação esteve a cargo dos Jograis do OUP que tiveram momentos de pura genialidade e bom humor.  Resta agradecer ao Carlos Leite, coordenador do XXIII FITA, a simpatia e cuidado para com o PortugalTunas.  

O “Mais”: Coliseu cheio, um FITA a lembrar bons e velhos tempos; A qualidade de todas as tunas presentes, ganhando todos com tal; As Cartoladas de Medicina – a beleza no seu esplendor… 

O “Menos”: Sala cheia, corredores vazios: valeu a Tuna de Medicina para alegrar os mesmos; o pano a correr com tunas em palco: se há que cumprir tempos compreende-se mas fechar um pano num F.R.Á final é algo evitável; Resultados finais algo desiquilibrados face ao que todas as tunas fizeram.

Até ao XXIV FITA e Boa Queima!

 

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