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XI Oppidana - Festival de Tunas Cidade da Guarda
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XI Oppidana - Festival de Tunas Cidade da Guarda

TAL, A Vencedora Da Noite

Realizou-se nos passados dias 13, 14 e 15 de Abril a XI edição do Oppidana - Festival de Tunas Cidade da Guarda, com organização da Copituna d'Oppidana - Tuna Académica da Guarda.

O evento teve o seu início na 6.ª feira, dia 13, onde os primeiros participantes foram recebidos na Associação Académica do Instituto Politécnico da Guarda, por volta das 18 horas. Após a atribuição de guias e de alojamento, as tunas foram encaminhadas para a cantina e, posteriormente, para alguns cafés da cidade. A festa continuou noite dentro no Bar Bacalhau, com uma Jam Session aberta a quem nela quisesse participar.

Sábado, dia 14, após o almoço, as tunas começaram a juntar-se no Café Concerto, em alternativa à escadaria da Sé, para a realização da Serenata, uma vez que as condições climatéricas não permitiram que a mesma se realizasse no local inicial. Dava-se, assim, o mote musical ao público que acorreu para assistir, deixando antever um excelente espectáculo que se iria passar horas depois. Seguiu-se o teste de som no palco do festival e o jantar na cantina.

Por volta das 21.30, o Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda esgotou, como é hábito todos os anos, para assistir a mais um Oppidana. O frio que se fez sentir durante todo o fim-de-semana contrastava claramente com o calor humano do auditório. A apresentação ficou a cargo do Grupo de Fados "À Meia-Noite nas Eólicas", onde a música, o humor e a interacção com o público foram uma constante.

A primeira tuna a concurso da noite veio do Porto. Com 50 elementos em palco, a Tuna de Engenharia da Universidade do Porto iniciou a sua actuação com uma adaptação do tema "Maria, Maria". Prosseguiram para "Porto na Memória", onde se destacaram os seus solistas, pandeiretas e estandartes, interpretando de seguida o instrumental "Czardas", onde os pandeiretas incluíram uma referência as cinco F's da Guarda. "Nome de Rua", de Amália Rodrigues, foi o tema que se seguiu, despedindo-se do público com "Hoy". Uma actuação muito animada e com uma excelente interacção com o público, que aplaudiu e correspondeu à animação proporcionada.

A segunda tuna a concurso foi a Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra. Com 29 elementos em palco e um repertório constituído exclusivamente por temas originais, iniciaram a sua prestação com a "Balada de Despedida do 6.º Ano Médico", prosseguindo para "Coimbra dos Amores". Interpretaram, seguidamente e à capella, a "Canção ao Mondego", dando este tema lugar ao "Cantar de Estudante". "Às vezes" foi o instrumental escolhido, tendo a TMUC ainda interpretado o tema bem conhecido do público "Voar". Despediu-se do público guardense com "Balada" e o seu FRA. Tratou-se de uma actuação com muita jovialidade, com muita vontade de mostrar ao público da Guarda a sonoridade coimbrã em todos os seus temas.

Após um curto intervalo, subiu a palco o Real Tunel Académico - Tuna Universitária de Viseu, vencedora da edição anterior. Com 28 elementos em palco, iniciou a sua actuação com um trecho de "Abertuna" e "Rua Escura 43", prosseguindo para o instrumental "Trilhos". De seguida, o RTAV interpretou as suas serenatas "Procurei-te" e "Serenata a um Anjo". Mas, e tal como referiu o seu apresentador, há músicas que mudam toda uma vida, e entre os dois temas foi interpretado, na voz de um dos seus elementos, um trecho da "Guitarra de Ilusões", original da tuna da casa, que culminou num pedido de casamento à respectiva namorada. A actuação prosseguiu com "Viseu Terra Nobre" e "Homenagem a Hilário", saindo a tuna de palco ao som das "Borboletas". O RTAV presenteou, assim, o público com uma actuação consistente e de sonoridade muito própria, característica da sua identidade.

Para finalizado o lote de tunas a concurso, chegou a vez da Tuna Académica de Lisboa. Com 30 elementos em palco, iniciaram a sua actuação com o tema "Fado de Cada um", precedido de um arranjo de "Recado a Lisboa". A actuação prosseguiu com "Lisboa que Amanhece" e um tema original, "Perdido em Lisboa". O instrumental "Adiós Noñino", de Piazzolla, foi o tema escolhido para dar continuidade ao espectáculo, seguindo-se o clássico "Sol de Inverno". A TAL despediu-se do palco do TMG com "Esta Lisboa que eu Amo" e "Marcha do Bairro Alto". Foi uma actuação pautada por uma performance vocal e instrumental de grande qualidade.

Concluída a actuação das tunas a concurso, foi tempo de efectuar os devidos agradecimentos aos patrocinadores e todos aqueles que tornaram possível a realização do festival.

Chegou, então, a vez da tuna organizadora subir a palco. Com 40 elemnros, recriaram na sua actuação a evolução do repertório tocado: dos covers aos originais, dos mais antigos aos mais recentes. Assim, começaram a sua prestação com o "Traçadinho" e "Vira do Vinho", prosseguindo para os originais "Sinfonia do Álcool" e "Vem cá caloiro". "Guitarra de Ilusões" foi o tema que se seguiu, bem como "Menina Caloira" e "Capa ao Ombro". Finalizaram a sua actuação com "Senhora do Mar" e, após a entrega de prémios, com o tema "Copituna".

O júri, composto por:
Luís Miguel - Fundador da Copituna d'Oppidana
Prof. Alice Sagradas - Professora de Música
Prof. Rosário Santana (Professora de música no Instituto Politécnico da Guarda)
Prof. Rui Pedro - Professor de Música

Prof. Helena Rodrigues (Professora de música nos Conservatórios da Guarda e da Covilhã; Acordeonista)

Deliberou:
Melhor Pandeireta - TEUP - Tuna de Engenharia da Universidade do Porto
Melhor Estandarte - TEUP - Tuna de Engenharia da Universidade do Porto
Melhor Solista - Real Tunel Académico - Tuna Universitária de Viseu
Melhor Instrumental - TAL - Tuna Académica de Lisboa
2.ª Melhor Tuna - TMUC - Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra
Melhor Tuna - TAL - Tuna Académica de Lisboa


Na noite de 6.ª feira, foi atribuído o prémio de Tuna mais Bebedoura à Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra. Por sua vez, as guias atribuíram o prémio de Melhor Serenata à Tuna de Engenharia da Universidade do Porto e a organização elegeu a Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra como a Tuna mais Tuna.

A festa continuou noite dentro no Catedral Café, tendo no Domingo havido uma churrascada de despedida na Associação Académica do IPG.

O Portugaltunas agradece a disponibilidade e parabeniza a Copituna d'Oppidana pela realização desde XI Oppidana.

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