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I TAGEANO
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I TAGEANO

O Resumo Deste Encontro De Tunas Organizado Pela TAGES Em Santarém

Foi na passada segunda-feira dia 10 de Maio no Teatro Sá da Bandeira em Santarém que decorreu o I TAGEANO – Encontro de Tunas Mistas na Cidade de Santarém, organizado pela TAGES, Tuna Académica de Gestão de Santarém.


O Encontro teve início já passavam das 22h com lotação esgotada. Os 201 lugares sentados do Teatro Sá da Bandeira foram ocupados principalmente por estudantes da Escola Superior de Gestão de Santarém e por estudantes das outras Escolas do Instituto Politécnico de Santarém. Este Encontro contou com a presença das seguintes Tunas:


• TEL, Tuna de Enfermagem de Lisboa
• VETuna, Tuna Mista da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa
• Tunística, Tuna da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril
• Quantunna, Tuna Mista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

A primeira tuna a subir ao palco foi a TEL com apenas 14 elementos em palco, iniciando a sua actuação com “Charamba”, um dueto interpretado pela “Vileda ®”e pelo “Mocinho”. Seguiram-se o “Hino da TEL”, o tema “Mal por Mal” dos Deolinda e “Maria Lisboa” de Amália Rodrigues e mais recentemente interpretado por Mariza. Terminaram a actuação com a “Despedida” com música de Zeca Afonso e letra adaptada pela TEL. Principal destaque para alguns arranjos vocais interessantes.

A segunda Tuna a subir a palco foi a VETuna que abriu a sua actuação com o conhecido tema “Águas do Dão” da Infantuna de Viseu, seguido de “Assim mesmo é que é” da Estudantina Universitária de Coimbra e de “A Cábula”. Foram ainda interpretados “Cheira bem cheira a Lisboa” e um tema apresentado como “Capas Negras” embora se tratando de uma versão com letra modificada de “Amores de Estudante” da Tuna Universitária do Porto. Uma actuação revelando uma Tuna em fase de renovação, sendo cerca de metade dos elementos em palco caloiros. A boa disposição do elemento que apresentou a actuação conseguiu ainda provocar algumas gargalhadas no público nomeadamente aquando da imitação do som de um porco ao entrar num matadouro.

A terceira Tuna a entrar em palco foi a Tunística com cerca de 35 elementos, iniciando a sua actuação com a sua Balada seguindo-se o tema “Hoy estoy Aqui” da Tuna de Segreles. Foram ainda interpretados “Negras como a Noite” adaptação do tema dos Xutos e Pontapés, “Ritinha” e ainda uma longa “rapsódia” com músicas tão diversas com “Mulher Gorda”, “Pilinha” ou “Canção do Mar” e “Desfolhada”. Destaques para a boa sonoridade em termos de percussão e para algum entusiasmo que se reflectiu na assistência. Menos positiva foi a postura do elemento que apresentou a actuação, de difícil caracterização embora o adjectivo que mais depressa ocorra seja “alucinado”, que entre alguns palavrões e a múltiplas referências a uma casa de meninas da região escalabitana ainda conseguiu, infelizmente, cair nas graças do jovem público do Sá da Bandeira.

A quarta tuna a actuar não constava do cartaz mas não resistiu ao convite feito por responsáveis da TAGES no decorrer da semana académica de Coimbra para marcar presença neste Encontro. A Quantunna apresentou os temas “Panrico com Banana”, “Vida de Caloiro”, “A Trupe”, a balada “Uma Rosa” e ainda “O Vinho”. Surgindo em palco um pouco desfalcada, com apenas 16 elementos (resistentes de cortejo de Coimbra que tinha decorrido no dia anterior), a Quantunna apresentou, como já é habitual, um espectáculo que incluiu apenas temas originais. Falta apenas referir que a actuação acabou com um grande moche no centro do palco.

A última Tuna a apresentar-se ao público foi a Tuna da casa, a TAGES que iniciou a sua actuação com o tema “Águas do Dão” da Infantuna de Viseu, seguindo-se o dueto “A minha Tuna” interpretado pelo Diogo e pela Sara. Em estreia absoluta apresentaram o seu Instrumental em que os bandolinistas estiveram em bom plano. Foram ainda interpretadas as adaptações “Praxe é Integração” e “Tinta Verde” de Vitorino. Terminaram o espectáculo com o tema “Esta é a Escola”. A TAGES fez vibrar o seu público, revelou alguns bons pormenores e sobretudo demonstrou ser uma Tuna com uma boa margem de progressão dado o número de caloiros que envergaram instrumentos fulcrais tais como bandolim, contrabaixo ou ainda pandeiretas e estandartes.

Nota ainda para a relativamente boa qualidade do som, favorecida pela boa acústica do Teatro Sá da Bandeira embora quase sempre algo dificultado pela distância mantida pelas Tunas em relação aos microfones. O Teatro revelou boas condições para acolher este tipo de eventos apesar da sua lotação estar limitada aos cerca de 200 lugares.

Falta apenas felicitar a TAGES, pelo empenho em proporcionar este evento à cidade de Santarém que andava um pouco adormecida…
Muitos parabéns à TAGES e às Tunas que marcaram presença em Santarém numa segunda-feira em plenas semanas académicas.

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