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VII FITUMIS
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VII FITUMIS

A Reportagem

Nos passados dias 29 e 30 de Maio, decorreu a 7ª edição do FITUMIS, Festival Internacional de Tunas Mistas organizado pela Instituna, Tuna Mista do Instituto Politécnico de Coimbra.
Na sexta-feira decorreu a serenata na Praça Rodrigues Lobo em Leiria. Já durante o dia de sábado decorreu o Passa Calles e alguns jogos tradicionais nas ruas de Porto de Mós, cidade que voltou a acolher e apoiar a Instituna na organização de mais um FITUMIS.

Após a edição do ano anterior ter decorrido no cine-teatro de Porto de Mós devido a algumas dúvidas em relação ao estado do tempo, o Festival voltou a dispor nesta quente a agradável noite de primavera, do seu palco original, o belo Castelo de Porto de Mós. Após algum atraso em relação à hora divulgada e com cerca de uma centena de espectadores a comporem o espaço reservado ao publico, teve então início o Festival com a participação das seguintes Tunas:

• Estudantina Universitária de Viseu: Tuna Mista da Cidade de Viseu
• Tuna Económicas: Tuna Académica do Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa
• Artuna: Tuna Mista da Escola Superior Artística do Porto
• Iscalina: Tuna do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa


Destaque para a ausência de um Tuna estrangeira que confere o título de Festival Internacional ao FITUMIS. A organização referiu que houve uma tuna estrangeira confirmada até a cerca de um mês e meio antes do Festival, altura em que essa tuna cancelou a sua vinda a Portugal. Com pouco mais de um mês, foi impossível encontrar uma Tuna que reunisse as condições necessárias para participar e aceitar o convite da Instituna.

A abertura do VII FITUMIS ficou a cabo da velha guarda da Instituna. Alguns veteranos e fundadores demonstraram que “quem sabe, não esquece!” e interpretaram alguns temas tais como a “Canção do Mar” celebrizada nas vozes de Amália Rodrigues e Dulce Pontes, ou ainda um medley da Instituna.

A Tuna Económicas foi a primeira Tuna a concurso a pisar o palco do Castelo de Porto de Mós, iniciando a sua actuação com uma pequena encenação apresentando um tal de Gaspar que viria ao longo da actuação tentar conquistar o mundo, mais precisamente Porto de Mós e uma donzela. A Tuna Económicas optou por apresentar um espectáculo 100% original. Foram interpretados os temas “Calhamaço”, “Tuna das Minhas Paixões” e “Sonho de Amor”, serenata interpretada pela solista. Seguiu-se o tema “Paixão latente” com variações interessantes de ritmo e instrumental de boa qualidade. Terminaram a actuação com o tema “L.I.S.B.O.A.”, uma lírica interessante sobre boémios, outros e afins. Principais destaques na actuação da Económicas para a boa qualidade dos bandolins, um toque especial dado pelo clarinete e por algumas coreografias dos seus pandeiretas e estandartes.

Seguiu-se a Artuna que iniciou a sua actuação com a sua habitual introdução de percussão (jambés e bombo) enunciando em alto e bom som o nome “ARTUNA!”. Interpretaram os temas “Madalena”, “Muito Mais” (original), “Uma Música do Povo” com letra de Fernando Pessoa e música de Mário Pacheco, interpretado com muita qualidade pela sua solista Carla Quartas. Seguiu-se ainda o original “Estudante” e o tema “Vinho do Porto” de Carlos Paião. Numa actuação com pouco entusiasmo e de nível um pouco abaixo do que era esperado, a Artuna parece ter acusado um pouco a ausência do seu Magister. O maior destaque foi mesmo para a boa prestação da sua solista.

Após um breve intervalo, subiu ao palco a Estudantina Universitária de Viseu com uma actuação bastante animada. Iniciou a actuação com o tema “Menina Caloira”, um original da Copituna d’ Oppidana (Guarda), seguindo-se o original “E foi assim” com uma coreografia “romântica” dos seus dois porta-estandartes (um masculino e um feminino). Seguiram-se o instrumental constituído por quatro porções de músicas de Júlio Pereira, os originais “Chorando” e “Vultos”, terminando a sua actuação com “Nini dos meus 15 Anos” de Paulo de Carvalho. Destaques para a entrega e atitude demonstradas em palco, uma boa prestação dos seus porta-estandartes apesar de algumas bandeiras enroladas, e um bom aproveitamento das condições sonoras que permitiu evidenciar os bons arranjos vocais.

A última Tuna a concurso a actuar foi a Tuna Iscalina que iniciou a sua actuação com o original “Lisboa eu sou”, seguido do tema “Vejam bem” do grande mestre “Zeca” Afonso. Foram ainda apresentados o instrumental “Tasca do Mendes”, “Valsa Lusa” timidamente interpretado pela sua solista, “Zacarias” – hino da Iscalina, finalizando a actuação o tema animado “Oh Ana” dos Adiafa. O maior destaque na actuação da Iscalina foi para a prestação dos seus 3 pandeiretas com coreografias bem executadas e coordenadas em que o elemento feminino acompanhou na perfeição a dinâmica imposta pelos 2 elementos masculinos executando movimentos de um nível de dificuldade considerável. A actuação da Iscalina ficou apesar de tudo ligeiramente condicionada por algum afastamento dos microfones de uma boa parte dos seus elementos que diminuiu a qualidade do som emitido para a plateia. No geral, uma actuação agradável da Iscalina.

Enquanto o júri decidia acerca da entrega dos prémios, a Instituna apresentou vários temas, na sua maioria originais: “Nossa Cidade”, Tributo ao Vinho”, Segredos de Leiria”, “Até o Amor não Mais Poder”, o seu hino “Acordes Apaixonados”, a “Pilinha” e “Deixa-me rir” de Jorge Palma.

Após a actuação da Instituna seguiu-se a entrega de prémios. Neste âmbito, o júri composto por Joana Rangel (TFISEL), Susana Alegria (Tuna Feminina da Faculdade de Letras da U. Porto), José Rosado (Tuna Templária do IP Tomar), Rodolfo Montemor (Tuna Médica de Lisboa) e Nuno Coelho (TDUP) deliberou:


• Melhor Pandeireta– Iscalina
• Melhor Porta-Estandarte – Tuna Económicas
• Melhor Solista – Artuna
• Melhor Instrumental – Estudantina Universitária de Viseu
• Melhor Original – Tuna Económicas
• Melhor Serenata – Tuna Económicas
• Gran Prémio D. Fuas (Melhor Tuna) – Estudantina Universitária de Viseu

Foram posteriormente entregue durante a noite e no dia seguinte os prémios de melhor pasa calles, jogos tradicionais e tuna mais tuna que a organização referiu ter atribuído à Estudantina Universitária de Viseu.

No que diz respeito às condições técnicas e organizacionais: nota relativamente positiva para o som e iluminação no Castelo tendo em conta as dificuldades em emitir som de tunas num espaço aberto. Nota positiva também para as condições gerais de organização da Instituna.

Um festival equilibrado com um nível geral talvez um pouco inferior aos de edições anteriores e sem dúvida positivo o regresso ao Castelo de Porto de Mós que proporciona um ambiente peculiar e agradável para a realização do FITUMIS.

Parabéns à Instituna, ficando a promessa da um VIII FITUMIS num Castelo perto de si!

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