Portugaltunas - Tunas de Portugal

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Mas ainda há "disto"?

A Imagem Geral Da Tuna Também Se Faz Por Demarcação.

 

 

Confesso que julgava - às tantas, ingenuamente, admito - que já não aconteciam tais coisas.

Seria normal nos anos 90; aquele comportamento tribal que misturava de forma errônea orgulho com arrogância e exaltação com presunção era, na época, natural, num contexto muito próprio que em nada é similar aos dias de hoje.

E por não ser começa, consequentemente, a tornar-se tudo menos natural assistir-se a situações que não são de todo apropriadas e conforme com a Tuna - mesmo que quem as faça insista orgulhosamente em se misturar com o fantasioso e imaginativo mundo dos comissionistas praxadores.

Uma Tuna estudantil não tem, por sê-lo, de pontapear portas de quartos de um qualquer hotel, pousada ou resort onde terceiros estão a descansar apenas porque está "de tuna". Para lá da falta de originalidade - que não afecta terceiros - há uma manifesta falta de urbanidade em tais actos, nos dias de hoje. Ora, dadas as circunstâncias actuais onde andar trajado vai dando - infelizmente e sem culpa nossa, das tunas - direito a mimos, considerandos extensivos e interpretações abusivas, quer-me parecer que quem persiste neste tipo de comportamento seguramente o fará por uma de duas razões: Ou franca perturbação mental ou manifesta estupidez de quem se quer divertir a si próprio.

A imagem geral da tuna também se faz por demarcação. Demarcação face a coisas que não são dela. O pontapé na porta alheia é uma delas. É da "praxe", okapa, concedo. Mas não é da Tuna estudantil. É o que dão as "tunices" das "tunas da praxe".

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