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Estudantino 2017: A Reportagem
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Estudantino 2017: A Reportagem

Reportar O Estudantino Tem Sido Um Exercício De Anos, Com Várias Edições Aludidas, Reportadas, Bastando Uma Simples Busca Na Net Para Perceber Tal. O Ambiente Do Estudantino É, Por Isso, Familiar, Conhecido, Confortável; Simultaneamente, Desafiante.

Reportar significa aludir, referir-se.


Mais que uma mero relato de - previsíveis - acontecimentos, como ocorre num qualquer festival de tunas, reportar é um exercício de regressão que encerra em si mesmo um contar de vários pequenos momentos. Casos há em que essa regressão é simples, outros o oposto. Nada de novo e no que toca a Tunas, parece pacífico que uma reportagem possuí alguns pontos quase "obrigatórios". Quase, quase. Nem sempre assim é.


Reportar o Estudantino tem sido um exercício de anos, com várias edições aludidas, reportadas, bastando uma simples busca na net para perceber tal. O ambiente do Estudantino é, por isso, familiar, conhecido, confortável; simultaneamente, desafiante. 


Um Festival que é mais que um mero festival, com características muito próprias: Há sempre tunas mais conhecidas e outras menos conhecidas, há sempre um Arraial na véspera, seja na Expo, seja no ISEL. Há sempre um grande espectáculo, seja na Aula Magna, seja no Auditório de Medicina Dentária. Até já teve Pasacalles em Marvila - freguesia lisboeta que se (con)funde com o próprio Estudantino - e prémio à “Tuna com melhores pernas". Sim, já cá andamos há uns tempos. Trata-se, portanto, de um dos grandes acontecimentos de Tunas em Portugal, sempre, que há muito extravasa a comunidade ISELiana: Nós, por cá, sabemos o que é o Estudantino e vice-versa. Já cá estivemos, muitas vezes. Inabalável. Cá estamos. A malta conhece-se.


Dito isto, cá vamos então:


Mais uma grande Edição, esta de 2017. Arraial na Sexta, à antiga ISELiana, com a presença de todas as tunas em Medicina Dentária, seguindo-se a Serenata nos jardins na Faculdade de Direito pelas 23h.45 e consequente regresso ao Arraial, que se prolongou noite dentro. 


Porque nem só de “tunices” vive um festival, na tarde de Sábado as tunas foram desafiadas a alinhar num "open mic", disponibilizando a organização uma bateria, um baixo e uma guitarra eléctrica aos mais arrojados, o que permitiu momentos musicais interessantes e acima de tudo, interacção entre tunos de tunas distintas, o que se revelou interessante e "out-of-the-box".


O Estudantino 2017 teve como anfitrião on stage o inarrável Pedro Neves, que com a sua piada inata e capacidade de improviso “agarrou” logo o público que compôs generosamente o auditório de Medicina Dentária. A abrir a noite e “jogando” em casa, a TADeL - Tuna Académica Dentária de Lisboa, numa actuação extra concurso que contou com temas como “Musiquinha” - adaptação do tema dos Deolinda - ou ainda, de Luísa Sobral, “João”, entre outros.


De seguida, Pedro Neves resolve apresentar Bryan Adams a cantar “à Quim Barreiros” com o “Mestre de CÚlinária” (como ele enfatizou, aliás...) em mais um momento hilariante, que antecedeu a Tuna Académica da Guarda - Copituna d’Oppidana.


Com cerca de 22 Tunos em cenário, a Copituna abriu a sua apresentação com o seu medley - de Zeca Afonso a Carlos Paião - passando para “Sábado à Noite”, revisitando os clássicos “Guitarra de Ilusões” e “Menina Caloira” e terminando com “Capa ao Ombro”. 


Pedro Neves continuou as hostilidades com mais uma adaptação de um tema de Carlos Paião, “a Retrete” - entre outras piadas bem conseguidas - brincando com as rimas possiveis com Marvila e a adaptação genial do clássico de Lionel Richie “All Nigth Long” para “Em Nylon”...:)


Passagem para a Luz&Tuna - Tuna da Universidade Lusíada de Lisboa, apresentando cerca de 28 Tunos e que começou a sua apresentação com a marcha “É de Lisboa”, dando seguimento ao fantástico “A Guerra é a Guerra”, revisitando o instrumental “Variações em Ré Menor” e o enorme clássico “Os Senhores da Guerra”, finalizando com a já habitual “Canta Lisboa”.


Regresso de Pedro Neves, em micro jam session com 4 Tunos, onde as rimas improvisadas ao som da “Criatura da Noite” continuaram a provocar gargalhadas incontidas.


Da Covilhã seguiu-se a Tuna-MUs - Tuna Médica da Universidade da Beira Interior, com cerca de 30 Tunos, que desfilou temas como sendo um acapella tradicional Mirandes “Nun quiero casa caída”, “Estou Além” numa versão acapella do tema de António Variações, “Revolta” letra original e música de Jeremy Soule, de Nazareth Fernandes e Ary dos Santos “Menina do Alto da Serra”, “Pastor sem Cajado”, o instrumental “Cassiopeia” e a terminar “Moda do Entrudo” de Zeca Afonso.


Após o intervalo, a Vicentuna, extra competição, apresentou uma versão de “Senhora do Almortão”  para início de actuação, seguindo-se o original “Lisboa das Cantigas”, o instrumental de Piazzolla “Fuga Y Misterio”, de Vitorino “Leitaria Garret” e para finalizar, dos Trovante “Xácara das Bruxas Dançando”.


Comeback de Pedro Neves e a história do tipo que chega à noite, a casa, bêbado, e no dia seguinte a vingança da mulher.....:)


Segunda parte com a TinTuna - Tuna Académica da Egaz Moniz, que com cerca de 20 Tunos, desfilou em cenário temas como sendo “Cavalo à Solta “ de Ary dos Santos e Fernando Tordo, o instrumental “Prelúdio e Fuga” de Bach, “E Depois do Adeus” de Paulo Carvalho, José Niza e José Calvário, “Siga a Marinha” e finalmente “Guitarra toca Baixinho” de Francisco José.


Pedro Neves, o piso e os espanhóis - a fazer o último intermezzo entre tunas a concurso.


A AgriculTuna apresentou temas como sendo “Verdes São os campos” - poema de Luis Vaz de Camões, “Lisboa Antiga” de José Galhardo e Amadeu do Vale, “Perfume” um original, “Jaguncina”, outro original, “A gente não lê” de Rui Veloso e Carlos Tê e finalmente, “Alfama” de Ary dos Santos.



A EAISEL, brilhante organizadora deste Estudantino, apresentou os seguintes temas, já em ambiente de festa: “Sonho”, dos Madredeus, “Com um Brilhozinho nos Olhos” de Sérgio Godinho, “Se ao menos houvesse um dia”, “Vem & Andorinha” , “Rua do Gato Preto” da Ala dos Namorados e, finalmente, “Hombre Sincero”  de Rui Maia e Luís Fernandes.



42 músicas depois, fora as tocadas pelo Pedro Neves, o Jurado constituido por Rui de Sá Sequeira - Maestro de Grupos Corais e Professor de Música (Presidente do Júri), Carlos Passos - Músico Profissional e Professor de Música, João Oliveira - Músico Profissional e Compositor, Bé Sanches - Membro da Damastuna Tuna Feminina da U.A.L, Carlos Paulino - Membro da EUL e Hugo Barrento - Membro da EAISEL, deliberou o seguinte:



Melhor Serenata — Tintuna
Tuna+Tuna — Tuna MUs
Melhor Pandeireta — Tuna MUs
Melhor Porta—Estandarte — Tuna MUs
Melhor Instrumental — Agricultuna
Melhor Solista — Luz&tuna
3a Melhor Tuna — Agricultuna
2a Melhor Tuna — Luz&tuna
Melhor Tuna — Tuna MUs


Agradecer à EAISEL e Organização do Estudantino 2017, como Media Partner Oficial que fomos, as facilidades concedidas para a realização desta reportagem. 


Finalmente, dizer que a cerveja do evento era Sagres e a 60 cêntimos. Como recentemente alguém se queixou que agora ninguém diz nas reportagens qual foi a cerveja oficial, ora cá está: A Tunos respondemos sempre!


Até ao #Estudantino2018 !


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