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XIV FITAB
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XIV FITAB

Capas Negras Invadiram Bragança

Decorreu no passado fim-de-semana o evento que encheu a ruas de Bragança de capas negras - O Festival Internacional de Tunas Académicas de Bragança, com organização a cargo da Real Tuna Universitária de Bragança. 
 
Na sexta-feira decorreu o concurso de serenatas, em frente ao Teatro Municipal, sempre com muita animação e com a ameaça constante da chuva.
 
No sábado, após um longo e cansativo pasacalles pelas ruas da cidade, as tunas reuniram-se no Teatro Municipal de Bragança para o espectáculo principal.
 
A Tôna Tuna - Tuna Feminina do IPB fez as honras da casa como tuna extra-concurso, interpretando "O Segredo", "Milho Verde" numa versão à capella, "Noites de luar" e ainda a animada "Rapsódia" com vários temas conhecidos.
 
A Primeira tuna a concurso foi a TAIPCA, que iniciou a sua atuação com "Anda comigo ver os aviões", numa versão de solista muito comovente. Envolvidos em apresentações poéticas pela personagem de Luís de Camões, os tunos continuaram os seu alegre repertório com "Feira da ladra", "A banda" e o instrumental "Brasileirinho". Terminaram com um solo belíssimo no tema "Mãe Negra" e "Tou na Tuna".
 
Vinda da Cova da Beira, a Tuna Mus iniciou o espetáculo com o tema instrumental da música da UEFA. Continuou com a tradicional da beira baixa "Entrudo", "Sôdad" de Cesária Évora na interpretação de solista, o instrumental original "Troika" contando a história do sistema avaliativo da UBI. Findaram com "Lágrimas negras", e o "Tributo a António Variações" à capella. Pelo meio ocorreram alguns momentos de magia com um dos elementos a fazer ilusionismo.
 
A Copituna D'Oppidana, que veio da fria cidade da Guarda foi a seguinte no palco. Iniciou com um momento extremamente belo na declamação e interpretação de "Perdidamente". Seguiu com a homenagem a Carlos Paião em "Playback", o instrumental "Domingo à tarde", e "Senhora do mar". Terminaram com o hit "Menina Caloira" e o Grito Académico bem musicado com temas como: "Ai Portugal", "É tão bom", Nini dos meus quinze anos", "Ó mãe, aquele moço bateu-me" e "A morte saiu à rua". E lá foram eles "embora p'ra um bar, beber, cair , levantar!".
 
Da Cidade de Viana do Castelo chegou a vez da Hinoportuna, que começou a sua apresentação com dois temas de Zeca Afonso "Maio, maduro Maio" e "Cantigas do Maio". "Duetos" foi o instrumental escolhido com temas de Zeca Afonso e Júlio Pereira, seguido de "Meu Fado, meu" numa arrepiante interpretação do solista. Terminaram com a homenagem à sua terra em "Havemos de ir a Viana" e o "Hino".
 
A última tuna a concurso da noite, veio da cidade Invicta e foi a Tuna da Universidade Lusíada do Porto. Trouxe uma adaptação da melodia do "Porto Sentido", o instrumental "Danzon nº 2" de Arturo Marquez, e a belíssima "A Brisa do coração" de Dulce Pontes e Ennio Morricone. Seguiu com "Invicta", "A ilha" de Rui Veloso e o original "Quero beber".
 
A Real Tuna Universitária de Bragança findou o espetáculo geral com "Boémio", a bela serenata "Acredita podes crer" e "Amigos para sempre" numa ovação sentida do público que fez coro com a tuna.
 
Entretanto o júri deliberou a decidiu. Os elementos componentes do mesmo foram: Rui Correia, José Paulo Matias, Vasco Alves, Catarina Santos e Mariline Tavares.
 
Os prémios do festival foram:
 
Melhor Pandeireta: Hinoportuna
Melhor Estandarte: Hinoportuna
Melhor Solista: Hinoportuna
Melhor Instrumental: TAIPCA
Melhor Serenata: Tuna da Universidade Lusíada
Melhor Pasacalles: Tuna Mus
Melhor Tuna: Hinoportuna
Grande Prémio Eduardo Ventura (Tuna mais Tuna): Copituna D'Oppidana

 

 
A animação continuou por alguns bares e discotecas da cidade de Bragança, sempre muito acalorada.
 
Um agradecimento especial à RTUB pelo acolhimento e excelente organização do FITAB.

 

Catarina Santos

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