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XXII FITU Bracara Augusta
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XXII FITU Bracara Augusta

Verdadeira Magia No Teatro Circo...

Foi num ambiente de alegria e amizade que a Tuna Univeristária do Minho organizou, na cidade de Braga, a vigésima segunda edição do FITU - Bracara Augusta. 
 
O festival dividiu-se em dois espetáculos no palco do esplêndido Teatro Circo, uma sala lindíssima, completamente cheia de um público muito animado e participante.
 
Na sexta-feira, a apresentação ficou a cargo dos Jogralhos - Grupo de Jograis Universitários do Minho, que apelaram à boa disposição dos ouvintes, por entre histórias, anedotas e críticas de cariz social e político.
 
O espetáculo iniciou com a Tuna Universitária do Minho, seguindo com as tunas a concurso.
A Tuna de Medicina do Porto, apresentou-nos uma atuação com uma sonoridade bastante forte. Começou com o "Fantasma da Ópera", em galego "Romeiro ao lonxe", e com o instrumental "Paládio", um tema com uma boa dinâmica e muito harmonioso. Apresentou o original "Conquista" na voz do solista, durante o qual se destacou a coreografia do porta-estandarte, e terminando com uma coreografia animada de pandeiretas e estandartes em "Noites de Ronda".
 
A Tuna da Universidade Católica Portuguesa, também vinda da cidade invicta, foi a apresentação seguinte, numa atuação cheia de ritmos quentes, iniciando logo com um medley de músicas sul-americanas,"Toriero quiero ser" e "Novillero". Seguiu-se a belíssima "Oração", numa fantástica interpretação do solista, o instrumental de Gioachino Rossini "Barbeiro de Sevilha", com o maestro em frente à tuna a coordenar a música. Seguiram com um show de pandeiretas muito bem coordenadas em "Maria Lisboa" e "Mi Tierra" de Gloria Estefan, num dueto de solistas.
 
Vinda do País vizinho, a Tuna Universitária de Almería trouxe-nos a sonoridade típica das tunas espanholas, em temas sobejamente conhecidos como "Compostellana", "Noche de Ronda", "Carnavalito" e "Pasodoble Español" onde o solista se destacou a cantar sem microfone. Terminaram a sua alegre atuação com "Popourri Mexicano".
 
E foi a vez da Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra subir a palco, com uma atuação bastante equilibrada, apenas de temas originais. A voz do fado e da guitarra de Coimbra fez-se ouvir logo na abertura do pano com "Balada da Despedida", seguindo com "Coimbra dos amores", muito animada pelos seus excelentes pandeiretas que no meio do seu entusiasmo se deslocaram para o meio do público. Continuaram com "Canção do Mondego", "Cantar de Estudante" e o instrumental "Ás vezes" por entre coreografias engraçadas. Terminaram com a bela "Voar" na voz do solista, e "Balada" seguida do Grito Académico.
 
O pano fechou, não sem antes ouvirmos a Azeituna (extra-concurso) e a sua entrada de Caroços, na famosa piada do "sou um totó" com melodia do "Con te partiró". Apresentaram a "Marcha dos desalinhados", "Suevos" adornada com os movimentos do porta-estandarte, e o instrumental "Luso-Galaico-Celta". "Tudo o que eu te dou" foi o tema seguinte, com o violoncelo a dar um toque melodioso, terminado muito alegremente com "Meia Lua inteira".
 
A festa continuou com um ambiente musical e divertido á beira do Teatro Circo, terminando já com o sol alto na discoteca Sardinha Viva.
 
Após algumas horas de sono e um almoço animado, as tunas realizaram os pasacalles, na tarde de sábado, por entre as ruas da cidade.
 
Já depois de o sol se pôr, o público voltou a encher o Teatro Circo para a segunda parte do espetáculo. Desta vez, a apresentação ficou a cargo de Pedro Soares, que apenas com 17 anos, fez rir toda a gente com as imitações vocais de muitos do políticos da nossa praça e adjacentes críticas aos mesmos, num stand-up comedy delicioso.
 
A Tuna do Instituto Superior Técnico foi a primeira a concurso, da noite, trazendo "Anda comigo ver os vermelhões" num abraço fraterno à TUM. O solista interpretou "Povo que lavas no rio" num timbre inebriante e arrepiante, seguindo a tuna com "Esta Lisboa que eu amo" onde apresentaram coreografia de pandeiretas muito animada. Tocaram também o original "Se um dia não houver luar" e o instrumental que misturou a sonoridade da guitarra de Coimbra com a de Lisboa "Paredes meias com o Armandinho Nunes". "Foi Deus" foi o tema seguinte, findando com "Marcha do Centenário", deixando no ar a alegria e o sorriso contagiante dos pandeiretas.
 
Vinda do outro lado do Atlântico e trazendo a sonoridade e os ritmos quentes tão próprios das suas gentes, veio a TunAmérica Universitaria de Puerto Rico. Por entre vários temas muitos latinos como "Quiero encontrar-te em mi sueños", e o instrumental "Maria Cervantes", pudemos observar a alternância de instrumentos da maioria dos tunos. "No woman no cry" e "Ai se eu te pego", foram a surpresa da noite, com o público a fazer coro. Terminaram com ritmos espanhóis e porto-riquenhos, numa mistura muita animada em palco com uma sonoridade inigualavelmente latina.
 
Da beira do mar e de moliceiro, subiu a palco a Tuna Universitária de Aveiro com o original "Triunfo" e o "Mix Zeca Afonso" adornado com melodias e ritmos muito diferentes entre si. Seguiram com o instrumental em apoteose com ritmos que lembram a Aveiro noturna - "Alavarium", numa execução brilhante dos bandolinistas. De José Mário Branco interpretaram "Aqui dentro de casa" na voz do solista e o tão conhecido original "Amor à beira mar" com os pandeiretas a animarem o público. 
 
A Tuna Universitária do Porto foi a última tuna a concurso da noite, com temas e arranjos já bastante conhecidos do seu repertório. Interpretaram "Charamba", "As Carvoeiras" numa alternância constante de solistas e "Manhã de Carnaval" de Luís Bonfá. Continuaram com a típica "Madalena" e "Timor" num arranjo arrepiante embalado pelo som do trovão, que fez levantar em aplausos uma boa parte do público. Saíram de palco com o original "Amores de Estudante".
 
Chegou finalmente a vez da tuna anfitriã brindar o público, musicalmente. Abriu-se o pano com "Alborada" iniciada à capella com um interlúdio de Gaita-de-Foles e Caixa Mirandesa, trazendo-nos uma mistura de música tradicional da beira baixa e mirandesa. Esta fez ligação para "Boémia" envolvida em pandeiretas e estandartes. Seguiu-se a melodia melancólica da romântica serenata "Desejo" na magnífica voz do solista. Por entre perguntas e respostas para público, trouxeram o instrumental "Partizan" numa versão muito animada com um destaque para o desempenho do trompete, durante a qual a tuna dançou, apoiada pelos estandartes que rodavam no meio do públicom, que quase saltou das cadeiras para fazer o mesmo. Seguiram com a serenata "A fonte do teu nome" e uma dedicatória especial a Joana (estudante de Braga que faleceu no mesmo dia) em "Con Té Partiro", uma belíssima versão com a junção perfeita de duas gerações de tunos a fazerem um dueto de solistas deveras arrepiante. E como "o Adeus é sempre Adeus", foi cheio de animação, sempre acompanhado por pandeiretas e estandartes, numa coreografia pujante e muito coordenada. 
 
Após os agradecimentos e deu-se a atribuição de prémios:

 

Melhor Pandeireta: Tuna da Universidade Católica Portuguesa
Melhor Estandarte: Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra
Melhor Solista: Tuna do Instituto Superior Técnico
Melhor Desempenho Instrumental: TunAmérica Universitária de Puerto Rico
Melhor Pasacalles: Tuna da Universidade Católica Portuguesa
3ª Melhor Tuna: TunAmérica Universitária de Puerto Rico
2ª Melhor Tuna: Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra
Grande Prémio Bracara Augusta: Tuna do Instituto Superior Técnico

 

 

Continuou o espetáculo com "A pilinha", o Grito Académico e os caloiros a fazerem a coreografia animada da "Macarena" em uníssono com o público, fechando assim o pano de mais um Bracara Augusta. 
 
A festa continuou divertida à beira do Teatro Circo, e, à semelhança da noite anterior, na discoteca Sardinha Viva, onde foi entregue o prémio de Tuna mais Tuna à Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra. 
 
Viveram-se momentos de verdadeira magia por entre a animação constante entre todos os participantes do Bracara Augusta. Parabéns à Tuna Universitária do Minho por ter proporcionado a todos um fim-de-semana imemorável e pela excelente organização do Festival.
 
Um agradecimento especial à Isabel, à Justa, ao Richard, ao Big Jonh, à Isa, à Filipa, à Diana e à Marisa pela ajuda nesta reportagem.
 
E venha mais um FITU Bracara Augusta no próximo ano...

 

 

Catarina Santos


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