Portugaltunas - Tunas de Portugal

5º CITADÃO
/5 ( votos)

5º CITADÃO

Hinoportuna Vence A 5ª Edição Do Certame

5º CITADÃO, a reportagem


Nos passados dias 1, 2 e 3 de Maio teve lugar o 5º CITADÃO – Certame Internacional de Tunas Académicas do Dão, organizado pela TUNADÃO 1998, Tuna do Instituto Politécnico de Viseu (ISPV). A Hinoportuna – Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo revelou-se a superior em palco, arrecadando o prémio de Melhor Tuna.

A concurso estiveram a Hinoportuna – Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Estudantina Académica do ISEL, Imperial Neptuna Académica da Figueira da Foz, Tuna Templária de Tomar e Afonsina – Tuna de Engenharia da Universidade do Minho.

No dia 1, sexta-feira, noite reservada às serenatas, o espectáculo começou com o Orfeão Académico do IPV. Depois subiram ao palco os caloiros da TUNADÃO 1998 com uma actuação inédita. Estes interpretaram uma serenata, intitulada “És Tu”, da autoria de Tiago Nogueira e arranjos de Tiago Nogueira e Pedro Ferreira, ambos caloiros. Um momento bastante agradável, tendo mesmo sido aplaudidos de pé pelos seus tunos e alguns membros da plateia. Houve quem gracejasse que o prémio de Melhor Serenata já tinha vencedor.

Seguiu-se o concurso. A primeira tuna a subir a palco foi a Estudantina Académica do ISEL, seguida pela Hinoportuna, posteriormente a Afonsina, depois a Imperial Neptuna e finalmente a Tuna Templária. Cada tuna interpretou duas serenatas do seu reportório, sempre dedicadas às donzelas presentes na Aula Magna do IPV.

Para encerrar a noite, uma belíssima actuação d’As Meninas e Senhoras da Beira – Tuna Feminina da Academia de Viseu.


Houve ainda tempo para a atribuição do grau de Tuno Honorário à D. Alda Fonseca, a “madrinha” da TUNADÃO 1998.


A festa continuou noite dentro no Pavilhão Multiusos, em plena XXV Semana Académica.

No segundo dia de festival, e depois de um almoço reforçado com Feijoada e Porco no Espeto, devidamente acompanhado por uma cerveja fresquinha, deu-se a recepção oficial das tunas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Viseu.
Seguiu-se o Pasacalles pelas ruas de Viseu. Bastante animadas, as tunas a concurso deliciaram os viseenses com a sua música, tendo mesmo criado coreografias no momento e dançado com os transeuntes. Depois do descanso do guerreiro nas esplanadas da Sé (porque o Sol a isso convidada), as tunas voltaram ao IPV para prepararem a segunda noite de festival.

Para abrir o espectáculo, subiram ao palco os “Velhinhos” da TUNADÃO 1998. Trazendo à memória de quem acompanha a Tuna do IPV, os antigos membros interpretaram dois temas populares, “Ignorantes” e “Ai Viseu”. Muito animados, agradeceram e dedicaram as suas interpretações às suas Assistentes Sociais, visto estarem já na reforma destas andanças.

De volta ao concurso, as tunas participantes começaram o seu espectáculo. A primeira a subir foi, mais uma vez, a Estudantina do ISEL, destacando-se os seus estandartes.
Seguiu-se a Imperial Neptuna Académica da Figueira da Foz, onde se evidenciou o seu solista.
Chegada a vez da Afonsina, os tunos entraram a galope após uma pequena aparição do Indiana Jones. Revelou-se uma actuação muito divertida, recheada de sátira às Rotundas de Viseu.
Depois foi a vez a Hinoportuna. Uma grande homenagem a Zeca Afonso e a Amália Rodrigues, abrilhantada pelos seus pandeiretas.
Por último actuou a Templária de Tomar, que teve direito a uma visita da Pantera Cor-de-Rosa aquando da interpretação do seu instrumental.

Terminado o concurso, foi a vez de actuar a tuna da casa, a TUNADÃO 1998. A festejar nessa mesma noite o seu décimo primeiro aniversário, a Tuna do IPV deliciou todos os presentes na Aula Magna não só com as suas músicas, mas também com as revelações em palco de alguns elementos que, normalmente se ficam pelas guitarras, cavaquinhos e bandolins, mas que para comemorar o aniversário em grande decidiram vir à frente do palco e saltar, tal e qual os seus colegas pandeiretas. Foi um momento bastante divertido.

No final, o júri, composto por Carlos Clara Gomes (músico/ensaiador da TUNADÃO 1998), Engenheiro Garrido (Maestro do Orfeão Académico do IPV), Renato Santos (acordeonista e elemento da TUNADÃO 1998 e do Real Tunel Académico de Viseu), Dionísio (ensaiador e elemento da Infantuna Cidade de Viseu) e José Arantes (Magister da Copituna d’Oppidana) deliberaram:

•Melhor Serenata: Tuna Templária
•Melhor Solista: Imperial Neptuna Académica da Figueira da Foz
•Melhor Instrumental: Hinoportuna – Tuna Académica do IPVC
•Melhor Original: Tuna Templária
•Melhor Pandeireta: Hinoportuna – Tuna Académica do IPVC
•Melhor Estandarte: Estudantica Académica do ISEL
•Melhor Pasacalles (atribuído pela TUNADÃO 1998) – Tuna Templária
•Tuna + Tuna (Atribuído pela TUNADÃO 1998) – Afonsina
•Melhor Tuna: Hinoportuna – Tuna Académica do IPVC

A noite continuou no Campus do IPV, prolongando-se no NB Club.
No domingo, já dia de rescaldo, as Tunas almoçaram no Lanxeirão num grande espírito de convívio e amizade.


O CITADÃO revelou-se, uma vez mais, um grande festival de tunas, de um enorme sucesso, contando nas duas noites com a sala cheia. Foram dias repletos de alegria, guitarradas, espírito académico e tunante. Parabéns à TUNADÃO 1998.


Parceiros