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Comunicado do OUP
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Comunicado do OUP

Comunicado

O Orfeão Universitário do Porto - Instituição de Utilidade Pública, Comendador da Ordem da Benemerência, Comendador da Ordem da Instrução Pública - vem por este meio emitir um comunicado face às declarações emitidas no âmbito da reportagem do IV Tabernal.
O nome do Orfeão Universitário do Porto (OUP) foi gravemente associado pela Tuna Académica de Biomédicas (TAB), como estando ligado a actos de violência que tiveram lugar na festa associada ao IV Tabernal, horas depois de o festival ter terminado.


Era do conhecimento da TAB que um dos membros do jurado era orfeonista, entre outras actividades académicas e profissionais que exerce, quando o convidou como personalidade individual, pelos conhecimentos e experiência musical que possui, para elencar o jurado.
Em momento algum o elemento em questão afirmou estar sob a representação do Orfeão Universitário do Porto, não que não tivesse qualidades para o representar, muito pelo contrário, como o faz noutros grupos do OUP, mas porque o pedido institucional simplesmente não foi endereçado à Direcção pela parte da Tuna Académica de Biomédicas.
Estando esta entidade ciente que não enviou nenhum convite para o OUP, denegriu o bom nome desta Instituição envolvendo-a caluniosamente num comunicado, associando-a a actos de vandalismo e violência.


O Orfeão Universitário do Porto, ao ter conhecimento do comunicado do Sr. Miguel Matos, Magister da TAB, realizou uma reunião, com vista a apurar o sucedido nos referidos acontecimentos, com um esclarecimento "escrutinado e dissecado" de todo o incidente.
Na mesma reunião apurou-se o seguinte:

- Retratou-se a pessoa que esteve na origem dos conflitos iniciados pelo staff do bar, que não era o júri mencionado, mas sim uma pessoa do público que estava a assistir e veio dar a cara nesta reunião, comprovando que os incidentes envolveram inadvertida e abruptamente algumas pessoas que foram agredidas e apanhadas no meio da sua confusão, inocentes de tudo o que se estava a passar. O membro do júri foi envolvido sendo agredido e caindo desamparadamente em cima de uns instrumentos que se encontravam pousados no bar;

- Foi testemunhado que o membro do júri foi agredido e empurrado por um elemento de capa traçada, tendo o primeiro ripostado em sua defesa pessoal;

- Os acontecimentos seguintes foram alvo de uma acção/reacção de todas as pessoas envolvidas no 1º incidente que começou com o elemento do staff do bar, o elemento do publico visado e o público em geral que se envolveu, em que o elemento do júri se viu forçosamente envolvido também, tendo algumas testemunhas admitido que na confusão possam ter agredido as pessoas erradas;

O Orfeão Universitário do Porto teve acesso à reportagem feita pelo elemento destacado, segundo o mesmo, pelo PortugalTunas, que se coaduna no seu geral com os factos debatidos na reunião:


"Cenas Lamentáveis no IV TABernal
No dia 31 de Março de 2011 realizou-se no teatro Sá da Bandeira no Porto mais uma Edição do TABernal, organizado pela Tuna Académica de Biomédicas (ICBAS-UP). Apesar da grande qualidade do cartaz e da qualidade musical evidenciada pelas tunas a concurso e extra concurso não se pode deixar passar os actos presenciados junto à Zona do Bar. Após um elemento duma tuna ter roubado do bar uma garrafa de whisky (que abandonou o local pouco depois) começou acusações de roubo de outro material consumível a outra pessoa (neste caso um tuno que não estava trajado) e que não o tinha feito. A partir daí começou a entrar vária gente ao barulho havendo um Júri que estava no bar e que foi empurrado para cima de instrumentos musicais de uma tuna que os danificou.


Refiro ainda que é de muito mau grado as próprias pessoas do bar (não pertenciam à TAB mas sim ao ICBAS) sempre que havia uma situação mais tensa não tinham paciência para aturar os "bêbados" mas quando existiu "porrada" insultaram ainda 3 ou 4 tunos.
Vi também elementos de várias tunas a serem agredidos (um soco ou 2 - importante referir) por outros, puxões e troca de palavras dentro e fora do teatro Sá da Bandeira."
O Orfeão Universitário do Porto estranha o porquê de esta reportagem não ter vindo a público, para se comparar com o comunicado emitido pelo Sr. Miguel Matos, que retrata uma versão bem diferente.


O Sr. Miguel Matos afirmou veemente e de forma difamatória que quem começou todo o incidente foi o elemento do júri, conforme se pode comprovar na frase proferida pelo próprio no dia 04/04/2011:
"Por considerar uma falta de respeito deste membro do OUP (...) ter causado este tipo de problemas a uma Tuna convidada (TMUC) pela qual temos grande amizade, a Tuna Académica de Biomédicas não vê outra opção senão sancionar a pessoa em questão, excluindo-a das próximas actividades organizadas pela TAB."


Como comprovado pelas pessoas envolvidas no incidente inicial, o juri em questão não foi o catalisador do incidente, não faltou ao respeito à Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra (TMUC), conforme comprovaram as testemunhas presentes, e conforme comprova o Sr. Tiago Nogueira, elemento da TMUC em comentário ao mesmo comunicado, datado de dia 07/04/2011.
Segundo as testemunhas, a Tuna Académica de Biomédicas não se encontrava no local na hora do incidente e emitiu um comunicado sem averiguar o que se passou realmente, "sem escrutinar e dissecar" o sucedido, sem reunir e ouvir as partes envolvidas, nomeadamente as pessoas que começaram os incidentes (membros do staff do bar e membros do público envolvidos), e sem ouvir o membro do júri que reagiu em defesa, bem como restantes testemunhas.
O Sr. Miguel Matos afirmou com toda a certeza e para centenas de pessoas participantes neste fórum, uma versão que visa o membro do júri como foco da pancadaria contra a Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra, vindo recentemente um membro da mesma desmentir (comentário supracitado), afirmando que o júri não se insurgiu contra elementos da TMUC. Logo o relato é difamatório.


A Tuna Académica de Biomédicas deverá esclarecer todos os factos deste acto calunioso e público, de forma a que o OUP não saia com a sua imagem denegrida desta situação. Assim além do comunicado já publicado após o primeiro, o OUP requer que a TAB publique um documento em que esclareça por completo toda a verdade dos factos e que faça chegar à sede do OUP um documento retratando-se de toda a situação onde o OUP se viu forçosamente envolvido.


O OUP acrescenta, a pedido do elemento do júri, que o Sr. Miguel Matos será notificado pelo mesmo elemento com uma queixa por difamação junto das entidades competentes para o efeito.

P'lo Orfeão Universitário do Porto,
André Filipe Afonso
(Presidente da Direcção)

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