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XVII ForTuna - Festival de Tunas Mistas da Nova SBE
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XVII ForTuna - Festival de Tunas Mistas da Nova SBE

A Reportagem

Nos passados dias 26 e 27 de Fevereiro, decorreu em Lisboa o XVII ForTuna - Festival de Tunas Mistas da Nova SBE, organizado pela própria ForTuna.
Esta edição Festival cujo tema foi "O Musical", contou com a presença das seguintes Tunas a concurso:
* Tuna Económicas - Tuna do Instituto Superior de Gestão e Economia (Lisboa)
* Vicentuna - Tuna da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
* TEL - Tuna de Enfermagem de Lisboa
* Tuna Médica de Lisboa (TML) - Tuna de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa

O Festival estava reservado para a noite de 6ª feira 26 de Fevereiro no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e teve início quando o relógio marcava 22h15. Num Festival que pretendia recriar um verdadeiro "Musical", foram elementos da ForTuna que deram o exemplo e efetuaram a abertura do espetáculo com a primeira parte do seu próprio musical que serviu de base para a apresentação do espetáculo.

A primeira Tuna a pisar o palco foi a Tuna Económicas que enquadrou a sua atuação num musical intitulado "Santo Vagabundo, o Musical". O primeiro tema apresentado foi o original L.I.S.B.O.A (Lírica Interessante Sobre Boémios, Outros e Afins) em que o som e a iluminação foram literalmente abaixo na parte inicial do tema, nada que perturbasse a Económicas que continuou a cantar às escuras durante cerca de 15 segundos. Após um interlúdio ao som de "Dancing Queen" dos ABBA prosseguiram com o instrumental de Yann Tiersen "La Noyee". Após mais um interlúdio ao som do "Fantasma da Opera" apresentaram "Cheira a Lisboa" na voz dos solistas Diogo "Jarvas" Lima e Joana "Bicaça" Bica. Um último interlúdio ao som de "Summer Nights" precedeu o último tema apresentado pela Tuna Económicas que foi o seu mais recente original "O Mostrengo" com intervenções dos solistas Diogo "Jarvas" Lima e Ruben "Macaco" Viveiros. Uma atuação consistente da Tuna Económicas que saiu muito valorizada pela qualidade dos interlúdios apresentados. Em destaque estiveram também as bandeiras.

Seguiu-se mais uma parte do musical preparado pela Fortuna ao som de adaptações de "Summer Nights" e "You're the one that I want" antes de subir a palco a próxima Tuna a concurso.

A Vicentuna iniciou a sua atuação ao som do tema musical "West Side Story - America" antes de apresentar o seu primeiro tema da noite, o original "Lisboa das Cantigas" na voz da solista Telma "Rapunzel" Barragão. O instrumental "Fuga Y Misterio" de Astor Piazzola e "Mar Desconhecido" dos Pink Martini nas voz dos solistas Telma "Rapunzel" Barragão e Carlos "Miyagi" Vieira foram os temas que se seguiram embora intercalando com interlúdios ao som de "On my Own (Les Miserables)" e "Memory (Cats)". Após mais um interlúdio adaptado de "Cell Block Tango (Chicago)" e "Mamma Mia (Abba)" apresentaram o tema "Leitaria Garret" de Vitorino com a tradicional recriação dos "Sons do Chiado em 1904". Seguiu-se mais um interlúdio adaptado do "Fantasma da Opera" antes de interpretarem o seu último tema da noite "Xácara das Bruxas Dançando" com direito a coreografia com bombo executada a solo por Audrey "Do Ré Mi" Lopes. Antes de se despedirem do público apresentaram um último excerto musical alusivo ao tema do festival ao som do "Ciclo da Vida" recebendo deste modo um grande aplauso do público presente. A Vicentuna apresentou um bom trabalho de casa com a adaptação ao tema do festival que valorizou de forma significativa a sua atuação.

Após um breve intervalo, elementos da ForTuna apresentaram mais uma parte do seu musical desta vez ao som dos Abba com adaptações dos temas "Monney, Monney, Monney" e "Dancing Queen".

Em palco seguiu-se a TEL que iniciou a sua atuação a cappella com "Hino dos Mineiros" dos mineiros de Aljustrel. Deram depois início à apresentação do seu musical intitulado "A minha primeira vez no Festival" apresentando desde logo o seu protagonista "Dário". Prosseguiram com o tema "Romeiro ao Lonxe" de Luar na Lubre na voz da solista Susana "Rahppótacho" Marques. Seguiu-se um interlúdio ao som de "Eye of the Tigger" ante de apresentar o seu mais recente instrumental original "Ode a EL Rei D. João III" onde se destaca o contraste entre o forte ritmo imposto pela percussão e a sonoridade melódica das flautas. O interlúdio seguinte foi introduzido ao som de "Dancing Queen (Abba)" antes de apresentar o tema seguinte, "Maria Lisboa" de Amália Rodrigues. Um último excerto musical com adaptação de "I like to Move It" e "You're the one that I want" serviu de ponte para o último tema apresentado pela TEL: "Despedida" (adaptação musical da "A Ronda das Mafarricas" de "Zeca" Afonso, letra original da TEL) destacando-se uma vez mais a solista Susana "Rahppótacho" Marques. Uma prestação da TEL muito consistente onde as bandeiras também estiveram em muito bom plano.

Após mais um excerto do musical de apresentação do festival, subiu a palco a última Tuna a concurso deste XVII ForTuna, a Tuna Médica de Lisboa que iniciou a sua atuação com uma adaptação do tema "Revista" com intervenção da solista Teresa "Chiclete" Mendes, tema que serviu de base para a encenação que serviu de base para a apresentação em que "Ivone" tentou deixar a Revista para se aventurar na Broadway. Prosseguiram com o tema de origem popular "Entrudo" seguido de "Lisboa à Noite" de Amália Rodrigues na voz da solista Catarina "Bagaceira" Bizarro. Seguiu-se o instrumental de Rossini "Barbeiro de Sevilha" e o original "Mulher do Cais" na voz da solista Ana Cristina "Crias" Nunes, algo prejudicada ao ser pouco destacada pela mesa de som. Terminaram com o "Fado do Estudante" na voz do solista Gonçalo "Pintoleiro" Gerardo. A TML foi a única Tuna da noite que limitou à sua adaptação ao tema à narração de uma história, não utilizando interlúdios musicais. No entanto, a TML teve uma prestação muito positiva onde as pandeiretas também estiveram em destaque.

Enquanto o júri se retirava para deliberar foi apresentado a última parte do musical de apresentação do espetáculo. Logo de seguida subiu a palco a anfitriã ForTuna que iniciou a sua atuação com "One Day More" do musical "Les Misérables" em que intervieram oito solistas. Apresentaram de seguida os originais "Amanhece o Cais" na voz do solista Ricardo "Trompas" Gabriel, "Uma Bica" com intervenção dos solistas Rafael Pereira e Inês "Bandeirinha" Bandeira e "Hino à Nova". A ForTuna apresentou ainda o seu original mais emblemático "Ala P'ra Rusga" com dedicação ao falecido Nuno Peres. Não havendo fumo branco da parte do júri a ForTuna acabou ainda por apresentar mais um original: "Alma Perdida".

Após a atuação da ForTuna e a deliberação do júri composto por Francisco Fialho Pinto (Professor da Nova SBE), Ricardo "Bocage" Ribeiro (Presidente da anTUNIA), Laura "Vuvuzela" Fernandes (Ensaiadora da Olissippo), Ricardo Carreira (membro da Nova SU) e Alberto Pereira (Professor da Academia de Música de Telheiras) procedeu-se à entrega dos prémios.

Melhor Pandeireta: Tuna Médica de Lisboa (TML)
Melhor Porta-Estandarte: Tuna de Enfermagem de Lisboa (TEL)
Melhor Instrumental: Vicentuna
Melhor Solista: Tuna de Enfermagem de Lisboa (TEL)
Melhor Adaptação: Vicentuna
Melhor Original: Tuna Económicas
Tuna mais Tema: Tuna Económicas
Menção Honrosa: "Dário" (personagem criado pela TEL para a adaptação ao tema do festival) pelo entretenimento

Melhor Tuna: Tuna Económicas

A ForTuna encerraria a noite ao som do seu Hino "A Cervejaria".

Nesta noite de espetáculo, podemos claramente destacar o fantástico trabalho dos elementos da ForTuna que prepararam um musical completo dividido em várias partes que serviu de base à apresentação do Festival. Uma história com princípio, meio e fim, dança, canto e interpretação, um grande trabalho que merece o devido destaque!
Relativamente às Tunas a concurso, equilíbrio é a palavra que melhor define as atuações das Tunas que devem ter dificultado as decisões do júri. Casa cheia com ocupação dos 370 lugares do Auditório da Reitoria da UNL pelo público muito interventivo ao longo de toda a noite com os seus aplausos, valorizando deste modo o espetáculo. Nota satisfatória para as condições de som e iluminação embora alguns pormenores a melhorar: a iluminação na parte mais fontal do palco foi insuficiente, ficando por vezes alguns pandeiretas e bandeiras numa zona escura sem iluminação; relativamente ao som, algum desequilíbrio entre graves e agudos foi uma constante ao longo da noite em que houve claramente uma falta de graves, que a excelente acústica no Auditório da Reitoria da UNL não foi suficiente para disfarçar. Nada que prejudicasse de forma muito significativa, a excelente noite de espetáculo que o público presente teve a oportunidade de assistir.

Para a noite de Sábado estava ainda reservada a noite de serenatas que decorreu na Paróquia de Santo António de Campolide. A ForTuna abriu a noite com "Jura" de Rui Veloso na voz do solista Sérgio Rocheteau e "Eu Sei" de Sara Tavares na voz da solista Patrícia Duarte. Seguiu-se a a Vicentuna com o original "Feiticeira do Tejo" na voz dos solistas Telma "Rapunzel" Barragão e Carlos "Miyagi" Vieira seguido do "Pomar das Laranjeiras" de Madredeus.  A Tuna Económicas apresentou o original "Sonho de Amor" na voz do solista Diogo "Jarvas" Lima e "Amanhã por esta hora" na voz de Miguel "Marilu" Barbosa. A TML apresentou a serenata original "Dulcineia" na voz da solista Catarina "Bagaceira" Bizarro e mais um tema original: "Cachopa" interpretado pelos solista José Pedro "Nocaute" Machado e Rui "Mamalha" Malha. Por fim, atuou a TEL com o original "Manhã Fria" e "Para que quero eu Olhos" de Adriano Correia de Oliveira interpretado por Raquel Tavares e António Zambujo.

Foram ainda entregues os seguintes prémios:

Melhor Serenata: Tuna Médica de Lisboa (TML)
Melhor Passa-calles: Vicentuna
Tuna Mais Tuna: Tuna Económicas

Um cartaz que prometia um grande festival e que sem dúvidas algumas não desiludiu! Parabéns à ForTuna pela organização do seu XVII ForTuna e às Tunas a concurso pelo excelente espetáculo que proporcionaram.

Um agradecimento especial à ForTuna pelas condições proporcionadas para a realização desta reportagem.

Vincent Domingos "25"

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