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XIV TUNA M'ISTO
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XIV TUNA M'ISTO

TAISCTE Vence Num Noite Dedicada À Rádio

Decorreu no passado dia 8 de Maio na Aula Magna em Lisboa, o XIV TUNA M’ISTO, Festival de Tunas Mistas organizado pela escstunis, Tuna Académica Mista da Escola Superior de Comunicação Social.
O festival teve início por volta das 22h e contou com a presença das seguintes Tunas a concurso:
• Real Tuna Académica NeOlisipo, Tuna Mista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
• Tuna Económicas, Tuna Académica do Instituto Superior de Economia e Gestão
• Enf’tuna, Tuna Académica da Escola Superior de Saúde de Portalegre
• TAISCTE, Tuna Académica do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
• ForTuna, Tuna Académica da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa

O tema escolhido para esta edição do TUNA M’ISTO foi a “Rádio”, existindo antes da actuação de cada tuna uma breve representação associada a este tema e um excerto musical interpretado a cappela em jeito de Vozes da rádio.

A primeira tuna a subir ao palco foi a Real Tuna Académica Neolisipo que após uma breve apresentação em jeito de comandante de avião iniciou a sua actuação com o tema “Chuva”, seguindo-se o original “António” com actuação das suas 4 pandeiretas e o tema “Lisboa com swing” com destaque para a sonoridade imposta pelo violino e acordeão. Seguiu-se um breve momento publicitário e um relato em jeito de futebol divertido com fintas de cavaquinho e passes de outros instrumentos com correspondência sonora ao vivo. Um momento muito bem conseguido. O tema subsequente foi “Passione” na bela voz grave da sua solista Ana Miguel, encadeado com um excerto do instrumental “Libertango” de Astor Piazzola. Através de um pedido de um ouvinte de rádio surgiu o último tema da actuação “Lisboa à noite”. Destaques ainda na actuação da RTA Neolisipo para a actuação do porta-estandarte e ainda para alguns bons arranjos vocais.

Após um breve noticiário das 21h46 e de mais um momento a cappela, subiu ao palco a Tuna Económicas exibindo como pano de fundo uma grande faixa de sintonização AM/FM e mais à frente no palco um botão de sintonização e um segundo botão de regulação de volume. O início da actuação foi dedicada à busca de um posto de rádio interessante, passando por estações com publicidade do Pingo Doce, relato de futebol ou ainda com música mais comercial como Stereo Love até finalmente se conseguir sintonizar a Rádio Económicas em 105,10 FM. Um início em grande e muito original! A Económicas apresentou então o seu instrumental seguindo-se o conhecido tema “Cheira a Lisboa” com entrada em acção de 4 pandeiretas e 3 porta-estandartes, seguindo-se ainda o original “Sonho de amor”. A emissão da Rádio Económicas prossegui com um TOP 5, com interpretação de excertos de “Chuva de Prata” de Gal Costa em 5º lugar, “Pronúncia do Norte” dos GNR em 4º lugar, “Canção de Embalar” de Zeca Afonso em 3º lugar, “Menina do Alto da Serra” de Tonicha em 2º lugar e finalmente em 1º lugar do TOP: “Tuna das Minhas Paixões” original da Tuna Económicas. Terminaram a actuação com o tema “L.I.S.B.O.A.- uma lírica interessante sobre boémios, outros e afins”. Para além da excelente adaptação da actuação ao tema do festival, destaque ainda para a prestação dos pandeiretas e porta-estandartes apesar de uma pequena derrapagem e aterragem do “Pisco”.

Após uma breve rádio-novela com um triângulo amoroso envolvendo Márcia, outrora Márcio, isto é um travesti e após mais um momento a capella subiu ao palco a Enftuna que após uma tentativa de sintonização passando pela Antena 2, sintonizou a Rádio Enftuna, iniciando a sua actuação com o seu instrumental de “Lord oh the Dance” e o tema “No dia em que o rei fez anos” de José Cid. Apresentaram ainda a serenata original “O Caminho” interpretada na bela voz da sua solista “Ana Luzia – Sininho”, o original “Às onze no Farol”, terminando a actuação com o tema “Portalegre” oriundo de um poema de José Régio. A Enftuna que costuma ter em palco com cerca de 40 elementos, surgiu apenas com 23 elementos ressentindo-se um pouco disso. No entanto destacaram-se pela positiva o seu porta-estandarte “Stick” não apenas pelas coreografias com as bandeiras mas também pela forma espontânea como interage com o público durante a apresentação da actuação, e ainda as 4 pandeiretas que embora não executassem movimentos tecnicamente muito complexos demonstraram como sempre uma excelente coordenação e sentido de ritmo.

Após um breve intervalo, teve início a segunda parte do festival com um pequeno relato da final da Taça da Liga no Estádio do Algarve entre Benfica e Porto em que se assistiu a uma invasão de campo por tunantes. Após mais um momento musical a capella subiu então ao palco a TAISCTE iniciando a sua actuação também a capella com o tema “La Sarandillera”. Seguiu-se a interpretação sublime do tema “Quando”, adaptação musical de um poema de Sofia de Mello Breyner Andresen, o seu Instrumental Celta e os originais “Ode Lusitana” e “Alma”. Terminaram a actuação com a “Marcha de Santo António” na voz da sua solista “Carla Mendes”. A apresentação da actuação foi feita associado ao tema “Mataram a Rádio” numa pequena aldeia em 2027. Entre cada música efectuaram algumas encenações com a presença de personagens tais como Sherlock Holmes e Watson, apresentando ainda alguns excertos musicais de grande qualidade associados ao tema. Destaque ainda para a dinâmica e força impostas durante toda a actuação tanto vocalmente como ao nível instrumental.

Após alguns compromissos publicitários e mais um excerto a capella, surgiu a última Tuna a concurso a ForTuna que iniciou a sua actuação com o tema “Pregão” dos Madredeus, seguindo-se os temas “Jura” de Rui Veloso na voz do seu solista “Manel” e o seu instrumental “Carla com Capa e Batina” com destaque para a sua flautista “Joana Rodrigues”. Foram ainda apresentados os originais “Alma Perdida” e “Ala P’ra Rusga”. Os principais destaques vão para os bons arranjos vocais, para os seus pandeiretas e para as dinâmicas rítmicas impostas ao longo da actuação.

Por último subiu ao palco a escstunis, a tuna anfitriã que iniciou a sua actuação com excertos de “E depois do Adeus” de Paulo de Carvalho e de “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso. Seguiram-se o original “Sonhando”, o tema “O Cacilheiro” de Carlos do Carmo, “Playback” de Carlos Paião, a serenata “Ilha” na voz da solista “Quaresma”, o instrumental “O Padrinho” e já com ex-tunos em palco (cerca de 50 elementos no total) encerraram a actuação com “Olh’á escstunis”. Em bom plano estiveram como já é habitual os pandeiretas e porta-estandartes.

No final, o Júri do XIV TUNA M’ISTO deliberou:
* Melhor Original: TAISCTE
* Melhor Solista: Enftuna
* Melhor Instrumental: TAISCTE
* Melhor Porta-Estandarte: Tuna Económicas
* Melhor Pandeireta: ForTuna
* Tuna Mais Tema: Tuna Económicas
* Tuna Mais Tuna (atribuído pela escstunis): ForTuna
* Melhor Tuna: TAISCTE

Nota ainda para as condições relativamente boas do som apesar da ocorrência de feedbacks ao longo da noite, boas condições de iluminação e uma razoável afluência de público que ainda contou com a ajuda do cancelamento das actividades da semana académica.
Em resumo: Boas tunas, boa música e um excelente tema “A Rádio” muito bem escolhido pela escstunis permitindo aumentar consideravelmente a qualidade das actuações e das respectivas apresentações.
Parabéns à escstunis e às restantes tunas presentes pelo bom espectáculo proporcionado.

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