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FITUFF: A Reportagem
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FITUFF: A Reportagem

A Reportagem

 Decorreu no passado fim-de-semana de 14 Março o XII FITUFF - Festival Internacional de Tunas Universitárias da Figueira da Foz, organizado pela Tuna Bruna - Tuna Universitária da Figueira da Foz.

Integrado nas comemorações do seu XXII aniversário, o certame decorreu como habitualmente no Casino da Figueira. 

As Tunas a Concurso nesta edição foram: 
  • Desertuna - Tuna Académica da Universidade da Beira Interior-Covilhã.
  • Tuna da Escola Politécnica Superior de Linares-Espanha.
  • Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra.
  • Magna Tuna Cartola de Aveiro. 

A Participação especial extraconcurso esteve a cabo:

  • Grupo de Fados àCapella.
  • João Gentil
O programa teve início, no entanto, na sexta-feira 13, com uma festa temática, "Back To The 80'S", também ela no Casino.
A tarde de confraternização e as Serenatas deram uma animação especial a toda a zona envolvente do Picadeiro, no Sábado à tarde. Foram momentos de muita festa, alegria, música e emoção, em especial para as guias que receberam as serenatas e depois votaram na melhor. 

 

A noite do concurso propriamente dito, começou por volta das 22h, no Casino Figueirense e da melhor forma, com a apresentação extraconcurso a cabo do Grupo de Fados de Coimbra "àCapella", a dar o tom certo ao certame. A sua atuação teve início com o conhecido fado "Saudades de Coimbra" e prosseguiu com o tema instrumental "A Dança" de Carlos Paredes. De seguida "Fado dos Olhos Claros" de Edmundo Bettencourt e "Fado dos Beijos". "Traz Outro Amigo Também", "Variações em Ré Menor" e a "Trova do Vento que Passa", de Manuel Alegre, deram por fim a esta apresentação. Para além da qualidade musical, também foi interessante a apresentação dos temas, dando a conhecer a história do fado de Coimbra, os seus autores e criadores e o surgimento da guitarra coimbrã. O acompanhamento com acordeão, viola e Guitarra de Coimbra também foi muito interessante. Certamente todo o público terá ficado com vontade de visitar o Centro Cultural àCapella, onde este grupo muitas vezes atua.
O grupo foi composto por: Viola: Luís Ferreirinha; Guitarra de Coimbra: Ricardo Dias; Acordeão: Ricardo J. Dias e Solista: Nuno Silva.
 

A primeira tuna a concurso da noite foi a Desertuna - Tuna Académica da Universidade da Beira Interior. Com um repertório maioritariamente original e 44 elementos em palco, tendo a particularidade, de como todas as tunas, terem de entrar pelo meio do público (e sair) ao som, neste caso, do Fantasma da Ópera. Iniciaram a sua atuação com "Covilhã" tema dedicado, com é evidente, à sua cidade. Apresentaram, posteriormente, a sua "Odisseia" com algumas modificações, nomeadamente a parte dedicada a África, que quanto a nós não se enquadrou tão bem no restante espetáculo. Assim ficou: "Praia Lusitana" (instrumental), "A Nau e o Sonho" (tema de solista), "África", "Adamastor" e "Chegada à Índia" (instrumental), com forte componente cénica. Destacam-se, positivamente, as suas pandeiretas e porta-estandartes, com coreografias diversificadas e bem executadas. 


A segunda tuna foi a Tuna de Peritos de Linares (Espanha) com 14 elementos, baseou a sua atuação no cancioneiro tunante espanhol, mais virada para o tema do amor. "Dama de Espanha" dedicada a todas as mulheres foi um exemplo disso mesmo, como também "Dos Gardenias", dedicado a um companheiro tuno que não pode estar presente dado o estado de saúde de sua esposa. Um momento emocionante para todos. Com mais ritmo foi o tema "Las Palmeras" de Alberto Cortez, com prestação do Porta-Estandarte. De seguida uma música dedicada à Tuna Bruna "Muñequita Linda" tema interpretado também por esta aquando da sua visita a Linares. Aproveitaram o momento para oferecer umas lembranças da sua terra à tuna da casa. "Maria La Portuguesa" fechou a sua atuação.
 

De Coimbra com 37 elementos, chegou a Tuna de Medicina de Coimbra, que começou da melhor forma a sua prestação com o tema original "Voar" em formato de fado de Coimbra. Mais animada foi a "Coimbra dos Amores", original da tuna (como todas as outras), com 3 pandeiretas em destaque. "Praxis Tuna" novo tema que fala da praxe do caloiro, e vem no seguimento de toda a polémica que vem surgindo a nível nacional perante a praxe, dando apenas destaque aos pontos menos bons que esta eventualmente terá. "Canção de Busca" foi um tema menos conhecido da TMUC sobre a paixão de um coimbrão por uma donzela figueirense. Este tema foi prejudicado pelo som, muito desequilibrado entre as várias vozes. "Às Vezes" foi o instrumental escolhido. Ponto menos positivo mais uma vez para o som, com um "feedback" enorme no final da música. "Balada da Despedida do 6.º Ano Médico de 2008" e o tradicional "FRA" terminaram a sua atuação.
 
 
A quarta e última tuna da noite foi a Magna Tuna Cartola de Aveiro. Com 24 elementos em palco, começaram com o estranho tema original "Chuva", com a presença do maestro à frente da tuna, um solista, um balde e esfregona, uma viola com serrote e as já tradicionais garrafas com luz. Desta parte inicial, não muito conseguida para o público, passou-se para a empatia total, com o seu apresentador de sotaque açoriano serrado a conquistar todos os presentes. O "Macho Português", um original da tuna (mais uma vez como todas as outras), foi dedicado a todos os homens de bigode farfalhudo. Para que ninguém ficasse com inveja, a "Serenata Nova" foi dedicada a todas as mulheres, ou "besugas", presentes na sala. "Aveiro é" foi mais um tema animado, com destaque para o seu bandeira, que assim se redimiu da queda na primeira intervenção. Para terminar, a "Triste História de um Cartola" voltou a animar a sala. Uma atuação sempre em crescendo para a tuna aveirense.
 
 
Para terminar a parte musical, ainda esteve em palco o músico e acordeonista João Gentil e a tuna organizadora, Tuna Bruna - Tuna Universitária da Figueira da Foz, com 26 elementos em palco. Interpretaram os temas "Cantar a Cidade", "Meu Amor", "Maria", e o seu tema mais recente - "Portugal". Para finalizar a sua atuação, o clássico de Simone de Oliveira "Figueira" e o tema "O Teu Olhar" interpretado à capela, à boca do palco e sem amplificação. Acabou em beleza este festival, num local diferente para este tipo de certames, mas bastante acolhedor.
 
 
O Júri, composto pela Professora de música Isabel Rovira, pelo Professor Rogério Cruz, pelo Membro da Tuna Templária do Instituto Politécnico de Tomar José Rosado e por Daniel Lopes, Membro da Estudantina Académica de Castelo Branco, decidiram os prémios: 

 

Melhor Pandeireta: Tuna de Medicina de Coimbra
Melhor Estandarte: Desertuna - Tuna Académica da Universidade da Beira Interior
Melhor Instrumental: Tuna de Medicina de Coimbra
Melhor Original: Magna Tuna Cartola
Melhor Solista: Tuna da Escola Politécnica Superior de Linares - Espanha
Melhor Serenata: Desertuna - Tuna Académica da Universidade da Beira Interior (votado pelas guias do certame)
Tuna Mais Tuna: Tuna de Medicina de Coimbra
 
Segunda Melhor Tuna: Magna Tuna Cartola de Aveiro
Melhor Tuna: Tuna de Medicina de Coimbra 

O depois do festival teve continuidade no "Império CaffeBar" e no "NB Club Figueira", já o Sol raiava pela Praia da Claridade. 


Ponto positivo do certame: o convívio entre as tunas, dada a proximidade entre todos os pontos do programa deste certame - Casino, bar, discoteca, eram todas a um passo de distância. As condições à disposição das tunas, nas dormidas e mobilidade. 

Ponto menos positivo, foi sem dúvida o som, que como sabemos não é fácil de conseguir para este tipo de grupos, mas algumas falhas, muitas delas desnecessárias como deixar o microfone do apresentador mais alto durante as músicas, dificultando a harmonia vocal. Um ponto a melhorar.

 

No final, nota bastante positiva para este certame. O Portugaltunas agradece toda a disponibilidade da organização para nos receber e dar as melhores condições à nossa reportagem. Parabéns! 


E até para o ano!

 

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