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Dicas para se perceber a avaliação tuneril
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Dicas para se perceber a avaliação tuneril

Muitas Vezes Há Dúvidas Sobre Como Avaliar As Tunas Em Ambiente De Festival. Mas Pouco Se Fala Sobre As Bases - E Sua Importância - De Um Sistema Avaliativo.

Estamos na época deles. Festivais.

Muitas vezes há dúvidas sobre como avaliar as tunas em ambiente de Festival. Mas pouco se fala sobre as bases - e sua importância - de um sistema avaliativo.

Deixo, pois, algumas dicas que devem ser sempre acauteladas, seja usado que sistema avaliativo seja:


1) Perceber que nenhum sistema avaliativo é infalível.

Quando seres humanos avaliam outros não existe sistema algum absolutamente infalível. Deve-se, por tal, reduzir o risco de erro potenciando por sua vez a lógica do mérito ao invés da lógica punitiva, apostando na qualidade dos componentes do Jurado (condição fundamental para que qualquer sistema “funcione”). Não deve ser, por isso, uma malha apertada – que apenas potencia erro – mas antes uma relação óbvia entre a qualidade do Jurado, sistema avaliativo e regulamento do certame no que toca à sua aplicação como forma de valorização dos participantes.



2) Defender valores.

Seja que sistema avaliativo seja, deve promover valores genéticos da Tuna enquanto tradição e expressão musical e, com a sua defesa, potenciar os resultados finais. Daí a articulação com o regulamento do certame, obrigando a uma atenção redobrada por parte da organização quanto ao prémio Tuna mais Tuna e hipotéticas desclassificações. Ou seja, responsabilidade tripartida entre organização, Jurado e Tunas presentes – daí o cuidado na escolha das mesmas que qualquer sistema avaliativo sério pressupõe – e cada uma a seu nível. 



3) Não utilizar a matemática para avaliar Tunas.

Entendo pessoalmente - e por experiência própria - que a votação matemática numa expressão musical como é a Tuna pode originar resultados completamente opostos à intenção primeira que um sistema avaliativo defende e pior, provocar injustiças flagrantes e até inexplicáveis.



4) Não ser estático.

Deve sim e antes promover a atribuição nos itens de avaliação de factores de menor ou maior ponderação, ou seja, em cada prémio existirem itens avaliativos que poderão uns pesar mais do que outros (e aqui fica ao critério de cada organização ponderar os itens de cada prémio como bem entender).



5) Promover o bom senso avaliativo.

Partindo de todos os pressupostos supracitados, deve um sistema avaliativo “obrigar” a que o Jurado use de sensatez e ponderação, tendo à disposição toda a informação e “armas” argumentativas (itens e respectivos critérios) para fazer valer o seu ponto de vista em caso de dúvida, potenciando a decisão justa e rápida – e não o resultado puro e duro da matemática, absolutamente desprovido de sensatez e que reduz o jurado a um conjunto de números e não a um conjunto de opiniões sustentadas criteriosamente com base nos itens e critérios avaliativos.


E bons Festivais!

RT

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