Portugaltunas - Tunas de Portugal

Curtas & Boas
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Curtas & Boas

Com Paulo Santarém Andrade



Tuno até morrer ou Tuno com prazo de validade?



Para mim a amizade não tem prazo de validade e a tuna vai-me permitindo perpetuar a reunião alargada com alguns dos meus melhores amigos. Por isso, tuno até morrer/poder.

Tuna do garrafão ou do ensaio?


Não creio que uma tuna sobreviva apenas do "garrafão" ou dos ensaios. Ambos são complementares e essenciais. A lembrança de "garrafões" (convívios) passados é um dínamo essencial para garantir bons ensaios e o futuro da própria tuna.

Festival ou Encontro?


Preferência para o Festival.

Mulher Gorda ou Primavera de Vivaldi?


Vale mais uma Mulher Gorda formosa que uma Primavera desastrosa. Mas cada tuna tem a sua marca d'água. Eu em particular prefiro a singularidade de um tema original - de preferência bem tocado e interpretado.

Pasacalles ou Serenatas?

No estrangeiro, pasacalles (pelas ruas repletas e interacção com o público). Em Portugal, serenatas.

Tuna que é tuna vira camas do avesso ou deita-se nas que faz?


A tuna deita-se sempre na cama que faz. A irreverência natural - e essencial - de uma tuna não deve ser nunca confundida com episódios ou actos indignos e censuráveis que possam pôr em causa não apenas a tuna e o grupo mas também manchar o nome das respectivas instituições de ensino e cidades de origem. A tuna é sempre uma embaixadora da cidade ou instituição de ensino superior que representa.

Mais vale 5 minutos de má fama do que esperar 5.000 para ter da boa?


Os 5 minutos de má fama, normalmente, trazem consigo uma taxa de juro indexada de horas, dias, meses ou mesmo anos para repor o bom nome de uma tuna ou grupo. Uma tuna não tem que ser - não deve ser - um bando de "totós" amorfos. Acima de tudo deve ser respeitadora e respeitável, reconhecida pelos (bons) actos que pratica e pela sua forma de estar.

Quem não aparece está morto ou nem por isso?


Não creio que esteja morto. No caso de um tuno é sempre uma decisão individual e pessoal que se tem de respeitar. Seja pela vontade em se afastar ou pela impossibilidade de estar presente. Quando esta indisponibilidade é momentânea - o "até já" - é importante que o grupo faça esse elemento sentir que o seu regresso é sempre bem-vindo.

Se estivermos a falar de uma tuna poderá ser uma decisão definitiva e intencional ou significar apenas uma paragem deliberada para reflexão ou reestruturação que, nesse caso, convém que não se eternize no tempo sob pena de se tornar efectiva.
De qualquer das formas, seja em que caso for - um tuno ou uma tuna - existirá sempre um legado que, consoante a sua importância ou relevância, será recordado e até replicado.


Paulo Santarém (moto-rato), membro da Bruna - Tuna Universitária da Figueira da Foz desde 1998.

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