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Notas à Avaliação da Serenata
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Notas à Avaliação da Serenata

A Praxis Do Saber Ser E Estar No Acto De Uma Serenata.

Lembrei-me de escrever sobre o assunto, recordando uma pergunta que me foi feita, num festival, estando eu na qualidade de jurado.
Com efeito, alguém (que não interessa aqui) me questionou sobre o facto da Tuna X não ter ganho, quando achava que tinha sido quem estivera melhor.

Ora, tendo sido a Serenata feita fora do palco, em ambiente de rua (e mesmo que não fosse), chamei a atenção da pessoa em causa para o facto de concorrerem a esse prémio mais do que a parte estritamente musical.
Com efeito, sendo a serenata um acto social e cultural, com uma praxis inerente, aspectos havia que não podia ser menosprezados, bem pelo contrário.
Não se trata de todos os tunos terem de estar de capa traçada, de todos os tunos terem obrigação de evidenciar um sentimento ou de estarem todos munidos de uma rosa vermelha.

Trata-se, isso sim, de uniformidade.

Se "os olhos também comem", como diz o povo, é óbvio que, esteticamente, quanto mais uniforme for expressado o acto por parte do grupo, mais ganha o acto.
Ora, que dizer de uma tuna (seja ela qual for) que se apresenta numa Serenata, uns com óculos de sol, outros de capa ao ombro (enquanto os demais a têm traçada) ou no chão, outros de mãos nos bolsos (como que a borrifarem-se prá coisa), outros a olhar para tudo menos para a(s) donzela(s) a quem é dedicado o acto, uns a teclar SMS, a cochicharem uns prós outros.........uma autêntica anarquia quanto à postura, ao saber estar, ao saber ser - no sentido de saber representar o papel pretendido nessa dramatização musical (porque é disso que se trata num certame: uma dramatização musical).

Seja com capa traçada ou pelos ombros, seja assim ou assado, importa que cada qual saiba o papel a assumir e haja uma uniformidade na etiqueta a cumprir nesse apartado.

Fica a reflexão.

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