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XV FITAM: Reportagem
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XV FITAM: Reportagem

Por Gonçalo Martins De Matos

O FITAM - Festival de Tunas da TAIPAM - Cidade de Matosinhos é um festival de Tunas que foge à regra, nomeadamente nos moldes em que decorre. Organizado pela Tuna Académica do IPAM (que celebrou, em conjunto com o festival, os seus 20 anos), é um festival que se encaixa nas Festas do Senhor de Matosinhos, pelo que, segundo diz a própria descrição do evento, "não é um festival de tunas, é uma festa de tunas".

O modelo de festival, se não é único, é extremamente invulgar, tendo sido referido, ao longo dos dois dias, como "o único festival de tunas em que podes comer uma fartura, andar na roda gigante, beber um fino e mesmo assim ver tunas." O que, à partida, promete um ambiente diferente e aliciante a todos quantos estiverem interessados. E, de facto, foi.

O festival começou na noite de 25 de maio, sexta-feira, com um encontro de tunas e associações de Matosinhos, na qual participaram a Magna Tuna de Pharmácia, a Tuna Feminina do ISEP, a Dolphituna - Tuna Feminina do IPAM, a Tuna Académica de Oliveira do Douro e uma participação especial de Rey Brandão.

Sábado, dia 26, foi o dia do festival de tunas em si. Neste dia, as tunas a concurso foram a Tuna do Distrito Universitário do Porto, a CUCA - Tuna da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a Tuna Académica da Universidade Fernando Pessoa e a Augustuna - Tuna Académica da Universidade do Minho, com a participação da Atituna - Tuna Feminina da FPCEUP como tuna extraconcurso. Durante a tarde logo se adivinhou o sabor diferente que teria este festival. As tunas começaram por conviver nos lindíssimos jardins da Casa da Juventude de Matosinhos, de onde se podia sentir o ar da festa, carregado com o sabor a farturas e com os gritos dos aventureiros das diversões. Após o pequeno convívio, começou o pasacalles, neste festival chamado de desfile, saindo as tunas do Senhor de Matosinhos em direção á casa da juventude, onde o mesmo terminaria. Foi em frente à escadaria deste edifício que se realizaram as serenatas das tunas às donzelas, findas as quais foi tempo de jantar e recuperar as forças. Por fim, foi a vez das atuações das tunas, acompanhadas dos gritos dos corajosos das diversões e dos risos das crianças.


Terminadas estas, foi a atribuição dos prémios, que ficaram distribuídos da seguinte forma:


Melhor Pandeireta - Prémio "Nuno Amorim" - TDUP
Melhor Desfile - CUCA
Melhor Serenata - TDUP
Melhor Porta-estandarte - TDUP
Melhor Desempenho Instrumental - TDUP
Melhor Solista - TDUP
Tuna Mais Tuna - Augustuna
Prémio "Senhor de Matosinhos" - Tuna Feminina do ISEP
Melhor Tuna - TDUP

Como foi referido, este não é um festival como os outros pelos moldes em que se processa, sendo que foi de facto uma tarde diferente do habitual, com as tunas a percorrer entre as barraquinhas e a interagir com os foliões, numa combinação de realidades incomum, tornada possível pela TAIPAM. A noite igualmente incomum foi, mais uma vez, devido á mistura invulgar entre a festividade e o festival de tunas. Mas a mistura não é falhada, sendo que, como se constatou durante o festival, as duas realidades em contacto não são assim tão diferentes. Foi, em suma, uma tarde bem divertida para as tunas participantes e para os visitantes da festa, seguida de uma noite igualmente aliciante.

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