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XIII FARTUNA - todos os acontecimentos deste grande evento...
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XIII FARTUNA - todos os acontecimentos deste grande evento...

A Reportagem Deste Grande Certame Em Terras Algarvias...


No passado fim de semana, 1 e 2 de Abril, Faro recebeu mais um "FARTUNA", desta feita a 13ª edição.
Como nos anos anteriores, o Largo do Carmo foi o palco escolhido para dar início ao evento, com a Serenata de Abertura em que as tunas convidadas à medida que iam chegando de Viseu, Covilhã, Santarém e Lisboa iam presenteando o público e principalmente as donzelas com os temas escolhidos para o propósito.
Perto da 01h00 (já domingo) a festa começava a ouvir e ver-se nas ruas da baixa, com as tunas participantes, organização, amigos, convidados, curiosos, tias e estudantes a festa de recepção no BA Café, prosseguindo madrugada fora por entre tascas e até que o cansaço serivesse de pretexto para rumar até aos aposentos.

Na tarde de sábado, depois do almoço no Polo da Penha, as tunas concentraram-se no Jardim Manuel Bivar, local de partida para o desfile que percorreu as ruas da baixa de Faro. Apesar de cinzenta a tarde ganhou mais calor e alegria com o habitual pasacalles - um importante meio de divulgação para o que nessa noite iria acontecer no teatro municipal.

Recuperado o fôlego e repostos os líquidos, as tunas seguiram para o Teatro das Figuras para acertar os pormenores relativos ao som, antes do jantar.

Pelas 21h15 a maior e mais recente sala de espectáculos do Algarve abriu as portas, e o público foi ocupando mais de metade dos 768 lugares sentados. Começando o espectáculo à hora marcada: 21h30.
As honras de abertura ficaram a cargo da tuna organizadora, com o respectivo magister Ricardo "Abacate" Silva a agradecer a presença do público e a apresentar o júri que nessa noite iria avaliar as prestações das tunas convidadas.
E continuando com o formato de anos anteriores, as rábulas não puderam faltar. Desta vez o tema foi o "cinema" com laivos de actualidade política, social e cultural em jeito de "revista à portuguesa". Abacate, Frágil, Frango, Niza e André fizeram a festa, vestiram collants, lançaram foguetes e apanharam as canas - e o público gostou!

A primeira parte do espectáculo ficou a cargo de duas tunas das Beiras, uma da Beira Alta e outra da Beira Baixa.

A primeira tuna a subir a palco foi a Tunadão 1998 - Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Vindos da "Senhora das Beiras", representados por 35 elementos, iniciaram a actuaçao com um medley (Tanto Viseu, Valsa da Madragoa e Ouvi Cantar), seguiu-se o Novo Fado da Severa e o Instrumental "Libertango" com destaque para a coreografia na frente de palco; depois mais três temas originais, entre eles "Caravelas".

A segunda tuna veio da Covilhã, com 33 elementos. A Tuna-MUs - Tuna Médica da Universidade da Beira Interior, ao abrir do pano apresenta o seu tema instrumental (composição original) onde o naipe de sopros se destaca e revela bastante qualidade, e o clássico cubano "Lágrimas Negras". Seguidamente o tema de solista "Balada dos meus amores", "Entrudo" (popular da Beira Baixa) e para terminar a actuação desta jovem tuna, um arranjo vocal em jeito de medley de músicas de António Variações (Muda de vida, Maria Albertina, Viver e Estou Além).

O intervalo de 15 minutos serviu para refrescar a garganta, rever amigos, sentir o clima das tunas após a actuação na primeira parte e para o Frango "enfiar" o anel para a rábula alusiva ao filme "Senhor dos Anéis", enquanto a tuna seguinte se preparava para mais uma prestação num palco e certame que bem conhece.

Vindos da capital da Estremadura, com 25 elementos, a TAFUL - Tuna Académica de Farmácia da Universidade de Lisboa, inicia a actuação com o seu tema instrumental, seguindo-se o hino "Farmácia vem à rua" - presença constante nas suas actuações e com o porta-estandarte a destacar-se pela simplicidade e limpeza de movimentos. Depois dos originais, as adaptações: "Balada das Sete Saias" e "Os Putos" (de Carlos do Carmo). No final interpretaram o tema "Senhor Doutor" que conta sempre com a interacção do público. O grito académico fechou a cortina.

E a primeira tuna (a contar do fim) veio de Santarém. Vieram com força, com a identidade de sempre e com algumas supresas.
A Scalabituna - Tuna do Instituto Politécnico de Santarém apresentou-se em palco com 30 elementos, interpretando um tema instrumental (Carlos Paredes) e "Mãe Negra" onde se destaca o desempenho do solista "Joselito". Dos últimos três temas, todos originais desta tuna, referência para "Lágrimas do Tejo" e o bem conhecido "Chuva de Verão".

Finalizadas as actuações das tunas a concurso, após "encher chouriços" e enquanto o júri decidia, os anfitriões - Versus Tuna - subiram a palco.
Agradecimentos e considerações feitas, abriram com "Cidade Cetim" - um tema que revela o carinho pela cidade que os acolhe, e o tema instrumental "The Promisse" retirado da banda sonora do filme "O Piano" onde se destaca o naipe de bandolins; segue-se o momento para o solista brilhar com "Foi Deus" de Amália Rodrigues. Aproveitando a ocasião, fizeram a estreia de um novo tema original (composto pelo tuno "Shmells") intitulado "Faro sustenido". E em dia de festa e de festival, que já conta com 13 edições, aos 22 elementos em palco que dão continuidade à tuna juntaram-se mais 19 dos "antigos" para tocar e cantar o "Hino da Tuna".

Eis que chega o momento de saber quem se destacou no geral e na especificidade.

O júri, composto por:
- Prof. José Alegre (músico)
- Nekas (membro da Feminis Ferventis - Tuna Académica Feminina da Universidade do Algarve)
- João "Miau" Silva (ex-membro da Versus Tuna - Tuna Académica da Universidade do Algarve)
- Ricardo Percheiro (membro e director musical da TUALLE - Tuna Universitária Afonsina de Loulé)
- Albano Neto (músico, trompetista da Big Band do Algarve)

atribuiu os seguintes prémios:
- Melhor Serenata (da responsabilidade das guias)- Tunadão 1998 - Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu
- Melhor Pasacalles - Tunadão 1998 - Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu
- Melhor Solista - Scalabituna - Tuna do Instituto Politécnico de Santarém
- Melhor Instrumental - Scalabituna - Tuna do Instituto Politécnico de Santarém
- Melhor Porta-Estandarte - TAFUL - Tuna Académica de Farmácia da Universidade de Lisboa
- Melhor Pandeireta - Tunadão 1998 - Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu
- Tuna Mais Tuna (da responsabilidade da Organização) - Tunadão 1998 - Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu
- Melhor Tuna - Scalabituna - Tuna do Instituto Politécnico de Santarém

A festa prosseguiu, ainda, no recinto do Teatro das Figuras, com uns mais e outros menos alegres, mas bem dispostos. Rumando novamente à baixa de Faro, à semelhança da noite anterior, a festa no BA durou até às 04h00. E enquanto uns preferiam as moelas e pipis do "Alipapas", outros divertiam-se nas discotecas sempre num salutar clima inter-tunas, com a consciência que no domingo a viagem de regresso seria dura, mas gratificante.
Este XIII FARTUNA poderá ficar marcado pelo respeito e coordialidade, notório em todos momentos, entre as tunas participantes, organização, entidades patrocinadoras, convidados e espectadores.

O PortugalTunas agradece a colaboração, as facilidades e o acolhimento por parte da organização do XIII FARTUNA.
Até ao XIV.

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