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XII Oppidana - Reportagem
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XII Oppidana - Reportagem

Reportagem

A Copituna d’Oppidana – Tuna Académica da Guarda organizou, nos passados dias 8, 9 e 10 de Março de 2013, a 12.ª edição do Oppidana – Festival de Tunas Cidade da Guarda.

O festival teve o seu início na 6.ª feira, com a atribuição de guias e jantar na cantina, após o qual as tunas e outros amigos se dirigiram para o Bar Bacalhau, na Associação Académica da Guarda, onde decorreu a reunião de magisters e a festa da primeira noite, com uma Jam Session aberta ao público presente.

Sábado, o dia começou com o almoço na cantina. Como tem vindo a acontecer nos últimos anos, as condições climatéricas não permitiram que a serenata se realizasse no seu local habitual – a escadaria da Sé – e, por isso, as tunas brindaram o público presente no Café Concerto com a sua música. Pelas 16 horas, a Desertuna deu início aos temas de serenata, interpretando “Sinfonia de um Beijo” e “Balada do Desajeitado”, seguindo-se a Tuna Universitária de Aveiro com “Silêncio” e “Lá Longe”. Por sua vez, a Tuna Universitária do Porto interpretou “Ondas do Douro” e “Jamais”, cabendo à Infantuna a finalização desta apresentação com “A Tua Canção” e “Menina Estás à Janela”. Finalizadas as serenatas, as tunas dirigiram-se para o teste de som e para o jantar.

Com o Teatro Municipal da Guarda esgotado, pelas 21.30 deu-se início ao grande espectáculo. A apresentação ficou a cargo dos já conhecidos “À Meia-Noite nas Eólicas” que, com música, humor e interacção com o público, deram um toque fluido ao espectáculo e tornaram os intervalos entre tunas bastante animados.

A primeira tuna a concurso da noite foi a Desertuna – Tuna Académica da Universidade da Beira Interior. Com um repertório maioritariamente original e 44 elementos em palco, iniciaram a sua actuação com “Toninho” e “Covilhã”. Apresentaram, posteriormente, a sua “Odisseia”, com quatro temas: “Praia Lusitana” (instrumental), “A Nau e o Sonho” (tema de solista), “Adamastor” e “Chegada à Índia” (instrumental), com forte componente cénica. Destacam-se, positivamente, os seus pandeiretas e porta-estandartes, com coreografias diversificadas e bem executadas. Porém, o excesso de instrumentação, bem como a intensidade/”volume”que deram aos seus temas, fizeram com que se perdesse alguma musicalidade; do ponto de vista vocal, ficaram também aquém das restantes tunas da noite.

A segunda tuna a concurso veio de Aveiro. Com 33 elementos em palco, a Tuna Universitária de Aveiro iniciou a sua actuação com o tema “Barco de Aveiro”, numa interpretação simples mas muito marcante. Prosseguiram com o tema “Aqui Dentro de Casa” e com o seu instrumental “Até Quando”, destacando-se aqui o reduzido número de instrumentistas (12). A sua actuação, pautada por bastante humor na sua apresentação, foi ainda marcada por "Nada Cessa Meu Sofrer" e pelo seu tema de solista “Fantoches de Kissinger“, de Zeca Afonso, terminando com o seu conhecido tema “Amor à Beira-Mar”. Uma nota de destaque muito positiva para esta tuna, que apresentou um repertório praticamente novo, algo muito raro nos dias que correm e que é, sem dúvida, salutar.

Após o intervalo, subiu a palco a tuna estreante no Oppidana. Com 19 elementos em palco, a Tuna Universitária do Porto iniciou a sua prestação com uma interpretação pujante de “As Carvoeiras”, prosseguindo para “Perdidamente”. O seu instrumental apresentado foi o “Libertango”, seguindo-se um dos pontos altos da noite, numa arrebatadora interpretação de “Timor”. Ainda com o aplauso do público como som de fundo, seguiu-se “Madalena”, finalizando a TUP a sua actuação com “Amores de Estudante”. Um destaque muito positivo para a interacção com o público guardense, enquadrando cada um dos seus temas nos 5 “F’s” da Guarda. Uma tuna instrumental e especialmente vocalmente muito sólidas, com interlúdios vocais arrojados, que conquistaram o público presente.

Por fim, subiu a palco a Infantuna Cidade de Viseu. Com 22 elementos em palco, iniciaram a sua actuação com “Navegamos a Cantar”, seguindo-se o seu instrumental. “Viseu Menina”, como tema de solista”, foi outro dos pontos altos da noite, que conquistou um grande aplauso por parte dos presentes. “Quatro Músicas e Meia” foi o conjunto de temas que a Infantuna escolheu para interpretar antes do seu conhecido “Indo Eu”, numa prestação vocal fantástica. Depois da (elevada) fasquia deixada pela prestação da Tuna Universitária do Porto, não seria fácil surpreender o público da Guarda, e foi isso mesmo que a Infantuna conseguiu fazer, numa actuação sólida e vocalmente muito bem executada.

Após a actuação das quatro tunas a concurso, e enquanto o júri deliberava, foram feitos os devidos agradecimentos aos patrocinadores do festival.

Seguidamente, apresentou-se em palco a tuna anfitriã. Com cerca de 45 elementos em palco, iniciaram a sua actuação com uma homenagem à Mulher e uma referência ao seu dia, com os temas “Perdidamente”, “Guitarra de Ilusões” e “Céu de Maio”. Prosseguiram a sua prestação com “Menina Caloira”, “Capa ao Ombro” e “Senhora do Mar”, finalizando com os temas do “Grito Académico”, antes de iniciar a entrega de prémios.

O júri, constituído por:

Jorge Maia – Professor de Música e Compositor; tuno fundador da Copituna d’Oppidana
João Henriques – Membro activo da Copituna d’Oppidana
Rosário Santana – Professora de música na ESECD-IPG
Alice Sagradas – Professora de Música no Centro Cultural da Guarda
Helena Rodrigues - Professora de Música no Centro Cultural da Guarda

Deliberou:

Melhor Pandeireta: Desertuna - Tuna Académica da Universidade da Beira Interior
Melhor Bandeira: Desertuna - Tuna Académica da Universidade da Beira Interior
Melhor Instrumental: Tuna Universitária do Porto
Melhor Solista: Infantuna Cidade de Viseu
2.ª Melhor Tuna: Tuna Universitária do Porto
Grande Prémio Oppidana: Infantuna Cidade de Viseu

A tuna organizadora atribuiu o prémio de Tuna mais Tuna à Tuna Universitária de Aveiro e as guias entregaram o prémio de melhor serenata à Infantuna Cidade de Viseu.

A festa prosseguiu no Catedral Café, sendo de notar a ausência de uma tuna, que se fez representar apenas por 3 ou 4 dos seus elementos. O almoço de despedida foi realizado no Domingo, nas instalações da Associação Académica da Guarda.

O Portugaltunas agradece, uma vez mais, a colaboração da Copituna d’Oppidana, endereçando os parabéns pelas organização desde XII Oppidana.

 

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