Portugaltunas - Tunas de Portugal

Manual Simplificado - por método Comparativo - de Análise Tuneril.
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Manual Simplificado - por método Comparativo - de Análise Tuneril.

Editorial

Manual Simplificado - por método Comparativo - de Análise Tuneril.

1. A primeira motocicleta - uma Daimler-Maybach - foi criada em 1885.

2. Sensivelmente por esse época nasceram as primeiras Tunas Estudantis.

3. De lá para cá, sempre se andou de moto - o que naturalmente incluí estudantes universitários.

4. Na altura em que se criou a Mota e a Tuna Estudantil não existiam Motoclubes nem "Comissões de Praxe" ou "Conselhos de Veteranos".

5. Os Motoclubes foram criados muito antes das primeiras "Comissões de Praxe" ou "Conselhos de Veteranos".

6. Ao andar-se de Mota sempre se usou capacete e óculos - pelo menos.

7. Não há memória de haver uma "Comissão de Motoqueiros" que obrigasse os mesmos a andar de mota conforme essa Comissão indicasse.

8. Para andar de mota havia regras contidas em algo chamado de Lei; Código da Estrada, no caso.

9. Por conseguinte os Motoclubes teriam sempre de 1º) cumprir a Lei e depois eventualmente criar hábitos, costumes, fatiotas para os seus elementos, que a esses Motoclubes aderiam livremente - supostamente dentro da Lei.

10. A Mota continuou a ser usada como meio de transporte ao longo dos tempos. A Tuna Estudantil quase que desaparece e ressurge nos anos 80 do Século XX.

11. Aos ressurgir a Tuna Estudantil nos anos 80 do Século XX dá-se a coicidêndia de ser pela mão dos mesmos Estudantes Universitários que criaram as primeiras "Comissões de Praxe" ou "Conselhos de Veteranos", grosso modo.

12. Esses Estudantes Universitários então, nos anos 80 do Século XX, também andavam de Mota - os que queriam e tinham, claro está, porque ninguém é obrigado a ter Mota.

13. Os mesmos Estudantes Universitários, então, continuaram a andar de Mota como sempre andaram.

14. Ou seja, não tinham de andar de Mota obrigatoriamente trajados ou de colher de Pau na mão. Também não tinham de ter Motas todas negras ou com caveiras pintadas.

15. O que significa em rigor que o acto de mobiidade inserto no uso da Mota não é susceptível de qualquer regulação imperativa da parte das "Comissões de Praxe" ou "Conselhos de Veteranos" - excepto a que decorre da Lei - juntos dos Estudantes Universitários que tenham uma Mota.

16. Ora, havia Estudantes Universitários que faziam música - para lá dos que andavam de Mota, dos do Clube de Xadrez ou dos Forcados Amadores.

17. Assim sendo, os Estudantes Universitários que faziam música fundaram uma Tuna - poderiam ter fundado um grupo Punk ou Gótico ou de Rockabilly.

18. Compreende-se então facilmente que nada em rigor atesta uma forçada relação de subserviência entre a produção musical - ou corridas de motas - e as ditas "Comissões de Praxe" ou "Conselhos de Veteranos".

19. O Estudante Universitário já se trajava de Capa e Batina antes da existência das "Comissões de Praxe" ou "Conselhos de Veteranos", o que significa que uma coisa não é regulada pela outra, porque o Traje e a Praxe é mais antigo que os ditos cujos organismos.

20. O que faz concluir que a Mota e o seu uso não é passível de regulamentação forçada pela Praxe e seus ditos organismos.

21. O que faz, finalmente, concluir que a Tuna Estudantil também não é passível de tal regulamentação forçada.

22. Se trajas Capa e Batina, podes fazê-lo porque a Lei o regula.

23. Se trajas Capa e Batina podes andar de Mota; logo, concomitantemente podes tocar numa Tuna.

24. Nem todos os que andam de Mota são Estudantes; nem todos os Estudantes se trajam, sequer.

25. Cada um é livre de andar de Mota e pertencer ao Motoclube de Faro; Logo, qualquer um é livre de ser Estudante e pertencer a uma Tuna Estudantil - ou a uma "Comissões de Praxe" ou "Conselho de Veteranos".

Na expectativa de merecer a Vª Superior Atenção e Inteligência.

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